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sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Resultado do Passatempo: "Um Grito de Socorro"

Eis que finalmente consegui um tempinho para publicar este passatempo!

Das 374 participações foi seleccionado o n* 103 que corresponde a:
- Daniel Ferreira de Pedras Salgadas
Espero que gostes desta leitura, Daniel! Muitos parabéns!

Para mais informações sobre este livro, consultar a Editorial Presença, aqui!

Novidade ASA

Pecadora
de Madeline Hunter
Habituada a uma existência pacata, Celia Pennifold vê a sua vida virada do avesso após a morte da mãe, Alessandra Northrope, uma cortesã afamada. Para além de uma pequena casa, a mãe deixou-lhe de herança apenas dívidas e uma reputação manchada. O destino de Celia já está traçado há muito. Ela foi educada para seguir as pisadas da mãe. Mas Celia é determinada e tem os seus próprios planos… que não incluem, evidentemente, o misterioso inquilino com que se depara ao instalar-se no seu novo lar.
    Jonathan Albrighton encontra-se numa missão a mando do tio, pois há suspeitas de que Alessandra possuía informações delicadas sobre alguns dos homens mais influentes da sociedade londrina. Jonathan pensava estar perante uma tarefa simples, não contava encontrar em Celia uma adversária à sua altura…

Novidade Esfera dos Livros

As Três Chaves da Felicidade
de Maria Jesús Álava Reyes 
«Se nos perguntassem se queremos ser felizes, salvo casos extremos, a maioria de nós responderia afirmativamente, mas, se nos pedissem que identificássemos as três chaves da felicidade, muitos de nós teriam dificuldades para encontrá-las. A experiência como psicóloga demonstrou-me que é impossível alcançar a felicidade se, previamente, não aprendemos a perdoarmo-nos bem» In introdução

- Perdoar-nos a nós próprios pelo que fizemos no passado ou por aquilo que deixámos de fazer;
- Aprender a gostar e a sermos amigos de nós próprios;
- Agarrar as rédeas da nossa vida.

Estas são as três chaves para a felicidade, que a psicóloga bestseller María Jesús Álava Reyes, autora de A Inutilidade do Sofrimento com mais de 70 mil exemplares vendidos, nos revela ao longo das páginas deste livro transformador.

Um livro que nos inspira a olhar a vida de frente, com determinação, sem os medos habituais que nos impedem de desfrutar e aprender com cada experiência, com cada vivência, com cada oportunidade que nos surge. Perdoarmo-nos não significa esquecer, mas sim ganharmos alguma paz interior. Aprendermos com os erros do passado, o que fizemos ou deixamos de fazer, e com as experiências mais difíceis, sem perdermos a nossa autoestima. Ao perdoar-nos, reconciliamo-nos connosco e com os outros. Aprendemos a gostar mais de quem somos. A sermos os nossos melhores amigos. Recorrendo a casos reais, a exemplos e exercícios práticos, esta psicóloga espanhola com longa experiência profissional, convida-nos a fazer uma viagem estimulante, onde a primeira e fundamental etapa para atingir a felicidade é esta possibilidade de nos perdoarmos a nós próprios. O perdão permite-nos sermos donos das nossas emoções e perceber que a felicidade não existe sem sensibilidade, sabedoria ou flexibilidade. E, ao sermos donos das nossas emoções saberemos assumir com tranquilidade o comando da nossa vida.

Novidade Alfaguara

Quatro Amigos
de David Trueba
Quatro amigos, decididos a queimar os últimos cartuchos de uma juventude que terminou, deixam para trás os seus trabalhos, famílias e problemas e improvisam uma viagem de férias por Espanha, sem destino. Em Madrid, deixam frustrações e amarguras e partem juntos rumo a uma liberdade e a uma juventude perdidas, aos excessos adolescentes de álcool e mulheres.
     E é assim que Solo, Blas, Raúl e Claudio vão descobrir que tudo tem um fim, que o passado passa sempre factura e que as gargalhadas desbragadas escondem, por vezes, tristezas profundas. Entre confissões, acusações e traições, os quatro amigos vão descobrindo a verdade sobre cada um, e é uma história de amor mal resolvida que dá o mote para uma outra viagem, interior, de encontro a uma lição de vida que a todos servirá: o importante é viver da melhor maneira possível. Quatro Amigos é o relato agridoce do final de uma era, de uma idade. David Trueba recupera, neste segundo romance, os temas e o tom que o caracterizam: as frustrações de uma geração e as amarguras do crescimento num tom contrastante entre a comédia e o romantismo, a ternura e o rancor. Um talento narrativo sem rival na nova literatura espanhola.

