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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

Convite Esfera dos Livros


Novidade Porto Editora


Lobo Vermelho
de Liza Marklund

No Norte da Suécia, no pequeno povoado de Luleå, um jornalista é brutalmente assassinado. 
Para a repórter do Correio da Tarde de Estocolmo, Annika Bengtzon, não há qualquer dúvida de que o crime está relacionado com a investigação de um ataque a uma base aérea ocorrido nos anos sessenta. Mas esta será apenas a primeira de uma série de mortes acompanhadas de uma carta manuscrita aos familiares. Contra ordens explícitas do chefe, Annika decide continuar a investigação por sua própria conta e risco, envolvendo-se numa espiral de violência e terrorismo que tem por trás um grupo de seguidores da filosofia Mao que se autodenomina «As Feras». 
Chegará o momento em que a jovem repórter será obrigada a rever as suas prioridades de vida. 
Mas não será tarde de mais?

Novidade Matéria-Prima Edições

O Inimigo Invisível

de Rute Pinheiro Coelho

Margarida Vaz Mendonça descobre que o primeiro-ministro foi escolhido e preparado para o cargo pela Maçonaria. Confrontada com um relato detalhado sobre os bastidores dos partidos e da vida politica portuguesa, a jornalista tem acesso a informações que põem em causa a democracia.
O poder escondido da irmandade, a forma  como actua nos meios de comunicação social e as ligações que fomenta entre Portugal e Angola, a América Latina e Timor-Leste tornam-se claras aos seus olhos. Numa vertigem de receios e sentimentos contraditórios, a jornalista decide partilhar com o mundo todos os segredos que lhe foram revelados… Mas a tarefa torna-se complicada. A teia  do poder da Maçonaria é demasiado complexa. E atingir um inimigo invisível passa a ser mais difícil do que nunca.

Convite Chiado Editora


Novidade Presença


E As Montanhas Ecoaram
de Khaled Hosseini
1952. Em Shadbagh, uma pequena aldeia no Afeganistão, Saboor é um pai que um dia se vê obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: vender a filha mais nova, Pari, a um casal abastado em Cabul e assim poder continuar a sustentar a restante família. A separação é particularmente devastadora para Abdullah, o irmão mais velho que cuidou de Pari desde a morte da mãe de ambos. Nenhum dos dois imaginava que aquela viagem até à capital iria instalar um vazio nas suas vidas que seria capaz de atravessar décadas e quilómetros e condicionar os seus destinos... Neste seu terceiro romance, Khaled Hosseini traz-nos uma belíssima e comovente saga familiar que reflete sobre como os laços que nos unem sobrevivem aos obstáculos que a vida nos impõe.
Para mais informações, consulte o site da Editorial Presença, aqui!

Quinta-feira, 23 de Maio de 2013

"Jardins de Canela" de Shyam Selvadurai

Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 304
Editor: Bizâncio
ISBN: 9789725301913
Coleção: Ilhas Encantadas


Li comentários positivos sobre este livro e ele aguardava (im)pacientemente que lhe pegasse. Nota máxima!

Confesso que quando peguei nele pensei que me ia dispersar na leitura pois os nomes dos personagens são extensos e, por essa razão, nada fáceis de identificar. Mas estava enganada. 

Annalukshmi, uma das personagens principais, é facilmente reconhecida se tivermos em consideração o pequeno nome que tem integrado. Anna! E com alguns, outros, personagens passa-se o mesmo. Para além do que, muito rapidamente, ficamos a conhecer interiormente as suas vidas e as suas personalidades, o que facilita muito a leitura. Todos os personagens estão muito bem descritos e inseridos na época.

Viajamos pelo que é hoje o Sri Lanka, antigo Ceilão, por volta de 1927 e a acção passa-se maioritariamente em Colombo, antiga capital. Com uma certa regularidade, tomamos conhecimento, paralelamente, de duas vidas: a de Annalukshmi e de seu tio, Balendran (Bala). Qualquer dessas vidas desperta imediatamente interesse e mergulhamos no seu quotidiano com verdadeiro interesse tanto mais que os assuntos abordados eram polémicos na sociedade de então.

Anna é uma jovem inteligente que conseguiu singrar e destacar-se no mundo do ensino. Mas na época teria de fazer uma escolha: se continuasse a leccionar não poderia ligar-se a ninguém pois as professoras estavam impedidas de o fazer.

Bala, seu tio, sujeita-se desde cedo aos caprichos de seu pai, obedecendo-lhe na integra e aniquilando, quando jovem universitário, a sua homosexualidade. Casado com Sonia e tendo um filho que os une no seu amor, sente-se dividido.

Com estes dois personagens principais surgem outros, verdadeiramente interessantes e imbuídos das dúvidas que a situação política da época fazia prever: o Ceilão estava sob dependência britânica. Questões como a auto-determinação, o sufrágio universal, as castas superiores e inferiores, diferenças entre religiões tudo passa para nós, naturalmente, através das personagens e das suas lutas.

