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sábado, 15 de setembro de 2012

Na minha caixa de correio

         

Então foi assim:

- O meu coração partido (baseado numa historia verídica em 1940) comprei em segunda mão. Li a sinopse e fiquei logo cativa.
- Os dois seguintes comprei nas ferias numa promoção - já não me lembro onde.
- O no anexo é emprestado do blog My imaginarium. Obrigada Vera!
- Um Blues mestiço foi-me gentilmente oferecido pela Porto Editora.
- A valsa esquecida e Beleza atormentada são emprestados do Segredo dos Livros.
- Histórias de um Portugal assombrado e Não nos roubarão a esperança foram oferta da Esfera dos Livros. Esta editora tem livros muito bons e é-me sempre difícil escolher entre eles.
. O da Joanne Harris foi oferta da ASA. Como poderia não ler o livro dela?

Um obrigada especial às Editoras que são responsáveis por este meu vício que não pretendo combater...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Novidades Bizâncio


A Volta ao Mundo em 80 Dias
de Michael Palin
Nenhum homem sensato se dispõe a passar a vida a saltar de barco para comboio e de comboio para barco a pretexto de dar a volta ao mundo em oitenta dias... Mas foi exactamente o que fez Michael Palin. Seguindo a rota que Phileas Fogg tomara cento e quinze anos antes, Michael Palin partiu do Reform Club para a sua viagem de circum-navegação. As regras eram simples, mas nada mais foi linear ao longo do percurso.
Desde uma volta por Veneza numa barcaça do lixo até coleccionar viagens de barco no canal do Suez, enfrentar a hora de ponta das bicicletas e comer cobra na China, este é um tributo sem precedentes à capacidade do homem para dificultar ao máximo a sua própria vida...
O Rio da Amargura
(Diário de Mercedes)
de Eurico Figueiredo
Repleto dos sons, sabores, cores e paisagens do Douro, O Rio da Amargura prende-nos do princípio ao fim. Acompanhamos as aventuras e desventuras de Mercedes com a mesma intensidade com que a protagonista as viveu, da sua paixão pelo Douro, das suas descobertas das pequenas e grandes histórias que fizeram a região, até aos seus amores mais ou menos felizes, passando pela sua luta, como produtora do Douro, com as hilariantes e penosas burocracias tão genuinamente portuguesas.
«As filhas espalharam as cinzas pelo bosquete que o Arnaldo tinha feito em frente à casa. (...) Assisti a tudo agarrada à Irene como se fôssemos duas viúvas. (...) Estava verdadeiramente comovida e chorei, chorei sem vergonha. (...) Não senti ponta de ciúme pela Irene. Extraordinário. Sofri imenso por ela e por mim. Tudo parecia tão complicado e tão simples.»

Novidade Bertrand


A Firma
de John Grisham
Mitchell McDeere, um jovem e ambicioso recém-formado em Direito na prestigiada Universidade de Harvard, acaba de ser contratado pela Bendini, Lambert & Locke, uma firma exclusiva de Memphis. Para Mitch e Abby, a sua mulher, acabaram-se as preocupações financeiras: além do salário chorudo, a firma entregou-lhe as chaves de um BMW novinho em folha, concedeu-lhe uma vantajosa hipoteca para a compra de uma bela vivenda, liquidou os empréstimos contraídos para pagar os estudos e até contratou uma decoradora para os ajudar. Mas Mitch devia ter-se lembrado do que o seu irmão Ray, a cumprir uma pena de quinze anos numa prisão, já sabia: não se recebe o que quer que seja sem dar nada em troca. E agora o FBI está empenhado em destruir a firma e precisa da ajuda de Mitch. Encurralado entre a espada e a parede, a única opção que lhe resta é lutar para salvar a própria vida.

"Sempre que dizemos adeus" de Anna McPartlin


Edição/reimpressão: 2012
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228987

Depois de ter lido Estarás sempre comigo sabia que, independentemente da sinopse ou dos comentários, iria pegar no próximo livro desta escritora mal surgisse a oportunidade. Creio que gostei mais do primeiro mas   como me surpreendi bastante com essa leitura, o factor surpresa tem de se ter em consideração. Porque este é, de igual modo, muito bom!

