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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Na minha caixa de correio

        

  


A Cidadela Branca, Alguns Preferem Urtigas e o Barão Trepador foram comprados numa loja Cash Converters. Preços óptimos!
Uma Criança Chamado Amor foi oferta da Editora Topseller.
8 Semanas e O Último minuto vieram da Editora Quinta Essência/ Leya.
Os Super Alimentos foram ofertados pela Casa das Letras/ Leya.
A Educação de Felicity vieram da Asa/ Leya.
O meu obrigada às editoras que gentilmente me enviaram estes livros!
Grandes Receitas na Bimby, Vítimas de Salazar, Os Salteadores do Nilo, Arroz de Palma, A vida Quando era Nossa e Não se Encontra o que se Procura ganhei nos passatempos do JN.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Novidade Quinta Essência

8 Semanas Para Mudar os Seus Hábitos Alimentares



10 hábitos indispensáveis para que a sua família ganhe em saúde. A equipa de nutricionistas da be-Slim elaborou este livro com o objetivo de proporcionar a todos as ferramentas necessárias para terem uma alimentação saudável e estabilizarem o peso sem recorrerem a dietas sazonais nem comprimidos e chazinhos pouco recomendáveis.A larga experiência no mercado do emagrecimento permitiu verificar quais as dúvidas e questões mais frequentes que preocupam as pessoas duma forma geral.Não é um livro com mais um plano para perder peso, mas sim toda a informação necessária para que consiga alimentar-se sempre da melhor maneira. Saber escolher os alimentos, confecioná-los e como os distribuir ao longo do dia. Cumprindo esta alimentação de forma regular, não é necessário fazer «dietas» e toda a família ganha em saúde!Apresentamos ainda receitas de pratos tradicionais, que utilizamos no nosso dia a dia, mas com pequenas alterações que os tornam mais ricos nutricionalmente mas  sem perderem o maravilhoso sabor da nossa cozinha. 

Novidade Porto Editora

Sombras sobre o Cairo
de Parker Bilal
No Sudão, ele foi inspetor-chefe até ter visto a sua família ser assassinada às mãos dos islamitas. Agora, exilado no Cairo, Makana procura sobreviver prestando serviços como detetive privado. Por 
sorte, o seu novo cliente tem dinheiro, muito dinheiro: dono de um clube de futebol, Saad Hanafi recorre aos préstimos de Makana justamente para que este encontre a estrela maior da sua equipa, Adil Romario, desaparecido em condições misteriosas. Empurrado para um mundo perigoso, a investigação de Makana conduzi-lo-á ao traiçoeiro submundo do seu país adotivo, cruzando-se com radicais islâmicos, gangsters russos, mulheres vingativas e uma mãe desesperada por encontrar a filha – trilhos que irão remexer com memórias pessoais dolorosas, acordando o passado e forçando a um encontro nada desejável...

Novidade Casa das Letras

OS SUPER ALIMENTOS QUE PODEM MUDAR A SUA VIDA

de Christine Bayley
Este livro apresenta-lhe uma solução simples e eficaz: aquilo que comemos pode afetar extraordinariamente a maneira como pensamos e como nos sentimos. Descubra como vencer a ansiedade, o stresse, as alterações de humor, a falta de energia, a depressão e os problemas de sono.
Com Os Super Alimentos Que Podem Mudar a Sua Vida descubra por que razão a instabilidade dos níveis de açúcar no sangue conduz a enormes alterações de humor; de que forma a carência de determinados nutrientes e gorduras pode reduzir a função cognitiva, causar dificuldades de concentração e até perda de memória; e como o consumo de alimentos que provocam dificuldades na digestão pode desencadear ansiedade e fadiga.
Nada neste livro exige alterações dramáticas no seu estilo de vida. Pelo contrário, mostra-lhe que através de uma melhor compreensão das ligações entre aquilo que comemos e o que sentimos, e através de simples mas eficazes modificações na nossa dieta, podemos seguir padrões alimentares que terão efeitos profundos e duradouros no nosso espírito e no nosso humor.