O fim de algumas personagens é deixado, propositadamente creio, em aberto e isso agradou-me bastante. Sentir que elas cresceram na narrativa e se foram afirmando aos poucos, saber que elas passam a controlar as suas decisões e escolherão seu destino, sossegou-me o bastante para as deixar navegar, sozinhas, pelos seus rumos...

Recomendo vivamente esta leitura!

Terminado em 19 de Maio de 2013

Estrelas: 6*

Sinopse

No elegante, mas sufocante mundo da classe alta de Ceilão, duas pessoas solitárias, Annalukshmi e o seu tio Balendran, têm de escolher entre a felicidade pessoal e a provável destruição de outras vidas. Uma sonha com a independência, ao mesmo tempo que a sua família tenta, obcecadamente, arranjar-lhe o casamento adequado, enquanto o outro, um respeitável marido e pai, vê-se confrontado com o passado quando o seu antigo amante, Richard, aparece depois de muitos anos de separação.
Sensual e cativante, Jardins de Canela, é um arrebatador romance que fala de emoções proibidas e da força interior daqueles que tentam não só resistir às pressões da sociedade, mas também lutar para alcançar a sua própria felicidade.

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Clara Correia


Rapidinho

(é muitíssimo rápido de fazer)

Ingredientes: 
4 iogurtes naturais sem açucar
2 limões (só o sumo)
1 lata de leite condensado

Preparação:
Misturam-se e batem-se com a varinha mágica todos os ingredientes; coloca-se no frigorífico 2/3 horas e serve-se com ou sem decoração de frutas.
É uma sobremesa agradável para miúdos e graúdos, com um sabor simples mas interessante que junta a acidez do limão ao doce do leite condensado. Convém consumir no próprio dia para evitar que o sumo dos limões assente no fundo.

E os livros
Títulos já publicados: 
"Segredos da Praia das Camarinhas" - Preso à Vida pelo fio do Medo! (romance-thriller), 2012, Pastelaria Estúdios Editora (comentado em "O tempo entre os meus livros", entre outros blogs)... participação como co-autora em colectâneas: "Ocultos Buracos" - Terror/Insólito - 2012, Pastelaria Estúdios Editora ... "Beijos de Bicos" - Histórias de Amor - 2013, Pastelaria Estúdios Editora ... "Entre o Sono e o Sonho" - Antologia de Poesia - 2013, Chiado Editora ... 

Brevemente: 
"Poesia sem Gavetas" - Antologia de Poesia - 2013, Pastelaria Estúdios Editora ... colectânea "7 Pecados Mortais" - 2013, Pastelaria Estúdios Editora... 

Em preparação (a editar até ao fim de 2013): 
"Teias movediças" - Apanhada nas teias do Passado, movediças como areias! (2º romance-thriller).

Clara Correia

Terça-feira, 21 de Maio de 2013

A Convidada Escolhe... "Cenas da Vida de Aldeia"


“Cenas da Vida de Aldeia” não tem o formato clássico de um romance; é antes um conjunto de episódios da vida de várias pessoas, habitantes de Tel Ilan, cujas existências se cruzam ao longo dos respectivos quotidianos. A escrita, despojada mas irrepreensível, de Amos Oz traduz em palavras alguns momentos e pedacinhos das vidas dos personagens, quase como se fossem instantâneos fotográficos ou pequenos filmes. Estes são desconcertantes, inquietantes, sendo alguns até algo surrealistas, como se estivéssemos perante uma realidade alternativa. É-nos dado a conhecer um pouco das circunstâncias da vida dos personagens mas as suas histórias não têm um verdadeiro fim. Ficam como que suspensas, congeladas, como um filme que encravou numa cena; ficam num impasse. A última história, da qual esperávamos obter pelo menos algumas respostas, em nada nos ajuda. Pelo contrário, descreve-nos um cenário terrivel e desolador de um local onde é impossível viver com dignidade.

Gostei muito deste livro, não só pelas histórias invulgares que nos oferece, mas também porque me parece que se presta a uma outra leitura: poderá entender-se como uma grande metáfora descrevendo o impasse terrível a que chegou o conflito entre Israel e a Palestina; um confronto para o qual não parece haver fim à vista e daí as histórias inacabadas. Por outro lado, o horror da realidade descrita no último conto é como que uma antevisão do que poderá acontecer àqueles territórios, caso israelitas e palestinianos não consigam encontrar uma solução para viverem lado a lado de forma pacífica. Claro que esta é apenas uma interpretação muito pessoal e, como tal, passível de ser discutida e criticada. Nada sei das reais intenções do autor quanto a esta questão.


