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sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Convite Casa das Letras


Novidades Planeta

Ethel - Amanhã em Lisboa
de Cesário Borga 
Uma história de paixão, amor e vingança, com uma heroína poderosa: uma mulher que se reinventa e enfrenta o perigo para vir ajustar contas com o  passado. 
Um retrato da Lisboa dos primeiros anos da década de 1940, um ninho de espiões e de cruzamentos de interesses dos poderosos do regime ditatorial. 
Uma leitura de grande rigor histórico, que muitos leitores reconhecerão. 
Em plena guerra, uma jovem foge de Lisboa em 1941, a bordo de um navio que não chegará ao destino, afundado por submarinos alemães. 
Vinte anos depois, em 1961, uma bela mulher chega a Lisboa em 1961, decidida a acertar contas com o seu passado e com a perda irreparável de um amor. 
No tempo marcado por esta fuga e esta chegada, Ethel, Amanhã em Lisboa é uma história de amor entre uma judia e um traficante de volfrâmio que começa em Canfranc, a famosa estação ferroviária nos Pirenéus, posto de fronteira franco-espanhola, controlado pelos alemães durante a II Guerra Mundial, mas por onde refugiados judeus, espiões, intelectuais, artistas e escritores banidos tentam, apesar de tudo, a fuga para território livre. 
Tomar o comboio para Lisboa é visto por Ethel, 18 anos, holandesa, judia de ascendência portuguesa em fuga desde Paris, como um perigoso e arriscado passo para um amanhã cintilante de liberdade e para uma existência feliz ao lado da paixão de uma vida: Edgar. 
Mas em Lisboa, os alemães e os negociantes de volfrâmio adstritos às forças do regime fazem-nos regressar à condição de fugitivos.


Confissões de Maria Antonieta
de Juliet Grey 
Versalhes, 1789. 
A rebelião crescente chega às portas do palácio, e Maria Antonieta vê a sua vida privilegiada e pacífica rapidamente substituída pela violência. 
Uma vez que seus leais súbditos, o povo de França, procuram derrubar a coroa, colocando os herdeiros da dinastia Bourbon em perigo mortal. 
Levados para o Palácio das Tulherias, em Paris, a família real é posta no coração da Revolução. Apesar de alguns aliados fiéis, são cercados por espiões astutos e inimigos ferozes. 
No entanto, apesar das ameaças políticas e pessoais contra si, Maria Antonieta permanece, acima de tudo, uma esposa dedicada e mãe, ao lado do marido, Luís XVI, e ao tentar proteger os filhos. E, embora a rainha secretamente tente organizar o resgate da família das garras dos revolucionários, acaba por descobrir que não podem fugir nem dos perigos que os cercam, nem escapar de seu destino chocante.


Novidade Presença

O Pior Dia da Minha Vida
de Alice Kiupers
Tudo o que Sophie mais deseja é esquecer o que aconteceu... Mas as marcas que aquele dia fatídico deixou são demasiado profundas e, perdida nas suas memórias, a jovem refugia-se dentro de si mesma, num isolamento crescente, à medida que a sua relação com o mundo e com os que a rodeiam se vai deteriorando. As recordações de Emily, a irmã três anos mais velha e sua confidente, vão-se impondo, quase obsessivas, e Sophie terá de ser capaz de enfrentar a tragédia ocorrida no seu passado e de se libertar da culpa que sente se quiser recuperar o equilíbrio da sua vida. Uma obra inspiradora sobre as consequências trágicas dos atos terroristas, sobre o estado disfuncional em que um grande sofrimento nos pode mergulhar e, acima de tudo, sobre a capacidade de nos perdoarmos e reconstruirmos o nosso futuro.
Para mais informações, consulte o site da Editorial Presença aqui!

Novidade Booksmile


Novidade TopSeller


Novidades Marcador

A Seleção
de Kiera Cass
Para trinta e cinco raparigas a seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o  nascimento, de se perderem num  mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável, de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.
Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.

A Bíblia
A História de Deus e de todos nós
de Roma Downey e Mark Burnett
Habituámo-nos, desde a infância, a ouvir as histórias da Bíblia. Mesmo que nunca tenhamos parado para ler o livro sagrado, a saga de homens como Noé, Sansão, Moisés e Jesus sempre povoou o nosso imaginário. 
São relatos incríveis, repletos de guerras, traições, dramas e romance.
Eletrizante como um livro de suspense, comovente como o mais belo romance, este livro vai conquistar até mesmo aqueles que nunca imaginaram entusiasmar-se com as histórias da Bíblia.
Com uma narrativa ágil e emocionante, «A Bíblia» levará o leitor a olhar para o livro sagrado com outros olhos – não apenas como o relato da criação da humanidade, mas como uma história que não vai conseguir parar de ler.


Mãos à obra
de Constança Cabral

Percorrendo a sazonalidade das estações do ano, utilizando os produtos da época e aproveitando a beleza das várias fases da vida, Constança Cabral aborda vários assuntos domésticos, da costura à culinária, passando pela jardinagem e a decoração.