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

A Escolha do Jorge: "Quatro Amigos"

"Quatro Amigos" é o terceiro romance do madrileno David Trueba a ser publicado em Portugal através da Alfaguara/Objectiva.
Para quem já conhece as obras anteriores do escritor, certamente irá encontrar alguns dos ingredientes que são já território seguro de David Trueba, como por exemplo a ironia, a crítica, a boa disposição, o sentido de humor sem cair naquele tipo de romances mais leves que nos fazem somente passar algum tempo bem-dispostos. Se por um lado o leitor é levado a esboçar sorrisos ou até mesmo rir com vontade perante as cenas criadas, o leitor é também levado a refletir sobre diversos temas que certamente também lhe dirão respeito sendo, pois, conduzido a fazer algum balanço sobre este ou aquele ponto específico da sua vida.
Se em "Aberto Toda a Noite" o tema central é a família, no novo romance "Quatro Amigos" publicado recentemente, a tónica assenta na amizade e no amor.
David Trueba faz jus ao título da obra na medida em que reúne quatro amigos, agora adultos, que estando já na casa dos trinta anos decidem passar as férias juntos como nos bons velhos tempos de adolescentes tentando, de alguma forma, contrariar a ideia de que em adultos dificilmente conseguem sair do seio das suas famílias e dos seus compromissos para passar alguns dias com os amigos da velha guarda fugindo assim das responsabilidades do dia-a-dia acrescidas com o peso da idade.
É precisamente neste ponto que estes quatro amigos tão diferentes entre si, com mais ou menos reflexão, tentam travar o avanço da idade e dos compromissos inerentes à própria vida, vida esta que de certo modo, já nos trinta anos, pretendem viver em plenitude refletindo de alguma forma a ideia de uma juventude tardia tão característica na forma de pensar do jovens atualmente. "Invejo-vos porque agora a juventude dura muito mais do que antes. (…) Na vossa idade já não éramos jovens. Agora prolonga-se, vivem num perpétuo estado de infantilismo. Foram libertados de responsabilidades." (p. 213)
Este tipo de pensamento ou simplesmente esta forma de estar ou atitude perante a vida gera/condiciona relações afetivas fortemente debilitadas tendendo a centrar-se tendencialmente em cada uma das partes da relação e não nas duas partes vistas como um todo.
É precisamente esta a segunda ideia forte do livro na medida em que estes jovens não conseguem assumir uma relação dado que a encaram como um fardo na sequência das regras impostas pela sociedade, ou seja, se por um lado há a evidência de sentimentos em torno de outra pessoa, por outro são esses mesmos sentimentos, geradores de algo maior que é o amor que vai acabar por condicionar a relação das partes envolvidas. Assim, a ideia de "casal" gera pruridos na cabeça de Solo, o narrador da obra, que tenta ao máximo dissecar a ideia acabando mesmo com a relação em si mesma. Se por um lado se sente bem com o fim da "prisão" como várias vezes refere ao longo da obra relativamente ao fim da relação que mantinha, por outro lado reconhece que entre ter e não ter alguém para amar e ser amado é sempre preferível optar pela primeira na medida em que a "liberdade" novamente recebida também não lhe traz propriamente uma satisfação e felicidade plenas.
Com estes "Quatro Amigos", David Trueba não nos apresenta soluções para a obtenção da felicidade, no entanto, chama-nos a atenção de que por vezes desperdiçamos energia e oportunidades que nalgumas situações contribuiriam certamente para a nossa felicidade.