Novidades Planeta

A Herança Bolena
de Philippa Gregory
1539, a corte de Henrique VII teme cada vez mais as constantes mudanças de humor do rei envelhecido e doente. 
Apenas com um bebé, como herdeiro, o rei tem de encontrar outra esposa e o perigoso prémio da coroa de Inglaterra é ganho por Ana de Cléves.
Apesar de se mudar para um país onde os costumes e a língua são estranhos, Ana tem as suas razões para aceitar o casamento com um homem com idade para ser seu pai. 
Apesar de se sentir deslumbrada por tudo o que a rodeia, sente que uma armadilha está a ser entretecida à sua volta. 
A sua aia Catarina tem a certeza de que conseguirá seguir os passos da prima Ana Bolena até ao trono, mas Joana Bolena, cunhada de Ana, ensombrada pelo passado, sabe que o caminho de Ana Bolena a levou à Torre e à morte.


Colecção Booket
Pecados Escondidos
de Emma Wildes
Da premiadíssima autora, que conta com uma legião de fãs em Portugal, um romance de época, apimentado com muito sexo e paixões avassaladoras até à última página. 
Uma escrita envolvente que combina sensualidade e erotismo.

A Cidade de Vidro
de Cassandra Clare
O terceiro volume de uma série incontornável da literatura fantástica, que mergulha o leitor num universo que combina cenários cosmopolitas e modernos com as lutas ancestrais entre anjos e demónios.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A Escolha do Jorge: Diário da Guerra aos Porcos

Adolfo Bioy Casares (1914-1999) é um dos vultos incontornáveis da literatura argentina do século XX estando as suas obras publicadas em mais de vinte línguas. Entre os inúmeros prémios recebidos ao longo da sua carreira, o escritor foi igualmente agraciado com o Prémio Cervantes, o máximo reconhecimento da literatura em língua espanhola, em 1990.
"Diário da Guerra aos Porcos" (1969) é uma das obras de maior relevo no percurso de Adolfo Bioy Casares na medida em que transporta para a literatura um tema de uma grande atualidade, o do envelhecimento da população e do seu impacto nas gerações mais jovens.
Se a obra em si provoca alguma (ou mesmo bastante controvérsia), não deixa de nos dias que correm gerar uma preocupação acrescida atendendo ao facto de a natalidade ter diminuído progressivamente em muitos dos países considerados desenvolvidos, havendo, neste sentido, dificuldade na renovação das gerações, tendo, consequentemente, um peso significativo dos orçamentos dos países para fazer face às reformas dos idosos.
Imaginemos um país, neste caso especificamente, a Argentina, em que na sua capital Buenos Aires, um grupo de jovens que aumenta de dia para dia decide perseguir, sequestrar e mesmo matar idosos, ao ponto de muitos indivíduos deste grupo etário começarem a circular nas ruas apenas à noite quando há menos movimento e daí, menos probabilidades de acontecer alguma fatalidade.
Mas esta perseguição cerrada aos idosos vai muito para lá das questões relacionadas com o peso das reformas que recai sobre os mais jovens. Esta perseguição é tão incompreensível quanto lícita sendo esta a questão nevrálgica e original da obra "Diário da Guerra aos Porcos" apresentada por Adolfo Bioy Casares. A anunciada perseguição corresponde à negação que o ser humano tem sobre a ideia geral de envelhecimento. Se por um lado perseguir e matar idosos, aqui apelidados tantas vezes de "porcos" significa aniquilar pessoas consideradas de alguma forma inúteis para a sociedade, por outro lado acabou por ser um movimento que pecou pela base tendo o seu reverso da medalha na medida em que matar um idoso corresponde de algum modo a cometer suicídio dado que ao matar aquele determinado indivíduo nada mais é do que matar, aniquilar aquele em que me vou tornar dentro de alguns anos.
Complexo e não menos inquietante, o leitor entra nesta guerra de idades quase como se tratasse de uma guerra civil entre jovens e idosos que no fundo poderá ser interpretada como uma guerra do homem que de algum modo se reflete na luta entre a vida e a morte.
Interessantes são igualmente as questões levantadas no que respeita à idade ou momento/s em que um indivíduo se torna idoso. Necessita ter alguns problemas de saúde? Dificuldades de mobilidade? Deixa de exercer interesse no sexo oposto? A pele tem de ficar enrugada? Será um idoso a conjugação dos aspetos referidos anteriormente e de outros tantos que poderemos enumerar? E em relação aos sonhos e projetos de um idoso? Será que um idoso tem projetos? E sonhos? Quais serão? Terá tempo útil para os concretizar em vida?
"Diário da Guerra aos Porcos" é, pois, uma obra que nos marca mais não seja pela ideia da inevitabilidade do tempo que passa por nós deixando o seu rasto ao longo dos anos. Ninguém gosta da ideia de envelhecer e tudo tentamos, não propriamente para contrariar o ciclo vital (embora o recurso à cirurgia estética e outras terapias seja hoje uma realidade cada vez mais frequente), mas para que a vida que sobra seja vivida com mais dignidade e determinação em manter a cabeça e um espírito jovem. Sim, porque velhos são os trapos…
"Diário da Guerra aos Porcos" é mais um dos grandes livros de Adolfo Bioy Casares que regressa novamente às livrarias juntando-se a outras obras do autor argentino com igual valor literário, nomeadamente "Plano de Evasão", "O Herói das Mulheres", "A Invenção de Morel" e "O Sonho dos Heróis".

