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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ai João, João!


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 292
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722041379

"Pois é, João! Apetece-me dizer: Com esta é que me lix....!" Tenho de dar a mão à palmatória com este livro de João Tordo!

Explico porquê: Comprei o livro e estava bastante curiosa pois já tinha lido dois livros deste autor ("Hotel Memória" e "As três vidas") e tinha gostado bastante. Mas quando li a sinopse achei a história tola, sem jeito, tanto mais que, como tenho dito, prefiro livros que me façam viajar para lugares ou acontecimentos que tenham um fundo de verdade...nem que seja um "fundinho" pequenino! 

Nas primeiras 100 páginas (mais ou menos) não mudei a minha opinião e só continuei a ler porque o autor escreve excepcionalmente bem. A história pareceu-me fraca (quem sou eu para afirmar tal coisa?!) mas está, repito, muito bem escrito, o que me levou a ficar curiosa: "Como se vai desenvencilhar João Tordo?" e "Porque tem tantas críticas positivas?"

A certa altura, a história torna-se tão absorvente e o mistério é tal que não consegui largar o livro. Mais: não consegui adivinhar o desfecho, nem sequer apontar para um dos possíveis fins... o que, modéstia à parte, não me acontece muitas vezes neste tipo de livros, onde o suspense tem lugar na primeira fila.

Diferente do tipo de leitura que gosto e prefiro ler, este livro merece, no entanto e indiscutivelmente, cinco estrelas, pois é de uma imaginação sem limites! Deixo uma crítica: perdi uma aula de ginástica e quase um almoço porque tive de acabar de o ler, tal era a urgência ... Isso não se faz, João! Ai, ai...  


Terminado em 23 de Setembro de 2010

Estrelas: 5*

Sinopse

Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

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