Excertos:
"Soa a enciclopédia em fascículos, a livro de auto-realização. Define bem a minúscula organização legal, mas não a reunião do amor. Na minha época de pedante petulante costumava convencer Bárbara de que nunca seríamos um casal, seríamos um mais um que se desejam, que querem estar juntos. Nunca um casal e, no entanto, naquele bar estava sentado um casal típico.
(…)
- Continuo convencido de que tu e eu formamos um casal perfeito. Continuo a acreditar que nascemos um para o outro, mas creio que o erro foi que nos encontrámos demasiado cedo… Sei que um dia voltaremos a estar juntos, mas hoje não pode ser, seria uma fraqueza, não podemos enganar-nos.
Somos o casal perfeito, portanto rompamos." (p. 276)

"E de tanto evitar ser um casal acabámos por não ser nada. Bárbara e eu. Bárbara e eu percorremos para trás o nosso amor em dois meses, passámos de casal a dois seres independentes, depois a dois amantes furtivos, a seguir a dois amigos cúmplices, para voltarmos a transformar-nos em dois estranhos. Foi uma história que acabou com o regresso à origem, sem rompimentos bruscos, sem cenas, sem acidentes." (p. 278)

"O que é o amor? É a eterna pergunta. No princípio da Humanidade as pessoas f***am umas com as outras, sem distinções, li isto. Todos com todos. Mas um dia, alguém decidiu guardar o seu par, não o partilhar. «É minha», disse. – Respirei fundo, sem me atrever a olhar em volta. – Aí lixou-se tudo! Isso é o amor. E o amor trouxe o pior: o casamento." (p. 282)
Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 23 de Julho de 2014

"Os Aquários de Pyongyang" de Kang Chol-Hwan

Um amigo "destas coisas dos livros" emprestou-me este. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar dele. "Vais gostar!", disse-me. Não podia estar mais certo.

Para quem quer aprender e conhecer um pouco mais o que se passa na Coreia do Norte este livro é o ideal. É uma leitura forte, pesada mas obrigatória.

Kang Chol-Hwan relata-nos a sua vida desde a sua infãncia e também a da sua família. Não ē fácil de ler, custa ouvir falar de tanta dor, fome, sofrimento sem razão aparente, ou melhor, perceber que a violência é uma forma de calar a liberdade, a justiça.

Kang sobrevive a dez anos num campo de concentração. A morte dorme todos os dias a seu lado. A fome, o frio, a dor, os castigos também. Quando sai, juntamente com a sua família, sente que, tal como no campo, o vigiam e o controlam. A corrupção impera grandemente. A sua fuga para a China e posteriormente para a Coreia do Sul é uma peripécia que nos parece surreal.

Um livro que quero ter na minha estante mas que não vai ser fácil encontrar! Recomendo vivamente!

Terminado a 15 de Julho de 2014

Estrelas: 6*

Sinopse

Um dos testemunhos mais impressionantes de um prisioneiro político, Os Aquários de Pyongyang descreve o inferno na terra: um rapazinho de nove anos que, sem qualquer motivo, se vê atirado para um campo de concentração. Começa então um calvário que durará dez anos, o período da adolescência para Kang Chol-Hwan. Animado por uma indignação que jamais o abandonou, ele faz a terrível descrição do regime cruel e desumano a que crianças e adultos são submetidos: trabalhos forçados, lavagens cerebrais, humilhações sistemáticas e castigos desumanos, para além da fome, do frio e das doenças

terça-feira, 22 de Julho de 2014

A convidada Escolhe: O Rei do Monte Brasil

"O Rei do Monte Brasil" foi em 2013 o livro vencedor do Prémio Literário de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues, instituído pela FENPROF a obras literárias escritas por docentes e investigadores/as. Desta vez, foi Ana Cristina Silva, docente do ISPA e autora de diversas obras literárias a galardoada com este prémio.

A obra situa-se no final do século XIX, início do século XX e tem como figuras centrais Gungunhana e Mouzinho de Albuquerque. É uma obra com interesse histórico, pois leva-nos ao período da primeira guerra colonial, quando os portugueses quiseram impor a sua soberania e domínio sobre os povos colonizados, neste caso, do sul de Moçambique, o reino dos Vátuas governado por Gungunhana. Mouzinho de Albuquerque foi o oficial ao serviço do rei D. Carlos I que o capturou e levou prisioneiro para Lisboa e posteriormente para a ilha Terceira.

O início do romance leva-nos a Angra onde Gungunhana é surpreendido com a notícia do suicídio de Mouzinho, no início de Janeiro de 1902. O feroz e vitorioso Mouzinho de Albuquerque era afinal um ser vulnerável e frágil que não tinha tido a coragem de lidar com a sua decadência e queda após um período de ascensão e glória! Mouzinho que nutrira a convicção da superioridade dos brancos sobre os pretos que considerava inferiores, ferozes e mais próximos da condição de animais!