Todos conhecemos a técnica de em paralelo contar duas histórias... até aqui nada de mais! Mas a forma como esta autora dá vida aos personagens, isso sim é muito peculiar e atractivo. Assim, páginas de um diário, escritas no passado, por alguém que  desconhecemos a identidade, são intercaladas com uma história onde as lágrimas, o riso, o amor, a traição, a amizade e a doença têm lugar cativo.

Outra técnica, se assim lhe podemos chamar, que apreciei bastante e que me fez sorrir muitas vezes, foi o aparecimento de pequenas frases escritas em itálico, representativas dos pensamentos dos personagens e que surgiam no meio do discurso, todo ele na 3ª pessoa. 

Ao fim da 2ª página estava envolvida de tal forma na história a que só o final pôs cobro! Garanto-vos que fico à espera de um novo livro de Anna McPartlin...  

Terminado em 12 de Setembro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse


Já teve a sensação de não pertencer à sua família, que é completamente diferente daqueles que a rodeiam?
É isso que a decoradora de interiores Harri Ryan, de trinta anos, sente desde criança, apesar de ser muito chegada a George, o seu irmão gémeo, e aos carinhosos pais, Gloria e Duncan. É a segunda vez que Harri tenta casar com o seu noivo James, e a segunda vez que tem um ataque de pânico, acaba no hospital com o vestido de casamento e a festa tem de ser cancelada.
Harri perdeu o amor da sua vida, mas há mais na situação do que o nervosismo de uma noiva - e desta vez ela quer a verdade. George suspeita que há algo que os pais não lhes estão a dizer. Porém, numa semana tudo será revelado e as suas vidas irão mudar para sempre.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O melhor do mês... Agosto

O mês de Agosto foi fértil em leituras: 14 livros lidos. As férias servem para isso mesmo mas, mesmo assim, não consegui acabar com a pilha de livros que levei comigo...

Não foi fácil escolher entre tantos livros com 5*... 

No entanto, acabei por optar por dois de cariz diferente:

- A culpa é das estrelas é todo ele uma emoção. Faz-nos pensar em temas pesados mas é escrito com uma leveza que me surpreendeu e agradou. Claro que deitamos uma lágrima mas apreciamos verdadeiramente o conteúdo que não é nada lamechas. Leiam aqui a minha opinião.




- As mulheres da Fonte Nova revelou-se-me lentamente e apreciei muito esse factor. Fui apreciando e gostando mais dele cada vez que, página a página, me ia embrenhando nesta leitura.
Os seus aspectos históricos verídicos, tão bem camuflados no romance, maravilharam-me.
Leiam aqui a minha opinião.  

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Novidade Esfera dos Livros


Mulheres livres
de Maria de Belém Roseira
Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal, obrigou o tempo a andar à frente do seu tempo. Marie Curie, duas vezes Prémio Nobel, tinha nas suas veias a sede do conhecimento. A primeira mulher primeira-ministra do seu país, Benazir Bhutto, representou uma pedra no charco do mundo islâmico. A bailarina e coreógrafa Isadora Duncan e a pintora Frida Kahlo viveram a sua arte em total liberdade. Maria de Lourdes Pintasilgo, contra tudo e contra todos, ascendeu a um lugar nunca antes imaginado ser possível alcançar por uma mulher, o cargo de primeira ministra de Portugal, quebrando tabus instituídos. Eleanor Roosevelt imprimiu o seu nome na História universal. Simone Veil, sobrevivente do Holocausto, marcou a política francesa. Hannah Arendt, a provocadora filósofa política, inquietou mentes humanas. As escritoras vanguardistas Virginia Woolf e Simone de Beauvoir deixaram o seu marco na literatura. Dolores Ibárruri Gómez, La Pasionaria, sacrificou a sua vida em prol da luta por aquilo em que acreditava.
Maria de Belém Roseira conta-nos a história destas mulheres excecionais que, nas mais diferentes áreas, da ciência à literatura, da política à filosofia, lutaram pelos seus ideais, defenderam as suas ideias, ultrapassando com perseverança e resiliência os mais variados obstáculos. Desprenderam-se das amarras que tentavam silenciar a sua voz e calar a sua liberdade e não se deixaram influenciar pela crítica ou pelo preconceito das suas épocas, abrindo espaço ao progresso da sociedade.
Todas com uma coragem e determinação que fazem delas mulheres livres.

