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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma casa de família de Natasha Solomons


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 416
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892321561

Li este livro praticamente num dia! É certo que consegui tirar uma folga a meio da semana para descansar e aproveitei-a para ler mas a rapidez foi devida, sobretudo, porque o tema tratado me apaixona e não me cansa nunca: a Segunda Grande Guerra.

Paralelamente, a escrita da autora é apaixonante por si só e sabe com mestria mesclar o romance, a ficção com factos históricos verídicos. O facto de aproveitar acontecimentos familiares - a personagem principal é inspirada numa tia-avó que conseguiu fugir à guerra por ter um "visto de serviço doméstico" e por ter ido servir numa família inglesa - torna o livro mais real e a personagem mais empática. Um romance intenso, sofrido mas apaixonante e que capta todos os nossos sentidos. Amamos e sofremos com a personagem principal, uma jovem judia austríaca que se vê em Inglaterra para fugir à guerra, sozinha, sem família ou amigos e quase sem informação ou notícias.

Gostei do final, mesmo muito. A Segunda Grande Guerra separou famílias e poucas foram aquelas que tiveram a sorte de se reencontrarem, embora a vida tivesse continuado e muitos tivessem de refazer o que tinham perdido, encontrando novas formas de amar.

Um livro que me conquistou!

Terminado em 27 de Fevereiro de 2013

Estrelas: 5*+

Sinopse


Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.

Em Viena, a família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. Decidem fugir do país mas não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada.

Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam.

Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Palmeiras na Neve de Luz Gabás


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 32
Editor: Marcador
ISBN: 9789898470584


Tinha ouvido falar deste livro muito positivamente mas nada me tinha preparado para este encontro tão absorvente! Gostei mesmo muito. A autora pegou em factos históricos verídicos que eu desconhecia por completo e criou uma história apaixonante, onde não existe quebra de ritmo e os personagens possuem características semelhantes às pessoas que circulam ao nosso lado.

Guiné e Espanha, país colonizador. Dois espaços temporais separados por cinquenta anos: 1953 e 2003. Quem já viajou até África vai reconhecer as cores, os cheiros e mesmo alguns costumes. Impossível ficar indiferente a este romance pois retrata com veracidade as condições do processo de colonização espanhol em África, mais propriamente na Guiné, e também as relações entre colonizadores e colonizados, seus amores e desamores, suas paixões e vinganças.

Retrato emocionante e verdadeiro de um país africano colonizado e sua história conturbada, de paz e de guerra, de amores e de ódios e retrato de uma família que parte à descoberta e desejo de novas riquezas e se apaixona por um país onde o calor não é só um estado do tempo mas uma condição inerente ao povo nativo. 

Gostei muito e recomendo esta leitura!

Terminado em 23 de Fevereiro de 2013

Estrelas: 5*+

Sinopse


Estamos no ano de 1953 e Kilian abandona a neve da montanha para iniciar com o seu irmão Jacobo, uma viagem apenas de ida para uma terra desconhecida, longínqua e exótica. Nas entranhas deste exuberante e sedutor território, espera-os o seu Pai, um veterano que trabalha na fazenda de Sampaka, o lugar onde se cultiva e tosta um dos melhores cacaus do mundo.
Nessa terra eternamente verde, cálida e voluptuosa, os jovens irmãos descobrem os encantos de uma vida social na colónia em contraste à vida monótona e cinzenta que se vivia na Espanha dos anos cinquenta. Trabalham o cacau com afinco e esforço para conseguir as melhores colheitas, conhecem o significado da amizade, da paixão, do amor, do ódio. Mas um deles irá cruzar uma linha proibida e invisível ao apaixonar-se perdidamente por uma nativa. Esse amor pulsante e urgente, marcado pelas circunstâncias históricas, irá mudar para sempre o rumo das suas vidas e será a origem de um segredo que marcará as suas vidas até ao tempo presente.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Novidade Clube do Autor

A Mãe Terra
de Jean M. Auel

Abaixo a transcrição de uma entrevista feita à autora:


É conhecida mundialmente pelo rigor científico com que escreve acerca das suas investigações arqueológicas. Quais são as suas fontes?
A maior parte da informação resulta de horas e horas de trabalho em bibliotecas, mas também tenho aprendido muito perguntando, frequentando cursos e viajando. Participei, por exemplo, num curso de sobrevivência no Ártico e num outro sobre os indígenas, em que aprendi, por um lado, como viviam e, por outro, como preservar a pele de veado e aproveitá-la para criar peças de vestuário. Frequentei igualmente alguns seminários para aprender a identificar plantas silvestres e também um curso de cozinha em que aprendi a utilizá-las. As capacidades da Ayla enquanto curandeira resultam de aprendizagens várias recolhidas em livros que ensinam a prestar os primeiros socorros, em manuais sobre ervas medicinais e naquilo que aprendi ao longo do tempo com médicos, enfermeiras, paramédicos, etc.

Neste livro, as pinturas rupestres ocupam um lugar de destaque. Visitou algumas das cavernas de que fala em A Mãe Terra?
Sim, visitei todas as cavernas descritas no livro e posso dizer que a sensação de ali estar é indescritível. No seu interior sente-se uma ligação muito forte com quem fez aquelas pinturas. Aliás, visitar esses locais faz parte do meu trabalho de investigação história, e é algo que me dá particular prazer. De todos os espaços que já tive oportunidade de visitar, destaco a visita ao Abrigo do Lagar Velho, na zona de Leiria, a primeira sepultura do Paleolítico Superior da Península Ibérica. Nesse local foi descoberto o «Menino do Lapedo», cujo esqueleto provou o contacto entre o homem de Neandertal e o Homem Moderno (Homo sapiens) e o cruzamento entre espécies.