ESTE LIVRO É SOBRE CRIATIVIDADE, GRATIFICAÇÃO E INDEPENDÊNCIA. SOBRE SABERES ANTIGOS ADAPTADOS À VIDA PRESENTE. SOBRE DESCOBERTA E IMAGINAÇÃO. ESTE LIVRO É SOBRE COISAS FEITAS À MÃO.

Mas a autora não pretende que as leitoras se tornem «meninas prendadas», floristas ou cozinheiras profissionais! Apenas que apreciem as coisas simples da vida, entrando em contacto com a natureza, experimentando coisas novas, sem ter medo de falhar,

Novidade Sextante Editora

Educação europeia
de Romain Gary
Educação europeia narra a história de um jovem adolescente lituano polaco de 14 anos, Janek Twardowski, que vive refugiado na floresta e se junta a um grupo partisan para sobreviver e lutar contra a ocupação nazi.
Neste conto moral, cruel e otimista, Janek conhecerá o frio, a fome, a traição e a morte, mas também o amor, junto da sua jovem amiga Zosia. Como diz o chefe partisan Dobranski, «a Europa teve sempre as melhores e mais belas universidades (…), elas foram o berço da civilização (…), mas há também uma outra educação europeia, a que recebemos hoje: os pelotões de execução, a escravatura, a tortura, a violação – a destruição de tudo o que torna a vida bela. É a hora das trevas». Com os seus camaradas de infortúnio, a sua simplicidade e generosidade, Janek aprenderá o valor da amizade e a crença no Homem.

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

A Escolha do Jorge: Trans Iberic Love

Raquel Freire apresenta-nos um Trans Iberic Love repleto de energia, amor e ideais face a uma revolução iminente que tem como objetivo redefinir a visão de a sociedade encarar o homem/mulher para lá da sua redução binária de géneros centralizando a sua atenção naquilo que é a essência de cada um enquanto pessoa dotada de liberdade para ser feliz na sua relação com quem quer que se sinta feliz.
Trans Iberic Love conta-nos a viagem alucinante de duas pessoas que se conhecem e que vivem à margem dos conceitos estabelecidos como regras de relacionamento afetivo. Maria é portuguesa e nunca aceitou as regras normativas daquilo que habitualmente se designa como mulher. Com o coração cheio de amor para dar, Maria não sente quaisquer pruridos nem confusões quando conhece o espanhol José que nasceu Eva e que desde tenra idade sempre se sentiu homem, muito embora nunca tenha sentido necessidade em mudar de sexo.
Aquilo que para a grande maioria das pessoas poderia constituir um problema de relacionamento físico e emocional, para Maria e José passou a funcionar como uma relação em pleno sem que se verificassem quaisquer obstáculos na medida em que se sentiam protegidos pelo amor que os unia.
É neste cenário que Maria defende as novas tendências do feminismo e da pansexualidade ao passo que José defende a criação de uma identidade trans sem que tenha de obedecer estritamente aos conceitos de homem e de mulher.
Trans Iberic Love parte do amor entre as pessoas como fonte de criação de uma sociedade mais justa para lá dos aguilhões do capitalismo financeiro que transformou os indivíduos em escravos de um sistema cruel e maquiavélico. Trans Iberic Love promove as pessoas a cidadãos de pleno direito repletos de dignidade e liberdade.
Com Trans Iberic Love, Raquel Freire abana as consciências, choca os falsos moralistas, reposicionando de igual modo a política ao serviço dos cidadãos numa escala universal em que cada um tem a plena consciência dos seus direitos e deveres contribuindo para uma sociedade mais perfeita em que os mais desprotegidos não são esquecidos, relegando-os ao seu devido lugar na sociedade.
Trans Iberic Love é pois um romance inspirador e verdadeiramente revolucionário na medida em que está repleto de muitas ideias que ficarão certamente a martelar nas nossas consciências atendendo a preconceitos que nos moldam ao longo de toda a vida.
Trans Iberic Love é um romance que apenas poderia ter sido escrito por uma mulher que nos dirige a consciência no sentido do amor e da tolerância tal como a personagem Maria que se apaixona por José (nascido Eva) e que não descarta a possibilidade de vir a engravidar estando, pois dotado dos órgãos sexuais femininos e assim, Maria e Eva poderão cumprir a sua missão na concretização do amor para lá dos géneros.
Trans Iberic Love será adaptado ao grande ecrã, mas enquanto isso não acontece, é sem dúvida um livro a descobrir!

Excertos:

"É necessário mudar as leis de registo civil, retirar as menções de sexo e identidade de género dos documentos oficiais porque na prática causam mais discriminações. Ser catalogado de homem ou ser mulher serve para aumentar as discriminações e para que persistam os jogos de poder, as hierarquias. Nós somos pessoas, temos muitas mais características iguais do que diferentes." (p. 60)