Afinal, eram maiores as semelhanças do que as diferenças entre as duas personagens, ambas despóticas e sem hesitações quando tiveram todo o poder nas mãos.

Gungunhana é uma personagem complexa que viveu a sua condição de chefe máximo de um reino, exercendo o poder de forma ambígua nos seus relacionamentos com os portugueses emissários do rei D. Carlos e os ingleses súbditos da rainha Vitória; eloquente e ardiloso, dominando os seus súbditos pelo terror e o arbítrio; desregrado e insaciável nas suas ambições sem limites. A sua vulnerabilidade revelou-se aquando da morte de uma das mulheres e de um dos filhos. Mais tarde, já longe de África, vivendo a condição já não de rei de Gaza, mas de rei do Monte Brasil na Terceira, onde se embrenhava para caçar coelhos e fugir dum mundo que lhe era estranho. Agora, Gungunhana não passava de uma sombra ou de personagem exótica para ser observada por jornalistas, senhoras da sociedade ou pela população. Aliás, Gungunhana apercebera-se, na hora da sua captura, que era um homem só, abandonado e desprezado pelo seu povo que não lhe tinha amor, mas sim medo.
Acompanhamos neste romance as últimas horas da vida de Mouzinho de Albuquerque, que havia tido as maiores honrarias e reconhecimento até a nível internacional, pelos seus feitos e bravura em África. Mas, com a queda da sua popularidade e importância na corte, Mouzinho decidiu pôr cobro ao sofrimento, suicidando-se. Ele acha que fez o melhor pelo seu país e que Portugal lhe virou as costas, não vê préstimo em continuar a viver, mas não quer que o seu suicídio seja visto como cobardia ou acto de loucura. É firme a sua intenção de pôr termo à vida, mas ao acompanharmos as suas últimas horas de vida, como se de um filme se tratasse, vamos percorrendo as ruas da baixa lisboeta como pano de fundo e o/a leitor/a é convidado/a a acompanhar os pensamentos, os sentimentos, as dúvidas e as contradições de quem sempre teve uma imagem de firmeza e segurança e cujo acto poderá ser entendido como fraqueza e cobardia. São as figuras omnipresentes da mulher, da rainha D. Amélia por quem nutre uma paixão platónica e do rei D. Carlos que o acompanham em pensamento antes do tresloucado acto tão bem retratado nalgumas das páginas deste interessante romance que aborda estes heróis da nossa história como pessoas de carne e osso e não apenas como personagens de quem apenas conhecíamos pelo nome e pouco mais.

Almerinda Bento

A Convidada Escolhe: Pecado

Não sou de virar costas a um desafio e, não fosse a oferta deste livro, sou sincera, jamais o teria lido.
Quando o recebi pensei estar na presença de mais um da nova onda de bdsm e fiz esse comentário, tendo-me sido negado tal associação.
De facto a capa engana e a autora escreve outro género.
Pecado é um romance de época, embora com uma marcada tendência para o erotismo.
Os personagens levam-nos a conhecer um pouco da época que, pelos factos descritos se situará nos finais do séc. XIX, e a cultura da Inglaterra de então. Preconceitos sociais, violência doméstica, o papel da mulher na sociedade e até um leve aflorar da questão da escravatura são entretecidos com a aventura erótica de Jessica e Alistair.
Um livro que se lê muito rapidamente, uma publicação mesmo a tempo do Verão.

Fernanda Palmeira

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

"Um Grito de Socorro" de Casey Watson

Sei que muitos leitores não apreciam este tipo de leitura. Ou por se tratar de histórias de alguma rudeza e violência, por ter crianças envolvidas, "and so on"...

Gosto de as ler por essas razões precisamente mas, sobretudo, porque, muitas delas, possuem na sua génese uma história verídica. Mas seria um pouco mórbido se os meus gostos ficassem por aqui... Gosto verdadeiramente de as ler porque, por detrás da história, encontramos pessoas que lutam para que essas crianças tenham a vida que deveriam ter, que superem o seu passado. Muitas das vezes, como é o caso deste livro, a autora escreve o que vivenciou.