Novidade Sextante Editora


Um dia na vida de Ivan Deníssovitch
de Aleksandr Soljenítsin
Esta obra, escrita enquanto o autor cumpria pena num campo de trabalho forçado por críticas a Estaline, tornou-se um símbolo da literatura russa por ter sido o primeiro romance publicado na União Soviética a relatar a vida num gulag. Soljenítsin narra não só a sua própria experiência – é, alias, uma fotografia sua que está na capa -, como a enriquece com a dos prisioneiros que conheceu e, à exceção do protagonista Ivan Deníssovitch, todas as personagens são reais.
Expressamente citado pela Academia Sueca no momento da atribuição do Prémio Nobel de Literatura a Aleksandr Soljenítsin, em 1970, Um dia na vida de Ivan Deníssovitch foi o primeiro romance publicado na União Soviética relatando a vida nos campos de trabalho dos prisioneiros políticos e a repressão estalinista. Nessa altura, em 1962, embora causando grande polémica interna, a obra foi saudada em todo o mundo como símbolo da nova literatura russa e da abertura krutcheviana. Mas em 1974 Soljenítsin viria, depois de expulso da União 
dos Escritores, a ser detido e deportado. Um dia na vida de Ivan Deníssovitch relata um dia de um prisioneiro num gulag do Cazaquistão.
Narrativa brilhante e densa, herdeira das grandes tradições da literatura russa.

Convite Esfera dos Livros


A arca de Victoria Hislop


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 416
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722635264

É sempre um prazer antecipado saber que vou ler um livro de Victoria Hislop. Já li O regresso e A ilha e adorei os dois. Este não foi excepção à regra e saboreei bem as descrições pormenorizadas e brilhantes, mas nada cansativas, de toda uma época.

Acompanhamos o destino de alguns personagens, descritos de tal forma que os cremos reais. O facto desta autora saber mesclar acontecimentos verídicos com a caracterização desses personagens conferiu-lhes uma veracidade que me surpreendeu. Assim, ao serem-nos apresentadas as personagens vamos tomando conhecimento de factos verdadeiros que fizeram a História de Tessalónica, a segunda maior cidade da Grécia, a saber: a destruição quase total da cidade em 1917; a harmonia existente entre os habitantes Judeus, Cristãos e Muçulmanos; o período de ocupação da cidade pelos nazis e o extermínio dos judeus gregos, etc.

Durante quase um século viajamos por estes personagens fabulosos que, independentemente de credos e religiões, sabem tão bem preservar amizades. Katerina e Dimitri encontram-se no cerne da acção e romance mas os restantes personagens marcam-nos também pela profundidade de sentimentos que possuem e que se traduzem muitas vezes em actos heróicos e verdadeiramente humanos.

Um objecto - a arca - é guardado durante décadas. Lá dentro encontra-se, mais do que grandes tesouros materiais, o que restou de uma amizade verdadeira e que foi interrompida por causas externas, por guerras e extermínios. A esperança de, um dia, poder entregar a arca aos seus donos, move e marca a vida dos personagens centrais. É também um hino à amizade e ao amor.

Vamos gostando cada vez mais desta leitura conforme viramos as suas páginas e nos embrenhamos na história. Vamo-nos apaixonando pelos locais, pelos personagens e vamos imaginando e visualizando todos os cenários. E vivemos uma história na História de uma cidade grega, que bem poderia ter sido real. 

Gostei muito e recomendo a sua leitura, bem como os outros livros desta autora que tão bem sabe envolver-nos nos seus romances! 

