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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

"O Mapa de Sal e Estrelas" de Jennifer Zeynab Joukhadar

Uma história com duas histórias contadas em paralelo separadas por oitocentos anos de diferença. Em comum os lugares em que as duas jovens personagens viveram as suas vidas. Em comum também as características psicológicas dessas jovens: corajosas e destemidas. 

Não sei qual das duas me prendeu mais, com qual das duas a empatia foi maior. Creio que o empate aqui se justifica. Ambas possuem personalidades muito fortes e passaram por acontecimentos traumáticos que poderiam ter enfraquecido o seu carácter mas que, em vez disso, o fortificaram. 

Saber que uma das histórias (aquela que pensei ser mais irreal) teve por base alguns factos verídicos, a saber um erudito e cartógrafo, nascido em Ceuta em 1099, que colaborou com o rei Norberto II em Palermo para criar a Tábua Rogeriana, o mapa mais preciso criado até então e um Planisfério de prata, foi uma surpresa para mim e também uma aprendizagem que me agradou muito.

A história mais actual não poderia estar mais em consonância com um problema que aflige actualmente o mundo inteiro, os refugiados sírios. Uma história impressionante que marca quem lê pela dureza e pela indiferença de quem assiste do outro lado...

Terminado em 9 de Outubro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Duas raparigas separadas por oito séculos. A mesma história de dor, triunfo e coragem.

Primeiro Nour perdeu o pai. Depois, a casa onde sempre viveu. Reside agora na cidade de Homs, na Síria, para onde a mãe se mudou para ficar mais perto da família. Mas quando um ataque quase as mata, elas são obrigadas a escolher: ficar e arriscar a vida todos os dias, ou fugir novamente. Infelizmente, até a fuga tem os seus perigos e apenas as memórias de sua casa dão esperança a Nour para continuar a caminhar.

Oitocentos anos antes, a jovem Rawiya sabe que tem de fazer alguma coisa para ajudar a sua mãe viúva. Ansiosa por ver o mundo, disfarça se de rapaz e torna-se aprendiz de um cartógrafo a quem foi atribuída a tarefa de criar um mapa do mundo. Rawiya embarca numa viagem épica onde encontra monstros míticos e figuras históricas reais.

Abraçando as ricas culturas do Médio Oriente e do Norte de África, O Mapa de Sal e Estrelas segue a jornada de Nour e Rawiya à medida que percorrem caminhos idênticos, enfrentando o desconhecido e apenas guiadas pelo desejo de finalmente chegarem a casa.


Cris

terça-feira, 16 de outubro de 2018

"Isto vai doer" de Adam Kay

Não fora o tema subjacente a estas memórias e teria dado mais estrelas. Sei que o pretendido era fazer uma crítica do sistema de saúde do Reino Unido através de relatos autênticos vividos pelo autor e isso foi realmente feito com muito humor, algum sarcasmo e uma crítica acutilante. No entanto, foi o tema subjacente - a saúde - que me afligiu durante esta leitura. Não consegui deixar de pensar o quão triste são as situações apresentadas, fruto de alguma ignorância da parte dos doentes, de um sistema implacável que não tem em consideração o ser humano - médico e paciente e na exaustão dos prestadores de cuidados de saúde que mal possuem tempo para respirar. Embora tenha sorrido amiúde, não consegui rir. As situações descritas são deveras impressionantes. 

O autor possui, repito, um humor peculiar e experiências de vida muito sui generis que me fazem recomendar este livro. O abandono dessa profissão que tantas coisas boas lhe trouxe, foi demonstrativo de como não teve apoios quando necessitou de gerir o sofrimento e as frustações. Uma tristeza a juntar-se às muitas que assistiu durante a sua carreira no campo da medicina. 

Não sei, sinceramente, se este livro é para rir ou para chorar. Um facto que considero importante: é uma leitura para se fazer, isso é verdade. 

Terminado em 30 Setembro de 2018

Estrelas: 4*+

Sinopse
Isto Vai Doer é um relato emocionante, cómico, e assustador de quem esteve na linha da frente no Serviço Nacional de Saúde britânico, numa profissão na qual as horas semanais de trabalho podem chegar a noventa e sete, em que diariamente é necessário tomar decisões de vida ou morte e a vida pessoal é relegada para segundo plano, não existindo tempo para os amigos e para relações duradouras.

Esta é a história pessoal de Adam Kay, que utilizou o seu extraordinário sentido de humor para contar a sua experiência enquanto médico interno no Serviço Nacional de Saúde britânico. Em 2010, após seis anos de formação e outros seis como médico, abdicou da profissão por sentir que as condições impostas pelo sistema eram extremas e irracionais, nomeadamente remuneração mal ajustada em relação ao nível de responsabilidade exigido, que tiveram um forte impacto na sua vida profissional e pessoal.

Cris

domingo, 14 de outubro de 2018

Passatempo "A Rapariga no Gelo" de Robert Bryndza

E que tal um passatempo? Com o apoio da editora Alma dos Livros temos para oferecer, aos seguidores do blogue, um exemplar do livro "A Rapariga no Gelo" de Robert Bryndza, um livro que não precisa de apresentações!