Casey Watson é uma mãe de acolhimento de crianças "em fim da linha", ou seja, de crianças que devido aos seus graves problemas estão sujeitas a ir para reformatórios e organismos afins. É um acolhimento que envolve também a sua família, seu marido, seus filhos e neto. Sem descurar esses seus amores, Casey tenta integrar Sophiauma criança de apenas 12 anos, e orientá-la. Tarefa difícil quando lida com situações difíceis provocadas pela vivência dura de Sophia e da doença que sofre, a Doença de Addison.

Independentemente da veracidade da história, que nos remete para profundos pensamentos, gostei da forma como o factor mistério nos deixa inquietos e nos faz ler o livro muito rapidamente. Como estou de férias pude devorá-lo num dia só.

Muitos factos que se nos insinuam nesta história ficam por revelar. Não achei importante, embora gostasse de os ver esclarecidos (um deles diz respeito ao acidente que vitimou a mãe de Sophia). Ás vezes a vida é mesmo assim: não há só branco e preto. O cinzento, a cor da incerteza, também lá está. Temos de saber viver com ele.

Gostei muito e recomendo.

Terminado em 16 de Julho de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Quando Casey Watson recebe Sophia no âmbito do programa de acolhimento, imediatamente se apercebe de que algo não bate certo. O comportamento de Sophia é inconstante e manipulador e a jovem está habituada a conseguir tudo o que quer, reagindo violentamente quando a contrariam. Parece só ter olhos para os homens da família de acolhimento e trata as mulheres com insolência. À medida que o tempo passa, Casey apercebe-se de que este comportamento esconde uma infância repleta de dor e abusos. Mas, quando as explosões violentas de Sophia começam a ameaçar a integridade física dos membros da família, Casey pergunta-se se será a pessoa certa para ajudar esta menina profundamente perturbada.

domingo, 20 de Julho de 2014

Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Presença)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):



Maria Reis (de Esgueira)

  

Para mais informações sobre os livros, ver o site da Editorial Presença aqui!

Ao Domingo com... António Martins

Nasci à beira do Dão, rio que beija o Mondego junto à Aguieira. Corria o ano de 1971 numa aldeia vinhateira e rodeada de muralhas de pinho, perfumado por rosas em maio e abundante de milho em Agosto.
Cresci ouvindo as histórias de vida dos meus avós. Os paternos contavam a sua odisseia desde os confins do distrito da Guarda, junto à raia, até ao sul do distrito de Viseu. Os maternos falavam entusiasticamente dos tempos em que moravam mesmo `abeira do rio. Também recordavam  os tempos “da velha senhora” e assustavam-me com as histórias de bruas, de lobisomens e de aparições nas encruzilhadas ao meio-dia e à meia-noite.
Depois havia a magia do trabalho do campo: a lavra, a sementeira, a rega do milho, a desfolhada, as ceifas, a vindima…  E as festas: S. Sebastião, S. Miguel, os Santos populares, a matança do porco. E havia os trabalhadores com as suas alcunhas: o “Gigante”, o “Viúvo”, o “Mudo”,  o “Ti Fonsito”, o “Sábado”, etc. Recordo o seu cheiro a suor, a tabaco e a bebida. Recordo que me chamavam “Tonito” e me contavam histórias da transumância na Serra do Montemuro, das ceifas no Alentejo, da Guerra em Angola e na Guiné e dos portugueses que tinham emigrado para a América e o Brasil.
Desde cedo estas histórias povoaram a minha imaginação, alimentada, também, pelos livros que lia enqunato guardava as ovelhas do meu avô. O meu santuário era a carinha da Biblioteca Intenerante da Fundação Gulbenkian. Requisitava em meu nome e no dos meus amigos que preferiam roubar fruta ou jogar às escondidas. 
A escola era o meu mundo. Tinha boas notas mas jogava muito mal futebol e não tinha jeito para falar com as raparigas. Escrevia histórias e lia-as às ovelhas,à galinhas, à minha cadela Lili. Todos achavam que eu era meio tolo…
Este tolo teve sempre sede de livros, de cultura e didática. 
Casei em Lamego. Fiz a viagem do Dão para o Douro, do Caramulo para as Meadas, do vinho morangueiro para o vinho cheirante de Lamego. Dos sonhos e das escritas imberbes da infância e adolescência, passei à escrita estruturada. Comecei na poesia com o livro “No meu rio - sonhos e poemas” (2001). Das minhas vivências por terras durienses e beirãs nasce a minha escrita ficcional presente em várias coletâneas de contos. Inspirei-me em Ardínia, lendária princesa moura que assombra as noites de Lamego, nos mitos da Antiga Grécia, no trabalhador da vinha do Douro, no emigrante em agonia de saudade…