"Sozinho não vou a lado nenhum. A revolução faz-se com xs outrxs. «A união faz a força.» As mudanças começam por baixo. Pelas pessoas. Pelo mexilhão. Por quem é discriminado todos os dias. Por quem é excluído da sociedade, porque tem uma diferença qualquer. Que o sistema vê como um defeito. Como eu. Porque tem uma cor de pele diferente. Porque nasceu num continente pobre. Emigrou. Nasceu biologicamente do «sexo mais fraco». Tem comportamentos que não são socialmente aceites pelo poder religioso. Tem uma orientação sexual minoritária. Não ouve. Não obedece. Não tem um corpo anatomicamente igual aos outros. Pertence a uma tribo em extinção. Tem outro credo. É pobre.
(…)
A cooperação entre os estados e as grandes corporações para manter o capitalismo a funcionar tem que ser derrotada pela união e cooperação de todas as pessoas exploradas e oprimidas do mundo. A mudança não vem de cima. É organizada de baixo. Nesta guerra somos todxs soldadxs.
As mais belas flores nascem do lixo." (pp. 66-67)
"Que médicx vai salvar estas crianças do desespero? Da frustração de viverem em ficções identitárias que lhes são vendidas o tempo todo em todas as publicidades e propagandas em todos os ecrãs? Que médicx vai salvá-las desta queda atroz no vazio? De serem as cobaias da globalização do consumismo do ‘american dream’? Da castração e do suicídio quotidiano que lhes está destinado? (p. 181)
"Todos estes conceitos binários não me ofendem quando são ditos assim com este sorriso e esta inocência. Eu estou para lá da feminilidade e da masculinidade. A sexualidade e a identidade são espaços plásticos, não são espaços naturais. São tudo construções sociais e políticas. São conceitos que foram inventados pela medicina no final do século XIX: criaram o conceito de heterossexualidade para normalizá-lo e o de homossexualidade para patologizá-lo. O capitalismo criou-os para regular o sexo e a reprodução, os comportamentos sociais. Eu dou aulas disto na Universidade, chamam-lhe: Estudos Queer." (pp. 273-274)
"Os governos deixaram de nos representar há muito, muito tempo. Por isso precarizaram as nossas vidas, o acesso ao trabalho, à habitação, à saúde, à educação. Por isso somos escutadxs pelas polícias. Por isso somos espancadxs nas manifestações. Por isso nos tentam calar sempre que fazemos ouvir a nossa voz, cada vez mais, cada vez mais.
Para onde vai este mundo? Para onde vai esta Europa cada vez mais anti-democrática? Como vamos lutar contra estes criminosos super milionários banqueiros, políticos, que executam cuidadosamente esta ditadura dos mercados?" (pp. 283-284)
Booktrailer de Trans Iberic Love de Raquel Freire:
http://www.youtube.com/watch?v=F8bQ0kVdsm8

Texto da autoria de Jorge Navarro

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A Convidada Escolhe: A Obra ao Negro

Era um livro que tinha na minha estante há já muitos anos, mas cuja leitura fui sempre adiando, até que finalmente me decidi, tanto mais que a personalidade da autora me fascinava, desde que há alguns anos havia lido um livro de George Rousseau sobre a sua vida, editado pelas edições ASA, para além de apreciações muito favoráveis de amigos/as sobre a obra de Marguerite Yourcenar.
A elaboração de "A Obra ao Negro" que partiu de um escrito da juventude da autora, como ela própria explica numa nota no final do livro, foi sujeita a um longo período de maturação, com pausas prolongadas, até que finalmente a autora pegou nas páginas iniciais do seu escrito de 1925 e fez uma obra marcante, publicada em 1968, a qual é considerada uma obra-prima do romance contemporâneo.

A autora criou uma personagem fictícia – Zenão – e com ele construiu um romance histórico que decorre durante o século XVI, ou seja, entre o fim da Idade Média e o início do Renascimento, um período de grandes convulsões e transformações que decorrem da reforma protestante e das suas consequências. Na primeira parte da obra – A Vida Errante – Zenão é um jovem de 20 anos natural de Bruges, onde nasceu e estudou para a vida eclesiástica, mas de onde parte, movido pela vontade de conhecer novos mundos, mas também de se conhecer e superar "A questão, para mim, é ser mais do que um homem." À semelhança de muitos homens da Renascença, Zenão percorreu o mundo, pôde conhecer outras realidades, aprofundou conhecimentos e alargou os seus campos de interesse e com eles as suas inquietações e sede de saber. Zenão tem várias profissões e afasta-se do clericato que lhe teria proporcionado uma vida segura: é alquimista, filósofo e médico. Escolhe o caminho mais difícil, o caminho da descoberta, da experimentação, do risco. Aqueles eram tempos negros dominados pelo terror da peste negra e também pela arbitrariedade dos detentores do poder – a Igreja e o poder temporal – em que a justiça era exercida pelo Santo Ofício em autos de fé, execuções sumárias, enforcamentos, fogueiras! Era o tempo em que todo o descontente era rotulado de protestante. O Concílio de Trento ditava as normas da contra-reforma, "O que não é como eles, é contra eles." considerava Zenão amargamente, ou "Os ventos eram cada vez menos favoráveis à liberdade de opinião".

Apesar de em certa altura Zenão ter regressado à sua terra – A Vida Imóvel – escondendo-se sob um nome falso e exercendo a profissão de médico num hospício, ajudando e curando os mais desfavorecidos, a verdade é que essa clandestinidade foi descoberta e Zenão foi considerado culpado de vários crimes pelos seus escritos, as suas viagens, as suas amizades e companhias: espião, infiel, apóstata, ligado a práticas de magia e sodomia! Num processo cheio de falsidades e contradições, o importante para o Santo Ofício era culpabilizá-lo mesmo que não houvese provas ou elas se baseassem em falsas acusações.