Para concorrer necessitam de:

1) Enviar um e-mail com o vosso nome e morada para otempoentreosmeuslivros@gmail.com

2) Caso comentem o post no FB, tagando três amigos, a vossa participação conta a dobrar.

O passatempo decorre até ao dia 31 de Outubro. Só são válidas as participações de residentes em território português.

Cris

sábado, 13 de outubro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

Esta semana foi assim:
- Equinócio comprei mum leilão no FB,
- O Talismã, trouxe da Biblioteca. Estava numa mesa juntamente com outros e foi oferta. Não foi esta edição mas não encontrei foto. A que trouxe é de capa dura e é linda.
- Alexandra, a Última Czarina foi comprado no site da editora.
- Mortina, ofertado pela Bertrand,
- Sozinho em Casa e Histórias com História, foram oferta da Porto Editora

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A Escolha do Jorge: “Rua Katalin”


“O amor com que nos amam é sempre um estado de graça.” (p. 143)
“Na vida de cada um de nós, só há uma pessoa cujo nome podemos gritar no momento da morte.” (p. 190)

Magda Szabó (1917-2007) é um dos nomes incontornáveis da literatura húngara do século passado. Apesar de ter vários romances e obras de poesia publicados ao longo da sua carreira literária, é com “A Porta” (1987) que adquire uma maior projecção e notoriedade a nível mundial, tendo a obra sido adaptada ao grande ecrã (2012) com Helen Mirren vestindo a pele da empregada Emmerence. O filme, ainda que bem conseguido nos principais momentos da obra, escapa ao poder esmagador e intenso da escrita de Magda Szabó.

“Rua Katalin” é a mais recente aposta da Cavalo de Ferro que no ano passado reeditou “A Porta”, dando, desta forma, continuidade à publicação das obras desta escritora húngara. “Rua Katalin” foi editado em 1969, na sequência de dois outros romances após um período em que Magda Szabó esteve proibida de publicar na Hungria por ser identificada pelo regime comunista como inimiga do Estado, por esta não se conformar com o realismo socialista imposto pelo regime.

Magda Szabó viveu na Hungria durante a ocupação nazi e soviética, daí esta obra reflectir de forma bem explícita as diferenças entre os dois modelos de ocupação e as consequências que isso teve na população e na forma como esta passou a lidar com o Estado e as instituições, na passagem da extrema direita à extrema esquerda no país, à semelhança do que veio a acontecer naquela região da Europa em termos de cenário político, desde antes da 2ª Guerra Mundial até à queda do Muro de Berlim.

O arco cronológico de “Rua Katalin” abrange o período de 1934, já com Hitler no poder, na Alemanha, a ocupação nazi, passando pela 2ª Guerra Mundial, a transição para o regime comunista, até 1968, com a consolidação do mesmo, após a tentativa falhada da Revolução Húngara de 1956 que tentou pôr fim ao regime comunista e ocupação soviética.

“Rua Katalin” é um romance intenso, soberbo e inquietante. Fala-nos da vida e da morte e daqueles acontecimentos ou episódios que nos marca a vida de forma estrutural. Ao longo da vida, vamos coleccionando memórias de pessoas, coisas, acontecimentos e, embora vivenciados num determinado momento e lugar, nem sempre a acurada reflexão acompanha a ideia de memória porque pode ainda estar muito presente ou não haver a maturidade necessária que conduz à reflexão. Por vezes, só mesmo anos mais tarde, no decurso da vida, é que as memórias, ainda que se apresentem sob a forma de puzzle e já tantas vezes com espaços vazios entre si, é que tomamos verdadeiramente consciência da forma como um dado acontecimento político terá influenciado as nossas vidas e a vida de todo um país. Do mesmo modo que, ao nível do foro privado e familiar, com um dado episódio ou até mesmo uma certa conversa poderão ganhar, anos mais tarde, a real dimensão das suas consequências, directas e indirectas, na nossa vida e nas vidas daqueles que nos são próximos.

No início da obra, em jeito de introdução, a autora prepara o leitor para esta jornada em que vai embarcar que, no fundo, também é a sua, afinal de contas, ao afirmar “Nenhuma obra literária, nenhum médico, havia preparado os habitantes da Rua Katalin” para a luz ofuscante que a velhice lançaria sobre o túnel sombrio que haviam percorrido quase inconscientemente durante as primeiras décadas das suas vidas; nem tão-pouco para o modo como ela reorganizaria as recordações e os medos, alterando os seus julgamentos e o seu sistema de valores.” (p. 9) E resumindo o que é a vida e a complexa relação do homem com o tempo, Magda Szabó refere “Tudo aquilo que lhes acontecera até ao momento estava lá, no passado, mas de forma diferente. O espaço ficou dividido em lugares, o tempo em momentos, os acontecimentos em episódios, e os habitantes da Rua Katalin compreenderam finalmente que, na realidade, os acontecimentos que constituíam as suas vidas só em poucas situações, nalguns momentos e episódios, foram importantes; o resto servia apenas para encher os poros da fragilidade da existência, tal como as aparas de madeira impedem que se quebre o conteúdo de uma caixa destinada a uma longa viagem.” (pp. 9-10)

Se Magda Szabó criou em “A Porta” uma Emmerence inesquecível tanto quanto tortuosa e inquebrável, na sua vida e na dos demais à sua volta, em “Rua Katalin”, a autora apresenta personagens fortes, verosímeis que nos marcarão igualmente ao longo da obra e que dificilmente as esqueceremos depois de concluída a leitura.

