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sexta-feira, 10 de julho de 2015
Novidades Clube do Autor
Espero por Ti em Luandade Rui Calisto
Aos nove anos de idade, Rui vive um drama intenso. Corria o ano de 1974, e a radiosa e próspera Luanda transforma-se num inferno. Milhares de portugueses são ameaçados pelas guerrilhas, sentindo as suas cabeças a prémio. Muitos são assassinados. O menino é obrigado a crescer.
No meio deste terrível cenário, surge uma elegante e terna morena de olhar intenso, que o vai fazer perder-se de amores.
Poderá um coração apaixonado manter-se vivo entre as tormentas da guerra?
O Lobode Lorenzo Carcaterra
Um livro intrigante sobre o submundo do crime organizado e o que acontece quando os criminosos se associam numa luta contra os terroristas.
O Lobo controla a mais poderosa organização criminosa do planeta, uma força vasta mas invisível. O chefe da máfia é temido pela sua crueldade e respeitado pela forma ímpar como gere os negócios.
Quando a família é apanhada num ataque terrorista, O Lobo dá início a uma vingança global. Com o apoio de grupos do crime organizado de todo o mundo, uma nova guerra ameaça a sociedade, envolvendo os interesses dos terroristas islâmicos, da máfia russa, dos cartéis de droga do México e outros poderes do submundo. O objetivo? Vingar-se ou morrer a tentar!
Nein, Hitler!
Um livro que é um verdadeiro testemunho histórico, mas que se lê com a intensidade de um thriller policial, agarrando o leitor do principio ao fim. Nestas 460 páginas, o autor repassa os últimos meses da II Guerra Mundial. Hitler ordenara a mais cruel e gratuita das violências: o envenenamento, bloqueio e destruição de todos os portos da Europa, a destruição de todas as indústrias, serviços públicos e museus da Europa e a obliteração da mais bela cidade do mundo: Paris.
Mas uma importante minoria de soldados e civis disse NÃO. Eles escolheram desobedecer, e tudo fizeram para evitar uma inútil, e absolutamente destrutiva, defesa militar das suas cidades. Se falhassem, o preço da desobediência seria a morte. Randall Hansen explora neste livro o extraordinário fenómeno da desobediência e as suas consequências.
Novidade Presença
Conversas com a Minha Gatade Eduardo Jáuregui
Em vésperas do seu 40.º aniversário, Sara Léon, uma espanhola emigrante em Londres, dá-se conta de que não é uma mulher feliz. O trabalho na empresa já não a entusiasma. A relação com Joáquin está próxima do fim. Em Espanha, a crise económica afeta de forma irreversível a sua família. E como se isto não bastasse eis que entra na sua vida, através de uma janela, Sibila, uma elegante e misteriosa gata abissínia falante que prova conhecer mais sobre a vida de Sara do que a própria. De olhar penetrante, um sentido de humor peculiar e uma sabedoria milenar, Sibila dispõe-se a ajudar Sara a enfrentar os desafios e a acreditar novamente nos seus sonhos. Contudo, há um problema: Sara receia que Sibila não seja mais do que um sintoma precoce de perturbação mental. Desde quando é que os gatos falam? Há muitos caminhos para chegar à felicidade, mas os gatos conhecem todos os atalhos.
Para mais informações sobre este livro, consulte o site da Editorial Presença aqui.
Novidade Marcador
Sem Regrasde John Sandford
Após três assassínios, Lucas Davenport é chamado a intervir. Na opinião dos colegas, tudo neste tenente é diferente. E têm razão – nos jogos de computador que inventa e vende, no Porsche que conduz até ao trabalho, passando pelo tipo de mulheres que atrai, e para sua busca incessante pela justiça, tudo é distinto.
O serial killer que persegue é um jogador, não é um sociopata como os que vêm nos livros; tem um gosto perverso pelo jogo, tendência que o leva a matar apenas pelo desafio.
Lucas Davenport terá de empregar toda a sua força mental – e coragem física – para aprender a pensar e a agir como o assassino. Porque a única forma de o vencer é entrando no seu jogo infernal.
Novidade Planeta
De Joelhosde Malenka Ramos
Dominic Romano é um advogado de prestígio, poderoso e seguro de si. Apesar de possuir tudo o que quer, nunca conseguiu esquecer Samara, a jovem que se ria dele na escola.