Excertos:
"- O que me aborrece nesta guerra ao porco - irritou-se porque, sem querer, chamou isso à perseguição dos velhos. - é o endeusamento da juventude. Parece que estão loucos por serem jovens. Que estúpidos."
"- Nesta guerra, os miúdos matam por ódio contra o velho que vão ser. Um ódio bastante assustado..."
"- (...) Há um novo facto irrefutável: a identificação dos novos com os velhos. Através desta guerra, eles entenderam de uma maneira íntima, dolorosa, que todos os velhos são o futuro de um jovem. Deles próprios, talvez! Outro facto curioso: invariavelmente, o jovem elabora a seguinte fantasia; matar um velho equivale a suicidar-se."
"- A juventude é uma presa do desespero (…). Num futuro próximo, se o regime democrático se mantiver, o homem velho será o amo. Por uma questão de simples matemática, entenda-me. Maioria de votos. O que é que nos mostra a estatística, vamos lá ver? Que a morte hoje não chega aos cinquenta, mas sim aos oitenta e que, amanhã, chegará aos cem. Perfeitamente. (…) Acabou-se a ditadura do proletariado, para dar lugar à ditadura dos velhos."
Texto da autoria de Jorge Navarro

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A convidada Escolhe: Educação Europeia


“Educação Europeia”, Romain Gary, 1945

Que actual e importante é este romance. Acabado de ler na semana em que se comemoraram os 70 anos da libertação do campo de Auschwitz e se lembrou a necessidade imperiosa de não esquecer o que foi o extermínio e o horror perpetrados pelos nazis. Também na semana em que todos os olhos e vozes estiveram virados para a Grécia e para a enorme esperança que a vitória do Syrisa se reflicta na soberania e dignidade de um povo acossado por inimigos poderosos e implacáveis.
Este é, como outros livros sobre a guerra e a Resistência, uma obra que responde à necessidade de contar como foi, de trazer à memória, de fazer com que a humanidade não esqueça. Se a Europa não estivesse em guerra, se a Polónia não estivesse a ser ocupada pelo invasor nazi, certamente o jovem Janek Twardowski teria vivido uma adolescência normal, no seio da família, estudando numa escola em Vilnius como os jovens da sua idade. Mas a época era de perseguição, de arbitrariedade, de invasão e o jovem Janek rapidamente se confrontou com uma outra realidade com a qual sobreviveu enquanto durou a guerra. O seu pai construiu-lhe um esconderijo na floresta, deixou-lhe alguns sacos de batatas, deu-lhe alguns conselhos sábios que lhe permitissem sobreviver e deixou-lhe esta ideia “Nada do que é importante morre”, a qual frequentemente recordava ao longo do romance, sobretudo em momentos particularmente difíceis.
Mas a sua educação teve outro rumo. Sozinho na floresta, em breve o seu encontro com os partisans, o fez aprender a viver em condições extremamente adversas. O frio inclemente e a neve são os inimigos naturais que se juntam à fome e à guerra.
No meio do desespero, para além da lembrança terna dos pais desaparecidos, a música, a leitura e os incentivos dos feitos heróicos do camarada Nadejda são os esteios que trazem a força ao jovem Janek e aos outros companheiros da Resistência, quando parece que já não é possível aguentar mais, mesmo quando há rumores de que os alemães estão a sofrer uma pesada derrota em Estalinegrado, a grande esperança na libertação e no fim da guerra. Nadejda é a figura do herói resistente, invencível e invisível, que ninguém sabe quem é nem por onde anda, mas que é referido como aquele que, nas diversas frentes da resistência, vai infligindo derrotas ao inimigo alemão. Mais tarde Janek irá perceber que afinal há um camarada Nadejda em cada um deles e que esse é o “alimento” da Resistência nos momentos mais extremos.
