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terça-feira, 6 de junho de 2017

"Debaixo da Pele" de David Machado

      Li de David Machado o Índice Médio de Felicidade e fiquei conquistada pela sua escrita e pela história que narra. Depois li Deixem Falar as Pedras. Também gostei muito! Quando soube que tinha mais um romance passei à frente da pilha que cá tenho em casa. Devo dizer-vos que gostei muito da capa e da sinopse. Fiquei curiosa. 
      Se gostei? Sim, claro e as estrelas que atribuí refletem isso. No entanto, confesso que tive de fazer um esforço para me concentrar pois o emaranhado entre personagens, narrador, história escritas dentro da história é tal que me faz sentir, ainda hoje passados alguns dias, que numa nova leitura poderia aproveitar melhor esta narrativa. 
      Com muita imaginação, a acção começa com uma história dentro da história, facto que surpreende o leitor quando se dá conta disso. Confesso que a achei um pouco sem sentido mas depois a explicação surgiu... E é a partir daqui que necessitam de estar atentas, com os sentidos despertos e com atenção redobrada! O tema (ou os temas?) é actual: os abusos, os maus tratos infligidos e a sua influência directa na personalidade futura da vítima. O abusador, também ele uma vítima? A vítima, um futuro abusador? Conseguirão aceitar o amor dos outros quando não se amam a si mesmos?
      Uma história intrincada que preciso de ler de novo. Houve pormenores que certamente me escaparam e por essa razão vou colocá-lo de novo na pilha. Fiquei curiosa e pretendo reler algumas partes.
      Mesmo assim, é um romance surpreendente, com histórias estranhas, pelo seu dramatismo, dentro da própria história, com um narrador que questiona, participativo, interventivo. Revelador de uma grande imaginação, de uma mente em ebolição, pareceu-me. Se quiserem um desafio, avancem. Este é o livro!



Terminado em 31 de Maio de 2017

Estrelas: 5*

Sinopse
Júlia nunca contou toda a verdade sobre o que lhe aconteceu. Nem aos pais, que a sentem cada vez mais distante; nem às amigas, que não vê há meses. Acreditou que dessa forma seria possível esquecer tudo; mas a memória que o seu corpo guarda não pode ser apagada, e por isso, apesar dos seus dezanove anos, Júlia só deseja ficar quieta, encolhida numa vida vazia, longe de tudo e de todos.
No prédio onde mora, vive Catarina, uma menina de quatro ou cinco anos, filha de uns vizinhos cujas discussões violentas Júlia escuta através das paredes. Salvar essa criança torna-se então essencial à sua própria salvação. Mas será possível fugir do passado quando ele permanece debaixo da pele?
Eis o ponto de partida deste romance fascinante e profundamente actual, que acompanhará os momentos cruciais das vidas de Júlia e Catarina ao longo de mais de trinta anos, nos quais as suas histórias ora se entretecem, ora se afastam.

Cris

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