Quanto de ficção e quanto de realidade encontramos na sua obra?
Embora baseados em factos reais, os meus livros são um trabalho de ficção. De há 30 000 anos restam-nos apenas alguns objetos feitos em pedra ou osso, ADN recolhido de alguns vestígios de sangue de animais ou pólen de plantas medicinais encontrados em túmulos dessa época.
É apaixonante investigar um esqueleto do Neandertal: estudando os seus ossos podemos descobrir, por exemplo, se o falecido perdera um olho quando era jovem, se fora amputado de um braço ou coxeava. Com estas características seria impossível, por exemplo, que este homem participasse na caça aos mamutes. E a partir daqui podemos questionar-nos: por que razão perdeu o braço? Quem lhe estancou a hemorragia? Como conseguiu sobreviver com estas limitações e chegar à velhice? Com certeza tinha alguém a seu lado, alguém que o amava. Ou será que a sua cultura protegia os mais débeis e desprotegidos? Em qualquer dos casos, facilmente se percebe que os nossos antepassados não eram brutos.

E depois deste livro, o que se segue?
Continuo a investigar e tenho já muitas ideias. Todavia, neste momento, não tenho qualquer plano em concreto. Mas não tenho dúvidas: vou continuar a escrever.

Convite Esfera dos Livros


A convidada escolhe... "A máquina de fazer espanhóis"

Li e gostei muito. A minha curta opinião aqui (o blogue estava ainda no seu início e as opiniões eram apenas um pequeno resumo do que tinha sentido)! (Cris)

O último de uma tetralogia, A Máquina de Fazer Espanhóis versa o tema da velhice.

Tendo sido o primeiro livro que li do autor, Valter Hugo Mãe, mal comecei a lê-lo fiquei contagiada pelo estilo, sensibilidade, ironia e profundidade do autor sobre um tema que muitas vezes só conhecemos no contacto com os nossos familiares queridos quando envelhecem.

Para mim, surpreendente o facto de um autor ainda tão jovem conseguir através de um painel de idosos, trazer-nos os sentimentos, as angústias, os fantasmas,
as desilusões e as cumplicidades de um grupo de homens que se conhecem no final das suas vidas, pela circunstância de estarem todos num mesmo lar – o Feliz Idade!

É sobretudo o universo masculino que este livro escolheu, embora as várias figuras de mulheres que surgem no livro sejam representadas sob o olhar crítico e até irónico do senhor Silva e amigos. Aos 84 anos, inesperadamente, o Sr. Silva, a personagem central do livro vê-se privado do amor da sua vida – a Laura – arrancado do seu mundo e colocado num lar que rejeita inicialmente, mas onde vai descobrir novas amizades que a sua vida muito centrada na sua família, nunca alimentou como aliás nele próprio reconhece com tristeza na parte final da vida. Entre os recentes amigos que aproveitam as tardes soalheiras no pátio do «Feliz Idade» para se aquecer, mas sobretudo para comentar, troçar do que se passa no lar, falar do passado, fazer confidências, viver enfim! o Esteves (sem metafísica do poema de Fernando Pessoa*) e o senhor Pereira foram aqueles que acabaram por ser os seus maiores amigos, os amigos do peito, aqueles com quem partilhou as maiores intimidades, aquelas que só os grandes amigos podem partilhar.

Este é um livro de uma tristeza doce, de uma humanidade que mostra o que de melhor e pior podemos ter e ser. É também uma reflexão sobre o fascismo, o salazarismo, os medos, as traições, o atavismo, a delação e o colaboracionismo e que nos tornaram um “país de cidadãos não praticantes”.

Termino citando as palavras de António Lobo Antunes na contracapa de A Máquina de Fazer Espanhóis “A maior parte dos livros são escritos para o público; este é um livro escrito para leitores”.

Depois de se ler este livro fica-nos a urgência de ler os outros livros que completam a tetralogia sobre o tempo da vida humana e de conhecer melhor este excelente jovem escritor português.

Almerinda Bento

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Resultado do Passatempo "Cartas que falam"

Chegados ao fim deste passatempo, que teve a colaboração da Chiado Editora, anuncio o nome do sorteado.

Dos 234 participantes foi seleccionado através do Random Org o n* 45 que corresponde a:

- Arnaldo Santos de Santo Tirso

Muitos parabéns!

Passatempo "2000 a bombar"

O Tempo entre os meus livros, com a colaboração de algumas editoras mais presentes e mais prestáveis, vai lançar um mega passatempo para festejar os 2000 seguidores do blog. Vão ser sorteados muitos livros  para  mimar os fãs que por aqui passam.
Fica, para já, aqui uma amostra dos livros que vão ser sorteados.
O meus sinceros agradecimentos às editoras que colaboraram nesta surpresa!
Estejam atentos! É já num destes próximos dias...