De entre os vários companheiros da Resistência, Janek descobre o amor com a jovem Zozia e encontra em Dobranski um amigo, um irmão, um pai. Dobranski é quem, de entre os partisans, se dedica a levantar o moral dos companheiros, lendo os contos que vai construindo. São histórias onde a ironia alterna com relatos do horror, com as baixas infligidas pela resistência aos soldados alemães, geralmente tratados não como vencedores, mas como seres frágeis e vulneráveis. É um livro que ele vai escrevendo e partilhando com os companheiros da Resistência e que quer que seja divulgado depois que a guerra tiver acabado. Tadek Chmura um dos companheiros da Resistência sugerira “Educação Europeia” para título do livro. “Para ele, educação europeia são as bombas, os massacres, os reféns fuzilados, os homens obrigados a viver em buracos, como animais… Mas eu aceitei o desafio. Podem dizer à vontade que a liberdade, a dignidade, a honra de ser homem, enfim, tudo isso, não passam de um conto de fadas, pelo qual as pessoas morrem. A verdade é que há momentos na história, momentos como aquele que vivemos, em que tudo o que impede o homem de desesperar, tudo o que lhe permite acreditar e continuar a viver, precisa de um esconderijo, de um refúgio. Por vezes, esse refúgio é apenas uma canção, um poema, uma música, um livro. Eu queria que o meu livro fosse um desses refúgios; que, ao abri-lo, depois da guerra, quando tudo tiver acabado, os homens reencontrassem o seu bem intacto, que soubessem que puderam obrigar-nos a viver como animais, mas que não conseguiram obrigar-nos a desesperar. Não há arte desesperada, o desespero é apenas falta de talento.”
Este romance de Romain Gary, que nos recorda “Se isto é um Homem” de Primo Levi, é um livro da Resistência. Sendo datado, é, no entanto muito actual porque trata da história da humanidade, das traições, da imensa capacidade de sobrevivência, do heroísmo, da solidariedade, do amor e da amizade, da arte e da cultura como bens essenciais e em que as mulheres surgem como protagonistas tratadas ora como despojos de guerra pelos invasores, mas também capazes dos maiores sacrifícios.
Sendo embora ”Educação Europeia” e “Se isto é um Homem” gritos de resistência e registos da memória de dois homens que passaram pela guerra na luta contra o fascismo, quer-me parecer que o suicídio de ambos – Romain Gary em 1980 e Primo Levi em 1987 – é a marca de algo terrível que não se apagou nas suas vidas e que os atormentou irremediavelmente. Ficam, no entanto, eternos através da literatura e da arte que tão bem abraçaram.
Termino com uma das muitas citações que era possível aqui colocar, mas que de algum modo me tocou:
“Subitamente Janek teve a sensação de que o mundo dos homens não era mais do que um saco enorme, no qual se debatia uma massa informe de batatas cegas e sonhadoras: a humanidade.”

Almerinda Bento

Resultado do passatempo Bicho da Seda

Chegou ao fim o passatempo "Bicho da Seda" de Robert Galbraith que teve a gentil colaboração da Editorial Presença .

Desta vez concorreram 389 seguidores, tendo sido aleatoriamente seleccionado o número 195 que corresponde a:

- Alda Moreira de S. Domingos de Rana. 


À vencedora os nossos parabéns.

Para saber mais informações sobre este livro, clique aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Ethel, Amanhã em Lisboa" de Cesário Borga

Com uma capa sugestiva, uma sinopse que deixava antever uma trama passada durante um periodo da história sobre o qual me apaixonei há muito tempo e que nunca me canso de ler (o Holocausto) este livro estava na minha wish list mal o vi. 
Aprender um pouco mais com a leitura de um livro dá-me um verdadeiro prazer. E os romances de época possuem quase sempre algo que desconhecemos ou pelo menos que já não nos lembrávamos e que é bom relembrar, sendo que em ambos os casos, a leitura é como que uma tomada de consciência dos valores e dos factos de então.