Terminado em 9 de Setembro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse

Tessalonica, 1917. No dia em que Dimitri Komninos nasce, um incêndio devastador varre a próspera cidade grega, onde cristãos, judeus e muçulmanos vivem lado a lado. Cinco anos mais tarde, a casa de Katerina Sarafoglou na Ásia Menor é destruída pelo exército turco. No meio do caos, Katerina perde a mãe e embarca para um destino desconhecido na Grécia. Não tarda muito para que a sua vida se entrelace com a de Dimitri e com a história da própria cidade, enquanto guerras, medos e perseguições começam a dividir o seu povo. Tessalonica, 2007. Um jovem anglo-grego ouve a história de vida dos seus avós e, pela primeira vez, apercebe-se de que tem uma decisão a tomar. Durante muitas décadas, os seus avós foram os guardiões das memórias e dos tesouros das pessoas que foram forçadas a abandonar a cidade. Será que está na altura de ele assumir esse papel e fazer daquela cidade a sua casa?


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

As vinhas do amor de Roisin McAuley



Edição/reimpressão: 2012
Editor: QUINTA ESSẼNCIA
ISBN: 9789897260155
Idioma: Português

Duas vidas e duas histórias que decorrem em paralelo, Melanie e Honor cruzam-se só quase no final do livro. Ambas bonitas, jovens e apaixonadas pela vida em si mas um pouco desencontradas com o amor.

Possui um enredo onde o mistério tem lugar de destaque o que nos faz tentar compreender as ligações entre as duas personagens, embora sem grande resultado e para minha satisfação, devo dizer. Só a meio do livro nos são dadas algumas pistas para percebermos uma parte desse mistério...

Romance leve que se lê rapidamente, perfeito para um dia de praia cheio de sol! Gostei!  

Terminado em 4 de Setembro de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse

Moonbeam Star, conhecida pelos amigos como Melanie, é filha de um casal hippy. O pai esqueceu-se de regressar de Woodstock e a mãe partiu para se encontrar, portanto, Melanie foi criada pelos avós. 
Agora na casa dos vinte, Melanie estuda e trabalha num estabelecimento vinícola na Califórnia. Quando o avô tem um ataque cardíaco, revela um segredo que guardou desde que o seu avião foi abatido sobre a França durante a Segunda Guerra: teve um filho com a rapariga que salvou. A criança era um rapaz, e Melanie fica intrigado com a existência desse tio francês e parte à sua procura. 
Em Inglaterra, a jovem irlandesa Honor Brady apaixona-se por Hugo, um comerciante  de vinhos, que a leva para o seu castelo em Astignac, na zona vinícola de Entre Deux Mers.
Hugo vende vinhos raros a connoisseurs; vinhos com história; vinhos escondidos durante a guerra; vinhos salvos do Palácio de Inverno em Sampetersburgo… e Honor é deixada sozinha, o que a leva a conhecer Didier, cuja família outrora foi dona do château de Hugo e está ligada ao tio de Melanie. À medida que as vida das duas mulheres se sobrepõem, é descoberta uma teia de mentiras que se estendeu durante décadas.



domingo, 9 de setembro de 2012

Passatempo "Soberba Tentação"

Eis o primeiro passatempo, depois das férias,  para todos os seguidores d' O tempo entre os meus livros.

Com a colaboração da Editora Alfarroba, temos para oferecer um exemplar do livro de Andreia Ferreira "Soberba Tentação".

O passatempo decorre até ao dia 16 de Setembro.

Boa sorte!

Ao Domingo com... Rute Canhoto


«Posso começar por dizer que não gosto de falar de mim? Nunca sei o que dizer, talvez porque acho que não há muito para dizer de facto. Em termos simplistas, tenho 28 anos, sou licenciada em Comunicação Social e vivo na zona do Seixal.

Comecei a escrever assim que aprendi a juntar as letras, principalmente poemas e contos. Houve uma altura em que perdi um pouco interesse, mas aos 21 a vontade de criar algo voltou em força.