“ (…) De vez em quando preciso de um bocado de chocolate, a fim de mitigar um pouco a escuridão da vida, e ela esconde-me o chocolate como se seu fosse um ladrão, acrescentou tristemente, na terceira pessoa, como se Raquel não estivesse ali. Não percebe nada. Pensa que é gulodice. Não e não! Preciso de chocolate porque o corpo deixou de fabricar doçura. (…)”

“ Que bela melodia! É comovente! disse o velho. Recorda-nos o temo em que ainda existia alguma afeição entre os homens. Mas hoje não tem sentido tocar coisas dessas, é anacrónico, as pessoas estão-se completamente nas tintas. Acabou-se. Os corações estão selados. Os sentimentos mortos. As pessoas só se dirigem aos outros por interesse egoísta. O que resta? Se calhar resta apenas essa melodia melancólica, uma espécie de testemunho da desolação dos corações.”

Renata Carvalho





Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

"Uma Promessa de Felicidade" de Anita Shreve

Edição/reimpressão:2013
Páginas:272
Editor:Porto Editora
ISBN:978-972-0-04551-5 
Idioma:Português


África tem para mim um sabor especial e os livros que, de alguma forma, têm esse continente dentro das suas páginas, encerram um mistério a que não consigo ficar indiferente!

Anita Shreve conta-nos uma história, que não fora a sua contextualizão, poderia ser simples e banal. É na cidade de Nairobi/Quénia e nalgumas outras paisagens africanas que decorre o enredo deste livro. Um casal decide ir viver para essa cidade, deparando-se com aspectos típicos de um país onde a inexistência de liberdade é fortemente acompanhada de repressão e por costumes que há muito não são bem aceites nas ditas sociedades civilizadas...

A acrescentar a isto, estão muitos factores narrados por esta escritora, que nos revoltam o estômago e nos prendem a atenção. Exemplo disso são os direitos muitas vezes inexistentes das mulheres africanas, da sua subjugação ao homem aceitando sem reservas que o seu papel na sociedade é diferente e inferior; o assassinato de jovens estudante que foi escrupulosamente escondido para que não se soubesse; a vergonha sentida por uma nativa quando foi barbaramente violada, como se tivesse tido culpa do sucedido...

Paralelamente Anita Shreve revela-nos um outro lado desse continente onde a cor e os odores são uma constante e marcam a população, sempre de sorriso na face. Uma beleza descrita nas paisagens com as suas cores fortes e garridas e também na simpatia das gente locais.

Achei que as descrições dos lugares correctamente integradas na história, enriquecendo-a positivamente e, com isso, enriquecendo-nos também. Para saber contextualizar correctamente uma história que nos prende aos cenários deslumbrantes, empregando uma terminologia fluida e de fácil leitura, é necessário conhecer bem os sítios e lugares descritos. Vivê-los! Não sei se a autora viveu ou conheceu o Quénia mas consegue fazer-nos visitá-lo. Literalmente. Achei esse factor muito positivo.

Um livro de cores quentes e de personagens de sorrisos fáceis, que nos transporta facilmente a outros lugares. Gostei desta leitura que se faz rápida.

Terminada em 17 de Maio de 2013

Estrelas:4*+

Sinopse

Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tão-pouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.
Uma Promessa de Felicidade retrata-nos a relação de um casal, o impacto definitivo da tragédia e a natureza esquiva do perdão. Com uma linguagem soberba e uma enorme profundidade, Anita Shreve conduz-nos pelas paisagens exóticas de África, numa viagem até ao interior de nós mesmos.

Domingo, 19 de Maio de 2013

Ao Domingo com... Rui Carreto


Olá a todos!
O meu nome é Rui Carreto.

Estudei teatro e filosofia- tanto filosofia ocidental como filosofia oriental- algo que está
presente na minha escrita, embora de forma muito vestida.
Acredito na bondade humana e tenho um lema: “o homem é bom, mas os homens são maus”, como tal é importante, a cada homem  a sua individualidade, e não se deixar levar pela intoxicação cultural e pelo hipnotismo da ambição, tal como o da imitação, o que nos faz ser homens animalescos mas não o homem humano, o original, o que realmente somos. Acredito no homem, em cada um de vós.
Falando de literatura:
O que me inspira são as grandes idéias; é a grande imaginação, aquela capaz de levar um leitor, da primeira à ultima página, a imaginar algo completamente diferente e a perder-se no tempo, a   entrar numa história de corpo e alma.
Tenho inspirações em Jorge Luís Borges, Ray Bradbury,  Bernard Werber, Lewis Carroll entre outros.  
Escrevi a minha primeira obra: “Livrolândia- a Terra dos Livros”, uma aventura misteriosa,  na  qual os livros são eles mesmos os personagens. Depois da meia-noite ganham vida nas
bibliotecas, feiras de livro e livrarias ao redor do mundo. Um exótico realismo mágico em que os leitores entram uma história repelta de seres orgânicos em papel, que vivem depois da meia-noite, e que às seis da manhã regressam de novo às prateleiras das lojas para só regressarem de novo depois do dia e de novo à meia-noite, ganhando de novo vida real nas suas cidades livrescas (as Livropólis por mim imaginadas, um mundo todo feito em papiro, pergaminho e papel). Mais que uma história fantástica sobre livros, “Livrolândia- a Terra dos Livros” é uma experiência directa que leva o leitor a entrar num verossímil universo de livros vivos e a sentir-se no papel de um livro.
Em breve saírá o meu segundo livro que se intítula: “A Tribo da Pontuação- a vida sentimental dos sinais da pontuação”, um romance pontual , um romance onde as minhas personagens são inspiradas em regras gerais da pontuação, instrumentos musicais e seres mitológicos; para já espero continuar a criar histórias de corpo e alma e a marcar a minha diferença no panorama literário actual, não porque queira ser diferente,  mas por não me guiar por mapas literários quando escrevo; e apesar de ter inspirações (como referi), também me sei desfazer delas e criar o meu próprio imaginário enquanto escritor.
Espero que descubram o meu primeiro trabalho, e  que este seja algo de novo que desperte a vossa imaginação.