Se, em certas passagens, esta obra parece um romance leve, outras há que nos transportam para o tempo em que Lisboa era um "paraíso" para todos os que fugiam do regime hitleriano. Confesso que foi por esta razão que a trama me prendeu.

Ethel, judia holandesa e Edgar, jovem traficante de volfrâmio, apaixonam-se rapidamente. Quase "à primeira vista'! Gostei, sobretudo, quando o romance adquire uma maior consistência e se torna mais plausível, mais real. Jogando entre dois espaços temporários, o autor manipula com mestria dados históricos e um doce romance, facto que nos prende irremediavelmente.

Se gostarem de ler sobre esta época e vos apetecer ler algo que faz a ponte entre um apaixonado romance e um periodo muito doloroso da História, então este é o vosso livro!

Terminado em 17 de Janeiro de 2015

Estrelas: 4*

Sinopse

Uma história de amor entre uma jovem judia em fuga e um traficante de volfrâmio, passado durante a II Guerra Mundial entre a famosa estação de comboios de Canfranc e Lisboa. Tomar o comboio para Lisboa é visto por Ethel, 18 anos, holandesa, judia de ascendência portuguesa em fuga desde Paris, como um perigoso e arriscado passo para um amanhã cintilante de liberdade e para uma existência feliz ao lado da paixão de uma vida: Edgar. Mas em Lisboa, os alemães e os negociantes de volfrâmio adstritos às forças do regime fazem-nos regressar à condição de fugitivos. Uma história de ajuste de contas com o passado.
No tempo marcado por esta fuga e esta chegada, Ethel, Amanhã em Lisboa é uma história de amor entre uma judia e um traficante de volfrâmio que começa em Canfranc, a famosa estação ferroviária nos Pirenéus, posto de fronteira franco-espanhola, controlado pelos alemães durante a II Guerra Mundial, mas por onde refugiados judeus, espiões, intelectuais, artistas e escritores banidos tentam, apesar de tudo, a fuga para território livre.
Tomar o comboio para Lisboa é visto por Ethel, 18 anos, holandesa, judia de ascendência portuguesa em fuga desde Paris, como um perigoso e arriscado passo para um amanhã cintilante de liberdade e para uma existência feliz ao lado da paixão de uma vida: Edgar. Mas em Lisboa, os alemães e os negociantes de volfrâmio adstritos às forças do regime fazem-nos regressar à condição de fugitivos.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Um Livro Numa Frase

(Imagem retirada da Net)

"Como a maior parte dos escritores, tendo a descobrir o que sinto em relação a alguma coisa escrevendo sobre ela. É assim que interpretamos o mundo, que compreendemos o seu sentido."

In O Bicho da Seda de Robert Galbraith, pág. 379

sábado, 31 de janeiro de 2015

Na minha caixa de correio

  

  



Oferta da Porto Editora o novo livro de Rosa Montero, A Ridícula Ideia de Não Voltar a Ver-te.
Também oferta, desta feita da Marcador o novo livro de Possidónio Cachapa, Viagem ao Coração dos Pássaros.
O meu obrigada a estas dias editoras!
Os restantes foram comprados com desconto na Wook, quase todos a 50%.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Novidade Porto Editora

Cavalo de Fogo – Gaza
de Florencia Bonelli
Matilde e Eliah voltam a separar-se. No Congo, as esperanças de uma vida em conjunto desvaneceram-se ao ritmo dos ciúmes e das circunstâncias hostis.
Matilde, cirurgiã pediátrica, refugia-se na sua paixão: o trabalho humanitário que leva a cabo para a organização Mãos Que Curam. 
O seu novo destino é a Faixa de Gaza, o território mais densamente povoado do mundo, onde a prioridade diária é a sobrevivência. 
Eliah, por seu lado, obriga-se a esquecer Matilde e a pôr fim à obsessão que o prende a ela.
Estará esta enorme paixão condenada a perecer nas ruínas de um mundo, também ele, em risco? Ou serão o amor, uma força mais poderosa do que todo o mal que os rodeia, e a vontade de ficarem juntos, contra tudo e contra todos, suficientes para unir Eliah e Matilde para sempre?

