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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Novidade Planeta

O LABIRINTO DOS ESPÍRITOS
de Carlos Ruiz Zafón
Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere, já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo. Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível. "O Labirinto dos Espíritos" é uma história electrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com "A Sombra do Vento", que alcança aqui toda a sua intensidade e tracejado, que por sua vez desenha uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida

Novidade Clube do Autor

Regresso de Auschwitz
de Goran Rosenberg
Este livro pode ser encarado como uma longa carta, rigorosamente baseada em factos reais, dirigida pelo autor ao pai, sobrevivente milagroso dos campos de concentração alemães da Segunda Guerra Mundial.O autor começa por falar da sua infância, vivida numa pequena cidade do Sul da Suécia, e pretende ilustrar como o corte brutal com as raízes pode traumatizar irremediavelmente um ser humano. Foi o que sucedeu com o seu pai, cuja história é aqui revelada. Vencedor do Prémio August de Literatura, "Regresso de Auschwitz" reconstrói as memórias de uma família e dá testemunho dos horrores da guerra. Centrado na história impressionante de um homem e de uma mulher (os pais do autor, que escaparam à morte num dos mais célebres campos de concentração da História, "Regresso de Auschwitz" narra a vida de uma família depois da libertação e a convivência com as memórias do Holocausto.Inteligente e profundamente comovente, o autor desta obra recorda a criança que seguia as pegadas do pai, falando com ele, relembrando os seus esforços para iniciar uma nova vida nas sombras de um mundo que já não existe.

Novidade Planeta

Nova Edição dos três primeiros livros da série 
Cemitério dos Livros Esquecidos
de Carlos Ruiz Zafón


Convite e Passatempo "Saída de Emergência" - Brandon Sanderson

Veja o passatempo da Editora "Saída de Emergência" na respectiva página do Facebook aqui.


Novidade Manuscrito

Vitória
de Luísa Beltrão
Vitória chegara a França para acompanhar o marido, soldado do contingente português na Primeira Guerra Mundial, deixando para trás os filhos e a família tradicional que a moldara. Um acaso fá-la ingressar como voluntária no corpo de enfermagem de um hospital inglês e, por outro acaso, estava de serviço naquela madrugada em que Andrew chegou. Coube-lhe a missão de cuidar do soldado da cama sete, um herói de guerra, médico, celebrizado nas trincheiras por salvar vidas.
Luísa Beltrão regressa à escrita com um romance poderoso de amor e de guerra.
Pelos olhos de Vitória, vemos passar a calamidade do conflito que assolou a Europa, conhecemos a história de uma família dividida pela guerra, e através dos diálogos com Andrew questionamos o sentido da vida e das nossas expectativas. E sentimos a solidão, aquele vazio assustador que antecede a esperança.

Novidade Leya - Livros RTP

Cem Anos de Solidão
de Gabriel Garcia Márquez
«Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía haveria de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou a conhecer o gelo.» Com estas palavras - tão célebres já como as palavras iniciais do "Dom Quixote" ou de "À Procura do Tempo Perdido" - começam estes "Cem Anos de Solidão", obra-prima da literatura contemporânea, traduzida em todas as línguas do mundo, que consagrou definitivamente Gabriel García Marquez como um dos maiores escritores do nosso tempo. A fabulosa aventura da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do mundo inteiro.
Prefaciado por Alberto Manguel.

Novidade Bertrand

Hotel Vendôme
de Danielle Steel
O hotel era velho, estava em mau estado. Mas para Hugues Martin, hoteleiro de origem suíça, ele é um diamante em bruto escondido numa rua sossegada de Nova Iorque. Por isso, junta todas as migalhas que consegue para comprar o edifício e transformá-lo num dos hotéis mais luxuosos do mundo. Não tarda que o serviço e a discrição do Hotel Vendôme conquistem uma excelente reputação. É o refúgio ideal para os ricos e famosos e o lar perfeito para a família de Hugues, até que a sua jovem esposa o abandona e deixa a filha de quatro anos de ambos ao seu cuidado. Apesar disso, Heloise cresce feliz no meio de celebridades, gente da sociedade, políticos, viajantes internacionais e os inúmeros empregados do hotel, que a adoram. À medida que os anos passam e surgem desafios inesperados, Hugues e o hotel continuam a ser o centro da vida de Heloise. É seu desejo seguir os passos do pai e um dia vir a gerir o Hotel Vendôme. As lições que ela aprende com ele vão ajudá-la pela vida fora, iluminando uma história inesquecível.Bem-vindos ao Hotel Vendôme.

Novidades Porto Editora

Sete anos bons
de Etgar Keret
Se um rocket pode cair sobre nós a qualquer momento, que importância tem despejar o lixo? E os pássaros do jogo «Angry Birds», lançados raivosamente contra pobres porquinhos, não lembram terroristas? Com particular ironia, Etgar Keret relata neste livro histórias de sete anos da sua vida: o nascimento do filho, a terrível história da sua irmã ultraortodoxa e dos seus onze filhos, a trajetória dos seus pais sobreviventes do Holocausto, encontros com taxistas stressados, viagens de avião, noitadas literárias agitadas, ameaças de bombas, a morte do pai. Um livro extraordinário sobre a vida de hoje em Israel e no mundo, onde o humor e a emoção se combinam com uma boa dose de absurdo.