Um abraço a todos... E boas leituras.
Rui Carreto.



Passatempo "Anna e o Beijo Francês" de Stephanie Perkins

Com a gentil colaboração da Editora Quinta Essência temos para oferecer um exemplar do livro "Anna e o Beijo Francês" de Stephanie Perkins, a todos os seguidores do blog.

O passatempo decorre até ao último dia deste mês, 31 de Maio.

Para isso só têm de responder às questões que se seguem e respeitar as regras.

Boa sorte!

Sábado, 18 de Maio de 2013

Lissa Price, autora de "Destinos Interrompidos"

No passado dia 15 estive presente no lançamento do livro de Lissa Price, " Destinos interrompidos", de seu titulo original "Starters", juntamente com algumas amigas deste mundo fabuloso dos livros.

A autora, muito simpática por sinal, falou-nos um pouco de como surgiu esta ideia deste mundo distópico e da heroína, Callie: numa sua ida a uma superfície comercial para apanhar uma vacina soube que o stock estava em ruptura e que só seria fornecida aos mais velhos e mais novos... Lissa pensou: "E se se tratasse de uma doença mortal? Como seria?"

Surgiu, então, a ideia de um mundo onde, depois de uma guerra (A Guerra dos Esporos), os habitantes fossem maioritariamente jovens e velhos, pois foram as faixas etárias seleccionadas para receberem a vacina. Mas e se houvesse alguém que arranjasse forma de prolongar a vida dos mais idosos em troca da existência dos mais novos e desprotegidos?

A personagem principal é uma jovem rapariga de 16 anos que tudo faz para proteger o seu irmão mais novo e doente, entrando numa série de peripécias que nos prendem a atenção, mesmo que este não seja o género de leitura que estejamos mais habituados. Uma pequena heroina que arranja força e coragem para combater poderes mais fortes que estão instituidos. Talvez lembranças da sua juventude, admitiu a autora, quando teve ultrapassar uma situação de completo terror, um terramoto.

Um livro para ser lido por todos porque, embora seja um livro com imagens desoladoras e cenas impressionantes, a mensagem que transmite é de esperança. "Esforça-te que consegues!", creio esta frase traduz bem a intenção da autora.

Confesso que este livro me surpreendeu pela positiva e estou a aguardar o seu seguimento (Enders) com ansiedade. editora Planeta está de parabéns com esta aposta! Podem espreitar a minha opinião aqui!

Na minha caixa de correio

      
Eis os quatro livrinhos que chegaram a minha casa esta semana! O do Francisco Salgueiro é um emprestimo do Segredo dos Livros. Vai cá ficar por pouco tempo já que penso lê-lo em breve!
O Café do Amor ganhei nos passatempo do JN.
Os dois restantes são da Quinta Essência. Quero ler o da Jude Deveraux, brevemente...
Ai TEMPO, TEMPO!

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Novidade Assírio & Alvim

Suicídios Exemplares
de Enrique Vila-Matas

Neste livro, o suicídio torna-se a saída para as deceções ou ausências nas vidas dos personagens.
Contudo, acontece sempre alguma coisa que altera o desfecho esperado. 
Com narrativas cheias de imaginação, subtileza e inteligência, a obsessão pelo suicídio acaba, paradoxalmente, por afastar a tentação da morte, tornando-se num incentivo para a vida e transformando positivamente a ação dos heróis deste livro.

Convite Bertrand

Inferno

de Dan Brown

Inferno marca o regresso de Robert Langdon, o famoso simbologista de Harvard, que protagonizou O Código Da Vinci, Anjos e Demónios e O Símbolo Perdido. Este novo romance é passado em Itália e é sobre o clássico da literatura, A Divina Comédia, de Dante Alighieri, a que vai buscar o título de uma das partes, o Inferno. O autor disse este fim-desemana em entrevista ao Sunday Times que considerava este livro o seu romance mais negro.