“Rua Katalin” é daqueles livros que nos colocam perante o sentido da vida e da sua relação com a morte. É um livro intenso que mexe com a nossa estrutura emocional, deixando-nos vulneráveis, à mercê das nossas fragilidades. “Rua Katalin” é um livro que nos faz questionar o sentido prático da literatura. Se a literatura constitui um veículo para compreender o ser humano e na sua relação com a História e a Filosofia, contribui para a compreensão da vida e do real, é lícito questionarmos, por que razão há livros que nos fazem sofrer.

Este livro, narrado a várias vozes, dá-nos conta da forma como três famílias, moradoras na Rua Katilin, no centro de Budapeste, se tornaram ligadas através de laços que estão para lá dos conceitos de espaço e tempo. As crianças que brincaram juntas foram ganhando consciência que faziam parte de um todo, de uma família alargada, para além do seu núcleo familiar, relativamente ao qual se tornaram dependentes, para o bem e para o mal, para o resto da vida e até para lá da própria morte.

O leitor é confrontado a cada nova voz, em cada capítulo, com um conjunto de episódios que só mais tarde terão lugar na vida dos personagens e, funcionando como uma peça de puzzle, as peças vão-se encaixando até se nos apresentar a tela composta de inúmeros fragmentos de memórias, com perspectivas diferentes, mediante a visão e o entender de cada interlocutor. “Mas também é importante perceberem que atrás dos meus pensamentos havia outros, profundamente ancorados dentro de mim, de tal maneira que não podia chegar até eles, pensamentos que sabiam que deviam permanecer ali, sem se tornarem verbalizados e consciencializados. Mas eles estavam lá, atentos, à espera.” (pp. 102-103)

“Rua Katalin” é uma obra em que somos confrontados com sucessivos opostos ou ideias aparentemente contraditórias, na medida em que perante um momento de alegria se vislumbra em simultâneo algo tenebroso que vai acontecer ou ao contrário. As metáforas são muitas ao longo da narrativa e o recurso aos acontecimentos históricos que constituem a base da explicação para situações concretas da vida privada é algo frequente no romance. Por exemplo, a Noite da Revolução Húngara, que teve lugar a 23 de Outubro de 1956, corresponde à tentativa de a Hungria se opor ao regime comunista vigente no país desde o final da 2ª Guerra Mundial. Mas este acontecimento simboliza também a necessidade de Irén pôr fim ao seu casamento com Pali em virtude de ter sempre amado Bálint. Revolução e divórcio são, pois, sinónimos, tendo como base a prisão e a opressão, num caso os russos, em sentido alargado, e a violência da solidão e o amor não correspondido em termos familiares, na esfera privada.

“Mais tarde, pensei muitas vezes nele com sentimento de culpa, perguntando-me, como podia ter casado com ele só para endireitar a minha vida e para ter uma vida sexual normal e o amor de alguém que me podia recompensar pela perda de Bálint. Ele não deveria ter esperado até que eu o abandonasse e, numa noite, ao jantar, lhe dissesse, em tom alegre, de forma espontânea e natural, que iria divorciar-me dele, porque Bálint e eu tínhamos decidido casar. Ele deveria ter-me abandonado antes, mas não conseguiu fazê-lo. Muitas vezes penso nele com gratidão e nostalgia por ter sido um marido e uma pessoa cem vezes melhor do que Bálint, tinha muito mais qualidades do que ele. Se existe algo depois da morte, certamente terei de responder pelo casamento com Pali, não por não lhe ter dado tudo o que podia antes de o abandonar à primeira chamada de Bálint, mas porque foi muito pouco o que pude oferecer-lhe. Quase nada.” (p. 160)

