
A história é-nos contada por um menino judeu que se vê separado dos seus pais para que, separados, tenha mais hipótese de se salvar. Muitas crianças foram obrigadas a crescer e viver nesse período conturbado que foi a II Guerra longe dos seus progenitores e restante família. Alguns nunca se vieram a reunir.
Joseph, no entanto, teve sorte. Escondido num orfanato católico suportou a solidāo, a fome e o medo. Terminada a guerra, a angústia: os seus pais viriam buscá-lo? Nāo é difícil imaginar que poderia ser uma história real mas que, felizmente, tem um final feliz.
Este é um livro próprio de um público mais jovem, como já referi, e aflora alguns problemas vividos sobretudo pelas famílias judias nesse terrível periodo. Nāo é muito pesado no sentido em que passa um pouco ao lado de todo o sofrimento passado por esse povo nos campos de concentraçāo e, por isso, creio que é um bom livro para ser dado como introduçāo à temática do Holocausto.
Gostei muito. Aconselho a sua leitura, sobretudo para quem quer iniciar um jovem neste tema da História que nāo deve ser esquecido!
Para saber mais sobre este livro, consulte-o no site da Presença aqui.
Terminado em 11 de Fevereiro de 2018
Estrelas: 5*
Sinopse
1942. Auge da Segunda Guerra Mundial. As rusgas começam. O pequeno Joseph, de sete anos, judeu, é afastado dos pais para conseguir sobreviver. Aprende a ocultar o seu nome, a sua história, os seus sentimentos. Escondido num orfanato católico, vai crescer acompanhado por um sacerdote, o padre Pons, um homem simples que se empenhará em manter viva a cultura judaica e em transmiti-la às crianças. Num universo à primeira vista cristão, o padre Pons instalou uma sinagoga secreta. Tal como Noé, o padre decidiu salvar a humanidade. Apesar daquilo que é. Uma vez restabelecida a paz, o que irá ser destas crianças com esta dupla identidade?
O Filho de Noé é um romance curto e belo, um estilo a que Eric-Emmanuel Schmitt já nos habituou.
Se gosta da temática, aconselho O Tatuado de Auschwitz.
ResponderEliminarTambém estou a gostar deste, que também é maravilhoso na sua simplicidade.
Boas leituras :)
Obgda pela dica! Já li O Tatuador e gostei muito. Acabei agora Sonata em Auschwitz e adorei. Muito forte, muito visual. Beijinhos
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