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domingo, 14 de agosto de 2011

Desaparecida!


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 184
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722345675
Coleção: Grandes Narrativas

E com este livro fica provado - não que eu tivesse dúvidas disso! - que uma boa história não tem de passar necessariamente por muitas páginas, nem sequer por uma capa bonita ou título apelativo!


Imaginem uma história de fundo - belíssima por sinal - contada por vários personagens, como se cada um estivesse a falar interiormente consigo próprio. E vamo-nos apercebendo, aos poucos, das ligações entre eles, da história em si, da complexidade da mesma e das ligações familiares existentes. 


Mas, frequentemente, de parágrafo em parágrafo vamos mudando de interlocutor e de época, o que pode parecer confuso... Mas não é! De todo! E nisso está a mestria desta escritora: conseguimos entrar dentro de cada personagem, conforme se trate de um ou de outro, sem nos baralharmos. E a história começa a interligar-se e a fazer sentido, como um puzzle que vai sendo construído aos poucos. E vamos ficando cada vez mais aflitas com a história em si, de como ela pode ser tão cruel para uma das personagens...


Ao ler este livro lembrei-me de outro que tenho na lista para ler e que foca o mesmo tema, verídico ("Doida, não e não") e que nos faz pensar numa época em que as pessoas eram "despachadas" para os hospitais psiquiátricos, se não se enquadrassem nos padrões ditos "normais" para a altura.


Recomendadíssimo este livro. A originalidade com que a autora nos conta esta história transforma um bonito romance num romance espectacular!

Terminado em 12 de Agosto de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse

Este romance conta a história de Esme Lennox, uma mulher que, nos anos de 1930, chega da Índia onde nascera, com os pais e a irmã mais velha Kitty. Sessenta anos mais tarde, Iris Lockart é surpreendida por um telefonema a anunciar-lhe que a sua tia-avó terá de deixar o hospital onde viveu durante três décadas, e o nome que consta no seu processo, como responsável por ela, é justamente o seu. Iris sempre acreditou que Kitty, a sua avó, era filha única. E esse é um facto misterioso e inexplicável. Um romance intenso e complexo, escrito com extrema delicadeza, que combina diferentes vozes narrativas num magnífico thriller psicológico.

3 comentários:

  1. Concordo plenamente com a tua opinião Cris e digo eu:
    Um livro pode tocar-nos por muitos motivos que para outros nada significarão. Este tocou-me profundamente.
    Li este livro em algumas horas.Terminado ficou-me a vontade imediata de o recomeçar a ler para não perder o contacto com aquelas pessoas, de me prender novamente nas suas vidas.
    Maravilhosamente escrito!

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