Estas três famílias ficaram marcadas para todo o sempre com a tragédia ligada à família Held. Não havendo uma única referência ao facto de se tratar de uma família judia, percebemos as movimentações e os jogos de poder com a ocupação nazi no país. O casal Held é deportado supostamente para um campo de concentração e a filha Henriett é assassinada ainda adolescente. Os amores e amizades fortes da adolescência que nunca ficaram resolvidos tornaram este episódio trágico na forma como estas famílias passaram a encarar a vida, o mundo e o próprio sentido de justiça universal. “Quando os Held encaravam as hipóteses de fuga ou da sobrevivência, Henriett, sentada ao lado deles, retornava às suas memórias, vendo-se a si própria a morrer num jardim, no jardim dos Elekes, onde a morte a apanhou de pé, como acontece aos soldados, sem qualquer tipo de expressão visível no rosto. Assim costumam ser os corajosos.” (p. 88) “Esquecendo-se de que devia sempre ficar atrás da sebe, desatou a correr, atravessando o jardim, em direcção às paliçadas dos Elekes, por onde tinha entrado. De repente, apercebeu-se de que se tinha enganado. Não morreu, nem à primeira, nem à segunda, nem à terceira vez, sabia que estava viva e que queria continuar a viver. Mas quando conseguiu consciencializar-se disso, já se encontrava morta. Foi baleada duas vezes à luz da Lua. O soldado disparou nervoso, sem precisão, contudo conseguiu atingi-la com a primeira bala.” (pp. 95-96)

A morte inesperada de Henriett, por ser contranatura, gerou duas posições distintas no decurso da narrativa. No primeiro caso, entre os demais personagens continuavam a agir como se Henriett, de certa forma, estivesse viva e as suas vidas estivessem condicionadas e em suspenso por por essa mesma razão. Por outro lado, Henriett continuou a deambular como um fantasma entre os vivos, nas ruas e avenidas de Budapeste, visitando os lugares onde viveu e onde foi feliz com a sua família alargada, dando-nos também uma ideia das mudanças que ocorreram na cidade nos anos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial. A própria Henriett, presa ao mundo dos vivos, quiçá porque estes não a deixam seguir o seu curso enquanto ente da natureza, faz questão de se misturar entre aqueles que deambulam na cidade, fazendo-se cruzar com Blanka e Irén e os seus pais, provocando nestes a ideia de um certo dejà vu. “Sabia que encontrar-se com os vivos era complicado, mas o seu mundo atraía-a tanto que regressava sempre.” (p. 168) “A senhora e o senhor Elekes, a senhora Temes, Blanka e Irén viram Henriett inúmeras vezes na rua, sem acreditarem por um segundo que era ela.” (p. 170)

Henriett tem, desta forma, um papel importante no contexto da “Rua Katilin” na medida em que, estando morta, não se consegue livrar desta ligação ao mundo dos vivos, do mesmo modo que a sua família alargada vê a sua liberdade condicionada face à imposição do comunismo. “Apesar de ser a única que possuía passaporte para todos os países do mundo, parecia ser uma prisioneira, tal como os outros membros da sua família.” (p. 168)

“Rua Katalin” pode ser interpretado como um permanente grito à ocupação soviética, na tentativa de libertar a Hungria da vontade alheia, mas trata-se de um grito silencioso que demoraria ainda vinte anos até se concretizar a derrocada do Comunismo.

Extrapolando as questões literárias, o que terá acontecido ao fantasma de Henriett ao perceber que o seu país decidiu, por vontade popular, regressar à extrema-direita há praticamente uma década? O que acontecerá ao país, à Europa e ao Mundo? Parafraseando Magda Szabó “só Deus sabia para onde tinha sido levado pela voragem da História.” (p. 128)

Texto da autoria de Jorge Navarro

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A Convidada escolhe: "O Castigo dos Ignorantes"

Uma história bem contada quando chega ao fim é um climax ansiado. Para mais, esta dupla de autores não deixa a intensidade narrativa quebrar em qualquer um dos volumosos livros e o final é sempre tremendo. Como leitores, ansiamos por mais, porque o próximo já foi iniciado com o desfecho deste livro, completamente inesperado.

A equipa de Riksmord continua eficaz e emocionalmente caótica. Qualquer um deles lida com dificuldades ou problemas que atenuam com o trabalho. Esta faceta humana torna-os mais realistas, enquanto a dinâmica do grupo é volátil e gera empatia.

Sebastian Bergman, um mentiroso viciado em sexo para esquecer a dor e a culpa encontra um criminoso à sua altura, motivado para acabar com a idolatria da estupidez, punindo primeiro os ignorantes que reprovam nos testes e depois os que os promovem. Uma chamada de atenção ao que  singra hoje em dia, enquanto os crimes continuam e a equipa busca o culpado, no que terá sucesso graças à temeridade de Sebastian.

Mais uma vez, muito bom.

Vera Sopa

sábado, 6 de outubro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  


O carteiro já perguntou várias vezes se aqui morava alguém importante ou um jornalista ou um professor ou... Pois é! Mas não. Mora só quem gosta de ler e quem tem o privilégio de ter umas parcerias fantásticas!
Ora vejam que escritores/livros entraram esta semana cá em casa:
-  Também Tive Um Pega Monstro e As Ondas do Destino, editora Marcador (já posso começar a ler o primeiro livro desta saga, A Ilha das Mil Fontes).
-  Da Bizâncio chegou-me Inofensivas Como Tu (fiquei curiosa ao ler a sinopse)
-  O Meu Coração Entre Dois Mundos, da Porto Editora (Jojo Moyes, que há a dizer?)
- O Rapaz à Porta, uma aposta da Planeta. A capa fez-me viajar. Onde se passará o enredo?
- Com a chancela do grupo 2020, pela Fábula, os dois primeiros livros de uma nova colecção: O Fantasma de Canterville e As Viagens de Gulliver.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

"A Sereia de Brighton" de Dorothy Koomson

A leitura deste livro constituiu uma dupla surpresa para mim. 