Publiquei “Almira, a Moura Encantada” em 2008, sob a chancela da Corpos Editora. A ideia para este livro tem a ver com a ligação que sinto a Alcácer do Sal, a terra onde cresci e que adoro. Quis que a primeira coisa escrita por mim “a sério” fosse algo relacionado com esta terra. Então arrisquei uma recriação da lenda da moura encantada do castelo, cujas juras de amor trocadas com o seu amado ainda hoje se podem ouvir nas noites quentes de agosto. Além de glorificar a lenda do castelo, trata-se de um trabalho que homenageia a história deste concelho, difundindo-a de uma forma mais lúdica e apelativa, além de dar conhecer um pouco mais do que ali se pode encontrar.

Lancei o conto “Clara e o Natal” no ano seguinte, através da EuEdito. Embora já tivesse feito histórias para crianças, foi uma transição com a qual tive de ter algum cuidado, nomeadamente a nível da linguagem. Mas foi giro criar uma história de Natal, com duendes, presentes, neve, magia e o Pai Natal.

Depois parei, pois estava demasiado ocupada a tratar da minha vida profissional. E eis que, após um estágio profissional numa rádio e um estágio PEPAL numa câmara municipal, me vejo desempregada. Estou em casa há quase dois anos. Quem passa por isto sabe bem como podemos dar em doidos sem fazermos nada que consideremos útil. O sentimento de frustração não desaparece e corroí-nos o espírito. Perguntamo-nos se não somos suficientemente bons, se toda a confiança e esperanças depositadas em nós caíram em saco roto, se servimos para alguma coisa.

Foi aqui que a escrita cruzou de novo o meu caminho. No final de 2010 comecei a escrever a trilogia Perdidos, inserida na categoria de romance sobrenatural (se bem que o segundo volume terá mais ação). Quanto ao primeiro livro, tem o mesmo título que a série – “Perdidos”. Nele, o cosmos de Marina está virado do avesso com uma série de inexplicáveis acidentes que parecem pretender colocar um ponto final na sua existência. A sua busca por respostas quanto ao que se está a passar levará o seu caminho a cruzar-se com o de Lucas, o misterioso rapaz que se juntou à turma dela naquele ano letivo. O que ela vai encontrar é uma revelação inesperada, que dará a conhecer ao mundo os Perdidos. Se tudo correr bem, perto do final do ano o livro estará disponível para todos os interessados. As atualizações sobre a série podem ser encontradas no meu blogue em http://rutecanhoto.blogspot.com.

Publicidade à parte, escrever esta saga neste período conturbado é o que me tem ajudado a encontrar um ponto de equilíbrio e a geri-lo. Vida – esta palavra tão simples, mas tão cheia de significado, resume o que a escrita é para mim neste momento. Independentemente do que o futuro me reserve, nunca me vou esquecer de como a escrita me ajudou nos momentos mais sombrios e desesperantes da minha existência. É um escape e um bálsamo para a alma, capaz de verdadeiros milagres.»

Rute Canhoto

sábado, 8 de setembro de 2012

De novo...


Mas só de fim de semana! O meu café da manhã...

Novidades Clube do Autor

Ninguém Disse que Isto ia Ser Fácil
de Paulo Farinha

Estas podem ser as nossas próprias histórias, ou de alguém com quem partilhamos a mesa, a cama e a vida. Talvez não se revejam em tudo isto, talvez se revejam em alguma coisa, talvez não se revejam em nada. Talvez já tenham ouvido falar fulano, que conhece beltrano, que veio a saber que alguém viveu uma situação parecida. Seja qual for o vosso caso, alguma coisa soará familiar, escreve Paulo Farinha.
Cláudia, Gonçalo, António, Andreia, Sandra, Octávio e Marta são os personagens que vivem as situações reais em que o autor se baseou. São deles as histórias de Ninguém Disse que Isto ia Ser Fácil, escritas com sentido de humor e focadas nas diferenças entre homens e mulheres e nos clichés de género – as mesmas histórias, atuais e pertinentes, que deixam o leitor a pensar nas suas próprias relações e em como é possível sobreviver neste mundo tecnológico, construir uma relação estável e tentar ser feliz.