Novo Exército (final da série CHERUB)
de Robert Muchamore


Um novo herói, uma nova missão…
Ryan Sharma é um agente CHERUB e, como tal, consegue infiltrarse nas vidas de criminosos altamente perigosos e reunir informação para finalmente os pôr atrás das grades.
Agora está a investigar um duplo rapto, partilhando a missão com o veterano James Adams.
Nesta que poderá ser a sua última missão, Ryan e James terão de reunir uma equipa de agentes CHERUB lendários para encontrar os reféns e os trazer para casa…






As Raparigas 
de Emma Cline
Califórnia. Verão de 1969. Evie, uma adolescente insegura e solitária, avista um grupo de raparigas no parque e fica fascinada com a aura de abandono que as envolve: vestem-se de forma descuidada, andam descalças e parecem levar uma existência feliz à margem das convenções. Dias depois, Suzanne, uma das raparigas, convida Evie a acompanhá-la até às montanhas, ao rancho isolado onde vive numa comunidade organizada em torno de Russell, músico frustrado e líder carismático. Desesperada por ser aceite, Evie mergulha numa espiral de drogas e amor livre. Porém, à medida que se vai afastando da mãe e das rotinas da vida, e à medida que a sua obsessão por Suzanne se intensifica, Evie não se apercebe de que está a um passo de uma violência inimaginável, a caminho daquele momento na vida de uma rapariga em que uma simples escolha pode determinar o futuro. Um retrato excecional da fragilidade adolescente, uma reflexão sobre as decisões que nos marcarão toda a vida e uma evocação daqueles anos de paz e amor em que germinava um lado obscuro…

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A escolha do Jorge: Céu Nublado com Boas Abertas

Nuno Costa Santos (n. 1974) publicou o seu primeiro romance no início deste
ano sob o título “Céu Nublado com Boas Abertas” através da editora Quetzal.
Partindo de um dado específico familiar, uma fotografia dos seus avós maternos, o autor trilha um caminho que em tantos aspectos se assemelha às obras do alemão W. G. Sebald. A fotografia constitui a premissa, senão a base de sustentação, de todo o romance que evolui em duas partes alternadamente, duas narrativas que se fundem aos poucos numa só.
Ficamos a conhecer a história dos avós do autor ligados à ilha de S. Miguel, nos Açores, terra natal também do autor e a sua forte ligação à ilha vendo pelos sucessivos pensamentos e divagações fruto das suas caminhadas e passeios pela ilha. O regresso do autor à ilha prende-se com a busca do passado dos seus avós e, consequentemente, da necessidade de conhecer e compreender a sua própria história. A doença marcou o seu avô no início do seu casamento afastando-o da ilha durante um exílio de seis anos no continente para sucessivos tratamentos e operações, assim como, os longos períodos de
descanso no Caramulo graças à pureza do ar daquela região. Poucos foram os encontros do jovem casal durante este longo exílio, mas a perseverança, o amor e a fé contribuíram de forma decisiva para decisões sérias a serem tomadas pelo avô, além de terem constituído uma forma de alento nos momentos mais tristes.
Fruto do amor deste casal, nasce Maria Cristina que virá a ser a mãe do próprio autor.
O autor regressa aos Fenais da Luz onde os seus avós viviam, especificamente no lugar dos Aflitos, e que graças às suas descrições, o leitor pode compreender como é viver numa ilha daquele arquipélago.
A par do livro escrito pelo seu avô que ficamos a conhecer certas passagens - uma obra que se circunscreve unicamente ao período em que o seu avô esteve no continente no decurso da sua doença e sucessivos tratamentos -, Nuno Costa Santos também confronta o leitor com o “modus vivendi” da ilha de S. Miguel nos dias de hoje através de situações tão características quanto específicas de alguém que vive ou que viveu na ilha ou mesmo no arquipélago.
Esta passagem do autor por S. Miguel leva-nos a questionar os limites da própria literatura na medida em que a ficção pode misturar-se e até confundir-se com a realidade. A pobreza de algumas das pessoas com quem interage, traficantes de droga, prostitutas, presidiários, personagens estranhos e até caricatos, são todos personagens, de carne e osso, ou talvez não, que o leitor vai conhecer ao longo de “Céu Nublado com Boas Abertas”.
Nunca sabemos muito bem qual é o objectivo desta obra que, à semelhança dos nevoeiros frequentes nos Açores que apelidam o arquipélago de “ilhas de bruma”, constituem uma espécie de mito, uma forma também por si mesma de contar uma história, desocultando assim todo um conjunto de “sentimentos-ilhéus” que contribuem para a compreensão e concretização da obra.
Em todo o caso, percebe-se da importância da ilha na vida do autor. “Céu Nublado com Boas Abertas” é um livro interior, pejado de pensamentos, deambulações da mente, emoções e sentimentos que não poucas vezes nos deixa num estado de melancolia.
Perguntamo-nos várias vezes ao longo da obra qual é o sentido ou a tese da mesma quando a narrativa ou as duas narrativas evoluem de forma entrelaçada e acabamos por compreender que “Céu Nublado com Boas Abertas” é isso mesmo, um conjunto de histórias que permite ao autor reencontrar-se consigo e com a sua família tendo a ilha como seu refúgio e ponto de equilíbrio e de inspiração também e, neste caso em concreto, esta obra confirma o autor como um perfeito contador de histórias.
De todos as experiências e histórias contadas por Nuno Costa Santos neste seu romance, destacaria duas que se apresentam de uma forma divertida, mostrando a adaptação dos Açores à modernidade, mantendo para todos os efeitos, o rigor das tradições e os seus rituais, como por exemplo um imigrante chinês ser o mordomo da Festa do Espírito Santo numa das freguesias da ilha. Mas também um visitante da ilha que apresenta tanto de sério como de lunático e, perante casos assim, o melhor é dar um pouco de conversa para se ficar a saber que a visita à ilha de S. Miguel surge na sequência do cumprimento de um desejo de Franz Kafka e, a partir daí, surgem as histórias mais mirabolantes imaginando Franz Kafka a residir em Ponta Delgada e a trabalhar numa empresa de transitários na Rua dos Mercadores ou dedicando-se unicamente à escrita, “A Metamorfose” rezaria da seguinte forma: “Quando Gregos Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de medusa.” (p. 191)