Já li alguns livros desta autora e tenho na estante outros por ler (como já vai sendo habitual!), e gosto mais quando ela opta por um registo maioritariamente marcado por um enredo onde a acção é célere, com mistérios, intrigas e mortes, um thriller portanto. 

Mas achei este livro excepcionalmente bem conseguido. Para verem como este mistério conseguiu baralhar o meu tico e teco, digo-vos que, alturas houve, duvidei de alguns personagens ao mesmo tempo, achando-os capazes de serem os culpados das várias mortes e desaparecimentos que o livro revela... Uma caracterização esplêndida dos comportamentos humanos, de como um acontecimento marcante pode alterar profundamente uma pessoa deixando-a com transtornos psíquicos para a vida toda (é abordado aqui os transtornos obsessivo-compulsivos)! Várias personagens com características que fazem deles suspeitos dos crimes cometidos. E esse aspecto, o de conseguir incutir a dúvida no leitor, faz devorar as páginas rapidamente. Isso juntamente com a escrita atrativa, mas simples, da autora. 

O enredo é alucinante e a personagem principal, inteligente, perspicaz e dedicada. E não, não consegui adivinhar quem era o autor dos crimes e desaparecimentos!

A segunda surpresa com que a Porto Editora me presenteou, foi ter sido colocada na badana do livro uma frase minha que escrevi no blogue aquando da minha leitura de "Os Muitos Nomes do Amor", um dos livros desta autora que li. Podem ver a minha opinião aqui! Não posso negar que foi uma agradabilíssima surpresa, tendo ficado muito contente com o facto. Aliás, esta foi a segunda vez que a Porto me presenteou com uma surpresa destas: a primeira foi no livro "A Montanha entre nós" de Charles Martin.

Um livro para ser lido em pouquíssimos dias tal é o ritmo acelerado que o leitor se impõe a si próprio ao tentar descobrir os mistérios que compõem o enredo e que recomendo sem reservas! A imaginação da autora não tem limites!

Terminado em 29 de Setembro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
As adolescentes Nell e Jude descobrem o corpo de uma jovem na praia e, quando ninguém o reclama, a vítima passa a ser conhecida como A Sereia de Brighton. Três semanas mais tarde, Jude desaparece e Nell, ainda chocada com os acontecimentos na praia, fica completamente desamparada.

Passados 25 anos, Nell vive atormentada pelo passado, abandonando o emprego para descobrir a verdadeira identidade da jovem assassinada – e o que aconteceu à amiga naquele verão inesquecível.

Quanto mais perto fica da verdade, maior é o perigo. Alguém parece estar a seguir cada passo de Nell, que já não sabe em quem confiar.

Cris

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Para os Mais Pequeninos: "Está Uma Cobra na Minha Escola"


Já deu para perceber que gosto de livros infantis. Embora não seja tarefa fácil escrever para um público infantil, seria para esta faixa etária que hipoteticamente poderia atrever-me a criar alguma coisa. Gosto das histórias, das ilustrações, da cor, do que se pode inventar para além da história narrada.

Este livro tem isso tudo! É colorido q.b., os desenhos são divertidos e a história também! E se nas escolas existisse um dia para levarem os animais de estimação? Até aqui tudo bem, mas se houvesse uma aluna (um pouco excêntrica é verdade!) que tivesse um animal diferente do habitual e o levasse com ela? Pois foi isso que a Miranda fez! Trouxe com ela a Penélope que é, nada mais nada menos, que uma cobra, ou melhor uma senhora cobra porque se trata de uma enoooorme jiboia!

Cheio de peripécias divertidas, este livro vai fazer as delícias da pequenada! Ora vejam algumas fotos:





Cris

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

"Se Esta Rua Falasse" de James Baldwin

Se à primeira página um livro me agarra, se a sua escrita me apaixona verdadeiramente ao ponto de me maravilhar logo nas primeiras palavras, sei que esse livro terá um lugar certo e seguro na lista dos meus preferidos.

Este livro pertence a essa categoria, essencialmente por duas razões que passo a enumerar:

1) A sua escrita é simplesmente maravilhosa. Simples, tão simples, mas contudo tão apaixonante! É através das palavras de Tish, uma jovem negra de 19 anos, que somos invadidos por sentimentos contraditórios que passam pelo amor e pela raiva; pela dor que a injustiça provoca e pelo puro prazer de sentir e saborear o amor que uma jovem possui pela sua família e pelo seu namorado; pela tristeza e amargura que o racismo provoca e pela alegria que é sentir que a solidariedade não é uma palavra vã e se traduz em acções concretas. 