Mesmo no final – A Prisão – quando lhe é proposto que rejeite todo um percurso de vida feito de escolhas e se retrate das ideias que expôs nos seus livros, de modo a protelar um fim ignominioso na fogueira, Zenão mais uma vez escolhe a forma como decide acabar, recusando ser objecto do espectáculo degradante dado ao povo faminto e oprimido mas dominado pela superstição e hipocrisia instituídas, de o ver ser consumido pelas chamas da Inquisição.

Esta obra, cuja elaboração, como antes referi, se prolongou ao longo de décadas de forma descontínua, reflecte um profundo conhecimento e paixão da autora pelo século XVI e por diversas figuras que marcaram a história dessa época, desde reis e raínhas, pintores, filósofos e pensadores, alguns dos quais considerados heréticos pelos seus escritos e obras e que Marguerite Yourcenar retratou em "A Obra ao Negro" através de Zenão e de outras personagens que interagem com o herói deste grande romance.

Não poderei deixar de referir, para terminar, a cuidada e impecável tradução da 2ª edição a que tive acesso, feita por uma equipa de luxo: António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes

Almerinda Bento

Resultado do passatempo: O Grande Rebanho

E como sei que estão na expectativa para saberem qual foi o resultado e quem foi o vencedor deste passatempo, aqui vai...
Dos 327 participantes/seguidores o Sr. Random escolheu o n* 207 que correspondeu a:

- Daniela Marques Pereira de Esmoriz

Os meus parabéns! Espero que gostes desta leitura. A editora enviar-te-á o livro muito em breve!
Para mais informações sobre o livro ver Editorial Presença aqui...

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

"Haatchi e Litle B" de Wendy Holden

Há livros que leio e fico com uma grande dose de respeito pelas pessoas que neles venho a conhecer. Algumas pessoas conseguem, pela força e coragem demonstradas, construir uma rede de simpatia e admiração infindável. Há quem não goste de ler este tipo de livros. Eu gosto. Porque são inspiradores. Porque com a força que demostram fazem-nos sentir insignificantes mas também cheios de fé no ser humano.

Owen é um menino especial, que nasceu com Síndrome de Schwartz-Jampel, uma doença rara que lhe afeta os musculos provocando-lhe dores e impedindo o seu crescimento normal. Haatchi, é um cão que foi abandonado numa linha de caminho de ferro e que ficou sem uma pata. O amor que os une fez com que Owen, ou Litle B, como é carinhosamente conhecido, ultrapassasse os seus medos e inseguranças por ser diferente. As atenções a que sempre era alvo por ser "diferente" passaram a ser dirigidas a Haatchi, à sua história. Owen passou a comunicar sem medos.

Sem ser de uma forma lamechas, esta obra conta-nos quais as dificuldades por que ambos passaram e quão grande o amor pode ser e transformar quem ama. Haatchi marcou não só a vida do pequeno Litle B mas também a de muitas outras pessoas já que foi treinado como cão de terapia.

Uma lição de vida. Um livro que adorei ler.

Terminado em 13 de Outubro de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Numa noite gelada em janeiro de 2012, Haatchi, o cão, foi atingido na cabeça e abandonado numa linha de caminho de ferro para ser atropelado por um comboio. O maquinista viu demasiado tarde o adorável pastor-da-anatólia de cinco meses. De alguma forma, o aterrorizado cachorrinho sobreviveu à perda de sangue da pata e cauda parcialmente cortadas e conseguiu rastejar para um lugar seguro.
Felizmente, Haatchi foi resgatado, embora os veterinários não tenham conseguido salvar-lhe a pata e cauda. Um apelo no Facebook chamou a atenção de um casal de bom coração, Colleen Drummond e Will Howkins, que também são o pai e a madrasta de Owen (conhecido na família como Little B, ou seja Little Buddy, «amiguinho»). Um olhar para o focinho expressivo de Haatchi disse-lhes tudo o que precisavam de saber e o sortudo cão mudou-se para casa da família Howkins apenas seis semanas depois de quase ser morto. Owen, agora com oito anos, tem uma doença genética rara que faz com que os seus músculos estejam permanentemente tensos. Em grande parte confinado a uma cadeira de rodas, era um menino reservado e ansioso com dificuldade em fazer amigos. Mas quando Owen acordou na manhã depois de Haatchi chegar, apaixonou-se imediatamente pelo cão mutilado que, por sua vez, acabou por salvá-lo.

sábado, 18 de Outubro de 2014

Na minha caixa de correio


 
  

  



Os Bolos Na Caneca foi aferta da Editorial Presença! Em breve vou experimentar alguns... Não se esqueçam do passatempo que ainda está a decorrer!
Estou Nua E Agora? É emprestado do Segredo dos Livros.
Todos o s outros vieram dos passatempos do JN.



sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Novidade Casa das Letras

Ideias com Amor e Lima
de Maria de Melo Santos
Com quatro ingredientes essenciais, Amor, Confiança, Inspiração e Motivação, apresentamos 89 ideias para fazer você mesma.
Ideias com Amor e Lima desperta o lado mais curioso de cada um de nós e ensina como tornar pequenas ideias em magníficos projetos, através materiais e técnicas simples. Projetos para nós, para os que nos rodeiam, para a casa, como forma de distribuir carinho e viver mais intensamente o dia a dia.
Aprenda a fazer presentes diferentes e especiais, a decorar a sua casa reutilizando materiais ou objetos antigos, a criar os seus próprios eventos sem ter de recorrer a mais ninguém. E delicie-se ainda com receitas inspiradoras e decorações florais de sonho.
Um livro apaixonado que a vai deixar viciada e adepta de trabalhos manuais.