Ela é a sua razão de viver, ama-a com a mesma intensidade que a odeia e não duvida um só momento de que ela tem de pagar por todo o sofrimento que lhe provocou.
Junto a ele, Samara conhecerá uma vida fora da realidade, onde o amor, a dor, o sexo e a paixão se transformam num torvelinho que a transportará para um mundo onde o correcto e o amoral se confundem.
Mas Dominic não está sozinho: a Herdade da Quimera converte-se num segundo lar para ele e para uma «família» muito pouco convencional. Ali não existem regras morais, nem limites, nem o medo do que as pessoas possam pensar. Nada está proibido no palácio do delírio e nada acontece sem uma razão...
quarta-feira, 8 de julho de 2015
A Convidada Escolhe: A Taberna da Índia
Trata-se de um interessante romance que tem como pano de fundo o período das descobertas na Sevilha do final do século XV. Sevilha é o principal porto de embarque na rota das especiairias e imaginárias riquezas das Índias e de desembarque, se não do ouro e das especiarias, pelo menos de muitos milhares de escravos. Sevilha que acolhe triunfalmente o Almirante Cristóvão Colombo nas suas primeiras expedições, mas que depois o abandona quando os resultados das expedições ficam muito aquem do esperado. Sevilha onde, a par dos navegadores espanhóis se acolhem muitos aventureiros, geógrafos, cartógrafos, navegadores estrangeiros, nomeadamente portugueses e italianos.
É o tempo dos Descobrimentos, das rivalidades entre a coroa espanhola e a coroa portuguesa em luta pela conquista e posse de territórios até aí desconhecidos, o tempo dos grandes nomes do Renascimento, dos Médici em Florença, dos Reis Católicos em Espanha, ufanos da sua cruzada contra os mouros e judeus expulsos das suas terras. É uma Europa ávida de riquezas invocando o espalhar da fé e a conversão dos "infiéis" como capa para a conquista e a pilhagem. É o tempo das pestes, dos primeiros escravos que chegam à Europa, da ausência de condições de dignidade para a maioria da população, da arbitrariedade, dos autos de fé ordenados pelo Santo Ofício.
Aquela Sevilha que é o pano de fundo deste romance de Antonio Sabaria, para além de personagens que ficaram na história como o genovês Cristóvão Colombo ou o florentino Amerigo Vespucci, é-nos desvendada por três jovens: Alonso jovem aprendiz numa tipografia, o amigo Bartolomé filho de um alto funcionário dos reis e amigo de Cristóvão Colombo e Cristobalillo escravo e pajem de Bartolomé. Nos seus passeios, Alonso e Bartolomé falam, discutem e questionam-se sobre as coisas da vida, sobre a situação que se vive, sobre as decisões dos monarcas. A sua amizade fortalece-se também pelos exemplos dos heróis clássicos, desde Alexandre o Grande, a Aquiles ou Hércules, para além do exemplo de Tirante el Blanco que Alonso leu inúmeras vezes e que é quase uma cartilha que ele quer seguir e copiar para a sua vida. Cristobalillo, o escravo pajem de Bartolomé, acompanha-os e observa com estranheza a cultura dos espanhóis, os seus costumes e ritos baseados na religião, mas cuja rudeza em nada se coaduna com uma pretensa civilização que apregoam.
Por fim, Catalina a índia, silenciosa, altiva, obediente, comprada pelo dono da Taberna do Cão Vermelho que passou a ser chamada de Taberna da Índia. Como escrava é usada para servir os fregueses quer na taberna quer como objecto sexual. O seu total mutismo e indiferença, que para a maioria dos fregueses da taberna eram incompreesíveis e até tidos como sinal de défice intelectual revelam-se afinal como marca de superioridade e orgulho de alguém que mantém intacta a sua dignidade e não esquece a sua origem de mulher livre.
Este livro do mexicano Antonio Sarabia tem muito interesse pelo seu valor histórico e porque consegue transportar-nos para o dia a dia de uma época bastante importante na história da humanidade em que houve profundas transformações sociais, económicas e culturais. Sendo uma época longínqua em que o valor da vida era muito reduzido e os direitos inexistentes e com um longo caminho a percorrer, há, no entanto, um aspecto retratado no livro que persiste e que é uma marca da condição humana difícil de ultrapassar: o apoio nos momentos de glória e a ingratidão quando se cai em desgraça.