Convite BOOKSMILE


Novidades Planeta

O Suplente
de Rui Zink 

Por vezes a consciência atinge-nos como um raio, ou uma fatalidade. Daí se poderá dizer que este livro nasce. O autor diz que é, até hoje, o seu romance preferido. Ou aquele que mais tenta dar resposta a interrogações pessoais:  
    a) Como resolver a perda? 
    b) Como sobreviver ao caos? 
    c) O amor salva, sim mas muito ou só um bocadinho? 
    d) Na era do sexo fácil, qual o valor exacto do amor físico? 
    e) Quando estamos em queda livre, há redenção possível?  

Há respostas dadas no livro? Há respostas possíveis? Diga quem lê.



A Mulher que Mergulhou no Coração do Mundo
de Sabina Berman

Quando Isabelle acordou na sua rede, nas costas do mar de  Mazatlán, uma menina selvagem, de cabelo desgrenhado, fitava-a.  Uma menina que, graças ao carinho, à firmeza e à obstinação de Isabelle, aprenderá a falar, a ler e a escrever; estudará zoologia na 
universidade, apesar da suspensão da maior parte das cadeiras,  e chegará a ser a maior empresária da pesca de atum do planeta, assim como um dos seres vivos mais estranhos e singulares.  
Inapta para certos aspectos intelectuais, em outros campos é um autêntico génio, Karen Nieto, disposta a preservar a vida dos oceanos, mergulha entre os atuns do mar e entre os seres humanos da Terra provocando sorrisos e perplexidades.  Talvez seja esta a sua virtude mais peculiar: é incapaz de utilizar metáforas ou eufemismos para disfarçar ou ocultar a realidade. 
Autêntica e surpreendente, Karen parece destinada a ficar muito tempo connosco.




Traída pelo Destino
de Emma Wildes


Na sociedade do período da Regência, espera-se que as mulheres casem jovens, governem a casa e sejam vistas, não ouvidas. 
Mas, por outro lado, estas senhoras dificilmente fazem o que se espera delas… Lady Lillian Bourne não se pode dar ao luxo de se envolver noutro escândalo.  
Ao reentrar na sociedade, após a fuga desastrosa de que foi protagonista quatro anos antes, não tem alternativa senão ser  a própria imagem do decoro.  
Mas está convencida de que o destino está a conspirar contra ela, quando, durante uma festa, dá consigo fechada à chave numa biblioteca com um desconhecido enigmático.  
Seria o fim, se caísse em desgraça uma segunda vez... Após os anos que passou em Espanha como espião, Lorde Damien Northfield considera Londres um pouco entediante, até ao seu encontro inesperado com a encantadora, mas mal-afamada, Lily.  
Após a contrariedade por que passaram, não pode deixar de desejar que o interlúdio com ela tivesse sido tudo menos inocente.  E quando é contratado para investigar um esquema de chantagem e homicídio que envolve algumas das famílias mais ilustres de Inglaterra, fica radiante ao descobrir que o destino a voltou a colocar no seu caminho, e que ela pode ser a chave para apanhar um assassino implacável…


Convite para o lançamento da Antologia de poesia "Audaz Fantasia"



Novidade Quinta Essência


Todos os Teus Beijos
de Laura Lee Guhrke

Todos conhecem Dylan Moore — o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer — mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou.
Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração?  

Novidade Porto Editora


O Resgate do Tigre
de Colleen Houck

Kelsey Hayes jamais poderia imaginar que as férias de verão dos seus dezoito anos lhe trariam experiências tão arrebatadoras. Depois  de ter descoberto que Ren, o tigre branco a que tanto se afeiçoara  no circo onde trabalhou, era um príncipe indiano e de o ter acompanhado à sua terra natal para o ajudar a quebrar uma maldição secular, regressa a casa, disposta a começar a faculdade e 
esquecê-lo. Todavia, depressa percebe que não vai ser fácil e, quando Ren é capturado, Kelsey ver-se-á obrigada a regressar à Índia para completar mais uma tarefa imposta por uma profecia antiga e descobrir uma forma de o salvar. Para isso, precisará da ajuda de Kishan, o irmão de Ren. Serão eles capazes de o resgatar e devolver a Ren a sua humanidade?
Depois de A Maldição do Tigre, O Resgate do Tigre leva mais longe uma saga inesquecível, que já conquistou em todo o mundo os fãs da literatura fantástica.

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

"Mariana" de Susanna Kearsley

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789892321684

Gostei muito desta leitura!

A forma como a autora nos introduz aos personagens leva a que nos aproximemos da suas vidas muito rapidamente. A personagem principal, Julia/Mariana, intriga-nos com as suas viagens ao passado mas apaixona-nos com o seu realismo, as suas sensações e percepções da realidade que absorve com uma autêntica entrega.