Quinta Essência:
- Um pequeno escândalo de Patrícia Cabot
- Encontras-me no fim do mundo de Nicolas Barreau

Marcador
- O amor não escolhe idades de Sheila Norton - 3 exemplares
- Luz sobre o caminho de Mabel Collins - 3 exemplares

Civilização
- Como tudo começou de Penelope Lively

Publicações Europa América
- O homem que comeu o 747 de Ben Sherwood

Porto Editora
- Se os mortos não ressuscitam de Philip Kerr

Editorial Presença
- O mundo amarelo de Albert Espinosa

Chiado Editora
- Pai, vem-me ver de Nuno Vilaranda e Patrícia Mendes
- 3 vidas, 3 destinos de Lígia Trindade

Alfarroba
- Sob o céu de Paris de Elisabete Caldeira e Jorge Campião

Bizâncio
- O Perfeito Cavalheiro de Imran Ahmad

Edições Vieira da Silva
- A Chave de Cláudia Valle Santos
- O Prédio de Miguel Morais

Planeta
- Príncipe Mecânico de Cassandra Clare

Matéria-Prima
- Alguém no Céu gosta de si de Arielle Ford
- A um passo da felicidade de Giorgio Nardone

Esfera dos Livros
- O que faço para o jantar? de Joana Roque

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Passatempo "O Segredo de Martinica"


Um novo passatempo aqui no blog com a colaboração da Chiado editora, começa hoje. Temos para oferecer "O segredo de Martinica" de Fernando Silva.

O passatempo tem lugar até ao dia 2 de Março.

Boa sorte a todos os seguidores!





Ao Domingo com... Fernando Silva


Viva:
Vamos lá ver em que base consigo falar de mim: sei coisas razoáveis a meu respeito, mas também sei outras… ui! 


Podia falar como se fosse outra pessoa, plagiando o antigo ponta-de-lança Mário Jardel, quando este se referia a si na terceira pessoa: “Passaram a bola ao Jardéu… e o Jardéu márcou…!” Ou, simplesmente vendo-me ao espelho com óculos progressivos… mas como as lentes já tiveram a sua época, ou foco a cabeça e desfoco o corpo, ou vice-versa ao contrário!

Fui adulto muito novo, com apenas 12 anos. Recordo-me como se fosse hoje. Exactamente no dia do meu aniversário, dirigi-me com a minha mãe à farmácia de serviço. O tema era uma gripe e uma caixa de supositórios Dolviran. O senhor Zé, farmacêutico desde sempre, olhou-me desconfiado e questionou a minha mãe: “quantos anos tem o Fernandinho?” - “Doze, senhor Zé.”… Daí partiu a ordem para a auxiliar no interior do balcão: “Já é adulto!”

Que luxo, apesar da febre senti-me um herói. Já era grande! Na escola, era eu quem tinha aquelas “saídas” que faziam rir a turma. Ainda hoje acontece nas tertúlias de amigos. Não tenho culpa, saem-me!

Nunca me considerei um escritor. Em honra aos verdadeiros magos do pensamento em escrita e por respeito à verdade. Tenho 50 anos e escrevi dois livros. Há quem tenha escrito 20 com apenas 30 anos, que grande média! A minha é de 1 por 25 (e melhorou bastante, o ano passado era 1 em 49).

Um escritor a sério tem ideias, formata o que vê e não vê como se fosse um capítulo do próximo livro. Toma apontamentos, questiona-se, pensa e repensa. Enfim, vive para a escrita, num quotidiano inquieto e vigilante. Depois, vem a questão do talento… mas isso é outra história.

Não quero com isto dizer que quem escreveu apenas um ou dois livros, mesmo com 50 ou 60 anos, não seja um verdadeiro escritor. Pode ter feito muita investigação e apresentado uma obra minada de rigor e segurança, descarregando anos de trabalho onde cada elemento pode ser provado e comprovado. 

Porém, quem como eu escreve por impulso, fica refém de uma história onde normalmente nenhuma das tendências e previsões se confirma: “quem fez o quê?” ou “quem matou quem?”. É o acerto e desacerto do genuíno improviso. 


O primeiro livro, (desculpem-me, mas não me soa bem o termo “obra”, especialmente quando falo de mim) “27 Senha Azul”, começou do nada, como uma pequena experiencia, abordando temas que conheço com relativa profundidade: bandas de garagem, rádios piratas e campeonatos regionais de futebol, numa mistura de descontracção e caricatura social. Mas a ideia não era ter dado em livro. Por isso ficou parado a meio, num intervalo sabático de mais ou menos 2 anos.

Esta última aventura – “O segredo de Martinica”- teve outra intenção e outra dinâmica: devia ser um livro. E foi. Dois meses de alguma inspiração e razoável transpiração foram suficientes para descobrir o segredo que tinha escondido de mim, como quem procura uma pedra projectada para longe, depois de ter rodado sete vezes sobre si de olhos vendados.

No “27, Senha Azul”, a Introdução começava assim e transcreve um pouco o ambiente onde me criei:
“São as memórias das vivências com gente fantástica… que de um rolo de arame fazia uma gaiola, do mundo do improviso, do desenrascanço e da camaradagem. Gente de humor fácil, quase sempre pobre e onde a maior riqueza estava no partilhar com os amigos uma merenda, elásticos para uma fisga, uma cana-da-índia para inventar uma cana de pesca ou um canário para fazer criação…”

No mesmo livro, a minha biografia falava dos meus gostos:
“Gosta de alhos torrados, puré de batata, Allô Allô, Fawlty Towers, Marretas, Cerveja Preta, António Silva, Vasco Santana, João Villaret, Charlie Chaplin e Agatha Christie. Os seus ídolos desportivos foram Joaquim Agostinho, Livramento, Carlos Lopes, Jackie Stewart e Maradona. Na música, Bach, Beethoven e Carlos Paredes. As vozes de que nunca se cansa de ouvir são as de Amália Rodrigues, Freddy Mercury e Pavarotti. A árvore preferida é o choupo. O animal, o lobo.”