O Segredo dos Pássaros
de Vítor Serpa

Tudo se passa no Alentejo profundo, mais concretamente nas Minas de S. Domingos. E tudo não é apenas a história de uma paixão condenada nem a saga de uma viagem sem regresso, é também o retrato de um país “orgulhosamente só”, enquanto o mundo estava em guerra e Salazar conduzia Portugal nas curvas apertadas de uma diplomacia hábil e desafiante.
No livro constam excertos de discursos de António de Oliveira Salazar, notas da Mason and Barry, Limited., companhia exploradora da Mina de S. Domingos, e notas oficiais do governo português. E também a morte de Leslie Howard, quando regressava a Inglaterra depois de uma missão a Portugal e a Espanha, é relembrada nesta história de espiões, intrigas políticas e ambições pessoais.


O Mercador de Livros Malditos
de Marcello Simoni

O Mercador de Livros Malditos é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultos durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas.
Ao longo das suas páginas o leitor viaja por Itália, França e Espanha no rasto do Uter Ventorum, um livro raro, desmembrado em quatro partes e protegido por intrincados enigmas que, uma vez resolvidos, permitem evocar os anjos e a sua divina sabedoria.
E leva-o a questionar-se o que há de verdade, lenda, mitologia e superstição nas diferentes teorias sobre os anjos, a ousar possuir as suas capacidades, a procurar resolver as mensagens codificadas que completam o livro sagrado, a mergulhar em pleno ano de 1218 e a querer dividir com Ignazio de Toledo esta fantástica aventura medieval.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Novidades Civilização


O Tempo dos Milagres
de Karen Thompson Walker
Nunca é aquilo que receamos que acaba por acontecer. As verdadeiras catástrofes são sempre diferentes – inimagináveis, inesperadas, desconhecidas… E se o nosso dia de 24 horas se tornasse mais longo, primeiro em minutos, depois em horas, até o dia se tornar noite e a noite se tornar dia? Que efeito teria este abrandamento no mundo? Nas aves do céu, nas baleias do mar, nos astronautas do espaço e numa rapariga de onze anos, a braços com as mudanças emocionais da sua própria vida? Uma manhã, Julia e os pais acordam na sua casa nos subúrbios da Califórnia e descobrem, juntamente com o resto do mundo, que o movimento de rotação da Terra está a abrandar visivelmente. A enormidade deste facto está quase para além da compreensão. E, no entanto, ainda que o mundo esteja, na realidade, a aproximar-se do fim, como afirmam alguns, a vida do dia a dia tem de continuar. Julia, que enfrenta a solidão e o desespero de uma adolescência difícil, testemunha o impacto deste fenómeno no mundo, na comunidade, em si própria e na sua família.


O Legado
(O Livro dos Dons 3)
de Jenna Burtenshaw 
O véu que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos está a sucumbir. Almas penadas começam a escapar dos subterrâneos para vaguear pela cidade-fortaleza Fume de Albion. Kate Winter perdeu a memória recentemente. Aliviada por estar a regressar à sua casa, em Albion, Kate não consegue dissipar a sensação de que Dalliah Grey, a mulher para quem supostamente trabalha, não parece ser de confiança. Silas Dane, guerreiro caído em desgraça, planeia resgatar Kate e salvar Albion do avanço das tropas que procuram aproveitar-se da situação. Mas o véu não será fácil de repor e Silas tem consciência de que terão de ser feitos sacrifícios. Kate deverá regressar aos segredos sombrios escritos pelos seus antepassados no antigo Livro dos Dons e aprender com os seus erros para se salvar.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Do lado de Canaã de Sebastian Barry


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 232
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722523769

Mesmo possuindo uma sinopse algo reveladora, facto que sinceramente não aprecio, algo me fez pegar neste livro. A capa forneceu-me, momentaneamente, indícios de segredos que queria tomar posse e fiquei satisfeita por seguir os meus instintos. Noto que, ao ler cada vez mais, faço uma escolha mais acertada nos conteúdos dos livros o que me faz atribuir um maior número de notas máximas... Ainda bem!