Almerinda Bento
É o tempo dos Descobrimentos, das rivalidades entre a coroa espanhola e a coroa portuguesa em luta pela conquista e posse de territórios até aí desconhecidos, o tempo dos grandes nomes do Renascimento, dos Médici em Florença, dos Reis Católicos em Espanha, ufanos da sua cruzada contra os mouros e judeus expulsos das suas terras. É uma Europa ávida de riquezas invocando o espalhar da fé e a conversão dos "infiéis" como capa para a conquista e a pilhagem. É o tempo das pestes, dos primeiros escravos que chegam à Europa, da ausência de condições de dignidade para a maioria da população, da arbitrariedade, dos autos de fé ordenados pelo Santo Ofício.
Aquela Sevilha que é o pano de fundo deste romance de Antonio Sabaria, para além de personagens que ficaram na história como o genovês Cristóvão Colombo ou o florentino Amerigo Vespucci, é-nos desvendada por três jovens: Alonso jovem aprendiz numa tipografia, o amigo Bartolomé filho de um alto funcionário dos reis e amigo de Cristóvão Colombo e Cristobalillo escravo e pajem de Bartolomé. Nos seus passeios, Alonso e Bartolomé falam, discutem e questionam-se sobre as coisas da vida, sobre a situação que se vive, sobre as decisões dos monarcas. A sua amizade fortalece-se também pelos exemplos dos heróis clássicos, desde Alexandre o Grande, a Aquiles ou Hércules, para além do exemplo de Tirante el Blanco que Alonso leu inúmeras vezes e que é quase uma cartilha que ele quer seguir e copiar para a sua vida. Cristobalillo, o escravo pajem de Bartolomé, acompanha-os e observa com estranheza a cultura dos espanhóis, os seus costumes e ritos baseados na religião, mas cuja rudeza em nada se coaduna com uma pretensa civilização que apregoam.
Por fim, Catalina a índia, silenciosa, altiva, obediente, comprada pelo dono da Taberna do Cão Vermelho que passou a ser chamada de Taberna da Índia. Como escrava é usada para servir os fregueses quer na taberna quer como objecto sexual. O seu total mutismo e indiferença, que para a maioria dos fregueses da taberna eram incompreesíveis e até tidos como sinal de défice intelectual revelam-se afinal como marca de superioridade e orgulho de alguém que mantém intacta a sua dignidade e não esquece a sua origem de mulher livre.
Este livro do mexicano Antonio Sarabia tem muito interesse pelo seu valor histórico e porque consegue transportar-nos para o dia a dia de uma época bastante importante na história da humanidade em que houve profundas transformações sociais, económicas e culturais. Sendo uma época longínqua em que o valor da vida era muito reduzido e os direitos inexistentes e com um longo caminho a percorrer, há, no entanto, um aspecto retratado no livro que persiste e que é uma marca da condição humana difícil de ultrapassar: o apoio nos momentos de glória e a ingratidão quando se cai em desgraça.
Almerinda Bento
segunda-feira, 6 de julho de 2015
"Nô e Eu" de Delphine de Vigan
Como é fácil "entrar" nalgumas histórias! Por vezes é a temática escolhida que nos faz mergulhar rapidamente, outras é a empatia que criamos com alguns personagens, mas, a escrita do autor torna-se sempre decisiva nesse mergulho!
Com este livro o "coup de foudre" foi imediato. É pela pessoa de Lou, uma adolescente de 13 anos, sobredotada, que nos é contada esta história. Não estando completamente integrada no ambiente escolar que a rodeia, tanto mais que tendo avançado dois anos já se encontra no 10* ano, ela establece ligações com um colega repetente, charmoso e cobiçado pela totalidade das "meninas" e também com Nô, uma rapariga sem abrigo que vive na rua. E é desta relação que surge uma empatia entre as duas raparigas, levando-as a estabelecer as relações de amizade possíveis entre duas pessoas com um historial tão diferente! Será possível mudar Nô? Tirá-la da rua, criando meios de subsistência? A vontade de ajudar de Lou é muita... Até onde podem ir os sonhos de uma menina?
Uma história cativante que nos leva a outros mundos. Como deve ser.
É um livro dirigido a todas as idades, que me deu um prazer enorme ler. Li-o praticamente numa viagem do Algarve para Lisboa. E que bem me soube! Haja que conduza para eu disfrutar a paisagem interior de livros assim...