Novidade TOPSELLER


Novidade Quinta Essência

O Prazer
de Nicole Jordan
Jeremy Dare North, marquês de Wolverton, é um espião e um libertino. Frio e calculista, no passado tinha sido um jovem apaixonado, disposto a fugir e a deixar tudo pela sua amada. Mas a traição desta levou-o a alistar-se no exército e a fechar para sempre o seu coração.
Anos mais tarde, quando a traição ameaça a Coroa, Dare vê-se forçado a recrutar Julienne, o seu primeiro e único amor, para o ajudar a desmascarar um traidor mortífero.
Forçada a trair o único homem que amou, Julienne quer apenas esquecer a terna paixão que ambos conheceram em jovens. Porém, quando Dare anuncia publicamente que a tomará de novo como amante, ela responde ao desafio com um da sua autoria: fazer ajoelhar aquele homem arrogante.
O reencontro do casal desencadeará muitas paixões e um perigoso jogo de sedução. No final, juntos descobrirão o que Dare negou toda a sua vida: que não existe maior prazer que o verdadeiro amor.

Novidade Vogais


Novidade Marcador

Viagem ao Coração dos Pássaros
de Possidónio Cachapa
Um romance que nos remete para o universo único de uma personagem, a um tempo visionária e visceralmente ligada aos outros e à Natureza. 
VIAGEM AO CORAÇÃO DOS PÁSSAROS fala sobre as inclinações do mundo, do amor e do ser humano, que emerge das encostas húmidas e desconhecidas da paisagem madeirense, povoadas de personagens fantasmagóricas. 
Através de um conjunto de histórias imaginativas e poéticas somos confrontados com as principais questões que dominam desde sempre o pensamento humano.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A Escolha do Jorge: Mal-entendidos em Moscovo

O ano editorial português começou em grande estilo com a recuperação de uma das obras de referência de Simone de Beauvoir (1908-1976) como "O Segundo Sexo", um livro emblemático no contexto do feminismo contemporâneo, que foi publicado em simultâneo com a novela "Mal-entendido em Moscovo" que será o pano de fundo do artigo desta semana.
Com uma mensagem que tem tanto de contemporâneo como de universal, "Mal-entendido em Moscovo" conta-nos a história de André e Nicole casados há já muitos anos e que agora, chegados aos 60 anos, e em situação de aposentação após uma carreira como professores, têm bastante tempo livre para se dedicarem a tarefas que lhes dão um prazer efetivo.
Passado em 1966, o casal francês aceita o convite para visitar a amiga Macha que reside em Moscovo, passando um mês naquela cidade, para assim rever as principais atrações turísticas com que tinham ficado deslumbrados três anos antes aquando da sua primeira visita à capital russa, aproveitando igualmente para conhecer outros recantos da cidade, além de outros pontos fulcrais do país, nomeadamente S. Petersburgo, Novgorod, entre outros locais de interesse.
A viagem que tinha tudo para ser um sucesso, acabou por vir a ter um sabor agridoce na medida em que foram várias as vezes que não conseguiram obter autorização para se deslocarem a determinados locais na sequência de limitações impostas aos turistas atendendo às questões relacionadas com a política de então assente na guerra fria. Por outro lado, o fascínio patente naquelas primeiras impressões que tiveram lugar na primeira viagem à cidade não se reflectiram três anos depois, na segunda visita ao país, não se verificando, pois, o factor novidade. Esta ausência de novidades e a distância do filho Philippe, prestes a casar, provoca o sentimento de saudade em Nicole que gere com alguma relutância o facto a decisão de o filho casar e sair de casa.
O casamento de Philippe que agora se avizinha provoca alguma instabilidade e nervosismo em Nicole que interpreta o facto de alguma forma como um sentimento de perda, tornando-se mais introspectiva no que respeita à relação que mantém com o seu marido André. Passados tantos anos de relação, Nicole é levada à conclusão de que o seu casamento não a satisfaz, não fazendo sentido manter o casamento só para não ficar sozinha. Por outro lado, Nicole também não sente a coragem suficiente de abandonar o barco na medida em que aquilo que sente por André, afinal, é sempre a garantia para não ter de o fazer.
As mentiras e omissões em que apanhou André nos últimos meses vão culminar numa situação de cansaço durante a viagem a Moscovo que esteve na iminência de ser prolongada, gerando um mal-entendido entre o casal que a dada altura é posto o próprio relacionamento em causa.
Assim como a viagem a um destino já conhecido deverá passar pela descoberta de novos pontos em concreto, também a relação de André e Nicole teve de passar por uma fase de reaproximação, balanço e redescoberta de modo a ser mantido o equilíbrio de ambas as partes com vista à felicidade conjunta sem danos de maior monta.
É precisamente nos momentos em que Nicole decide ficar sozinha, prescindindo de alguns passeios pela capital russa que a introspeção se torna nos melhores momentos desta novela na medida em que são pesados os prós e os contras da relação de André e Nicole cujo balanço realizado passa pelo facto de sermos falíveis enquanto seres humanos e que por vezes, nós próprios, temos tantas falhas e/ou limitações quanto a outra metade que não poucas vezes é criticada.
Em "Mal-entendido em Moscovo", Simone de Beauvoir traz em jeito de discussão algumas das suas principais linhas de força do seu pensamento colocando a mulher no centro da narrativa.
Há mal-entendidos que são verdadeiros luxos literários!