Mais recentemente apaixonei-me pela Literatura do Fantástico e pelas Literaturas Africanas em Língua Portuguesa. Em 2008 publiquei um ensaio sobre as potencialidades de leitura em alunos do 2º Ciclo do Ensino Básico da produção contista de Mia Couto. Neste momento, este livro encontra-se esgotado na sua primeira edição. Espero a oportunidade de uma nova editora para o republicar.
Neste momento da minha vida intelectual tenho vários polos de ação/interesse/trabalho:

  • Literaturas Africanas em Língua Portuguesa;
  • Literatura brasileira
  • Literatura galega 
  • Literaturas do fantástico;
  • Ensino da temática do Holocausto;
  • Revisão de livros.
  • Encontros Literários.


No meu baú tenho mais de 500 poemas e algumas dezenas de contos para publicar e estou a escrever o meu primeiro… romance.

António Martins

sábado, 19 de Julho de 2014

Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Bizâncio)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):


Paula Castro (de Braga)


Júlia Martins (de Setúbal)

Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Guerra e Paz)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):


Fernanda Palmeira (de Lisboa)



Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (marcadores de livros)


Marcador de Livro de Susana Machado

Ganharam este marcador de livro criado por Susana Machado,



Os concorrentes abaixo referidos, com as participações que reproduzimos:

Maria João Diogo (Massamá)



Arnaldo Santos (Sto. Tirso)

      Parabéns ao Blogue também nosso
      Pelos quatro saudáveis aninhos de Vida
      Festejar, eu também quero e posso
      Nesta grande alegria incontida.

      O Tempo Entre os Meus Livros
      Com a Cris Delgado ao seu leme
      Deixa-nos, felizmente, cativos
      E o futuro ninguém de nós teme!  

Patrícia Xará (Santiago de Riba-Ul)



Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Planeta)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):


Sílvia Pedro (da Costa da Caparica)



Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Quinta Essência)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):


André Silva (de Paredes)


Gizela Mota (da Moita)

Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Vogais)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):


Elisabete Marques (de Sintra)

Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Alfarroba)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):


João Mira (da Póvoa de Sta. Iria)

Resultado do Passatempo do 4º Aniversário do blogue (Clube do Autor)


Venceu(ram) este passatempo, o(s) seguinte(s) participante(s), que irá(ão) receber o(s) prémio(s) indicado(s) (serão contactados por email):



Manuela Santos (de Lisboa)


Manuel Domingos (da Amadora)


Maria Silva (de Sintra)


Antónia Oliveira (do Porto)

Na minha caixa de correio

  

  
Das editoras Alfaguara e Suma de Letras vieram, respectivamente, Delirium e Vejo-te...
Os outros ganhei no Liga e Ganha.

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

"A Última História de Amor" de Conceição Queiroz

Nasci em África. Nunca me canso de ouvir histórias de lá, histórias de uma História onde há tantas coisas por contar. Histórias que são povoadas por amores fortes, coloridos como as cores do arco-íris, mas também por horrores difíceis de imaginar.

Este é um livro onde as mulheres possuem um papel determinante. A mãe, bonita e livre, vive uma história de amor e de morte que nunca esquece. A fuga para Portugal não impede a sua luta mas o passado está sempre vivo, permanece e retorna uma e outra vez. Nunca esquece. A filha, ainda mais bela, com os caracóis do pai, pele branca, ouve, vezes sem conta, a história da mãe. Moçambique mora em seu coração. Por isso vai buscar as suas origens, a uma terra que nunca viu mas que conhece de tanto ouvir. Procura o passado da mãe, que é o seu afinal.