Terminado em 2 De Julho de 2015
Estrelas: 5*
Sinopse
Lou, uma adolescente sobredotada, e Nô, uma sem-abrigo de 18 anos, nada têm em comum. Conhecem-se e começa uma viagem que mudará as suas vidas para sempre. Doce e amarga, narrada por uma adolescente de 13 anos, esta é a história de amizade que comoveu e conquistou milhões de leitores em todo o mundo.
Lou tem 13 anos, um Q.I. de 160 e muitas perguntas na cabeça. Filha única de uma família à beira da separação, a tímida Lou inventa teorias para se apropriar do mundo e combater a solidão. Na Gare de Austerlitz, em Paris, conhece Nô, uma adolescente sem-abrigo, com 18 anos, cujo rosto cansado, as roupas sujas, o silêncio, a errância e solidão questionam o mundo.
Enquanto centenas de pessoas dormem na rua, sem ter o que comer, e caminham para não morrerem de frio, nós dizemos «As coisas são como são» – eis o que nos basta para explicar e aceitar a violência que nos rodeia. Mas Lou quer que as coisas sejam diferentes, que a Terra gire ao contrário, que cada um encontre o seu lugar. Decide salvar Nô, dar-lhe um tecto, uma família, lançando-se numa enorme aventura contra o destino. Contra tudo e contra todos.
Romance de aprendizagem, Nô e Eu é um sonho de adolescência submetido ao duro teste da realidade. Um olhar de criança precoce, naïf e lúcido, sobre a miséria do mundo. Um olhar de menina que cresceu demasiado rápido, melancólico e pleno de imaginação. Um olhar sobre o que nunca nos abandona, aconteça o que acontecer.
Com este livro o "coup de foudre" foi imediato. É pela pessoa de Lou, uma adolescente de 13 anos, sobredotada, que nos é contada esta história. Não estando completamente integrada no ambiente escolar que a rodeia, tanto mais que tendo avançado dois anos já se encontra no 10* ano, ela establece ligações com um colega repetente, charmoso e cobiçado pela totalidade das "meninas" e também com Nô, uma rapariga sem abrigo que vive na rua. E é desta relação que surge uma empatia entre as duas raparigas, levando-as a estabelecer as relações de amizade possíveis entre duas pessoas com um historial tão diferente! Será possível mudar Nô? Tirá-la da rua, criando meios de subsistência? A vontade de ajudar de Lou é muita... Até onde podem ir os sonhos de uma menina?
Uma história cativante que nos leva a outros mundos. Como deve ser.
É um livro dirigido a todas as idades, que me deu um prazer enorme ler. Li-o praticamente numa viagem do Algarve para Lisboa. E que bem me soube! Haja que conduza para eu disfrutar a paisagem interior de livros assim...
Terminado em 2 De Julho de 2015
Estrelas: 5*
Sinopse
Lou, uma adolescente sobredotada, e Nô, uma sem-abrigo de 18 anos, nada têm em comum. Conhecem-se e começa uma viagem que mudará as suas vidas para sempre. Doce e amarga, narrada por uma adolescente de 13 anos, esta é a história de amizade que comoveu e conquistou milhões de leitores em todo o mundo.
Lou tem 13 anos, um Q.I. de 160 e muitas perguntas na cabeça. Filha única de uma família à beira da separação, a tímida Lou inventa teorias para se apropriar do mundo e combater a solidão. Na Gare de Austerlitz, em Paris, conhece Nô, uma adolescente sem-abrigo, com 18 anos, cujo rosto cansado, as roupas sujas, o silêncio, a errância e solidão questionam o mundo.
Enquanto centenas de pessoas dormem na rua, sem ter o que comer, e caminham para não morrerem de frio, nós dizemos «As coisas são como são» – eis o que nos basta para explicar e aceitar a violência que nos rodeia. Mas Lou quer que as coisas sejam diferentes, que a Terra gire ao contrário, que cada um encontre o seu lugar. Decide salvar Nô, dar-lhe um tecto, uma família, lançando-se numa enorme aventura contra o destino. Contra tudo e contra todos.
