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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A convidada escolhe: A soma dos dias

Isabel Allende não precisa de apresentações e os seus livros têm lugar cativo na minha estante. Ainda não li "A soma dos dias", mas, se dúvidas restassem, a opinião da Ana é convincente o suficiente para sentir que estou em falta com esta escritora por não ter pegado neste livro, tanto mais que fico encantada com o seu modo de narrar os aspectos por ela vividos. 


“Tu gostarias que essas memórias fossem publicadas, porque poderiam consolar outras pessoas das suas perdas e sofrimentos (…)”

Depois de estar alguns minutos a olhar, na minha estante, os livros que já li, decidi escolher este: A Soma dos Dias de Isabel Allende. Li-o, a primeira vez, em Abril de 2009, um mês depoido meu pai ter falecido. Foi um livro que me marcou bastante, mas que também me ajudou muito naquela altura da minha vida, talvez por isso mo tenham oferecido.

Neste livro, Isabel Allende, escreve como que uma carta à sua falecida filha Paula, a contar-lhe tudo o que se passou após a sua morte. Na sua narrativa, ela descreve pormenorizadamente tudo o que se passou desde Dezembro de 1992. Refere-se à sua família como “ a sua tribo” da qual fazem parte o seu marido Willie, os filhos deste, o seu filho Nico, os seus netos, Alejandro, Andrea e Nicole, a sua cunhada Célia, Ernesto, viúvo de Paula e Panchita, sua mãe.

Com uma escrita simples e directa, onde estão impressas emoções tão fortes como contraditórias. Ao longo da leitura conseguimos sentir a dor de quem perdeu a sua filha, de quem viu a sua filha definhar até não aguentar mais. A emoção e alegria de poder ter os netos e vê-los crescer. Viver a sua relação com Willie e a força que ambos tiveram para enfrentar as situações que a vida lhes trouxe.

Isabel narra-nos também, ao longo deste livro, o processo pelo qual passou para fazer o luto de sua filha. Nesse processo dedicou-se, para além da família, aos livros. Mas não a lê-los, a escrevê-los. Fala-nos dos seus momentos de inspiração, dos seus momentos em branco, do importante que foi ter a “sua tribo” a seu lado a apoiá-la na decisão de escrever sobre todos eles.

Um livro que nos faz sorrir, ao sentir o amor que existe naquela família, o amor pelos netos, o amor ao tentar adoptar Sabrina, neta de Willie, pois Jennifer, sua mãe, não pode ficar com ela devido às drogas que consome. Um livro que me fez escorrer muitas lágrimas, pois mostra-nos que o luto não é fácil, que todos temos que o fazer, mas que todos o fazemos de modo diferente. Foi magnifico ler, naquelas páginas, a sua preocupação com os netos, as perguntas do pequeno Alejandro sobre a tia que partiu, e a forma como também a criança passou pela perda de um ente querido.

Um livro cheio de memórias, de recordações, que a autora escreveu provavelmente com o intuito de a ajudar a ultrapassar o que dizem ser a maior dor que se tem na vida, mas também como um incentivo a todos nós leitores, pois um dia, teremos que nos enlutar por alguém.

Um livro fascinante, que nos faz palpitar o coração desde a primeira à última página. Um livro que, sem duvida aconselho, e que de certeza irei ler vezes sem conta. Um livro de eleição. O primeiro que li da autora, mas que me fez querer ler mais, nomeadamente o Paula. Muito bom/Excelente."

Ana Margarida

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