É um romance leve, que nos permite viajar para um mundo onde o amor é algo forte e permanente. Uma leitura que vai agradar a muita gente, estou certa disso, porque tomamos posse de uma realidade que gostaríamos de vivenciar certamente: um amor arrebatador que nada nem o tempo pode impedir!

Uma boa sugestão, com surpresas no final que tornam a leitura mais empolgante!


Terminado em 11 de Maio de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Júlia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai-se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Júlia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Escritores na Cozinha... com Patrícia Reis


Lasanha de legumes
Não um excesso de legumes, um caldo que se anula em sabores diversos, mas com a suavidade da cenoura, do alho francês, das courgettes. Tudo começa com o corte dos legumes, estufados em azeite da terra da minha mãe, azeite de Moura, em lume brando. Depois de tudo cozinhado - com pouco sal, por não ter mão certa para o sal - coloca-se no pirex as placas da lasanha. Não perco o tempo de fazer a minha massa, como deveria ser, compro placas de lasanha já feitas. E vou fazendo camadas de legumes cozinhados, intervalando com as placas. Depois, por não ser coerente, faço o molho branco: manteiga com noz moscada, farinha e leite. Sem deixar de mexer, o molho fica pronto e gosto de o ver na mistura com a massa e com os legumes. No fim, para dar um toque de que gosto, ralo um pouco de queijo parmesão. Mais uma vez, não de pacote, gosto do gesto de ralar o queijo. Não misturo a lasanha com mais nada. Não sirvo com salada ou, se for caso, prefiro descascar duas pêras em pedaços e pequenos pedaços de parmesão temperados com pouca pimenta. Se o prato for acompanhado por um tinto do Alentejo, a refeição está garantida. Os miúdos odeiam:)

Contracorpo é um livro sobre a identidade. Quando nos tornamos mães perdemos o nome. O médico, a enfermeira, a senhora na escola responsável pela cantina têm um rótulo que nos assenta: a mãe. E ficamos assim, a medir porções de pó e de papa, a verificar se as bolachas têm gluten, se as crianças já podem experimentar isto ou aquilo. Ou então, seguimos a tradição: rabo no chão, pão na mão. Seja como for, uma coisa é certa: a cozinha muda com a entrada de uma criança - ou várias - na nossa vida. Contracorpo não é sobre nada disto. É um livro sobre uma mãe e um adolescente que procuram entender-se ao mesmo tempo que encontram a identidade respectiva. Tudo isto se passa em silêncio e, quando comem, é o que há e é mais barato: frango, massa, pão, coisas sem história. A história, aquela que importa, está neles e apenas neles.

Patrícia Reis

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

A Convidada escolhe..."Alice" de Caroline Stoessinger




Alice Herz-Sommer é a mais velha sobrevivente do Holocausto. Nasceu em Praga em 1903 e sobreviveu à perda do marido no campo de concentração de Dachau e junto com o filho Raphael, sobreviveu no campo de concentração de Theresienstadt, muito em parte graças á sua extraordinária capacidade como pianista. Mais tarde, em 2001, sobreviveu também à perda do seu filho. Apesar das perdas avassaladoras mantém até hoje uma absolutamente rara capacidade de viver a vida com optimismo e alegria...

Neste livro não esperem encontrar descrições e “imagens” brutais do que foi o genocídio dos judeus ás mãos dos nazis! Depois de ler exaustivamente Elie Wiesel, Primo Levi e Simon Wiesenthal, ao pegar neste livro foi a princípio estranho para mim não encontrar as habituais descrições do horror que aconteceu durante o Holocausto, mas depressa essa sensação deu lugar a um desejo crescente de saborear a capacidade de viver a vida que Alice possui!
Pode-se dizer que a música salvou a vida de Alice em Theresienstadt, onde deu mais de 100 concertos, mas o seu optimismo, alegria de viver e coragem mantiveram-na viva!
Durante esta leitura, cheguei a pensar que Alice só podia ser uma personagem ficcional! Como pode alguém manter-se toda a vida optimista com o mundo a desabar à sua volta? Sobreviver a perdas tão avassaladoras e manter a capacidade de sorrir?
Mas Alice é real e conseguiu! Chega-se ao fim do livro com um sorriso e uma esperança redobrada na capacidade da Humanidade um dia conseguir superar diferenças e interesses, e construir uma sociedade livre de preconceitos, racismos e ganância.
A propósito de Alice Herz-Sommer, Václav Havel diz no Posfácio :
“O irreprimível optimismo de Alice inspira-me. Alice sobreviveu, creio, para que o mundo conheça a sua história, a nossa história, de verdade e beleza perante o mal. Não só aprendemos hoje com Alice como as gerações vindouras encontrarão sabedoria e esperança nesta vida rica e multifacetada.”