Excerto:
“Entra a voz do locutor:
- Temos connosco o senhor Zhang. O senhor Zhang é o primeiro mordomo do Espírito Santo originário da China. Está bem-disposto, senhor Zhang?
- Estou, estou. Boa tarde a todos.
Um chinês que fala num português seguro.
- Então como é que tudo aconteceu? Como é que a população o elegeu mordomo das Festas do Espírito Santo?
- Fui eu que avancei com a proposta e aceitaram. Tive a ajuda do senhor Alfredo Neves, que conhece toda a gente. Ele foi o mordomo em vários anos e disse que eu sou uma pessoa de confiar. Foi importante.
- Há quanto tempo é que vive nos Açores?
- Seis anos. Seis anos e três meses.
Por detrás das palavras continua a passar a música. Os sinos e os gongos calaram-se. Só ficaram as flautas.
- Permita-me que faça o comentário. Não é habitual as comunidades chinesas interagirem muito com as comunidades locais. Como é que começou a contactar com as pessoas da terra?
- Com naturalidade.
Silêncio no estúdio. Apenas a música continua a passar, enquadramento sonoro entre o misterioso, o bizarro e o divertido.
- Pode explicar um pouco melhor?
- A minha mulher gosta de viver cá. Os meus filhos estão na escola da freguesia. Todos os anos participamos nas festas do Espírito Santo e achei que podia contribuir.
- Posso perguntar-lhe se é católico?
Ouve-se um riso, presumo que do senhor Zhang.
- Sou confucionista. Mas acho que os católicos estão muito bem nas festas do Espírito Sa…
- Desculpe senhor Zhang. Vamos ter de interromper – diz, nervoso, o locutor. – Recebemos uma notícia importante para toda a população. O traficante Étienne Bouchiére conseguiu evadir-se do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada e anda a monte pela ilha. Não se sabe ao certo como é que tudo aconteceu, mas vamos apurar os factos junto das autoridades.
Desligo o rádio. Demasiada informação, demasiadas ocorrências, demasiadas nacionalidades. Acabo de sobreviver a mais um ataque de asma e quero dormir.” (pp. 118-119)

Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Desperdício Zero" de Bea Johnson

Creio ser a primeira vez que, ainda sem acabar um livro, venho aqui fazer um post. Pela urgência do tema, sobretudo! Porque o livro que estou a ler não pode ser lido como se de uma corrida se tratasse e sim, com um lapis e papel à mão, lentamente, para apontar todas as dicas das coisas que quero alterar, aos poucos, na minha vida.

Não estranhem, pois, se daqui a uns tempos, voltar a postar sobre este livro. Se vos disser que nunca tinha ouvido falar de Bea Johnson é a mais pura das verdades. Não tinha, mas fiquei fã do seu estilo de vida. Já há muito que tento alterar os meus hábitos alimentares e digo-vos que não é coisa fácil porque (para mim) o açucar é realmente um vício (que mata) e do qual é difícil sair. Basta uma primeira dentada e...

Mas o conceito de Bea não se traduz apenas na alimentação (saudável) mas sim em todo um estilo de vida em prol de um planeta saudável. Um estilo de vida sem desperdícios (o mais possível, claro!). É uma aventura de tentativas e erros mas o importante é nunca desistir! Um guia prático para ter à mão, com muitas soluções que ajudar-nos-ão a poupar, reciclando, reutilizando. Uma ajuda individual ao Planeta Terra, o nosso planeta, uma ajuda que é muito mais do que podemos supor. Um, mais um, mais um, mais um...

Fazer do menos, mais. Comecemos por coisas que nos podem parecer pouco mas que se transformarão em muito se formos muitos também. Um estilo de vida mais amigo do ambiente.

Entrem numa livraria, folheiem este livro e digam de vossa justiça. Não valerá a pena tê-lo na nossa mesinha de cabeceira?

Para saber mais sobre este livro, consultar o site da Editorial Presença aqui.

Terminado em 1 de Novembro de 2016.

 Estrelas: 5*

Sinopse

Que tal implementar em sua casa e na vida uma filosofia de desperdício zero? Com o livro Desperdício Zero, aprenderá a erradicar o lixo da sua vida passo a passo.
A autora demonstra os benefícios que usufruímos de um estilo de vida sem desperdícios: para isso, basta recusar aquilo de que não precisamos, reduzir o consumo, reutilizar e reciclar tudo aquilo que não podemos recusar.
Deste modo, melhorará o seu estilo de vida, a sua saúde, poupará mais dinheiro e tempo, e proporcionará um futuro melhor para si, para a sua família e para o planeta.
Bea Johnson é a guru do «desperdício zero em casa». A sua filosofia de vida tem como base os cinco cinco “erres”: recusar, reduzir, reutilizar, reciclar e decompor (rot).