Excertos:
"Por um instante pensou: isto é um sonho, vou acordar, recuperar o meu corpo, tenho vinte anos. Não. Um adulto, uma pessoa de idade, quase um velho. Olhou para eles com uma certa inveja: porque já não sou um deles? Como é que isto pôde acontecer?" (p. 59)

"Quando somos jovens e temos pela frente uma ilusória eternidade, pulamos de um salto para o outro lado da estrada; mais tarde, deixamos de ter força para fazer face aos ditos custos imprevistos da História e consideramo-los muitíssimo elevados. Tinha confiado na História para justificar a sua vida: agora já não confiava." (pp. 67-68)

"Demasiado mimada pela mãe, ignorada pelo pai, guardava aquela ferida, a de ser mulher. A ideia de um dia ter de deitar-se por baixo de um homem revoltava-a. Graças à delicadeza de André, à sua ternura, reconciliara-se com o seu sexo. Aceitara alegremente o prazer. E, passados alguns anos, tinha mesmo desejado um filho, e sentiu-se realizada com a maternidade. Sim, era dele, e não de qualquer outro, que ela precisava. E ele, porque se apaixonara por ela quando, regra geral, devido à sua agressividade, ninguém gostava dela? Talvez o rigor e a severidade maternais que tanto o afetaram fossem simultaneamente necessários para ele e conseguira encontrá-los em Nicole. Tinha-o ajudado a tornar-se, bem ou mal, um adulto. Em todo o caso, sempre tivera a impressão de que nenhuma mulher lhe conviria tanto como ela. Estaria enganada? Pelo seu lado, ter-se-ia sentido mais realizada ao lado de outro? Questões inúteis. O único problema era saber o que restava deles hoje. Não fazia ideia." (p. 87)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

"O Segredo do Meu Marido" de Liane Moriarty

Um livro que quando se lê as primeiras páginas já não se larga mais! E assim, num fim de semana, lá se foram as 450 páginas...

Com três personagens aparentemente banais, sem nada a uní-las e um segredo de peso que vai transformar suas vidas, a autora consegue, mesmo depois desse segredo ter sido revelado, continuar com uma trama envolvente. Um livro que nos fala sobre as complexas relações humanas, as escolhas e decisões que se tem de tomar, os erros que se cometem e suas repercussões, até onde se deve ir para proteger quem se ama...

Gostei particularmente do final. "E se...?" Uma obra que se continua a ler mesmo depois da última página terminar porque o epílogo vem precisamente alterar algumas questões da trama e foi precisamente isso que achei espetacular. Afinal, nem tudo é o que parece, pois não?

