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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Novidades Marcador

A Ilha do Medo
de Nelson DeMille
Ferido no cumprimento do dever, o detetive de homicídios  John Corey, da Polícia de Nova Iorque, está a convalescer na região leste de Long Island quando um casal jovem e atraente é encontrado assassinado a tiro no terraço da casa onde habitava. As vítimas eram biólogas na Ilha de Plum Island, um local de pesquisas que os rumores dizem ser uma incubadora de armas biológicas. Subitamente o duplo assassinato adquire terríveis implicações globais – e lança Corey e duas mulheres extraordinárias numa investigação perigosa aos segredos mais profundos da Ilha.


Os Grandes Ditadores da História
de Pedro Rabaçal
Os Grandes Ditadores da História apresenta-nos uma visão muito abrangente das ideias, das vidas, e dos atos desses homens que influenciaram enormemente os seus países e o mundo.
Os ditadores, com personalidades invulgares e especiais, mais ou menos convictos das suas 
ideias, com menor ou maior empatia com o seu povo, subiram ao poder, em geral, graças a 
enormes doses de astúcia, de força de vontade e de outros talentos formidáveis, infelizmente combinados com a falta de escrúpulos e de compaixão.

Novidades BOOKSMILE

 


Novidade Porto Editora

O Homem da Areia 
de Lars Kepler
Jurek Walter é um dos assassinos em série mais perigosos e mortais do mundo, um psicopata tão sinistro e tão inteligente como Hannibal Lecter. Embora esteja há mais de uma década encarcerado na ala psiquiátrica de um hospital de alta segurança, a Polícia jamais conseguiu desvendar os seus crimes e descobrir o paradeiro das suas inúmeras vítimas. No entanto, quando o jovem Mikael Kohler- -Frost, supostamente morto há mais de sete anos, é encontrado a vaguear numa ponte ferroviária, hipotérmico e às portas da morte, o comissário Joona Linna vê-se obrigado a reabrir o caso e a aproximar-se do homem que o privou da sua família, o homem que, mais do que tudo, o deseja morto.
À medida que as investigações avançam, o perigo adensa-se e torna- -se imperativo entrar na mente do perigoso assassino, antes que o tempo se esgote…

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Escolha do Jorge: O Leão Vermelho

Pedro Arregui (n. 1948) é a mais recente aposta da Cavalo de Ferro que nos apresenta "O Leão Vermelho – Memórias de um Combatente" num registo menos habitual sobretudo quando comparado com as obras e os autores que constam do seu catálogo.
Contado na primeira pessoa, Pedro Arregui é natural de Cuba e integrou o primeiro contingente de militares enviados por Fidel Castro para Angola, em 1975, para combater junto do MPLA liderado por Agostinho Neto ficando conhecida por «Operação Carlota».

Num contexto de guerra colonial que era o cenário de vários países africanos, Angola vivia igualmente um período de grande tensão na medida em que os vários movimentos de libertação (FNLA, UNITA e MPLA) face a Portugal mergulharam igualmente numa sangrenta guerra civil no intuito de comandarem o futuro do país após a independência. A par desta guerra encarniçada, não faltou o apoio dos EUA, União Soviética, China, África do Sul e Cuba mediante a tendência ideológica dominante de cada um dos movimentos de libertação acima indicados, integrando, pois, esta guerra num contexto mais alargado da guerra fria. A guerra civil em Angola continuou muito depois da queda do Muro de Berlim, terminando somente em 2002.
Neste sentido, Pedro Arregui ajuda-nos a compreender a guerra colonial vista de uma outra perspetiva, de alguém totalmente alheio não somente à guerra em si, mas a Angola e ao continente africano em geral.

O autor relata-nos a história desde quando foi convocado para se apresentar junto dos militares que o iriam preparar para uma missão secreta com destino a Angola até ao dia em que regressa a Cuba ao fim de mais de um ano depois.

Sem ser tendencioso ou suspeito nas suas palavras, Pedro Arregui põe a escrito as suas memórias desse tempo sem que se vejam críticas (pelo menos de modo objetivo) ao regime de Fidel Castro, à guerra em Angola, assim como aos costumes das suas gentes, e até em relação a Portugal dado existirem inúmeras opiniões em relação ao país outrora colonialista.