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

"A Outra Metade de Mim" de Affinity Konar

Creio que não existe expressão mais certa do que a contida na capa e por isso começo a minha apreciação deste livro com ela: achei-o "brutalmente belo!" Foi isso que senti quase no princípio deste livro e que tive a certeza já a meio da sua leitura. O final, de uma beleza rara onde a adjectivação passa pela palavra "recomeço". Uma esperança que muitos não tiveram direito. Um recomeço difícil, sem ódio.

Fiquei estarrecida com muitas partes desta narrativa mas fiquei também surpresa com a inocência que transparece nos discursos das duas gémeas, personagens principais, que nas mãos de Mengele, tentam sobreviver. A narrativa é feita, alternadamente, pelas vozes das duas meninas que na época teriam 10/12 anos, mas contada quando adultas. Um recordar doloroso do passado.

No "Zoo" onde viveram, onde a Maldade teve asas numa doentia imaginação e Mengele foi o seu instrumento humano, as gémeas, serviram de cobaias para as experiências que se realizaram naquela parte do campo de Auschwitz. Os gémeos, acreditava-se, teriam mais hipóteses de sobrevivência. 

A capa está espectacular. Simples, bonita e, coisa rara em muitos livros, tem tudo a ver com a história. Leiam e vejam porquê... 

Uma leitura brutal e de uma rara beleza, contudo. Porque no fundo, a Luz e a Esperança. A Libertação e o Recomeço. 

Sem mais palavras, dou nota máxima (já alguma vez dei 7?). O meu livro para 2016.


Terminado em 29 Outubro de 2016

Estrelas: 7*

Sinopse
Pearl tem a seu cargo o triste, o bom, o passado. Stasha fica com o divertido, o future, o mau. Corre o ano de 1944 quando as gémeas chegam a Auschwitz com a mãe e o avô. No seu novo mundo, Pearl e Stasha Zamorski refugiam-se nas suas naturezas idênticas, encontrando conforto na linguagem privada e nas brincadeiras partilhadas da infância. As meninas fazem parte da população de gémeos para experiências conhecida como o Zoo de Mengele e, como tal, conhecem privilégios e horrores desconhecidos dos outros. Começam a mudar, a ver-se extirpadas das personalidades que em tempos partilharam, as suas identidades são alteradas pelo peso da culpa e da dor. Nesse inverno, num concerto orquestrado por Mengele, Pearl desaparece.

Stasha sofre a perda da irmã, mas agarra-se à possibilidade de que ela continue viva. Quando o campo é libertado pelo Exército Vermelho, ela e o companheiro Feliks - um rapaz que jurou vingança depois da morte do seu gémeo - atravessam a Polónia, um país agora destruído. Não os detêm a fome, os ferimentos e o caos que os rodeia, motivados como estão em igual medida pelo perigo e pela esperança. Encontram no seu caminho aldeões hostis, membros da resistência judaica e outros refugiados como eles, e continuam a sua viagem incentivados pela ideia de que Mengele pode ser apanhado e trazido à justiça. À medida que os jovens sobreviventes descobrem o que aconteceu ao mundo, tentam imaginar um futuro nele. Uma história extraordinária, contada numa voz que tem tanto de belo como de original, Mischling é um livro que desafia todas as expectativas, atravessando um dos momentos mais negros da história da humanidade para nos mostrar o caminho para a beleza, a ética e a esperança.

sábado, 29 de outubro de 2016

Na minha caixa de correio

  

 

E chegaram esta semana:

- A Magia do Acaso, livro autografado, oferta da Asa.
- A Criança de Fogo e A Derradeira Ilusão, ofertas da Topseller
- O Rapaz e o Pombo, oferta da Oficina do Livro
- Cilada em Israel, oferta de uma amiga que precisava de espaço nas estantes.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Convite Bertrand


Novidade ASA

A Magia do Acaso
de Tiago Rebelo
O que acontece quando a magia de um encontro improvável muda radicalmente as vidas de um homem e uma mulher?
Sofia, secretária num escritório de um famoso advogado, casada com André, um bem-sucedido administrador de uma empresa do ramo imobiliário, e eterna sonhadora, sente-se insatisfeita com a confortável vida que leva. Num encontro improvável conhece Bernardo, um fascinante homem de negócios. Apesar do charme inebriante deste e da inesperada atracção que sente não se decide a pôr em causa o seu casamento.
Mas um acontecimento inesperado encarregar-se-á de fazer tremer os pilares da vida monótona que hesita em deixar. Após inúmeros encontros e desencontros, peripécias e reviravoltas, Sofia consegue finalmente fazer uma ruptura total com a vida que levou até aqui, virar a página e entregar-se por completo a Bernardo. Os sonhos e a magia do acaso vencem sempre.
Tiago Rebelo é um escritor que nos faz procurar compreender quem somos através das suas histórias empolgantes e das suas personagens consistentes. Com uma longa carreira de produção literária recheada de êxitos, é um dos autores preferidos do público português, sendo os seus livros uma presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais.  A sua obra está disponível em países como Angola, Brasil, Moçambique, Itália, Suíça, Argentina e Roménia.

