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sábado, 4 de setembro de 2010

A casa-comboio de Raquel Ochoa


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 340
Editor: Gradiva Publicações
ISBN: 9789896163600

A diferença entre 4 e 5 estrelas, para mim, é quando um livro, depois de acabado, me deixa um gostinho na boca e fico a saboreá-lo devagar. Às vezes vou à procura de uma passagem que merece ser lida de novo ou com mais atenção, outras fico simplesmente parada, a sentir o livro. É, portanto, uma coisa muito subjectiva... um clic, quase!

Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís 2009, este é um livro que merece ser lido! Detentora de uma escrita forte, marcante, poética até, Raquel Ochoa leva-nos para a Índia de 1885, para Damão, Diu, Goa... territórios portugueses.

Com quatro gerações da família Carcomo, assistimos em primeira mão à implantação da República, depois ao Estado Novo e à queda do regime português na Índia e todos os problemas daí inerentes às famílias luso-indianas, passando por várias situações de doença (peste bubónica), de conflitos religiosos entre hindus, muçulmanos e cristãos...

Nada maçador ao referir-se a estes aspectos históricos e não deixando de manter o romance empolgante, a autora conseguiu dar vida própria ás personagens e de manter o meu interesse tanto na saga desta família como nos aspectos verídicos que pululam nesta história.

Muito de vez em quando, somos surpreendidos por pequenas "intromissões", pequenos textos de um momento temporal diferente, mais concretamente dos anos de 1999 e seguintes, que nos deixam a sensação, à posteriori, de ter lido anteriormente algumas partes do livro fazendo-nos desorientar um pouco mas que, mais tarde, fazem todo o sentido.

Raquel Ochoa está de parabéns!

Terminado em 3 Setembro de 2010

Estrelas: 5*

Sinopse

Uma família indo-portuguesa. Um século de história. Quatro gerações que evocam 450 anos de aventura mítica, nos quais a Índia longínqua era portuguesa. Em pano de fundo, a partida, o acaso e a sorte de quem se vê constantemente obrigado a fazer as malas, o desenraizamento, a inquietação, o inesperado, a imprevisibilidade dos destinos que se cruzam. A imagem dada pelo título é elucidativa: uma casa em movimento. Uma beleza poética singular. Uma verdadeira revelação.


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