Tish e Fonny vivem em Harlem, um bairro de NY. Não consegui situar no tempo esta história mas tendo em conta que o autor viveu entre 1924 e 1987, eu diria que o enredo passa-se por volta de 1950, altura em que James Baldwin partiu para França, fugindo do que considerava indigno na sua terra natal: o racismo, que serviu de mote para este romance! Fonny é acusado de ter violado uma mulher e é preso. Um complot foi urdido para que o acusassem injustamente. O enredo anda à volta dos acontecimentos que o levaram à prisão e das tentativas de o tirarem de lá. Tish e Fonny terão direito ao amor numa sociedade e época onde o racismo fala mais forte?

2) A segunda razão prende-se com o final abrupto que tive de reler mais de duas vezes. Tão simples e, no entanto, tanto para imaginar! Dois parágrafos apenas e tantas palavras por dizer, que foram ditas escondidas, que deixam espaço para o sonho!

Uma certeza fica depois de ter lido esta obra: é imperativo ler mais James Baldwin! 

Terminado a 19 de Setembro de 2018

Estrelas: 6*

Sinopse
Se esta rua falasse, esta seria a história que contaria: Tish, 19 anos, apaixona-se por Fonny, que conhece desde criança. Fazem juras de amor e conjuram sonhos para a vida a dois. Sensual, violento e profundamente comovente, este romance é uma bela canção de blues, de toada doce-amarga, com notas de raiva e ainda assim cheia de esperança. Publicado pela primeira vez em 1974, Se esta rua falasse é o quinto romance de James Baldwin, um dos nomes maiores da literatura americana do século XX e uma das vozes mais influentes do activismo pelos direitos civis.

Um romance manifesto contra a injustiça da justiça e uma história de amor intemporal, é hoje tão pertinente e tão comovente quanto no dia da sua publicação.

Cris

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A Escolha do Jorge: Raposa


“Somos todos vítimas do palavreado oco da sociedade… Nesse sentido os territórios da literatura são comuns aos da política.” (p. 178)
“E se nós, seres humanos, formos na verdade textos vivos, textos que respiram?” (p. 240)



“Raposa” é a mais recente proposta da crota Dubravka Ugrešić (n. 1949), cuja edição surge sete anos depois de “O Museu da Rendição Incondicional” (Cavalo de Ferro, 2011).

As duas obras constituem, em certa medida, as duas faces da mesma moeda, na medida em que é difícil demarcar o género literário a que pertencem. Romance, biografia, ensaio, estas duas obras magistrais são tudo isso, bastando ao leitor percorrer as primeiras páginas de cada uma das obras para perceber que Dubravka Ugrešić se situa num campeonato à parte do mundo literário. Da ideia de “rebeldes-sem-causa” (p. 310), Dubravka Ugrešić faz uma fusão original tanto quanto magistral de géneros literários, desbravando assim aquele que será o seu caminho “para formar o seu emblema estético-ideológico”. (p. 310)

Se em “O Museu da Rendição Incondicional”, Dubravka Ugrešić refere que somos “uma raça de museu” em virtude de sermos “peças de museu ambulantes”, sobretudo quando se tem como objectivo reconstituir uma determinada memória colectiva, em “Raposa”, a autora inicia a aventura com a frase “Como é que as histórias se tornam matéria escrita?” (p. 13), apresentando as várias peças de puzzle que se vão encaixando ao longo da obra que se perceberá homogénea. 

Partindo do conto de Boris Pilniak “Uma História sobre Como as Histórias se Tornam Matéria Escrita” (1926), Dubravka Ugrešić reflecte sobre o sentido e o rumo da Literatura em geral, paralelamente, com a articulação entre a vida e a História, de identidade, numa perspectiva de História viva, em movimento.

Neste sentido, Dubravka Ugrešić promove a consciência histórica nas suas obras dado que cada indivíduo é apresentado como parte integrante de um todo, da sociedade, de uma civilização em sentido mais abrangente, e da realidade histórica em perpétuo devir e construção. “Não podemos ter a certeza de que somos quem somos, de que amanhã seremos iguais a quem somos hoje; não temos certezas sobre a língua que falamos, voilà, afinal estamos a falar três línguas quando pensávamos que éramos falantes de apenas uma; não podemos ter certezas sobre as nossas fronteiras, o regime político, a nossa história, o nosso país (…); não podemos estar certos de que as imagens que desfilam diante dos nossos olhos sejam verdadeiras ou falsas.” (p. 278)

Na sequência destas ideias, Dubravka Ugrešić regressa à temática da identidade de um país, à identidade de cada um, no fundo ao tão complexo “quem somos” porque se em “O Museu da Rendição Incondicional” a autora deambulava em Berlim enquanto exilada devido à guerra da Jugoslávia, em “Raposa”, a residência permanente é Amesterdão. Escritora do exílio e das migrações, é o facto de estar fora do seu território natural por nascimento que lhe permite reflectir sobre as vicissitudes políticas, sociais, culturais e históricas.