Julia Navarro fala sobre o seu novo livro «História de um Canalha» - iniciativa Bertrand


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A escolha do Jorge: Tudo Passa

“Tudo Passa” é uma das obras emblemáticas de Vassili Grossman (1905-1964) a par de “Vida e Destino” e "Bem Hajam!” igualmente publicadas em língua portuguesa.

Vassili Grossman é proveniente de famílias judias da Ucrânia tendo a sua mãe sido vítima dos nazis; formado em engenharia química à semelhança de Primo Levi, o autor desde cedo dedicou-se à escrita estando ao serviço da URSS no âmbito da 2ª Guerra Mundial em assuntos que enalteciam o país em detrimento dos Alemães em temas como a Batalha de Estalinegrado, a queda de Berlim ou o Holocausto.

Se por um lado o autor era reconhecido no seio da URSS como um dos escritores de apreço do Estado, por outro lado, só mais tarde a URSS se apercebeu que a escrita de Vassili Grossman apontava as garras na defesa dos direitos do Homem, o que significa que inevitavelmente o autor iria denunciar os crimes mais ferozes e hediondos cometidos no seio do estado soviético.

“Tudo Passa” desenvolve-se num misto de romance e ensaio envolvendo o leitor na história de Ivan Grigorievitch que passou três décadas da sua vida em campos de trabalho forçado, na Sibéria, e que ao fim deste tempo, regressa a Moscovo para viver o tempo que lhe resta, em liberdade. Esta história que varia entre o comovente e o angustiante é relatada de uma forma em que são postos a nu as muitas armas utilizadas pelo estado soviético como forma de controlar e esmagar a população. O medo instalou-se de forma severa e a liberdade foi totalmente retirada aos cidadãos. Este foi o destino da URSS durante décadas. Uma população subjugada e silenciada pelo medo. Era o medo que conduzia às múltiplas denúncias de familiares e vizinhos que viriam a acabar em campos correccionais onde acabariam por morrer à fome, com doenças, ou vítimas de tortura e esgotamento físico ou a conjugação das razões enumeradas anteriormente. Quem sobreviveu, ficou com a vida despedaçada, muitas vezes mutilado com deficiência física, além dos traumas de natureza psicológica e emocional a que foi sujeito. Que préstimo teriam estas pessoas em liberdade, na sociedade que desconheciam e relativamente à qual foram retirados durante anos a fio? Eram estranhos aos outros, tornaram-se estranhos para eles próprios.

Mas chegou o dia 5 de Março de 1953 que trouxe a notícia do falecimento de Estaline! A URSS tremeu ante a notícia porque ninguém concebia simplesmente a ideia de que o grande ditador morresse e se assim era a explicação assente no medo latente e vibrante pelo qual as pessoas viviam.  A morte de Estaline teve um impacto de tal forma grande na URSS que Vassili Grossman escreveu “Stálin morreu fora do plano, sem ordem dos órgãos de direção. Stálin morreu sem ordem pessoal do próprio camarada Stálin. Nesta liberdade, neste voluntarismo da morte havia qualquer coisa de dinamitador, contradizendo a própria essência profunda doestado. Grande perturbação abrangeu as mentes e os corações.” (p. 32)

Embora o regozijo fosse sentido em certos meios e tantas vezes à porta fechada, após a morte de Estaline veio a comprovar-se que o período então vigente nada mais era do que a consolidação do anterior assente nos valores marxistas-leninistas e tendo Estaline como o grande exemplo na concretização de um Estado soviético forte assente no medo e na liberdade confiscada aos cidadãos.

É precisamente o que aconteceu com Ivan Grigorievitch que ao regressar da Sibéria procurava dar continuidade à sua vida que ficara em suspenso, no reatar amizades e até uma relação amorosa parada no tempo durante décadas. O tempo passa e as vidas daqueles que fizeram parte da vida dos que experimentaram o cárcere também seguiram o seu curso ainda que, passadas três décadas de ausência, “Tudo Passa” para Ivan Grigorievitch se dar conta que afinal tudo permanece na mesma, um buraco negro nas vidas das pessoas, que continuam assombradas com a ausência da liberdade.

Ivan Grigorievitch vai relatando as suas experiências desde o comunismo de guerra entre brancos e vermelhos até que estes, os bolcheviques instituem a ditadura do proletariado assente nos princípios de Marx sob a vigilância e orientação de Lenine. Estão assim criadas as bases daquele que foi um dos mais terríveis estados totalitários que a História conheceu. De Lenine a Estaline foi um passo, acentuando-se uma política baseada nas depurações frequentes porque, também Estaline, nunca conseguiu vencer o medo que o corroía sob o perigo eminente de o Estado vigilante ruir.

A estrutura de “Tudo Passa” evolui deste modo entre o romance em que o leitor conhece inúmeros casos de vítimas do terror leninista e estalinista, mas também apresenta-nos um discurso que apela à reflexão, apresentando assim a forma de ensaio.

Vassili Grossman alerta-nos nas entrelinhas que o perigo está sempre à espreita face a ditadores improváveis. Nunca saberemos o que a História nos reserva, mas é nosso dever aprender com as suas lições de modo a evitarmos semelhantes horrores e sofrimentos.