Na breve biografia do “Segredo de Martinica”, sou um pouco mais filosófico:
“Primeiro, nasceu à experiência e levaram-no logo a sério. Para não estar clandestino, arranjaram-lhe um nome. Quando abriu os olhos e percebeu onde estava, começou a gritar “não valeu, não valeu!”, mas a falta de dentes tornou completamente imperceptível a sua revolta. Quis fugir, mas a alcofa era alta. Uns dias mais tarde passaram-no para uma cama de grades- percebeu então que estava preso.”

E pronto, espero que esta os encontre de boa saúde que nós por cá todos bem. De mim, pouco mais resta dizer… a não ser que, “brigo” com pianos desde que me conheço, que também desde muito novo aderi à moda das bandas de garagem, o que na altura resultou num “fantástico” LP de um não menos fantástico e dedicado grupo chamado “Os Duques de Quibir”. Na altura, acumulava a música com a “limpeza” do pavilhão do Sporting Clube Marinhense, na pele desequilibrada de jogador de Hóquei em Patins. Mais tarde, tive a oportunidade de sentir o cheiro da gasolina e a adrenalina própria dos ralis. Por acaso, no papel de piloto nem me saí muito mal.  
Pianos, ralis, discos, patins e livros podem não ser da mesma família, mas este… sou mesmo eu!

Ao dispor.
Fernando L. Silva

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Um livro numa frase




"A memória é deveras um pandemônio, mas está tudo lá dentro, depois de fuçar um pouco o dono é capaz de encontrar todas as coisas. Não pode é alguém de fora se intrometer, como a empregada que remove a papelada para espanar o escritório."

In Chico Buarque, Leite Derramado
Frase escolhida por: Cláudia Santos

Na minha caixa de correio

     
Aproveitei um vale Fnac e comprei o livro da Ana Cristina Silva, que já andava na minha lista há muito tempo. Gosto da escrita desta escritora. Muito!
O Sem Destino foi-me oferecido pelo meu marido. Assim completei a trilogia...
A Chave, de Cláudia Santos veio das Edições V. Da Silva. Curiosa com esta leitura por duas razões: primeiro já li comentários favoráveis, segundo porque a Cláudia vai contribuir para a rubrica cá no blogue A convidada escolhe...
O mundo Amarelo vai ser a minha leitura a seguir. Estou prestes a terminar Palmeiras na Neve, um calhamaço ( e a adorar...) e como este é pequeno... Mas nao me parece que seja ligeiro!
O Diplomata vai colmatar a minha curiosidade acerca do autor,Vasco Ricardo.
O Leitor de Cadáveres possui uma sinopse que me atraiu bastante. Oferta gentil da Porto Editora!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O melhor do mês de Janeiro

E é já, quase, a terminar o mês de Fevereiro que venho aqui postar esta rubrica... 

Dos sete livros lidos em Janeiro destaco dois. As minhas opiniões aqui e aqui...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cafuné de Mário Zambujal


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 244
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240355

Às vezes ao visualizarmos um escritor atribuímos-lhe características que não correspondem à realidade! Se "olhar" para Mário Zambujal penso em alguém que tem tudo para ser uma pessoa "séria", pouco dada a risos... Não o conheço pessoalmente mas do que sei da sua escrita isso não podia estar mais longe da realidade. Mais uma vez, se comprova que não de devem fazer juízos de valor.

Gostei muitíssimo deste pequeno livro que se lê rapidamente e sempre, SEMPRE, com um sorriso nos lábios. Voltei a trás bastantes vezes para reler passagens porque me apercebi que continuava a ler mas o meu pensamento tinha ficado retido numa pequena frase caracterizada por um humor subtil, por vezes, súbito, inesperado e isso obrigava-me a relê-la e voltar para apreciá-la melhor.

Preparem-se para revisitar os anos de 1800, D. João VI, sua esposa, D. Carlota Joaquina, a sua fuga para o Brasil aquando das invasões francesas e da entrada de Junot. Mas, a escrita de Mário zambujal não é maçadora nem cansativa. Através das peripécias de um rapaz atrevido e com um "dedo" para as mulheres da época, e também através de um narrador bastante incisivo, vamo-nos apercebendo do contexto histórico vivido então. 

Surpreendente e muito divertido este livro. Aconselho vivamente! 

Terminado em 16 de Fevereiro de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse


Cafuné centra-se na figura de Rodrigo Favinhas Mendes, um bom malandro que não resiste aos encantos femininos e que se torna amigo de um ex-frade, Frei Urbino de Santiago, que acaba por ser o seu conselheiro e zelador espiritual. É que Rodrigo tem um coração gigante onde cabem muitas mulheres bonitas, dispostas a um carinho que ele é incapaz de recusar…


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Irma Voth de Miriam Toews


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 248
Editor: Quetzal
ISBN: 9789897220487
Coleção: Serpente Emplumada

Não sei determinar ao certo quando é que esta leitura me cativou! No início não compreendi a personagem principal e parecia-me que os seus diálogos não faziam sequer sentido...

Mas, sem saber quando, o texto começou a agradar-me e fui ficando atraída pela personagem feminina. O certo é que me obrigou a pesquisar logo no princípio sobre os menonitas para poder compreender melhor os hábitos e costumes que vamos detectando, pouco a pouco, no livro. E gosto quando aprendo com um livro!

Irma cresce com o desenrolar da história e é nesse crescimento que o livro nos agarra e nos prende. Desde o momento que Irma resolve dar o "grito do Ipiranga", revoltar-se e partir para a Cidade do México o livro sofre uma transformação muito positiva em parte porque a própria personagem se liberta das amarras que a prendem e cresce com isso. 

Gostei, aprendi e envolvi-me com esta obra. Que mais podia querer?

Terminado em 13 de Fevereiro de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse


Irma Voth foi banida pela família, porque se casou com um mexicano. E agora foi abandonada pelo marido, porque, disse-lhe ele, ela não soubera ser uma "boa mulher". Jorge partiu sem outras explicações, não sem antes lhe ter dado uma lanterna nova - objeto de extrema utilidade num lugar onde as noites são de escuridão total.
Irma é pouco mais do que adolescente e foi criada numa comunidade menonita, no Canadá, primeiro, e agora nas montanhas da Sierra Madre. Ocupa a casa abandonada por uns parentes e vê a mãe e as irmãs às escondidas do pai.
Um dia, uma equipa de filmagens instala-se na vizinhança para rodar um filme sobre a cultura menonita e a sua presença na região. E Irma será rapidamente convidada para fazer parte do grupo como intérprete da protagonista, uma atriz alemã.
O contacto com ela e os outros elementos do grupo, e um certo estilo de vida, irá despertar Irma para uma nova consciência de si e libertá-la da solidão e do silêncio que a haviam desde sempre isolado do resto do mundo. A grande mudança está em curso e Irma parte, levando as irmãs, à conquista da sua nova identidade na mega metrópole da Cidade do México.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A convidada escolhe... Uma casa de família

Esta vai ser uma leitura que farei muito em breve. Tem tudo para me encantar. (Cris)

Tenho por hábito, nas minhas leituras, intercalar vários estilos diferentes e/ou autores.

Desta vez numa das muitas idas à livraria deparei com este livro que me prendeu pelo título e
pela capa e, não fiquei arrependida pelo impulso de o comprar e ler de seguida!

Passa-se na terrível época das invasões nazis pela Europa e a protagonista é um dos alvos “preferidos”: judia, vivendo com a sua família em Viena. A continuação é quase adivinhável:
como se proteger os membros da família e a preparação para o pior….

A capa do livro diz-nos que é um romance, mas a época em que se desenvolve, leva-o mais além desse estilo. Sentimentos contraditórios acompanharam-me nesta leitura. Se por um lado assistimos a um romance improvável, por outro vivenciamos como a Guerra alterou as vidas dos habitantes das terras sujeitas às provações … Mas também me deleitei com as
descrições dos campos, das estações do ano através das espécies florais próprias de cada uma, da vida de trabalho no campo e, a melhor parte, a descrição do mar naquela zona agreste.

Gosto de aprender algo com cada livro que leio, e este não me desiludiu! Revela a capacidade de adaptação a situações tão díspares, tanto familiares como sociais, que o ser humano (de algum modo todos os protagonistas) consegue…

Gostei do final do livro e com ele tive algumas surpresas. Recomendo esta leitura que, embora se passe num período conturbado, não se torna pesado. Os primeiros capítulos demoraram-me um pouquinho a ler (pouco entusiasmo?) mas depois foi sempre em crescendo até ansiar
pelo desvendar do final.

Ana Bento

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Novidades Civilização


A Herdade 
de Jane Smiley
A propriedade de Larry Cook é a maior de Zebulon County, Iowa, e um reflexo do seu trabalho e perseverança. De um momento para o outro, Larry, um homem orgulhoso e possessivo, decide reformar-se e doar a propriedade às suas três filhas, numa atitude pouco típica do seu temperamento. Ginny e Rose, as filhas mais velhas, ficam surpreendidas com a atitude do pai mas ansiosas por aceitar. Caroline, a mais nova, tem algumas dúvidas e, de imediato, o pai exclui-a. Em A Herdade, Jane Smiley transpõe a história de O Rei Lear para a atualidade e, ao fazer isso, lança uma nova luz sobre o original de Shakespeare ao mesmo tempo que o transforma de forma subtil. 

Como Tudo Começou 
de Penelope Lively
Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas.
Neste romance sedutor, absorvente e escrito de forma brilhante, Penelope Lively mostra-nos como um simples acontecimento acidental pode significar a destruição e salvação de um casamento, uma oportunidade que aparece e depois desaparece, o encontro entre dois amantes que de outra forma nunca se teriam conhecido e a mudança irrevogável de várias vidas. Divertido, humano, comovente e astucioso, Como Tudo Começou é um trabalho brilhante de uma autora que está no seu melhor.

Depois 
de Rosamund Lupton
É um incêndio e eles estão lá dentro. Eles estão lá dentro… Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro.
Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.

Convite Esfera dos Livros


Resultado do passatempo "As primeiras Luzes da manhã"

Anuncio agora quem foi o vencedor deste passatempo que teve a colaboração gentil da Editorial Presença.

Das 452 participações foi seleccionado o nº 326 pertencente a:

- Miguel Dias do Montijo.


Parabéns! Espero que gostes desta leitura.

Novembro de Jaime Nogueira Pinto



Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 512
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896264376

Demorei mais tempo do que esperava para acabar de ler este livro mas isso teve mais a ver com o seu volume pouco "transportável" do  que com o seu conteúdo. As suas 500 páginas e o facto de andar quase diariamente a pé impediram-me de o levar comigo no meu dia-a-dia e aproveitar esta leitura na sua totalidade.

Tendo embora um conteúdo muito forte ligado aos aspectos políticos em detrimento do lado romanceado, gostei muito desta obra sobretudo porque mescla muito bem os aspectos verídicos com os ficcionados, o que fez com que me interrogasse, por vezes, onde começava a realidade e onde acabava a ficção...

Abrangendo a realidade socio-política do Portugal de 1973, 74 e 75 desperta-nos para realidades que quase já esquecemos porque, como foi o meu caso, foram vividas ainda em criança (ou pré-adolescente) e, consequentemente, pouco virada para os problemas de então.

Os cenários decorrem, maioritariamente, entre Lisboa, Madrid e Luanda. Personagens vários mas o enredo centra-se à volta de Henrique, um sexagenário, viúvo, marcado por um casamento feliz que nao consegue nem pretende esquecer, seu filho, Eduardo e seu amigo Alexandre. Circulam à volta destes personagens, irmãos, amigos e conhecidos que se vão envolvendo, e tentam resistir, em maior ou menor grau, à situação política desse Portugal de então.

Retrato de uma época que gostei de visitar. Escrito de uma forma perceptível a todos, vai agradar a quem quiser visitar Portugal nesse período da História e se interessar por comparar o "agora" e o "antes"...

Terminado em 11 de Fevereiro de 2013


Estrelas: 4*+

Sinopse

O que faz correr Eduardo Pinto de Vasconcellos para a sede semi-clandestina de uma organização nacionalista nas vésperas de exames decisivos? E que sombras carrega o pai, Henrique, ex-voluntário na Guerra de Espanha e banqueiro internacional? O que move Alexandre, intelectual, romântico, tímido e revolucionário?
No Verão de 1973, a História está a preparar-se para tomar conta das histórias destes homens e das mulheres que amam levando-os por Lisboa, Madrid e Luanda na torrente da conspiração, da revolução e da contra-revolução, até ao Inverno de 1975.
Os heróis de Novembro agem, lutam e amam sabendo, à partida, que a sua empresa é necessária mas em grande parte fútil. Vivem a história de uma outra geração de 68, que também tinha 20 anos no 25 de Abril. Novembro não é um livro de História, é um romance que se lê como um romance, um xadrez de personagens, lugares, paixões, segredos, intrigas. E também a memória de um Portugal desaparecido. Em Novembro tudo acaba: O Império, a Revolução e os sonhos dos que, dos dois lados, não ficaram no meio e deram tudo por tudo.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Passatempo "Cartas que falam"

O tempo entre os meus livros em parceria com a Chiado Editora tem para sortear, a todos os seus seguidores, um exemplar de "Cartas que falam" de Bruno Araújo.

O passatempo decorre até dia 23 de Fevereiro.

Encontram as respostas aqui!

Boa sorte!

Ao Domingo com... Bruno Araujo


Coisa complicada, falar de nós mesmos… Não direi que sempre foi meu sonho e ambição ser escritor, porque não é verdade nem me considero como tal…Devido a várias circunstâncias pessoais, resolvi pôr mãos à obra e elaborar o “Cartas Que Falam”. Chegado aos 35 anos, penso ter chegado o momento de ter um papel mais activo e interventivo na sociedade, neste caso abordando uma temática polémica como é o caso do “bullying”.

Baseado em vários factos reais, criei o personagem Filipe Gomes, um ser humano incompreendido por uma família disfuncional, pelos amigos, pela sociedade, e que, mesmo sentindo-se sozinho na imensidão da complexidade da vida, luta com todas as suas forças para encontrar toda a verdade sobre si mesmo. Alguém que tem uma infância marcada por violência doméstica, maus tratos, uma adolescência muito problemática, carregada de baixa auto-estima, discriminação na escola e na família, e uma vida adulta que tem início em consultórios de psicólogos e psiquiatras, como consequências de fobias, ansiedades e ataques de pânico entretanto experimentados. 

Após uma década de vida, e depois de vários psicoterapeutas enganados pelos seus pais, eis a verdade descoberta com a ajuda da única psicóloga que os seus progenitores não fizeram questão de visitar. Filipe, na ressaca de tamanho “choque” que assola o seu ser, começa então a escrever mensagens, em forma de cartas, à família, amigos, colegas e amores que fizeram parte da sua vivência.

Por outro lado, o objectivo principal da minha obra é o de alertar para o facto de que quem sobre deste tipo de problemas não está sozinho, e de que deve procurar sempre ajuda. Tudo isto porque pensamos que os males do Mundo nunca nos acontecerão, mas um dia, inevitavelmente, acabam por nos vir bater à porta…

Bruno Araujo

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Na minha caixa de correio

  
 
 
Os quatro primeiros fui buscá-los à loja do JN. Passatempo Liga e Ganha.
Os dois últimos são emprestados do Segredo dos Livros.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Dieta dos 31 dias de Ágata Roquette


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 178
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263751

Tinha de vos falar deste livro, tinha mesmo! 
Não tem nada a ver com as minhas leituras habituais mas ouvi falar dele a umas amigas e dispus-me a experimentar... Não sou de fazer dietas porque não consigo segui-las e depois ainda fico mais stressada. Tento cortar nos doces e massas, comer mais legumes e fico-me por aí.