Gostei da fértil imaginação do autor que me levou para países como a Irlanda e posteriormente para a América.  Gostei, de igual forma, do facto de Lilly, saltear as suas recordações com aspectos do presente e fazendo-nos saltitar entre o "antes" e o "agora" de uma forma suave mas sempre cheia de mistério e nada aborrecida.

Ao recordar-se do seu passado durante 17 longos dias, ao sentir que a vida aos 89 anos nada tem para lhe oferecer pois perdeu os seus entes queridos, Lilly é-nos relatada como uma mulher cheia de vida e de esperança, que não desistiu nunca de viver, uma vida que se revelou cheia de peripécias, amor, morte e algum mistério. 

Gostei realmente de a acompanhar!

Terminado em 2 de Setembro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse

Contada na primeira pessoa, numa narrativa da vida da protagonista ao longo de dezassete dias, esta é a comovente história de uma mulher com uma enorme capacidade para amar e com uma espantosa compaixão, mesmo por aqueles que lhe fizeram mal. Sebastian Barry regressa com a extraordinária história de Lilly Bere. Obrigada a fugir da Irlanda com o noivo ainda adolescente, sob ameaça de morte pelo Exército Republicano, Lilly vê-se subitamente na América. A sua vida trágica e rica leva-a de Chicago, onde o noivo é brutalmente assassinado, para Cleveland, onde se casa e descobre a felicidade mesmo durante o período da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. Alegremente grávida aos quarenta e três anos, Lilly muda-se para Washington, DC, depois do misterioso desaparecimento do marido, e aí encontra trabalho como cozinheira para uma das mais eminentes famílias americanas, os Kennedy. Lilly acompanha a família até Bridgehampton, onde cria filho, Ed, que aos dezoito anos é chamado para combater no Vietname e desaparece quando regressa a casa. O senhor Nolan, um amigo chegado, é enviado à sua procura mas regressa não com Ed, mas com o filho dele, Bill, que Lilly irá criar e amar até que a tragédia lhes bate à porta.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Cada dia é um milagre de Yasmina Khadra


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 304
Editor: Bizâncio
ISBN: 9789725305065
Coleção: Montanha Mágica

Tenho cá na prateleira por ler dois livros deste escritor e acabo por adiar a leitura por nenhuma razão em particular... Vejo que estou a perder algo de muito bom, pois sua escrita sóbria e real permite-nos visualizar os acontecimentos e os locais descritos com muito realismo. 

Condoí-me realmente com as dores físicas e com o desespero de Kurt, o personagem principal, que nos relata aquilo por que passou ao saber da morte da mulher e quando, para se afastar dessa dor, se vê numa "aventura" bem pior... inimaginável para nós que lemos este livro bem recostados num sofá ou, como é o meu caso, ainda deitada na toalha de praia!

Foi esse realismo que me conquistou nesta obra! Para além disso, todo o processo interior passado por Kurt, as suas transformações no seu modo de pensar e agir, estão primorosamente descritas, parecendo verídica uma história que surgiu da imaginação do autor. Não poderia ter sido escolhido um título melhor, visto que em toda a obra "cada dia é um milagre" mesmo!

Possuidor de aspectos bem violentos, este livro não é um livro agressivo nem brutal. É muito intenso sim e obriga-nos a reformular alguns conceitos que damos por adquiridos e aos quais não queremos "mexer". Recomendo a sua leitura. Em breve vou pegar na obra "O que o dia deve à noite", pois já tenho lido críticas excelentes! 

Terminado em 31 de Agosto de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse

Na sequência de um terrível drama familiar, e a fim de superar a sua mágoa, o doutor Kurt Krausmann aceita acompanhar um amigo às Comores. O seu veleiro é atacado por piratas ao largo do litoral somali, e a viagem «terapêutica» do médico transforma-se num pesadelo. Feito refém, espancado, humilhado, Kurt vai descobrir uma África de violência e de miséria insuportáveis onde «os deuses já não têm pele nos dedos de tanto lavarem as mãos». Com o seu amigo Hans e um companheiro de infortúnio francês, descobrirá Kurt a força necessária para superar esta provação? Oferecendo-nos esta viagem surpreendente de realismo que nos transporta, da Somália ao Sudão, para uma África Oriental alternadamente selvagem, irracional, circunspecta, orgulhosa, digna e infinitamente corajosa, Yasmina Khadra confirma mais uma vez o seu imenso talento de narrador. Construído e conduzido com mão de mestre, este romance descreve a lenta e irreversível transformação de um europeu, cujos olhos se vão abrir, pouco a pouco, para a realidade de um mundo até então desconhecido para ele. Um hino à grandeza de um continente entregue aos predadores e aos tiranos genocidas.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A convidada escolhe... Há sempre um amanhã


A minha opinião aqui! (Cris)

"Nesta fase difícil em que somos bombardeados com informações que nos confundem e deixam apreensivos, procuro livros (romances) que me descontraíam e proporcionem uma leitura envolvente e enriquecedora. Particularmente no verão.

Por essa razão descartei inicialmente este romance. A capa como é apanágio da Editora Quinta Essência é bela e apelativa. Mas a sinopse entevia um romance com uma forte carga dramática, apelo ao sentimento e pouco enriquecedora. Não correspondia ao que eu tinha em mente, mas depois de ler uma ou duas opiniões decidi arriscar e pedi-o emprestado  à Cristina. Ainda assim, estava renitente e demorei a começar a lê-lo, mas depois … não conseguia parar.

O primeiro capítulo é dramático. Um agradável passeio com o Charlie (a imagem da capa corresponde) e a desatenção de Alison é o seu fim. Posteriormente, o choque de Lily e a dificuldade em lidar com as resoluções necessárias, quando era a irmã que cuidava dela e não o inverso. Contudo, Lily é uma personagem tão humanizada que cativa imediatamente o leitor.

As personagens masculinas que se relacionavam intimamente com Alison e que entram em contato com Lily são atraentes e bem comprendidas na estória pela suas caraterísticas e motivações.

A paternidade de Charlie e o passado das gémeas na sua relação com o pai são também temas abordados, numa narrativa fluída que decorre em bom ritmo e com crescente interessse.

Anita Notaro é uma escritora que captou o meu interesse através deste romance luminoso, espirituoso e surpreendente. Uma agradável leitura que conquista com o crescimento emocional e profissional de Lily até ao seu epílogo em que “Há Sempre um Amanhã” que nos pode emocionar e realizar."

Vera Sopa

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Não quero dizer-te adeus de David Baldacci


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 344
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789899788008

Confesso que ao fim de algumas páginas pensei que já não havia mais desgraças que pudessem acontecer neste livro! Uma sensação estranha esta de, no princípio do livro, estar a sentir que estava a ler o final, visto que as personagens principais são vítimas de acontecimentos fatais!

Contudo, (e é aqui que dou a mão à palmatória!) o autor, como por artes mágicas (literalmente), consegue pegar numa história com o fim à vista e cheia de desanimo e dar-lhe uma volta de 180 graus.

O que começou por ser uma história pesada, sofredora, revelou-se afinal, uma bonita história cheia de esperança, de recomeços, de reconstrução, de aprendizagens.

Um pai que se esforça por não perder o barco da vida, por fazer parte da vida dos filhos, por aprender a conquistá-los e a amá-los mais e melhor. Uma reaprendizagem, uma nova oportunidade de voltar a amar que às vezes a vida real não nos dá.

Leiam!

Terminado em 30 de Agosto de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse


Não quero dizer-te adeus é sobre o destino de uma família marcada pela perda e salva pelo amor. Centrado na resiliência espiritual de um pai e na revelação do amor que une uma família, neste e no outro mundo, Não quero dizer-te adeus está predestinado a tocar profundamente o coração dos seus leitores.
Jack enfrenta uma doença terminal e os médicos não lhe dão qualquer esperança de cura. Jack passa então os últimos dias a preparar-se para a iminente despedida da sua família: a esposa, Lizzie, e os seus três filhos. Então, inesperadamente, a tragédia volta a atacar: Lizzie morre num acidente de viação…