Resta-me aconselhar a todos, a leitura deste livro que adorei.
Não se tratando duma obra-prima da literatura até porque a escrita da autora não é particularmente brilhante, encerra nas suas páginas uma história de vida impressionante e tocante da qual retiramos lições preciosas!

Absolutamente imperdível!

Teresa Carvalho

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

"Depois" de Rosamund Lupton

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 432
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722633826


Absorvente! Se tivesse de classificar este livro diria que é completamente absorvente!

Fiquei emersa no livro, presa pelo mistério e pelo seu enredo logo no início desta leitura. O livro anterior, Irmã, foi igualmente uma leitura que gostei muito.

Sou um pouco eclética em relação às escolhas que faço e tanto leio um policial, como um romance histórico, como histórias verídicas, biografias e romances mais cor-de-rosas... Desde que a escrita me prenda, a curiosidade leva a melhor e devoro as páginas que se me apresentam! E este livro, tal como o anterior, reteve a minha atenção por completo!

Li alguns comentários menos favoráveis sobre um dos aspectos que é retratado nesta obra - Grace e sua filha sofrem um acidente e, enquanto os seus corpos lutam entre a vida e a morte dentro das paredes de um hospital, elas vivem numa espécie de limbo, tentando perceber quem foi o causador desse acidente. Pois! Por acaso foi esse lado paranormal me prendeu. Não está aqui em causa saber em que é que acreditamos mas sim saber como tornar reais personagens que já não estão fisicamente presentes. E Rosamund Lupton fê-lo com mestria. Sentimo-las próximas, essas duas personagens, e através dos seus anseios e medos, desejos e dores vemo-las ao nosso lado, vivas.

Fiquei agradavelmente surpresa com as situações imprevistas e com o mistério criado pela autora durante todo o livro. Um policial com a sua dose de amor e mistério que me soube fazer viajar! Como um livro o deve fazer! Recomendo.

Terminado em Maio de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse


É um incêndio e eles estão lá dentro. Eles estão lá dentro… Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro. Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.

Resultado do Passatempo "Frederico Garcia ou Inexistência Inacabada"

E este livrinho vai viajar como prometido! Foi oferta do autor ao Paulo, do Clube dos Livros que gentilmente me ofereceu para passatempo no blogue.

Das 157 participações foi escolhido aleatoriamente o n* 46 que corresponde a:
- Fátima Cunha de Vilar do Paraíso

Muitos parabéns! O livro segue ainda esta semana!

Domingo, 12 de Maio de 2013

Ao Domingo com... Beatriz Gil


Se alguma coisa de verdadeira se pode dizer acerca do individuo que reside dentro de nós, suspeito que se resuma áquilo que se olha com os olhos de quem, por mais vidas que viva, por mais palavras que use, sempre corre atrás de um conceito que na realidade, para quem observa de fora, não existe. Isto para tentar de alguma forma dizer que o auto-conceito é, na maior parte dos dias, de caracter altamente tendencioso. Partindo deste pressuposto, agora que estamos na mesma página e concordamos com este facto, talvez seja capaz de despir a capa do pudor para atentar na tarefa perto de impossível de colocar em palavras aquilo que me explode dentro do peito.

Se soubesse quem sou ou para o que venho talvez fosse capaz de colocar em pré-reforma as letras, os cadernos, as esferográficas e tudo mais que me escorre dos olhos quando escrevo. Escrevo para saber quem sou e, mais que isso, para que ao longo da descoberta o peso não se torne tão pesado que julgue não ser capaz de o suportar, e sucumba á tentação de definhar devagar num sítio de onde de mim só se veja a carne, os ossos e a pele. É aqui que reside a necessidade de escrever: usar de um código natural para me certificar que sou mais que isso, que embora possa definhar – e definho – não é a carnificina orgânica que fará as hostes da minha existência, mas antes a natureza emocional que comove e estremece, como a terra debaixo dos pés que abala o sentido para lá do que é lógico: amor, dias de sol, o cheiro de um café acabado de tirar, os primeiros acordes de uma guitarra que chora, o silêncio ensurdecedor, o sorriso de um rosto que não se conhece, e outras (des)noções que coloquem o mundo em pausa, só para que a vida possa acontecer. O processo de escrita é isto mesmo: uma necessidade básica e visceral, a secreta esperança de que outros como eu existam por aí - a descansar à sombra de um chaparro, no trânsito a sonhar com uma outra vida qualquer, a desistir de tudo para que não desistam deles próprios – que se revejam naquilo que tenho para dizer, e façam das minhas as suas palavras e as reformulem para que num ou outro dia, isto tudo afinal faça algum sentido.

Beatriz Gil

Sábado, 11 de Maio de 2013

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Novidade Assírio & Alvim

Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho
de Golgona Anghel


Pouco depois da publicação do seu último livro de poesia, Vim Porque me Pagavam, António Guerreiro escrevia no Expresso: «Diabólica e re-quintada, a poesia de Golgonha Anghel é uma máquina implacável de irrisão e uma festa da linguagem. […] Irrompe como um objeto intempestivo e sem igual na poesia portuguesa. […] Por aqui desfila a prosa do mundo, mas é sempre de viés que ela se apresenta, como que de passagem, já que o poema parece deslocar-se sempre noutra direção e  apontar para outro lado. Não numa direção determinada nem para um lado preciso, mas num deslizar contínuo pelas palavras e pelas referências, sem se deter. E este movimento é estonteante, lúdico, faz de cada poema uma festa.»
O livro que agora se publica vem confirmar tudo o que foi dito, por vezes de modo surpreendente, e demonstrar a maturidade poética de Golgona Anghel, uma das vozes mais originais e consequentes da
nova poesia portuguesa.

Novidades ASA


Casei com um Beduíno
de Marguerite Van Geldermalsen

A neozelandesa Marguerite não podia então imaginar como estas palavras iam mudar a sua vida. Ela viajava pelo Médio Oriente com uma amiga quando conheceu o carismático Mohammad, na Jordânia. A paixão que sentiram um pelo outro foi imediata. Por amor, Marguerite trocou a abundância do seu país pela aridez do deserto. Corajosamente e de uma forma simples e tocante, ela relata o seu dia a dia a partir do momento em que casou com o jovem beduíno e deu à luz os seus três filhos. Assistimos à sua adaptação a um modo de vida totalmente novo, que vai desde habitar numa caverna, sem eletricidade ou água canalizada, a ter de ir de burro buscar água, lavar a roupa no rio, fazer pão e aprender a língua e os costumes de um povo primitivo. Assistimos ao choque cultural, linguístico e religioso, mas também à sua adaptação, por amor e grande entrega, a um povo que – embora primitivo e supersticioso – a recebeu e integrou como sendo uma deles.

O Império dos Homens Bons
de Tiago Rebelo
Em 1847, na pequena vila de Inhambane, um punhado de famílias esquecidas pela coroa portuguesa luta heroicamente para impor uma nova civilização em território africano.  
Acabado de se ordenar em Lisboa, o jovem padre Joaquim Santa Rita Montanha é enviado para Moçambique com a sagrada missão de prestar apoio espiritual aos europeus e evangelizar os indígenas.
O seu sonho de realizar uma obra que fique para a história depara-se com dificuldades que parecem insuperáveis. Mas, apesar de todos os obstáculos, o padre Montanha nunca desiste dos seus objectivos ambiciosos e, em breve, torna-se o pilar desta pequena sociedade branca rodeada por milhares de guerreiros de tribos hostis.
Personagem complexa, o padre Montanha é um fervoroso homem de Deus que goza de invulgar prestígio mas não abdica de uma paixão arrebatada pela escrava Leonor, com quem vive um amor proibido.  É, sobretudo, o explorador que não hesita em enfrentar perigos imensos para concretizar uma viagem aos holandeses no interior do sertão e, assim, inaugurar as relações diplomáticas entre o reino de Portugal e os fundadores da futura República Sul-Africana.
Tal como o tenente Montanha, personagem inesquecível do seu anterior romance O Tempo dos Amores Perfeitos, o padre Montanha é antepassado do autor. O Império dos Homens Bons é resultado de uma minuciosa pesquisa sobre a vida deste homem singular e a recriação histórica de uma época de grande romantismo em África. Trata-se de um retrato de época brilhante e de enorme talento.

Aconteceu em Roma
de Nicky Pellegrino

Românticas ruelas de calçada, piazzas repletas de vida, cafés e bares vibrantes de música e desejo… Não há no mundo cidade como Roma. É aqui que Serafina vive rodeada pelo carinho da mãe e das duas irmãs. Habitam um minúsculo apartamento delapidado e têm pouco ou nenhum dinheiro, mas a alegria está sempre presente.
Quando a mãe sai, sempre bela no seu vestido simples e feito em casa, as irmãs vão cantar para a rua. É um atrevimento que as diverte e lhes permite obter dinheiro para fazerem o que mais gostam: ir ao cinema. Elas suspiram e sonham com as estrelas das matinés. Mas Serafina nunca imaginou conhecer pessoalmente o seu ídolo: o ator e cantor Mario Lanza. Quando as portas da magnífica Villa Badoglio – lar da família Lanza – se abrem para a acolher, a jovem é apresentada a um mundo de sonho. E é rodeada pelo luxo e o glamour que conhece Pepe, o talentoso chef capaz das mais suculentas iguarias e das mais ternurentas emoções. Serafina está apaixonada e a viver dias dourados mas não consegue evitar sentir que aquele não é o seu mundo.
Dividida entre a vida modesta que conhece e a promessa de um futuro melhor, Serafina vai ser obrigada a crescer. Vai sofrer, amar e descobrir que a realidade nunca é apenas o que parece. Que a vida é simultaneamente mais difícil e mais bela do que um sonho.

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