Se em “O Museu da Rendição Incondicional”, Dubravka Ugrešić reflecte sobre o futuro da sua identidade face ao seu passaporte jugoslavo que de nada lhe servirá num país em desagregação, mutilado, com uma Croácia a (re)nascer enquanto país emergente, esta ideia é recuperada em “Raposa”, mas com uma ideia mais alargada, na medida em que, residindo em Amesterdão na qualidade de imigrante, reflecte, agora, sobre as hordas de imigrantes que se aventuram no Mediterrâneo em busca de um futuro melhor numa Europa civilizada, mas que, afinal de contas, o que tem para oferecer aos imigrantes são as fronteiras encerradas, a desconfiança e o ódio, fruto da crescente extrema-direita que tem cada vez maior expressão parlamentar, um pouco por toda a Europa. “Irão estas novas pessoas atender ao pedido mais sonoro, ou talvez a nenhum pedido, e começar um massacre dos refugiados que estão a inundar a Europa vindos de todas as direcções possíveis?” (p. 243)

Ler Dubravka Ugrešić é confrontarmo-nos com uma sensação de “mixed feelings” ao longo de toda a obra na medida em que corroboramos com parte das ideias da escritora, mas é também com frequência que sendo tão directa, crítica e corrosiva na forma realista como analisa o mundo à sua volta que nos magoa. Esta ideia de amor-ódio no que se sente sobre a escrita de Dubravka Ugrešić é uma constante nas suas obras, sem, contudo, questionarmos o valor literário e até histórico das suas obras. Na verdade, esta sua forma crua e despudorada de analisar a realidade através da literatura fomenta no leitor uma maior consciência histórica dado que coloca no leitor a ideia de que é também motor da História, sempre em movimento, sempre em construção.

Não é, pois, de estranhar as críticas que Dubravka Ugrešić lança aos festivais literários que surgem como cogumelos, um pouco por todo o lado, em que os escritores se transformam gradualmente em actores de um espectáculo de variedades, passando, de certa forma a ser instrumentalizados, como peões de tendências literárias do momento; ou quando, na Bósnia pós-guerra, perante a tristeza e pobreza extrema de uma família, em que o melhor que poderá acontecer é o neto, quando crescer, “mal ganhe mais massa muscular ou perca o juízo e expluda de loucura – os sufoque com uma almofada e acabe de vez com esta miséria” (p. 175), ou durante a visita a Pompeia,  a escritora chegar a desejar uma nova erupção vulcânica que a todos esmague com a sua lava, incluindo ela própria, na sequência das hordas de visitantes, ou quando, de forma lapidar, se refere ao poder do mundo, que não está na ilusão criada nas democracias porque quem manda não é o povo, mas sim os poderosos das economias mais representativas. “Nunca consegui a mais ténue mudança, porque este nosso mundo é governado por uma única lei: ao leme estão apenas os poderosos. Tudo o resto são «contos de fadas para crianças», «verborreia», «anedotas». (p. 275) Ou ainda a forma desmesuradamente fria e não menos cruel, quando a autora analisa as últimas duas décadas do pós-Jugoslávia, podendo-se também aplicar a inúmeras democracias ocidentais. “Desde então, mais ou menos nos últimos vinte anos, a vida foi atolada em escuma, em todos os sentidos do termo, lama, lodo, escória e nevoeiro denso. Fomos inundados de escuma, espantados perante a sua tenacidade. Nos entretantos, algumas pessoas deixaram de suster a respiração e afundaram-se, alguns de nós conseguimos chegar à outra margem, mas a maioria ficou exactamente onde estava. Desses, uns poucos desenvolveram uma capacidade de sobrevivência quase inumana, ao passo que outros conseguiram manter-se à tona ao boiarem calma e discretamente, e um terceiro grupo acabou por tomar conta do pântano, aniquilando quaisquer formas de vida excepto a escuma. Não consigo expurgar da minha memória o momento em que a escuma emergiu, na peugada de uma poderosa insurreição subaquática, e, desde então, há um quarto de século que venho a terra para analisar o fedor deste pântano infecto, tal como faria se me estivessem a pagar por esse trabalho.” (pp. 286-287)

E novamente a questão “Como é que as histórias se tornam matéria escrita?” (p. 13), tema central do conto de Boris Pilniak, vai surgindo aqui e ali, ao longo da narrativa, porque tudo está interligado, como peças de puzzle que se vão encaixando umas nas outras, até obtermos a tela que nunca estará finalizada, daí a ideia de movimento, de construção na história enquanto narrativa, assim como da própria História. Não quererá Dubravka Ugrešić dizer ao afirmar que somos “peças de museu ambulantes” (“O Museu da Rendição Incondicional”) o mesmo que “E se nós, seres humanos, formos na verdade textos vivos, textos que respiram?” (“Raposa”, p. 240) Não serão uma e outra o reverso da mesma moeda, da mesma ideia, da mesma construção, do mesmo devir?