Conceição Queiroz possui uma escrita forte, directa, sem pejos. Conseguimos, por essa razão, ver (mais do que ler) o que nos conta. Agradou-me isso. Retrata as várias "etapas" de um país que marca quem lá esteve ou quem lá viveu. As cores de África, os ritos, as paisagens, as gentes e seus costumes. Algumas frases utilizadas, sendo curtas, parecem que saem em golfadas tal como alguns acontecimentos semeados de violência.

Um livro que se lê rapidamente porque ficamos envolvidos por completo na história destas mulheres, na História deste país. Gostei muito e recomendo! Que Conceição Queiroz não termine por aqui!

Terminado em 13 de Julho de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

A notícia deixa-o enlouquecido de raiva. O fazendeiro alemão de caçadeira em punho lança-se pela selva adentro em perseguição do seu filho Zinkke e da negra Ângela, que acabou de dar à luz as suas netas. Merkel arrasa tudo o que encontra à sua frente. Zinkke sabe que tem de partir, fugir do ódio do pai, proteger a mulher que ama e as suas duas filhas. Mas é tarde demais. Duas balas atingem-no e Zinkke cai por terra com uma das recém-nascidas ao colo. Mas o avô não tem dó - segura-a pelos pés e, cruelmente, esmaga-a contra o tronco de uma árvore. Ângela consegue escapar com Gabriela: era preciso deixar Moçambique para trás. Gabriela cresce em Lisboa, a ouvir os relatos da mãe sobre a terra onde nasceu, e deseja voltar a África para conhecer as suas raízes. Nessa viagem, descobre a história da avó, traída e abandonada pelo marido; e desvenda o passado da mãe, que, depois de tantos anos, continua agarrada a um grande amor. Neste romance apaixonante, baseado na história da própria família da autora, a jornalista Conceição Queiroz transporta-nos para o surpreendente mundo africano onde foi vivida a última história de amor.

Novidade Sinais de Fogo

Também me Salvaste
de Susan Kushner Resnick
Também me Salvaste conta a história verídica de Aron Lieb, um sobrevivente do Holocausto. O livro foi escrito por Susan Kushner Resnick, com quem Aron estabelece uma forte amizade, e atravessa toda a vida dele, contemplando a sua infância na Polónia, os anos em Auschwitz, o fim da guerra, a sua ida para a América e o recomeço de uma vida nova.  É um testemunho emotivo e arrepiante que apela a que não deixemos cair no esquecimento as atrocidades do genocídio, assim como a necessidade de darmos valor à felicidade. 

Novidades Porto Editora

Quatro novas edições de Saramago


Novidades Planeta

Vestido para a Morte
de Donna Leon
A esperança do Commissario Guido Brunetti de escapar do calor sufocante de Veneza em Agosto e de desfrutar de umas férias em família nas montanhas é gorada quando uma descoberta macabra é feita num campo em Marghera. 
Um corpo está tão espancado, que o rosto é irreconhecível. A vítima parece ser uma prostituta transsexual. O comissário começa as buscas em Veneza de alguém que possa identificar o cadáver, mas depara-se com um muro de silêncio. 
Então recebe um telefonema prometendo informações, a condição é que se encontre com o interlocutor numa ponte na cidade, a meio da noite. Apesar do perigo, Brunetti continua determinado a descobrir a verdade e quando a desvenda depara-se com uma realidade assustadora.

Este Homem - Obsessão
de Jodi Malpas 
Neste segundo livro da trilogia continua a história entre o aristocrata Jesse Ward e a jovem designer de interiores Ava O’Shea. 
Jesse Ward afogou-a com a intensidade e surpreendeu-a com a paixão, mas manteve-a à margem dos seus segredos obscuros e coração partido. 
Deixá-lo era a única maneira que Ava O’Shea teria para se libertar do romance demasiado conturbado. Mas também devia ter desconfiado que era impossível fugir dele. 
Agora Jesse voltou à sua vida, determinado a recordá-la dos prazeres sensuais que partilharam. Ava está também decidida a descobrir a verdade oculta na frieza deste homem. Isso significa envolver-se de outra forma com o Senhor do Solar. E é isso mesmo que ele quer dela...

Novidade Vogais


Novidade ASA

Para Sir Phillip, Com Amor
de Julia Quinn
Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa.
Só que… estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.
E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é… beijá-la.
É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois… o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que… estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamental bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres.
Mas quando ele sorri… e quando a beija… o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos?