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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A evolução de Calpúrnia Tate


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 248
Editor: Contraponto
ISBN: 9789896660994

Gostei desta leitura. A protagonista é uma menina, do Texas, de "onzequasedoze" anos que descobre o mundo com a ajuda do avô. 

Contado na primeira pessoa, com uma linguagem simples, com humor, vamo-nos apercebendo das características sócio-culturais de um mundo diferente do actual, já que estamos em 1899: o tratamento diferenciado entre raças, o aparecimento do primeiro telefone, do automóvel (e da célebre Coca-cola!), onde o isolamento só era superado através da carta, os poucos e diferenciados estudos e conhecimentos que eram administrados nas escolas entre rapazes e raparigas e o que deles era esperado...

Assistimos ao começo de uma amizade entre um avô distante e ríspido e a neta, sôfrega de conhecimentos e única rapariga entre seis irmãos. Sendo uma esponja constante, Callie aprende a amar o avô e um mundo novo abre-se para ela: há tanto para aprender com e na natureza, tanto para ler! O avô abre-lhe um mundo desconhecido até então e Callie sonha: quer ser cientista!

A escrita original desta escritora prende-nos ao livro e, narrando as peripécias de uma família do campo, através de uma menina e de toda a sua inocência e humor, Jacqueline Kelly consegue transportar-nos e fazer-nos viver uma bela história. O final ficou muito aquém de todo o livro. Esperaria eu algo diferente? Certamente! Mas pergunto-me, sem ter resposta, como quereria que ele acabasse? A autora deixou-nos em aberto toda uma série de possibilidades... Uma vida em aberto.

Terminado em 25 de Novembro de 2011

Estrelas: 4*+

Sinopse


«O meu nome é Calpurnia Virginia Tate, mas, nesses tempos idos, toda a gente me tratava por Callie Vee. Nesse verão, tinha onze anos e era a única rapariga de um total de sete irmãos. Conseguem imaginar pior do que isto?» 

O verão de 1899 é quente na adormecida cidade do Texas onde vive Calpurnia, e não há muitas maneiras eficazes de combater o calor. A mãe tem uma nova ventoinha comprada na cidade, mas a única alternativa que Callie encontra é cortar discretamente o cabelo, uns furtivos dois centímetros de cada vez. Também passa muito tempo no rio na companhia do seu irascível avô, um ávido naturalista, e descobre assim que cada gota de água está cheia de vida - nada como olhar através de um microscópio!
Ao mesmo tempo que Callie vai explorando o mundo natural à sua volta, consegue desenvolver uma forte relação com o avô, contornar o perigo que é viver com seis irmãos e aprender o que significa ser-se rapariga na viragem do século. 
A autora estreante Jacqueline Kelly dá vida a Callie e à sua família, capturando um ano verdadeiramente invulgar com uma sensibilidade e sabedoria únicas.

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