Pedro Arregui descreve inúmeras situações difíceis por que passou em Angola junto dos seus companheiros, nomeadamente fome, acesso à saúde, mortes, muitas mortes, o que é natural em contexto de guerra, não só para os soldados, mas também para as populações locais que se viam a braços com situações frequentes de falta de alimentos e o difícil acesso aos mesmos devido à insegurança por parte de grupos de guerrilheiros armados, além de que as vias de comunicação se apresentavam também bastante danificadas e com minas espalhadas por todo o país.

O relato de Pedro Arregui é também um manancial de referências à flora e fauna de Angola que tantas vezes deixou o autor surpreso com as diferenças em relação a Cuba.
A par destes aspetos, também as diferenças de natureza cultural marcam claramente um lugar de destaque neste livro, sendo apresentadas sempre com respeito e admiração quando comparadas com o quotidiano em Cuba. É dado como exemplo o modo como são realizados os funerais, encarados como uma festa, o espírito comunitário de entreajuda visível nas áreas rurais, o cosmopolitismo e a vida moderna nas cidades maiores do país que tentam contornar e esquecer a guerra através da tendência da moda de então em contraste com as indumentárias características do país e até o espírito libertino de muitos jovens visível através da prática da prostituição que apresentava mulheres com práticas sexuais diferentes, mais ousadas, comparativamente à experiência que os militares cubanos traziam de Cuba.

"O Leão Vermelho" é um livro que tem como pano de fundo a guerra, mas também apresenta os seus personagens como pessoas de carne e de osso com todas as suas circunstâncias e desafios e instinto de sobrevivência que tratando-se de homens fortes preparados para qualquer missão, mostravam também toda a parte mais humana e sensível a cada carta recebida dos seus familiares de Cuba.
O sentido de humor é também uma constante ao longo de toda a obra ajudando o leitor sobretudo em momentos em que terá mergulhado num ambiente hostil da guerra e das suas consequências, daí que uma piada de quando em vez alivia o clima tenso das descrições.
Pedro Arregui à semelhança de tantos outros ex-combatentes nesta e noutras guerras sangrentas regressou a casa com as mazelas de cariz emocional e psicológico que o terão marcado para o resto da vida, tanto a si como à sua família
"O Leão Vermelho" é, pois, um livro notável e simultaneamente uma grande surpresa dado conquistar-nos desde as primeiras páginas, além de se tratar de uma obra que nos ajuda a compreender mais alguns aspetos sobre a história do nosso país em articulação com a história de Angola e também de que modo as más decisões políticas afetam milhões de pessoas sem que, uma vez mais, os responsáveis sejam punidos

Excertos:

"É impossível prever o nosso futuro, embora nos esforcemos por encaminhá-lo na direção de um lugar pré-estabelecido. Não podia imaginar trabalhadores de todas as idades, com as suas aspirações e as suas vidas consolidadas no trabalho e na casa familiar, convertidos em soldados, dispostos a matar para implementar e defender um determinado sistema, pese embora considerado justo, num longínquo e ignorado país." (p. 14)
"Acabava de experimentar o facto de, na guerra, ou melhor dizendo, nos momentos de vida ou morte, os humanos se comportarem de modo distinto do habitual. Mudam de atitudes e de aptidões, florescendo neles outras qualidades que eles próprios desconheciam.
No final de uma cruenta batalha, onde tudo é destruição, o «eu» de algumas pessoas agiganta-se, convertendo-as em gente mais egoísta, ruim, mesquinha, e em outras desaparece, transformando-se num «nós» com os mesmos interesses, iguais preocupações e mais solidário." (p. 56)