Mas vi fotos de umas receitas das muitas que vêm no livro e achei-as apetitosas. Porque não? - pensei.

Para variar não consegui seguir à risca os menus propostos mas creio que captei a ideia principal e em 4 semanas abati 2,5 kg. Não foi muito, dizem vocês, mas o que realmente apreendi foi o conceito de como equilibrar o meu dia-a-dia, mesmo comendo fora de casa...

O essencial é aproveitarmos a semana e tentarmos controlar os alimentos ingeridos nesses dias - as dicas, as receitas são óptimas! -, sem passarmos fome. Carne, peixe, legumes, frutas constituem a base da alimentação. Mas temos um pequeno almoço farto, com pão de centeio, por ex.

E o melhor é que temos um dia na semana para fazer loucuras e comer aqueles doces que "cortámos" da nossa alimentação! O fim de semana é mais propício a encontros, a almoços e jantares com amigos e esse dia da "asneira" fica agendado para esses dias.

O bom desta dieta - que passa por 3 a 4 fases - é que se trata de saber comer, saber equilibrar e escolher os alimentos - comer mais dos alimentos "permitidos" e tentar controlar os "proibidos". E isso pode-se fazer sempre, passar a fazer parte da nossa alimentação. 

Vou fazer um índice das receitas porque - é essa falha que encontro neste livro - quero voltar a fazer algumas que gostei muito e sem ele não é fácil descobri-las!

É um livro que não vai para a estante. Vai directo para a minha cozinha!

Sinopse

Está farta de dietas que não funcionam? Que a obrigam a passar fome? Em que emagrece um quilo e logo recupera dois? Dietas com alimentos que não encontra nos nossos supermercados e restaurantes? Que a proíbem de comer o pão ao pequeno-almoço de que tanto gosta? Não quer tomar medicamentos nem suplementos dispendiosos para emagrecer? Então este livro é para si. Ágata Roquette traz-lhe uma dieta inovadora, adaptada aos hábitos alimentares portugueses, onde o resultado é garantido. No final do mês, a sua balança vai acusar menos 3 a 5 quilos, se for mulher, e 5 a 8 quilos, se for homem. Como? Tudo começa na primeira consulta onde a nutricionista lhe explica os alimentos proibidos - como batatas, massa, arroz, bolachas, isto é, os hidratos de carbono - e os alimentos que pode consumir à vontade diariamente. A partir daqui cada página deste livro acompanha-a dia a dia, com dicas práticas, conselhos úteis que a motivam, e receitas variadas do que pode cozinhar. Uma nota importante: uma vez por semana, há o dia da asneira onde pode comer tudo o que lhe apetecer. Chegamos ao 15.º dia, onde volta à consulta para perceber os resultados que conseguiu até então. No final do mês, o tão esperado dia 31, com menos peso, a sua autoestima aumentada e com hábitos alimentares mais saudáveis e entra numa nova fase. Se já alcançou o peso desejado, então resta-lhe fazer a manutenção da dieta. Aí já conhece o seu corpo, que se torna num verdadeiro aliado na manutenção de um peso que lhe dá mais saúde, autoconfiança e boa aparência. Se quer perder ainda mais peso, a nutricionista Ágata Roquette dá-lhe todos os conselhos de que precisa para prosseguir a dieta até que a balança lhe indique o peso que tanto ambiciona. Uma dieta onde não passa fome, não se sente desmotivada e onde os resultados são visíveis.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Iniciativa "Unidos pelo Livro" (Presença)

Olá a todos! O Tempo Entre os Meus Livros e a Editorial Presença têm novidades para vocês com vista a promover ainda mais a leitura. Que tal um desconto na compra de um livro e este marcador como oferta? Vejamos como podem beneficiar desta promoção...



Para poderem beneficiar do desconto nas compras online no site da Presença  e receberem o marcador produzido para esta iniciativa, terão que no local apropriado, utilizar este  código de oferta exclusivo d' O tempo entre os meus livros:

UNIDOSPELOLIVROECRH

Esta iniciativa tem as seguintes características:

A) Duração da iniciativa: 13 a 19 fevereiro. O código acima referido só funcionará durante este período. As tentativas de utilização do código fora dele não darão acesso a nenhuma oferta.
B) A oferta é constituída por desconto de 5€ em compras iguais ou superiores a 15€ em www.presenca.pt + o marcador "Unidos Pelo Livro" acima reproduzido.
C) No caso de ser utilizador frequente do serviço de compras online da Presença, terá que ter em consideração que a utilização do código não é acumulável com a utilização da conta-cliente. Ou seja, a partir do momento em que use o código não vai conseguir usar o valor em conta-cliente para pagar a encomenda.