Romance de aprendizagem, Nô e Eu é um sonho de adolescência submetido ao duro teste da realidade. Um olhar de criança precoce, naïf e lúcido, sobre a miséria do mundo. Um olhar de menina que cresceu demasiado rápido, melancólico e pleno de imaginação. Um olhar sobre o que nunca nos abandona, aconteça o que acontecer.
domingo, 5 de julho de 2015
Ao Domingo com... Pedro Prostes da Fonseca
O Assassino de Catarina Eufémia surgiu "a reboque" de um outro livro que lancei em 2014, sobre a fuga de Álvaro Cunhal do Forte de Peniche, em 1960. Num e noutro caso, comecei a "beber" da mesma fonte: o Arquivo Histórico da GNR.No caso deste livro sobre a morte da camponesa de Baleizão, o desafio tornou-se maior, pois certa documentação, essencial para a produção da obra, estava dada como desaparecida: o processo judicial, nunca antes revelado, a que foi sujeito o autor do crime, o tenente João Tomás Carrajola.
Essencial porque seria esta a informação que procurava... e que dava sentido à existência do livro.
Foi assim, com uma enorme frustração, que ouvi da parte de um elemento do Arquivo Histórico Militar (a quem me dirigi por sugestão do diretor do arquivo da GNR) que o processo judicial do tenente não se encontrava ali. Que tentasse junto do Arquivo Geral do Exército, contacto que resultou num segundo banho de água fria.
Abreviando: o processo acabou por ser encontrado, com muita pressão exercida por mim e por um meu primo, militar na reserva, numa arrecadação pertença do Arquivo Histórico Militar, mas fisicamente localizada no palacete onde funciona o Arquivo Geral do Exército, em Chelas. Tinha finalmente em mãos o processo feito de documentos nunca antes divulgados, que colocavam a nu a forma como a Justiça funcionava no Estado Novo, além de revelarem informações sobre carrasco (Carrajola) e vítima (Catarina) até hoje desconhecidas.
O Assassino de Catarina Eufémia é um livro passado num período obscuro, num Alentejo com fome, medo, mas também raiva. Raiva que era combatida pela GNR, sem olhar a meios.
Naquele dia 19 de maio de 1954, numa herdade às portas de Baleizão, a raiva tomou conta de um grupo de mulheres. A mais corajosa tombou. O homem que lhe tirou a vida teve a "chatice" de ir duas vezes a Lisboa responder a interrogatórios. Claro que foi absolvido.
É o percurso até essa absolvição – de verdadeira farsa – que dou a conhecer, e que permite, finalmente, ao fim de 61 anos, que se feche o dossiê sobre a morte de Catarina Eufémia.
Pedro Prostes da Fonseca
sábado, 4 de julho de 2015
Na minha caixa de correio
Comprados na loja CashConverter: A Filha de Belshazzar, O que não pode ser salvo, Os Miúdos do Tsunami e Sem Coração.
Oferta da Vogais: Animorphia.
Oferta da Saída de Emergência: A Invenção das Asas.
Oferta da Editorial Presença: A História Secreta e Sanduíches Tradicionais Portuguesas.
Oferta do Clube do Autor: Ondas de calor e O Lobo.
Oferta do autor José Luís Nunes Martins: Amor, Silêncios e Tempestades e Via-Sacra para crentes e não-crentes.
Comprado na Bertrand: A Zona de Interesse.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Novidade Esfera dos Livros
Os Alimentos Também Curamde Francisco Varatojo
Sabia que?
- A couve-lombarda na sopa, assim como o aumento do consumo de vegetais redondos, são ótimos para debelar as dores de estômago.
- O uso regular de arroz integral pode ser um precioso auxiliar no tratamento da diabetes.
- Se for asmático, evite o consumo excessivo de líquidos
- Os vegetais verdes de rama, cozinhados ao vapor, ou o chá de cenoura com rábano são poderosos aliados no tratamento da pneumonia.
-No caso das crianças, o sumo de maçã morno pode ajudar a combater a febre, enquanto o chá de feijão azuki é importante, por exemplo, para tratar as otites.
No livro Os Alimentos Também Curam vai encontrar alguns dos ensinamentos de Francisco Varatojo, diretor do Instituto Macrobiótico Português, que nos leva por uma viagem pelo nosso corpo, redescobrindo os órgãos que dele fazem parte e as suas funções.
Com mais de 50 receitas macrobióticas e 40 remédios caseiros, este é um guia essencial que nos explica que a cura pode estar ao alcance de um simples alimento.
Novidade ASA
SHYIMA - A MENINA ESCRAVAde Shyima Hall & Lisa Wysocky
Shyima tinha apenas oito anos, em 1998. Passava os dias a brincar com os irmãos. Estava longe de imaginar que nunca mais os veria. Foi brutalmente afastada de tudo o que conhecia mas as condições do cativeiro mantiveram-se. O seu “quarto” era uma divisão assustadora na garagem, sem luz ou água. Privada da infância e de qualquer calor humano, limitava-se a observar enquanto as crianças da família se divertiam no parque, na piscina ou na Disneylândia. Um golpe de sorte levou a que a sua situação fosse denunciada… mas o caminho para a liberdade seria ainda longo e árduo.
Filha de gente pobre no Egito, Shyima serviu para “saldar” uma dívida que a sua irmã contraiu com uma família abastada do Cairo. A partir desse momento, não mais soube o que era brincar, ser acarinhada ou sequer descansar. Trabalhava dia e noite, movida pelo terror das ameaças dos seus “donos”, que a obrigaram a mudar-se para os Estados Unidos aos dez anos.
Hoje em dia, Shyima orgulha-se de ser uma cidadã norte-americana. Neste relato comovente, a jovem alerta-nos para o facto de a escravatura ser algo bem real e não apenas parte dos livros de História. Com a mesma coragem e determinação com que sobreviveu ao cativeiro, luta incansavelmente por todas as pessoas que, como ela própria, foram privadas de dignidade e do direito universal à liberdade.
Novidade Bizâncio
Verdade e Consequênciade Michael Palin
Keith Mabbut era escritor. Disso estava absolutamente certo.
Embora tivesse construído uma carreira baseada na palavra escrita, chegara aos cinquenta e seis anos sem nada que se assemelhasse ao sucesso dos seus grandes heróis literários. Consolidara a opinião de que o melhor da sua obra ainda estava para vir. E, da forma que ele menos esperava, assim foi...
Quando uma proposta de trabalho inesperada – escrever a biografia de Hamish Melville, um activista herói de causas humanitárias – o leva à Índia, Keith começa a questionar-se sobre o que é a verdade e em quem pode de facto confiar.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
"Ventos de Mudança em S. Abbey" de T.J.Brown
Não tenho muito a acrescentar às palavras que referi aqui! Este último livro desta trilogia termina em grande, depois de muitas peripécias, claro está! E mesmo imaginando que todos, ou quase todos, ficariam bem, foi mesmo assim que eu imaginei o final. Um "happy end" necessário que me deixou sossegada depois de tantos incidentes e mal entendidos no conturbado tempo que durou a Primeira Guerra Mundial.
Muito embora retrate muito bem essa época, este romance não deixa de ser apropriado para leitura de verão, porque pressentimos que, independentemente da guerra e da separação que ela gera, os personagens hão-de ficar, no final, com quem de direto. Leve, despretencioso, conquanto se mostre muito real nos cenários de guerra descritos, esta trilogia é a escolha certa para que nos percamos nalgumas Boas horas de leitura à beira mar ou no campo!
As personagens retratam com mestria uma Inglaterra no início do século XX, as diferenças de estatuto entre homens e mulheres e a premente necessidade destas últimas mudarem comportamentos que hoje estranhariamos e classificariamos como machistas.
Gostei e se querem o meu conselho leiam os livros todos de seguida como gostaria de ter conseguido fazer...
Terminado em 29 de Junho de 2015
Estrelas:
Sinopse
Ventos de Mudança em Summerset Abbey é o final da trilogia que arrancou sorrisos e lágrimas aos fãs da série internacional muito galardoada, Downton Abbey. Mas não só. É que esta saga, que conta a história de três mulheres e das suas lutas diárias no início do século XX, apaixonou muitos leitores um pouco por todo o mundo. E chega agora ao fim! Os costumes da época forçaram Rowena, Victoria e Prudence a seguir caminhos diferentes. O orgulho ameaça sobrepor-se aos laços de amizade de forma permanente. A chegada da Primeira Guerra Mundial muda tudo, sobretudo a forma de se viver em sociedade e o próprio conceito de classe social. Muitas feridas serão abertas. Algumas serão curadas, mas outras prometem manter-se abertas por muito tempo… Será que, no fim, a amizade vai prevalecer contra tudo e contra todos?