Tantas vezes abafado face ao impacto do Holocausto, o terror vivido na URSS com milhões de vidas ceifadas é relegado para um segundo plano. Vassili Grossman não pretende sobrepor um em detrimento do outro, independentemente de o número de vítimas na URSS ser substancialmente superior, e num período de tempo também superior, que o do Holocausto quando circunscrito à 2ª Guerra Mundial. Tratam-se, pois, de duas situações que marcaram a História do século XX manchando a mão do Homem que passa a ser encarado como um assassino em massa a par das inúmeras conquistas em matéria científica e tecnológica que alcançou e tem alcançado. É este também o papel da História, não esquecer os milhões de vítimas nas mãos de indivíduos ignóbeis e tudo por causas perdidas como o nazismo e o comunismo.

“Mas onde está essa vida, onde está esse terrível sofrimento? Será que não resta nada? Será que ninguém vai ser responsabilizado por tudo isso? Será tudo esquecido, não ficará nada na memória? E a terra cobrirá as pegadas?” (p. 152)

Vassili Grossman é deste modo uma das vozes da URSS que tem a missão de denunciar o terror estalinista, mas também de alertar as consciências face ao futuro incerto. “Tudo Passa” afirma-se como uma obra singular não apenas de cariz histórico, mas fazendo a ponte com a literatura, constituindo uma das obras incontornáveis da segunda metade do século XX.

Vassili Grossman é daqueles escritores que não necessitam de ficcionar uma narrativa com histórias duras e macabras. Basta para isso basear-se na realidade que viveu de perto e da qual foi vítima em certa medida.

Excerto:
“O terror e a ditadura engoliram os seus criadores. E o Estado, que parecia apenas um meio, acabou por se tornar um fim! As pessoas que criaram este Estado pensavam que era um meio de concretização do ideal delas. Mas verificou-se que os seus sonhos e ideais eram apenas um meio do grande e terrível Estado. O Estado servidor transformou-se num autocrata sombrio. Não foi o povo que precisou do terror do ano de 1919; não foi o povo que liquidou a liberdade de imprensa e de palavra; não foi o povo que precisou da morte de milhões de camponeses – os camponeses eram precisamente a maior parte do povo, não foi o povo que mandou encher as prisões e os campos correcionais em 1937; não foi o povo que precisou das deportações mortíferas para a taiga dos tártaros da Crimeia, dos calmuques, dos balcares, dos búlgaros e dos gregos russificados, dos tchetchenos e dos alemães do Volga; não foi o povo que pôs fim à liberdade de semear, ao direito à greve operária; não foi o povo que estabeleceu o monstruoso descalabro dos preços relativamente ao custo real das mercadorias.
O Estado tornou-se dono e senhor, o nacional deixou de ser forma transformando-se em conteúdo, em essência, expulsou o caráter socialista para o transformar em invólucro, em fraseologia, casca, aparência. Resta a lei sagrada da vida que se definiu com trágica evidência: a liberdade do homem está acima de tudo; não há no mundo qualquer objetivo ao qual seja lícito sacrificar a liberdade humana.” (p. 179)

Texto da autoria de Jorge Navarro

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

"Água do Meu Coração" de Charles Martin

Charles Martin é, para mim, uma aposta segura. Já li A Montanha Entre Nós (podem
ler aqui a minha opinião) e tenho quase a certeza de ter lido Até Que o Rio nos Separe mas não encontro o meu comentário no blogue, o que significa que tenho de tratar disso rapidamente... No entanto, pegar num livro com as expectativas elevadas é sempre um risco, como sabem.

Não se aflijam que, aqui, neste Água do Meu Coração, não há perigo de elas serem demasiado altas e a leitura sair gorada. A-DO-REI!

Uma escrita tão simples e no entanto, tão repleta de conteúdo que nos toca rapidamente o coração, que nos enche tanto a alma que fiquei, após a última página, a secar a lágrima que teimou em sair. Confesso que um filme consegue comover-me mais rapidamente que um livro e são raras as vezes que as páginas de uma história possuem influência direta com o meu saco lacrimal... Creio que este autor tem o condão de nos fazer visualizar os sítios que descreve, as personagens que caracteriza e, acima de tudo, dar vida ao que nos conta. Estive lá, nessa Nicarágua longínqua, que desconheço e partilhei o quanto o sofrimento e o amor podem alterar o carácter de um homem. 

Adorei, simplesmente. Recomendo muitíssimo. Uma história que desperta em nós uma característica que acho fabulosa no ser humano: a esperança. Ah, e não devem ler a sinopse. Partam à descoberta deste livro sem saberem nada do seu conteúdo. Garanto-vos que vai ser bem melhor!

Terminado em 23 de Outubro de 2016

Estrelas: 6*+

Sinopse
Com uma vida difícil desde criança e um passado no mundo dos negócios de que não se orgulha, Charlie Finn vive agora tranquilamente de trabalhos pouco transparentes que faz com o seu barco ao largo da costa de Miami.
Charlie procura levar um dia de cada vez, sem grande agitação, no entanto, quando os seus atos têm consequências devastadoras para aqueles que mais ama, sente-se obrigado a reparar todo o mal que causou.
Decidido a trazer para casa são e salvo o filho do seu melhor amigo, viaja para a América Central. A viagem leva-o inesperadamente até León, um lugar a que outrora virara costas pelas piores razões, onde reencontra aqueles que pagaram pelas decisões cegas do seu passado, entre eles Paulina e a filha.
Poderá o confronto com o passado conceder a Charlie a redenção de todos os males que provocou e ajudá-lo a encontrar um amor como nunca julgou possível?