Convite Presença


quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

A Escolha do Jorge: A Tristeza dos Anjos

Depois da publicação do aclamado "Paraíso e Inferno" do islandês Jón Kalman Stefánsson em 2013, eis que a Cavalo de Ferro Editores surpreende os seus leitores com a edição do segundo título da trilogia intitulado "A Tristeza dos Anjos" publicado recentemente.
No volume "Paraíso e Inferno", o rapaz (de quem continuamos sem saber o nome) teve como missão devolver um livro emprestado ao capitão cego Kolbein após o falecimento do seu amigo Barður. Para cumprir tal façanha foi preciso percorrer uma parte considerável da Islândia até chegar ao seu destino.
Sendo órfão, o rapaz foi acolhido e acarinhado por estranhos que não tendo qualquer ligação entre si, tinham a solidão em comum acabando por se unir como se de uma família se tratasse na verdadeira aceção da palavra.
O segundo volume da trilogia "A Tristeza dos Anjos" inicia pouco tempo depois da chegada do rapaz a este núcleo familiar surgindo rapidamente uma nova missão que tem tanto de desafiante como de perigosa que é acompanhar o carteiro Jens numa das suas três a quatro viagens anuais rumo ao norte da Islândia com o objetivo de distribuir a correspondência aos seus habitantes.
Esta viagem assumirá um papel importante da vida do rapaz acabando por funcionar como uma espécie de ritual de passagem da adolescência para a vida adulta atendendo à sua forte ligação ao mundo da literatura e da poesia impedindo-o de certa forma de encarar o mundo com objetividade e realismo.
A viagem longa pelo país-ilha é realizada em pleno inverno, estação do ano que tantas vezes é identificada como o inferno branco naquele que é considerado o fim do mundo atendendo ao vazio humano existente ao longo de muitos quilómetros sem que se aviste vivalma.
A viagem que tem várias paragens para descanso e entrega da correspondência é também um momento de grande alegria para os habitantes perdidos no meio da ilha sem verem qualquer vizinho de aldeias circundantes durante os meses da estação branca. Estas visitas ajudam a quebrar o isolamento, a solidão e a tristeza durante o inverno, além de servir como uma forma de saber as novidades do sul e das localidades circundantes.
Estas visitas que enchem a alma tanto dos viajantes como dos residentes convergem, regra geral, para a importância dos livros na vida das pessoas como forma de aprendizagem, forma de quebrar o isolamento e redenção face ao vazio imenso pelo qual são esmagados durante o longo inverno interrompido somente pelo breve e idílico verão.
A longa jornada do rapaz e de Jens parece ser engolida pela própria natureza que em diversos momentos oferece inúmeros perigos, confundindo-se com a própria vida havendo comunicação permanente entre vivos e mortos através de um véu muito ténue. A dureza extrema do inverno arrasta os humanos para esse limiar entre vivos e mortos na medida em que aqueles que já partiram ora servem de protecção aos vivos, ora tentam a todo o custo arrastá-los para o mundo solitário e eterno conquistado pela morte. São vários os momentos em que é necessário o rapaz e Jens fazer um esforço quase sobre-humano para continuarem vivos, afastando para tal a força e o domínio da morte.
Nesta viagem dura e complexa para o qual o leitor também é arrastado, somos levados a questionar o sentido da vida, bem como a eterna questão desde o início da humanidade relativamente ao nosso destino depois da morte incluindo os bons momentos por que passámos em vida.
Entre perigos vários, vivos e mortos, livros e muitas histórias com bebida à mistura, Jón Kalman Stefánsson volta a conquistar-nos com uma escrita limpa graças à sua simplicidade levantando questões com que também nós nos defrontamos ao longo da vida.
Ficamos assim a aguardar o terceiro volume da trilogia.

Excertos:

"As mulheres aqui no fim do mundo sabem como acordar o fogo do sono e fazem-no todas as manhãs há muitas centenas de anos. Lá fora, no mundo, grandes homens contemplaram o homem e o universo, descobriram planetas; foram criados versos; imperadores, reis e generais destruíram a vida à sua volta. Assim subiu e desceu a história pelo mundo fora, os anos juntam-se em séculos e, durante todo o tempo, as mulheres aqui no fim do mundo acordaram diante de Deus e dos homens para se ajoelharem à lareira e soprarem para os pedaços de feno a que tinham confiado o fogo na noite anterior. Pode demorar até uma hora a despertar o fogo de manhã; sopram até começarem a suar, sopram mas não desistem; o que é a vida sem fogo e rodeada de gelo? Sopram e cansam-se; os seus olhos brilham quando o fumo finalmente surge, ou ficam molhados quando este lhes cai sobre os rostos ao mesmo tempo. O fumo fá-las chorar. É bom chorar aqui. As crianças morrem, os sonhos morrem, o brilho desvanece e desaparece e aqueles que não choram transformam-se em pedra. Elas sopram nas fagulhas e choram porque conseguimos acordar da morte o fogo, mas não as pessoas."(pp. 124-125)