Muito embora retrate muito bem essa época, este romance não deixa de ser apropriado para leitura de verão, porque pressentimos que, independentemente da guerra e da separação que ela gera, os personagens hão-de ficar, no final, com quem de direto. Leve, despretencioso, conquanto se mostre muito real nos cenários de guerra descritos, esta trilogia é a escolha certa para que nos percamos nalgumas Boas horas de leitura à beira mar ou no campo!
As personagens retratam com mestria uma Inglaterra no início do século XX, as diferenças de estatuto entre homens e mulheres e a premente necessidade destas últimas mudarem comportamentos que hoje estranhariamos e classificariamos como machistas.
Gostei e se querem o meu conselho leiam os livros todos de seguida como gostaria de ter conseguido fazer...
Terminado em 29 de Junho de 2015
Estrelas:
Sinopse
Ventos de Mudança em Summerset Abbey é o final da trilogia que arrancou sorrisos e lágrimas aos fãs da série internacional muito galardoada, Downton Abbey. Mas não só. É que esta saga, que conta a história de três mulheres e das suas lutas diárias no início do século XX, apaixonou muitos leitores um pouco por todo o mundo. E chega agora ao fim! Os costumes da época forçaram Rowena, Victoria e Prudence a seguir caminhos diferentes. O orgulho ameaça sobrepor-se aos laços de amizade de forma permanente. A chegada da Primeira Guerra Mundial muda tudo, sobretudo a forma de se viver em sociedade e o próprio conceito de classe social. Muitas feridas serão abertas. Algumas serão curadas, mas outras prometem manter-se abertas por muito tempo… Será que, no fim, a amizade vai prevalecer contra tudo e contra todos?
terça-feira, 30 de junho de 2015
A Convidada Escolhe: A Ilha Debaixo do Mar
A Ilha debaixo do mar de Isabel Allende é um romance sobre as revoluções que ocorreram na ilha do Caribe "Hispaniola" no século XVIII, que veio a ser dividida dando lugar à República Dominicana e ao Haiti antes conhecido como Saint Domingue, e sobretudo sobre a escravatura e a opressão dos colonos nesses locais do mundo, factos que levaram à rebelião dos escravos que fez inúmeras vítimas de um lado e de outro.
É um drama que não só aborda com profundidade a escravidão no Caribe, o quotidiano dos escravos, suas condições de vida, os maus tratos nas plantações de açúcar, paixões, inseguranças e medos e mais que tudo a sua luta para alcançar a liberdade, como também se debruça sobre a história da colonização espanhola e francesa em La Hispaniola incluindo as lutas pela independência da parte ocidental.
A protagonista é a escrava Zarité, chamada de Tété, e é através dela que o leitor toma conhecimento do desenrolar da história.
Zarité foi aos nove anos vendida a um fazendeiro rico de Saint- Domingue, no tempo colónia francesa, mas teve a sorte de nunca ter trabalhado nem passado pelo trabalho duro das plantações. Em vez disso, embora não menos desumano, o seu destino foi ser escrava doméstica, obrigada a ser amante de seu dono ao mesmo tempo que servia sua esposa espanhola e criava seu filho Maurice, que cresceu juntamente com Rosette, a filha que teve de seu patrão. Tété é uma mulher bondosa e forte de espírito, que luta para alcançar os seus objetivos por isso se torna protetora dos escravos dando-lhes alento e confiança ao mesmo tempo que se torna confidente de seu amo e dono. Com a guerra civil que entretanto acontece na ilha, é obrigada, junto com Valmorain e os filhos, a fugir para Nova Orléans, ainda colónia espanhola.
Zarité apesar de todas as adversidades alcança o seu sonho de liberdade e concretiza por fim a sua grande história de amor.
Este livro de Isabel Allende, baseado em factos históricos, presenteia o leitor com personagens fortes e bem contextualizadas que tornam a narrativa bastante emocionante.
Maria Fernanda Pinto
É um drama que não só aborda com profundidade a escravidão no Caribe, o quotidiano dos escravos, suas condições de vida, os maus tratos nas plantações de açúcar, paixões, inseguranças e medos e mais que tudo a sua luta para alcançar a liberdade, como também se debruça sobre a história da colonização espanhola e francesa em La Hispaniola incluindo as lutas pela independência da parte ocidental.
A protagonista é a escrava Zarité, chamada de Tété, e é através dela que o leitor toma conhecimento do desenrolar da história.