Cris

sábado, 22 de outubro de 2016

Na minha caixa de correio

  

 

Quero tanto ler estes livros que recebi esta semana que nem sei por onde começar!
Ora bem, chegaram esta semana:
Uma Parte Errada de Mim veio do Clube dos Passatempos/Correio da Manhã.
Eu Sou a Árvore foi uma oferta da Companhia das Letras.
Da Marcador chegou Concerto em Memória de um Anjo.
A Guerra Não Tem Rosto de Mulher foi uma oferta da Elsinore.
E finalmente, oferta da Bertrand, A Outra Metade de Mim.
Acho que vou começar a leitura de baixo para cima, começando pelo livro da Bertrand. Volto ao meu tema de eleição, o Holocausto. Que acham? (O pior mesmo é que não consigo olhar para as minhas estantes sem pensar que deveria ter um trabalho que me ocupasse metade do dia...)

Novidade Bertrand

A outra metade de mim
de Affinity Konar
Pearl tem a seu cargo o triste, o bom, o passado. Stasha fica com o divertido, o futuro, o mau. Estamos em 1944. As meninas foram enviadas para Auschwitz com a mãe e o avô. Pearl e Stasha Zamorski, gémeas judias da Polónia, refugiam-se no seu próprio mundo, reconfortando-se com a linguagem secreta que partilham e as brincadeiras da infância, no meio da loucura da Segunda Guerra Mundial. Mas este refúgio é ameaçado quando caem sobre a asa de
Josef Mengele, o anjo da morte de Auschwitz. Na qualidade de cobaias do célebre Zoo de Mengele, as meninas vivem privilégios e horrores desconhecidos dos demais. Convicta de que uma participação voluntária irá salvar a sua família, Stasha deixa que Mengele faça dela sua mascote. Horrorizada com isto, Pearl dedica-se ainda mais ao bem-estar da irmã naquele clima de brutalidade e horror. Quando Pearl desaparece durante um concerto organizado por Mengele no inverno de 1944, Stasha sofre, mas não deixa de acreditar que a sua gémea continua viva. Depois da libertação de Auschwitz, ela e o seu companheiro Feliks, um rapaz que jurou vongar o seu próprio gémeo, atravessam toda a devastação da Polónia em busca do médico nazi, que Stasha acredita ter a capacidade de trazer Pearl de volta. Nesta viagem marcada pelo perigo e pela esperança, vão descobrindo o que aconteceu ao mundo, ao mesmo tempo que
tentam imaginar um qualquer futuro possível.

Novidade Clube do Autor

O Filho de Deus
de Bodie e  Brock Thoene
Neste novo volume da muito elogiada série de livros sobre a vida de Jesus, ao autores retratam os últimos dias da vida de Jesus através do olhar de três pessoas marcantes: o governador Pôncio Pilatos, para quem a Judeia era essencial para as suas aspirações políticas; a mulher, Cláudia, que procura ajuda para o filho aleijado; e o centurião Marcos Longinus, aprisionado entre a lealdade ao Império, o amor por Cláudia e uma crença cada vez maior em Jesus.Em "O Filho de Deus" encontramos assim uma narrativa a três vozes que dá ao leitor um retrato realista da vida social e política de Jesus Cristo.

Novidade Oficina do Livro

O RAPAZ E O POMBO
de Cristina Norton
Cristina Norton surpreende-nos, mais uma vez, com um romance em que mistura realidade com ficção, numa história passada entre os anos 1930 e 1958. O leitor é conduzido pela voz de um rapaz judeu, com humor e ironia, num universo repleto de momentos de desalento, ternura e amor à vida. As personagens à volta dessa criança não têm nome nem identidade e vivem em lugares não definidos, porque representam todas as pessoas que passaram por uma das maiores injustiças de todos os tempos.
Quando Cristina Norton teve a ideia de escrever sobre um rapaz que encontra num pombo o seu consolo e refúgio, achou que não podia excluir o que uma mulher lhe revelara em Buenos Aires, no fim dos anos 50. Sentiu que tinha o dever de escrever e denunciar o que por vergonha as mulheres que haviam passado por esse género de escravatura não ousavam contar.
Destaca-se também uma adolescente alemã (personagem que retrata uma amiga da autora e um testemunho real), porque ela, a mãe e a irmã sofreram as consequências de um regime e de uma guerra com que não concordavam, apesar de serem arianas puras.
Os caminhos dos protagonistas deste romance cruzam-se nos países onde decorrem as suas vidas: Alemanha, Holanda, Itália, Suíça, Espanha, Brasil, Argentina e também Portugal.

Foi em memória deles e de todos os que não tiveram voz para narrar o inenarrável que este livro foi escrito.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A Carreira do Mal de Robert Galbraith

Epá! Gostei mesmo deste livro. Amantes de policiais com acontecimentos bem macabros, este livro é para  vocês! 
Com um enredo de cortar a respiração, com os detectives já meus conhecidos de O Bicho da Seda, Cormoran Strike e Robin Ellacott, este livro é de uma leitura surpreendentemente rápida, com as páginas a voarem pelos nossos dedos. 