"Os mortos não deambulam pelas montanhas, nem sob o Sol de verão nem no inverno impiedoso, embora, é evidente, devesse ser agora primavera, exceptuando que aqui na Islândia nunca há primavera, para falar a verdade; não conhecemos esse prazer, é inverno e depois chega o verão relutante; não há nada no meio. Os mortos não vão a lado nenhum, simplesmente jazem parados no chão, a sua carne apodrece, os seus ossos transformam-se em pó e terra, e com o passar do tempo tornam-se fertilizante para a vegetação que absorve a luz do Sol e a chuva e anima a existência. Assim, tudo tem o seu objetivo, ou tentamos, por vezes, convencer-nos disso." (p, 218)

"Para onde foram todos os bons momentos que eles viveram; transforma-se em nada na morte? (…) O mar está cheio de vidas afogadas, mas as pessoas só apanham peixe, nunca vidas mortas; o rapaz grita porque não podemos remar para o mar da morte e ir buscar aqueles de que sentimos falta, remexendo-nos à noite numa agonia silenciosa, o que podemos fazer para ir buscar aqueles que partiram demasiado cedo?; a vida não tem qualquer capacidade e não há palavras que possam quebrar as leis, não há frases com poder suficiente para ultrapassar o impossível? (p. 271)
Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

"Não Digas Nada" de Mary Kubica

Que leitura empolgante esta! Aparentemente sabemos com o que lidamos.

Por um lado, a trama decorre com momentos de um passado não muito longínquo: Mia, filha de um juíz demasiado duro e de uma mãe submissa e pouco presente, é raptada. É o "Antes". Sentimos o seu medo ao conviver com o raptor, a sua insegurança. O desespero de sua mãe. A quase indiferença do pai. As buscas dirigidas pelo inspector Gabe.

Por outro, a autora intercala o "Depois" do rapto quando Mia já se encontra em segurança, em casa. O trauma sofrido impede-a de recordar o que lhe aconteceu, a sua mente afastou algo que a incomoda e que desconhecemos por completo. Síndrome de Estocolmo, já ouviram falar?

Varios narradores relatam-nos os acontecimentos e, sobretudo, os seus sentimentos. Mia, claro! Mas também Colin, o seu raptor, Eve, sua mãe e o Inspector Gabe. Com todos, por razões diferentes, criamos uma certa empatia. Vamos balançando os nossos sentimentos entre a repulsa e a quase empatia com o raptor. Sentimentos contraditórios, eu sei, mas que imprimem um ritmo de leitura voraz.

O mistério mantém-se sempre durante todo o livro. Mesmo quando julgamos estar na posse de todos os elementos. E digo "julgamos" porque o final sofre uma reviravolta surpreendente. Afinal, não é isso que se pretende de um bom thriller? Recomendo esta leitura, sobretudo se querem ficar presos às páginas de um livro!

Terminado em 11 de Outubro de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Um thriller psicológico intenso e de leitura compulsiva, Não Digas Nada revela como, mesmo numa família perfeita, nada é o que parece.
Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária.
Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

A Convidada Escolhe: Imperatriz Isabel de Portugal

"Imperatriz Isabel de Portugal" da escritora, historiadora e investigadora Manuela Gonzaga é uma biografia histórica exaustivamente documentada, sobre a que é considerada a princesa mais bela do seu tempo e uma das rainhas mais amadas de Espanha dado o seu casamento com Carlos V, rei de Espanha e Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Como refere a autora, salvo raras exceções, é notória a falta de informação sobre a vida das rainhas na idade média e renascimento pelo que teve que socorrer-se e cotejar várias fontes, nomeadamente as crónicas sobre os homens do seu tempo, pai, irmão, marido. Outra fonte muito utilizada são as muitas cartas trocadas entre a Imperatriz e seu marido durante as longas ausências deste. Na verdade Carlos V, dada a enormidade do seu império e na qualidade de soberano mais poderoso da Cristandade, vê-se sucessivas vezes confrontado com as ambições de Filipe I de França, seu primo e seu principal inimigo, com problemas com o papa e ainda com o perigo turco, o que o leva a enfrentar guerras em várias frentes e ausentar-se de Castela por largos períodos. A Isabel de Portugal, Rainha de Castela e Imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico, dada a educação que tivera na corte de seu pai e a fluência com que falava castelhano, não foi difícil desempenhar, de forma altamente positiva, as funções que o Imperador delegava na " mui querida e mui amada mulher", nas suas longas ausências. Isabel nas suas regências enfrentará sempre com grande dignidade e sapiência todas as dificuldades que se lhe apresentam, incluindo a crónica crise financeira e exerceu sempre na perfeição o seu papel de soberana, de esposa e mãe. Foi uma união de amor que se prolongou para além da morte da imperatriz a que o imperador desgostoso sobreviveu 18 anos.