Instruções para utilização do código
1. Vá a www.presenca.pt e escolha os seus livros;
2. Clique em «Comprar» (junto às capas dos livros); 



3. Clique em «Carrinho de compras» (no canto superior direito do site);

4.  Identifique-se ou registe-se (no carrinho de compras);
5. Introduza o código de oferta exclusivo UNIDOSPELOLIVROECRH no campo «Possui algum código-oferta? «Introduza o seu código aqui» e clique em "Aplicar";

6. Clique em «Prosseguir a encomenda» e siga os restantes passos até finalizar a encomenda





terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Novidade BOOKSMILE


Eu Cómico
de James Patterson
A estrela desta vez é Jamie Grimm, protagonista de Eu Cómico. E é uma estrela o que Jamie quer ser, em cima de um palco, a fazer stand up comedy. Preso a uma cadeira de rodas, a viver com os tios e um primo armado em bully, a atual vida de Jamie não é feita de grandes gargalhadas. Mas ele consegue dar a volta por cima, agarrando-se ao sonho de ser um grande comediante. Jamie decidiu meter-se numa missão louca e quase impensável: vencer o concurso de «O Miúdo Mais Cómico do Mundo». 
«E haverá melhor forma de ir treinando do que provocar gargalhadas nos outros? As cobaias são a minha família de totós (que não sabem o que é rir), o meu tio e os clientes do seu restaurante (eles são bué cómicos!), o bully da escola (que por acaso vive em minha casa…) e uma pessoa maravilhosa, a quem chamo «a Miúda Fixe».  
Mas irão os juízes premiá-lo simplesmente por estar numa cadeira de rodas? E irá Jamie algum dia revelar o seu passado conturbado, ou irá continuar a esconder-se por detrás das suas piadas có-có-micas? Um livro imperdível!

Novidades Planeta


As Recordações de Edna
de Sam Savage 
Quando uma editora lhe solicitou que escrevesse um prefácio ao romance do seu falecido marido, Edna decide escrever um livro autónomo «não apenas sobre Clarence mas também sobre a minha vida, porque ninguém pode aspirar a conhecer Clarence sem isso». 
Ao mesmo tempo, a vizinha pede-lhe que tome conta do seu apartamento repleto de plantas e animais. As exigências dos seres vivos – uma ratazana, peixes, fetos – competem pela atenção de Edna com recordações há muito reprimidas.  
Dia após dia, páginas de pensamentos aparentemente aleatórios brotam da sua máquina de escrever.  
A pouco e pouco, toma forma no mosaico de memórias a história de um casamento notável e de uma mente levada ao limite. 
Serão as recordações de Edna uma homenagem ao marido ou um acto de vingança?  
Terá sido a vítima culta e hipersensível de um marido bruto e ambicioso, ou terá ele tido que cuidar de uma mulher neurótica?  
Cabe ao leitor decidir.


Príncipe Mecânico
Caçadores de Sombras
As Origens - Livro 2 
de Cassandra Clare 
No submundo mágico da Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombras.  
Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substituí-la como chefe do Instituto.  
Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua – e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros.  
Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombras é pessoal.  
Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Magister sabe de todos os seus movimentos… e que um deles os traiu.  
Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confiança.  
Mas algo está a mudar em Will… a parede que construiu à sua volta desmorona-se.  
A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro. 


Marginal
de Cristina Carvalho 
Uma mulher e um achado assombroso que revela instantâneos de uma juventude enterrada na rotina dos dias.  
Um passado vivido ao longo dessa emblemática estrada que liga a dourada sociedade da Linha de Cascais à cidade de Lisboa.  
Onde começa a margem e termina o «dever ser» para uma jovem portuguesa, nas décadas de 50 a 70 do século passado?  
Pode uma dúzia de imagens de um passado rebelde abalar a calma de um presente sem cor?  

A convidada escolhe... "Meia Noite ou o Princípio do Mundo"


A Renata é uma nova convidada do blogue. Faz parte de um Clube de Leitura que recentemente foi criado e ao qual faço parte juntamente com outros membros, alguns bloguers, outros não. Mais opiniões que nos enriquecem... 
Sou fã do Zimler mas este livro ainda está na estante por ler! (Cris)

Este é um livro escrito num estilo muito belo, delicado e comovente. Gostei francamente da sensibilidade com que o autor aborda não só as questões da liberdade e da opressão mas também o encontro de culturas muito diferentes entre si. Neste caso o encontro entre portugueses do início do século XIX e um bosquímano.

Para além disso, se considerarmos que a literatura é uma das grandes expressões da mente humana e uma janela que nos permite contemplar e entender, até certo ponto, a essência da realidade e a nossa natureza, este livro leva-nos directamente ao encontro de nós mesmos. Nele podemos ver como às alegrias despreocupadas da infância se sucede a perda da inocência e o confronto com o lado obscuro do ser humano que conduz quase inevitavelmente à destruição de muitos dos nossos sonhos, da amizade, do amor e até da própria vida. Por outro lado, embora carreguemos dentro de nós esta capacidade para oprimir e causar sofrimento, também somos os portadores da redenção através do amor, da coragem e da liberdade. As pessoas tendencialmente bondosas são também capazes de cometer actos vis podendo depois cair numa espiral de culpa obsessiva que as leva à aniquilação.

Neste romance os segredos penosos e ocultos dentro dos seres humanos acabam por emergir através duma imensa curiosidade que gera a compaixão e a coragem. Estas por sua vez destroem a injustiça conduzindo deste modo à libertação e a uma vida em dignidade e respeito pelos direitos de todos nós. Podemos assim escolher em cada encruzilhada da nossa vida qual dos caminhos trilhar: o da luz ou o da sombra. O protagonista da história escolhe inequivocamente a primeira e, navegando corajosamente através das trevas dos segredos de família, corrige o mal causado pelos que os precederam.

Renata Carvalho