Sem dar conta 500 páginas voaram num ápice e a minha rendição foi imediata. 
As pistas são lançadas e os suspeitos do crime delineados rapidamente por sugestão do detective. No entanto, o assassino parece fugir entre os dedos sem deixar rasto e torna-se difícil encontrá-lo. 


As mortes sucedem-se. Os membros decepados também. Só alguém com um alto distúrbio conseguiria continuar a matar e não ser encontrado. Qual dos três suspeitos seria capaz de tal barbárie? Bem estruturados, os capítulos são constituídos a duas vozes intercaladas, uma do lado do assassino, outra do lado dos detectives. Fui acompanhando a trama sem descortinar a verdade. 

Gostei especialmente do clima romântico que parece nascer entre os dois detectives e ainda mais do final por não ser o esperado. Fica em aberto um leque de muitas possibilidades para os próximos livros, o que muito me agradou. 


Foi com muito prazer que li este livro e é com satisfação que o recomendo! Creio que vão gostar. Basta serem apreciadores deste género literário.


Para mais informações sobre o livro vejam Editorial Presença 
aqui!
Terminado em 19 de Outubro de 2016
Estrelas: 6*
Sinopse

Quando recebe um misterioso embrulho, Robin Ellacott fica horrorizada ao descobrir que lá dentro se encontra a perna de uma mulher. 

O seu chefe, o detetive privado Cormoran Strike, mostra-se menos surpreendido mas está igualmente alarmado. Strike calcula que quatro pessoas do seu passado possam ser os responsáveis ? e sabe que qualquer uma delas é capaz de semelhante brutalidade.
Com a polícia concentrada num suspeito que Strike considera não ser o culpado, este e Robin decidem investigar os mundos sombrios e retorcidos dos restantes três suspeitos. No entanto, à medida que se desenrolam mais acontecimentos macabros, o tempo esgota-se…

Cris

Resultado do Passatempo Presença - "A Carreira do Mal"

Com a sempre prestável colaboração da Editorial Presença tivemos um livro fabuloso para oferecer aos seguidores do blogue, A Carreira do Mal de Robert ​Galbraith, o pseudónimo de J.K.Rowling.

Dos 297 participantes foi seleccionado o nº 156 que corresponde a:
Inês Pereira de Oliveira de Azeméis.
Muitos parabéns, Inês! Vais ser contactada via e-mail e a Editorial Presença vai, dentro em breve, enviar-te o livro. Está atenta aos CTT. 
Espero que gostes tanto quanto eu desta leitura! Estou nas últimas páginas e a adorar!
Para mais informações sobre o livro ver Editorial Presença aqui!
Cris

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"Santuário" de Andrew Michael Hurley

Uma leitura que permaneceu, já depois de lida e por muito tempo, de uma forma constante no meu pensamento porque não sabia como descrevê-la, como comentá-la aqui no blogue.

Se, por um lado, o que me marcou mais foi a forte união que transparece entre os dois irmãos, protagonistas principais deste romance, por outro, o que me fez caminhar nesta obra foi todo o mistério, as crenças e superstições que caracterizam os restantes personagens e que conferem a esta leitura um toque de terror que me acompanhou do princípio ao fim. 
Dois irmãos, um mudo e o mais novo, alguém que tem por missão sua a proteção. Os pais que desejam e rezam por um milagre. Peregrinacões anuais para obtenção da cura do irmão mudo. Algumas personagens sinistras e um mistério que fica, na minha opinião, um pouco por esclarecer. Poder-se-ia perguntar até que ponto foi a verdade venceu ou foi apenas uma versão da verdade...
Misterioso, repleto de personagens algo complexas, uma entrada nos meandros da religião, nos segredos dos (possíveis?) mistérios, do que se conhece e do que se fica por conhecer, da verdade ou duma versão da verdade. 
Terminado a 12 de Outubro de 2016
Estrelas: 4*
Sinopse
Dois irmãos. Um, mudo; o outro, o seu protetor. Todos os anos, a família visita o santuário que fica na desolada faixa de costa conhecida apenas como «Loney», desesperadamente à espera de uma cura. Durante as longas horas de espera, os rapazes são deixados sozinhos. E não conseguem resistir à passagem que se vislumbra a cada mudança da maré, à velha casa que se ergue ao longe… Muitos anos mais tarde, Hanny é um homem feito e já não precisa dos cuidados do irmão. Mas depois descobre-se o cadáver de uma criança, morta há muito. O Loney acaba sempre por dar à costa os seus segredos.
Cris

sábado, 15 de outubro de 2016

Na minha caixa de correio

 

 

  


 


 

 

  


Ofertas das editoras, às quais agradeço infinitamente:
- Suma de Letras - Matéria Escura e O Crente,
- Topseller - Mademuiselle Chanel e O meu Nome É Leon,
- Bertrand - História de Um Canalha e A Seta do Tempo,
- Asa- O Rapaz no Cimo da Montanha, 
- Oficina do Livro - Indochina e Os Segredos da Tia Cátia
- Clube do Autor - Memórias de Um Escravo e A Livraria,
Bizâncio - Os Hóspedes, 
Porto Editora - Água do Meu Coração.

Comprados:
- Era uma Vez Um Hamburguer
- Auschewitz, Canção de Embalar

 Clube dos Passatempos:
-Era Uma Vez o Porto
-larga Quem Não te Agarra.