É, assim, uma obra que se lê com agrado, sobre uma princesa de Portugal, bela e inteligente, filha de D. Manuel I e de D. Maria de Aragão e Castela , irmã de D. João III, mãe de Filipe II de Espanha - I de Portugal e avó de D. Sebastião, e que desempenhou um papel altamente importante ao lado de seu marido, na história da Península Ibérica e da Europa na primeira metade do século XVI.
Esta obra, "Imperatriz Isabel de Portugal", inclui cerca de 50 páginas com referências aos documentos, estudos e livros que a historiadora consultou. Contudo, o livro lê-se com o interesse de um romance, deliciando o leitor com todos os detalhes que envolveram não só a vida de Isabel de Portugal como de várias personagens históricas do seu tempo, uma Europa do século XVI, conturbada por inúmeras ambições e interesses e em plena reforma religiosa.

Texto da autoria de Maria Fernanda Pinto

Passatempo "Bolos na Caneca"


O blogue tem para oferecer aos seus seguidores, com o apoio da Editorial Presença, um livro bem docinho, "Bolos na Caneca" de Lene Knudsen.

O passatempo decorre entre 14 e 26 de Outubro.

Para mais informações ver Editorial Presença aqui.

Boa sorte!



segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

"À Beira do Lago Encantado" de Barbara Cartland

Livro pequeno, escrita fluente, romance passado em Inglaterra no reinado de D Eduardo VII, em 1905, intrigas palacianas tempos antes da I Guerra Mundial foi sinónimo de algumas horas mergulhada nas páginas do livro de Barbara Cartland, escritora de quem nunca tinha ouvido falar mas que escreveu mais de 700 livros! Espantados? Pois! Também eu mas fui confirmar na Wikipedia...

É um livro óptimo para quem gosta de um misto de romance de época com algumas pitadinhas de um romance "cor de rosa". Embora saibamos, ou melhor, sintamos que vai acabar bem o amor proibido de Mariska e Arkley, não adivinhamos como se vão desembaraçar dos "problemas" que lhes barram o caminho.

Confesso que gostei especialmente do ambiente da época que a autora soube contextualizar e retratar muito bem, e que, sem isso, na minha opinião, esta obra poderia passar por um simples romance light.

Terminado em 5 de Outubro de 2014

Estrelas: 4*

Sinopse

Marienbad, 1905. A Europa está a preparar-se para a guerra e os países aliam-se uns com os outros e contra outros.
Mariska fica surpreendida e chocada quando o Alto Comando alemão espera que ela faça o papel de espia - e com medo da fúria do marido, caso recuse.
Em Marienbad para informar o rei Eduardo VII dos últimos acontecimentos no palco europeu, Lorde Arkley conhece a bela e infeliz Mariska. Ela é casada com o sádico príncipe Friederich de Wilzenstein, um homem condenado a uma cadeira de rodas pelos efeitos da bomba de um anarquista.
Arkley e Mariska são atraídos para uma assustadora teia de intrigas e espionagem numa história dramática com um final surpreendente.

domingo, 12 de Outubro de 2014

Um Livro Numa Frase



"O sorriso dela ē diferente de todos os sorrisos que eu conheço, não lhe está preso na boca, foge, é como se lhe escapasse para várias partes do corpo."

In "Deixem Falar as Pedras" de David Machado, pág. 13

sábado, 11 de Outubro de 2014

Alex Cross/ Surpresa Topseller

E é tão bom receber um livrinho no Sábado! Foi entregue pelos CTT na sexta mas, como não estava, uma vizinha ficou-me com ele e entregou-mo hoje... Veio com um livrinho para anotações, daqueles óptimos para anotar os livros da wishlist. Obrigada Topseller!



Na minha caixa de correio

  

  

 


Para Sempre e Um avião Sem ela comprei na Feira da Ladra a um preço muito simpático.
No Céu a Olhar Por Mim, foi oferta da Esfera dos livros.
O Grande Rebanho, oferta da Editorial Presença. Aproveitem o passatempo que está a decorrer!
O Palácio de Inverno, foi oferta da Casa das Letras.
Surpreende-me, oferta da Planeta.
O Pintassilgo ganhei num passatempo da Presença!
A Segunda Pele da Acácia Mimosa foi-me gentilmente oferecido pela autora, Ana Gil Campos.
Muito obrigada às editoras que prontamente realizam os meus sonhos...

O Pintassilgo/Foto/Editorial Presença



E com esta foto fui umas das vencedoras do passatempo da Presença e pude escolher um livro das novidades deste mês... Escolhi O Pintassilgo, claro! Já tinha comprado o do Follett... Obrigada Editorial Presença!


sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Novidades Presença

O Grande Rebanho
de Jean Giono
No ano em que se assinala o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, a Presença publica aquele que é um dos grandes romances europeus sobre o tema e um clássico da literatura do século XX, O Grande Rebanho. O autor, tendo ele próprio participado no conflito, denuncia os horrores e o absurdo da guerra, descrevendo-os com um realismo chocante em algumas das cenas bélicas mais cruas alguma vez recriadas em termos literários. Temos a perceção da vulnerabilidade da vida humana diante da violência numa visão que é profundamente humanista e que contrapõe sempre a essa violência uma forte presença da natureza e do ser humano.
Para mais informações sobre este livro. consulte a Editorial Presença aqui.