Estrelas: 5*

Terminado a 17 de Janeiro de 2015

Sinopse

A carta do marido dizia: "Para ler apenas após a minha morte."Mas ele estava vivo. E escondia um segredo aterrador.Cecilia encontrou a carta acidentalmente. Na penumbra do sótão, soube de imediato que não devia lê-la. Que devia devolvê-la ao seu esconderijo, fingir nunca a ter encontrado e respeitar a vontade do marido. Afinal amava John-Paul. Juntos, tinham três filhos e uma vida sem sobressaltos. Argumentos que de pouco serviram perante a sua curiosidade crescente. E quando começou a ler, o tempo parou. A confissão de John-Paul fulminou-a como um raio, dividindo a sua vida em dois: o antes e o depois da carta. Cecilia vai ficar agora perante uma escolha impossível.
Se o segredo do seu marido for revelado, tudo o que construíram será destruído. Mas o silêncio terá um efeito igualmente devastador. Porque há segredos com os quais não se pode viver…

sábado, 24 de janeiro de 2015

Na minha caixa de correio

  

  

Comprado no Continente com 50% de desconto, Maximum City, um livro que me atraiu pela sinopse e capa.
Oferta da Planeta, o último de David Safier, 28 Dias.
Comprado com um vale fanc, As Instruções da Pitonisa, o último desta teilogia.
Por 2 € cada, numa loja Cash Converters: O Último Patriarca, Naziran e O Inferno de Alice.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Convite Porto Editora

Novidade Estação Imaginária

A Segunda Vinda de Cristo à Terra 
de João Cerqueira 
Recorrendo ao humor, à ironia e ao sarcasmo, João Cerqueira apresenta um estilo único cuja qualidade lhe valeu a conquista de três prémios de literatura nos Estados Unidos e a tradução para inglês, italiano e espanhol."A Segunda Vinda de Cristo à Terra" aborda fenómenos de conflitualidade social e política que ocorrem no nosso país. De forma crua e inteligente, o autor conduz o leitor por uma história fascinante onde… no fim... é Portugal que acaba na cruz. 

Novidades Porto Editora

A ridícula ideia de não voltar a ver-te
de Rosa Montero
Quando Rosa Montero leu o diário que Marie Curie começou a escrever depois da morte do marido, sentiu que a história dessa mulher fascinante era também, de certo modo, a sua própria história.
Assim nasceu A ridícula ideia de não voltar a ver-te: uma narrativa a meio caminho entre a memória pessoal da autora e as memórias coletivas, ao mesmo tempo análise da nossa época e evocação de um percurso íntimo doloroso. São páginas que falam da superação da dor, das relações entre homens e mulheres, do esplendor do sexo, da morte e da vida, da ciência e da ignorância, da força salvadora da literatura e da sabedoria  dos que aprendem a gozar a existência em plenitude.

Um livro libérrimo e original, que nos devolve, inteira, a Rosa Montero de A Louca da Casa – talvez o mais famoso dos seus livros.

Dora Bruder
de Patrick Modiano
Anos atrás, o narrador depara-se com um anúncio publicado no Paris-Soir de 31 de dezembro de 1974: «Procura-se uma rapariga, Dora Bruder, de 15 anos...» 
Quem era Dora Bruder? Desde esse dia, o destino da jovem judia enredada nas malhas da ocupação nazi nunca mais o largou, obcecado que estava em reconstruir a sua história até aos momentos finais no campo de Auschwitz.

Este livro (como aliás, toda a obra do autor) é assim um combate contra o esquecimento, uma afirmação portentosa dos caminhos redentores da memória – contra tudo aquilo que nos macula e destrói. 
Com ele, Modiano escreveu porventura a sua melhor obra – e uma das mais notáveis da moderna literatura francesa.



Cavalo de Fogo – Gaza
de Florencia Bonelli
Matilde e Eliah voltam a separar-se. No Congo, as esperanças de uma vida em conjunto desvaneceram-se ao ritmo dos ciúmes e das circunstâncias hostis.
Matilde, cirurgiã pediátrica, refugia-se na sua paixão: o trabalho humanitário que leva a cabo para a organização Mãos Que Curam. 
O seu novo destino é a Faixa de Gaza, o território mais densamente povoado do mundo, onde a prioridade diária é a sobrevivência. 
Eliah, por seu lado, obriga-se a esquecer Matilde e a pôr fim à obsessão que o prende a ela.
Estará esta enorme paixão condenada a perecer nas ruínas de um mundo, também ele, em risco? Ou serão o amor, uma força mais poderosa do que todo o mal que os rodeia, e a vontade de ficarem juntos, contra tudo e contra todos, suficientes para unir Eliah e Matilde para sempre?