Zarité foi aos nove anos vendida a um fazendeiro rico de Saint- Domingue, no tempo colónia francesa, mas teve a sorte de nunca ter trabalhado nem passado pelo trabalho duro das plantações. Em vez disso, embora não menos desumano, o seu destino foi ser escrava doméstica, obrigada a ser amante de seu dono ao mesmo tempo que servia sua esposa espanhola e criava seu filho Maurice, que cresceu juntamente com Rosette, a filha que teve de seu patrão. Tété é uma mulher bondosa e forte de espírito, que luta para alcançar os seus objetivos por isso se torna protetora dos escravos dando-lhes alento e confiança ao mesmo tempo que se torna confidente de seu amo e dono. Com a guerra civil que entretanto acontece na ilha, é obrigada, junto com Valmorain e os filhos, a fugir para Nova Orléans, ainda colónia espanhola.
Zarité apesar de todas as adversidades alcança o seu sonho de liberdade e concretiza por fim a sua grande história de amor.
Este livro de Isabel Allende, baseado em factos históricos, presenteia o leitor com personagens fortes e bem contextualizadas que tornam a narrativa bastante emocionante.
Maria Fernanda Pinto
segunda-feira, 29 de junho de 2015
"Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho
Disseram-me que era bom e que ia gostar. Foi verdade. É muito bom e gostei de verdade.
Para além de toda a história ou histórias, melhor dizendo, das quais não vos vou contar nadica de nada, achei a estrutura do livro muito bem delineada, como se o autor tivesse pegado na primeira palavra da primeira página e soubesse exatamente como iria decorrer cada frase, cada capítulo e também o final estupendo com que termina este livro. Uma das questões que quero colocar brevemente ao autor é precisamente se é verdade que isso ocorreu ou se a história e os personagens tomaram caminhos por ele não previstos...
Aqui nada parece surgir ao acaso, as personagens são de uma robustez arrepiante, bem estruturadas magnificamente verosímeis. Um dos periodos que é abarcado pela história faz parte de um dos periodos mais macabros e horrendos da História da humanidade, o Holocausto, e que, nunca se esgotando, advém de uma pesquisa e estudo que se percebe exaustivo.
O enredo não é linear, pacífico. Ou melhor, mesmo achando que podemos deduzir o que se passou ou vai suceder na história, somos surpreendidos frequentemente a cada página que viramos. E não. Não adivinhamos o que está para vir...
Finalista do prémio Leya, este livro poderia ter tido um lugar privilegiado. A meu ver, merecia.
Terminado em 26 de Julho de 2015
Estrelas: 6*
Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
Para além de toda a história ou histórias, melhor dizendo, das quais não vos vou contar nadica de nada, achei a estrutura do livro muito bem delineada, como se o autor tivesse pegado na primeira palavra da primeira página e soubesse exatamente como iria decorrer cada frase, cada capítulo e também o final estupendo com que termina este livro. Uma das questões que quero colocar brevemente ao autor é precisamente se é verdade que isso ocorreu ou se a história e os personagens tomaram caminhos por ele não previstos...
Aqui nada parece surgir ao acaso, as personagens são de uma robustez arrepiante, bem estruturadas magnificamente verosímeis. Um dos periodos que é abarcado pela história faz parte de um dos periodos mais macabros e horrendos da História da humanidade, o Holocausto, e que, nunca se esgotando, advém de uma pesquisa e estudo que se percebe exaustivo.
O enredo não é linear, pacífico. Ou melhor, mesmo achando que podemos deduzir o que se passou ou vai suceder na história, somos surpreendidos frequentemente a cada página que viramos. E não. Não adivinhamos o que está para vir...
Finalista do prémio Leya, este livro poderia ter tido um lugar privilegiado. A meu ver, merecia.
Terminado em 26 de Julho de 2015
Estrelas: 6*
Sinopse
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.
domingo, 28 de junho de 2015
Passatempo 5º Aniversário / Vieira da Silva
Passatempo 5º Aniversário / Suma de Letras
Serão sorteados dois exemplares de cada livro.
Para mais informações sobre o passatempo, clique aqui.
Passatempo 5º Aniversário / Quinta Essência + ASA
Passatempo 5º Aniversário / Presença
Passatempo 5º Aniversário / Matéria-Prima
Passatempo 5º Aniversário / Clube do Autor
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