Bolos na Caneca
de Lene Knudsen
Mais de 30 receitas para fazer deliciosos bolos individuais em apenas alguns minutos.
Os bolos são feitos diretamente em canecas ou taças, misturando os ingredientes e levando ao micro-ondas. Perfeitos para várias ocasiões... no intervalo de um filme, à chegada do trabalho, como sobremesa rápida ou simplesmente para satisfazer o desejo de um bolo... ao momento e sem revolucionar a cozinha.
Há muito por onde escolher: bolo de limão, bolo de caramelo, bolo de cenoura, fondant de chocolate, brownie e muito, muito mais!
Para mais informações sobre este livro, consulte a Editorial Presença aqui.

Convite Editorial Planeta


Novidades Planeta

O Homem que era Salazar
de autor anónimo
O autor do presente conto, que não o assina, pois não deseja que, à semelhança do que aconteceu com o actor da história original, o confundam com o personagem principal, espera que não vejam este trabalho com o sentimento de alguém que faz a apologia do salazarismo e do Estado Novo. 
Deseja tão-somente que se faça hoje uma reflexão dos 40 anos de democracia que já temos, sem esquecer os 40 anos de poder que foi dado a Salazar.
É nesta intersecção histórica em que nos encontramos que devemos imaginar como seria Portugal se, tal como aconteceu no caso real de Pedro Montoya, aparecesse por aí novamente o ditador Salazar.
E as consequências deste rompante perdulário foram dramáticas para o povo daquele pequeno-grande
país à beira do Atlântico, a braços com crises de vários tipos, atolado em dívidas e em dúvidas sobre o seu futuro, mas muito consciente das glórias do seu passado...

Surpreende-me
de Megan Maxwell 
Björn é um atraente advogado a quem a vida sempre sorriu. 
É um homem ardente, alérgico ao compromisso e agrada-lhe desfrutar da companhia feminina nos seus jogos sexuais. 
Melanie é uma mulher de acção. Como piloto do exército americano está acostumada a levar a vida ao limite, no entanto, a sua principal missão é a de lutar como mãe solteira pelo bem-estar da filha. 
Quando o destino os põe frente a frente, a tensão entre eles torna-se evidente. O que no começo foi um encontro hostil, pouco a pouco irá converter-se numa atracção irresistível. 
Conseguirão estes dois titãs entender-se?

Novidade Clube do Autor

A Vida Peculiar de um Carteiro Solitário
de Denis Thériault
Bilodo vive sozinho em Montreal num apartamento que divide com o seu peixinho Bill. É aí que todas as noites passa longas horas lendo a correspondência alheia antes de a entregar aos destinatários. Há muito que o carteiro mantém aquele ritual: Bilodo abre as cartas com cuidado e põe-se a imaginar como serão as vidas daquelas pessoas. É o seu segredo.
É assim que um dia Bilodo descobre as cartas de Ségoléne. Ela corresponde-se com Grandpré, um mestre na arte de bem escrever poesia, e as cartas que ambos trocam são compostas por apenas três linhas. Escrevem poemas haiku um ao outro.
Um dia, durante ronda, o carteiro testemunha um trágico acidente. Grandpré fora atropelado e acaba por morrer. Bilodo toma então uma decisão arriscada: meter-se na pele de Grandpré e continuar a escrever a Ségoléne.
E assim começa uma história de amor, uma relação única, intensa e bela, vivida apenas através das cartas e dos poemas que trocam entre si. Mas durante quanto tempo poderá Bilodo continuar a viver aquela mentira – e aquele amor?
Num registo intimista e tocante, Thériault explora neste livro os temas do amor, do sonho e das dimensões inconscientes do espírito humano.

Novidade Marcador

Doces da Nossa Vida 
de Virgílio Nogueiro Gomes
Percorrendo a história da Doçaria Tradicional Portuguesa, o autor leva-nos por uma viagem que ultrapassa fronteiras. Do açúcar ao chocolate, passando pelo mel e pelos ovos doces. Virgílio Gomes revela-nos segredos salpicados pelas receitas, contextos e ambientes que originaram esses doces que povoam o nosso imaginário. 
É de amor que nos fala este livro. Amor pela família, pelas tradições, pelas raízes. Do amor que se vive e de que se faz uma cozinha.

Novidade TopSeller


Novidade Porto Editora

A Primeira Guerra Mundial
de John Keegan
Há precisamente 100 anos, em 1914, eclodia a Primeira Guerra Mundial. Com ela nascia o mundo moderno e, sem perceber os seus contornos, não se pode ter uma ideia da história do século xx – das origens do nazismo à emergência da Rússia Soviética, do  desmembramento da Europa Central ao crescente poderio do movimento operário, dos conflitos no Médio Oriente à consolidação dos Estados Unidos como potência mundial.
John Keegan, antigo docente da Academia Militar de Sandhurst e especialista em assuntos de Defesa do The Daily Telegraph, dá-nos neste livro um panorama completo e claro desses quatros anos que transformaram a história do nosso mundo.