Logo nas primeiras páginas percebemos que a raposa é o símbolo do conto de Boris Pilniak, “como totem da astúcia e da traição” (…) A raposa é o totem de todos nós, não existe uma minoria privilegiada!” (p. 35) Tudo se resume a uma questão de sobrevivência e todos os meios e artifícios fazem parte do processo que, no fundo, é a vida. A raposa, bela, elegante e, aparentemente, ternurenta que, à mínima circunstância, perante o medo, se mostra como manhosa e traiçoeira, coberta de inúmeros artifícios a fim de atacar o alvo, o alimento. “A raposa não pertence ao reino dos animais, nem ao nosso, o das pessoas, nem ao dos deuses. Será para sempre um passageiro clandestino, um migrante que se movimenta com facilidade entre mundos e que quando é apanhado sem bilhete, faz malabarismos com a ponta da cauda, exibe os seus truques reles.” (p. 315)

É aqui que a raposa é comparada ao escritor, à vida de solidão e tantas vezes sem o devido reconhecimento, porque não segue as tendências da moda, ou porque dada a sua posição política de forma objectiva e fundamentada é considerado por muitos como persona non grata, inconveniente, tal como acontece com Dubravka Ugrešić que foi repudiada durante os anos da guerra da Jugoslávia e ainda hoje os seus livros são considerados “inconvenientes”, tendo sido retirados das bibliotecas e das livrarias, porque tudo o que é “inconveniente” tem de ser substituído de modo que a realidade seja (aparentemente) mais cómoda para quem governa, tendo menos pessoas que reflictam sobre o mundo em geral e sobre a realidade histórica. 

“E também eu – após ter desenhado uma trajectória aleatória no meu mapa interior – dei por mim a viver no estrangeiro, a tornar-me uma pessoa com duas biografias, ou duas pessoas com uma biografia, ou três pessoas com três biografias e três línguas…” (p. 242)
Neste sentido, Dubravka Ugrešić conduz-nos à compreensão de que “a maldição da raposa é ausência de amor.” (p. 314)    

Dubravka Ugrešić é seguramente um nome a seguir com atenção no actual panorama editorial português. Os dados foram lançados. A fórmula já a conhecemos, tendo como pano de fundo a História que se vai construindo e seguindo o seu rumo. “O Museu da Rendição Incondicional” e “Raposa”, duas obras fundamentais para a compreensão da História Contemporânea, funcionando como dois olhares que se interligam sobre o mundo em que vivemos.

Texto da autoria de Jorge Navarro

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Experiências na cozinha: Workshop com Gabriela Oliveira

Sabem quando participam num passatempo, enviando uma frase, e são surpreendidos com "Cristina Delgado foi uma das vencedoras..."? Pois foi o que me aconteceu com um passatempo que a Bosch organizou, no passado sábado, no FB sobre culinária vegetariana. 

O local não podia ser mais apropriado, o Mercado da Vila, em Cascais, visto estar repleto de cor e variedade de legumes, aspectos típicos da culinária vegetariana. Mas o que mais gostei foi o workshop ter sido dado pela Gabriela Oliveira, uma presença sempre simpática, com uma calma e confiança extremas, de uma organização perfeita, típico de alguém a quem a experiencia constitui uma mais valia. Como a Gabriela foi já convidada deste blogue coloco aqui os dois posts que sairam para, caso tenham curiosidade, irem espreitar: aqui e aqui.

Aproveito para afirmar que os seus livros são todos muito bons, práticos, com receitas fáceis de fazer. Aconselho mesmo pois tenho-os todos e servem muitas vezes para me inspirar na cozinha. Sabem que vou alterando as receitas aqui e ali, ou porque não tenho um ingrediente e substituo por outro ou porque já vou podendo alterar um ou outro que não me pareça necessário...

Foi um workshop de iniciação ao vegetarianismo e a sala estava cheia de pessoas com vontade de aprender mais. Porque mesmo com alguns conhecimentos, fruto de vários ws a que assisti, há sempre um pormenor a reter e novas receitas para trazer para casa. Para além, claro, de se conhecerem novas caras e de se provar (e repetir) comida deliciosa!

Ficam então algumas das fotos que tirei para vos mostrar:

  
 


 


 

 

 

 

  




Cris

sábado, 29 de setembro de 2018

Na minha caixa de correio

  

  

 

Comprados:
- Os Últimos Dias dos Romanov, de Helen Rappapot, da Althea Editora (fiquei curiosa com este tema depois de ter lido há pouco tempo um livro que comentei aqui com o mesmo nome mas de outro autor), a um preço muito, muito simpático. Visitem o site da editora.
-Pequenos Fogos em Todo o lLado, comprado num alfarrabista.

Oferecidos pelas editoras parceiras:
- Afonso VI, O Indesejado, A Arte de Ser Frágil e Mãe, Porque Não Gostas de Mim? da Esfera dos Livros
- O dia Em Que Te Perdi da Asa
- Os Dez Espelhos de Benjamim Zarco da Porto Editora