"Esperávamos ansiosos por aqueles envelopes contendo as palavras que representavam para os combatentes a tristeza, a alegria, a nostalgia, o amor, as lágrimas, os nós na garganta e mil coisas mais, palavras essas que tínhamos de ler sentados debaixo de uma árvore, num canto de uma divisão ou um veículo, mas sempre sozinhos. Depois comentávamos com os companheiros: «Está tudo bem. Não há problemas.» Os combatentes, aqueles que com coragem estiveram dispostos a matar para não morrer, reliam uma e outra vez as cartas, passando as costas da mão pelos olhos para desalojar as lágrimas que timidamente assomavam aos seus olhos. Era uma cena triste, terna e bela ao mesmo tempo. Era a cena, repetida várias vezes, em que sobressaíam à flor da pele os verdadeiros sentimentos dos soldados. Alguns recebiam fotografias de um filho ou de uma namorada. Eu também recebi uma da minha mulher e outra da minha filha, que guardei no bolso. Esta última prendi-a ao disco de plástico no centro do volante de cada vez que viajava. Tirava-a após cada viagem e guardava-a no bolso da camisa. A da minha mulher andava sempre comigo." (pp. 118-119)

"A caravana circulava pelas ruas periféricas de uma cidade que, embora exibisse algumas marcas da guerra, tinha vida. Uma jovem alta e bela e elegantemente vestida, que fazia abanar os seus seios ao ar livre e ao compasso dos passos, captou a minha atenção. Era a modernidade e a tradição. Podíamos ver, circulando pela rua, jovens com vestidos na moda e homens com fatos ou calças de ganga de marcas conhecidas, vestes misturadas com indumentárias indígenas próprias, descalços ou calçados com ténis caros. A prostituição era tanta como em qualquer cidade da metrópole e alguns cubanos da nossa unidade tiveram a coragem de ir às prostitutas e depois falavam-nos das suas tatuagens e de costumes sexuais para nós desconhecidos." (p. 136)

Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

"Jan Karski, o Herói que Tentou Travar o Holocausto"



Livro relativamente pequeno mas de difícil leitura devido ao seu conteúdo. Como o são todos os relacionados com o Holocausto. E, por isso mesmo, de leitura obrigatória.

Pouco tenho a dizer. Jan Karski é uma testemunha. Viu, visitou o gueto de Varsóvia, saiu e tentou convencer o mundo a parar com tal horror. Ninguém o ouviu. O extermínio dos judeus na Europa foi um crime cometido por quem infringiu o horror que nós sabemos ou ouvimos falar mas também por quem fechou os olhos e os ouvidos e não quis saber... Solução mais fácil essa o de não "saber de nada"!

Saber viver com tamanha realidade foi um percurso, a maior parte das vezes, solitário que Jan teve de aprender a lidar. Sobreviver a um campo de concentração também contribuiu para que muitas vezes se remetesse ao silêncio. Mas como testemunha, Jan tinha de contar o que viu e o que viveu.

Recomendo!

Terminado em 31 de Outubro de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a História Universal no Ensino Secundário.
Varsóvia, 1942. A Polónia foi devastada pelos nazis e pelos soviéticos. Jan Karski é um mensageiro da Resistência polaca junto do Governo no exílio, em Londres. Encontra dois homens que o conseguem introduzir clandestinamente no gueto de Varsóvia, para que ele possa dizer aos Aliados o que viu e preveni-los de que os judeus da Europa estão a ser exterminados.

Jan Karski atravessa a Europa em guerra, alerta os ingleses, e tem um encontro com o Presidente Roosevelt na América. Trinta e cinco anos mais tarde, Karski conta a sua missão nessa época em SHOAH, o grande filme de Claude Lanzmann.
Impõe-se a terrível pergunta: Porque é que os Aliados permitiram o extermínio dos judeus da Europa?
Este livro, que combina os meios do documentário com os da ficção, conta a vida desse aventureiro que foi também um Justo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A convidada Escolhe: A Noite das Mulheres Cantoras

"a noite das mulheres cantoras" é um romance de Lídia Jorge contado em forma de monólogo 21 anos depois da narradora e personagem ter vivido os acontecimentos. O tema é o da persistência para alcançar um objetivo, um sonho, mas também a destruição do indivíduo relativamente ao coletivo, nem que para isso seja necessário não olhar a meios para atingir os fins. O livro aborda não só os sacrifícios e renúncias que são necessários para atingir a fama, como a idolatria que por vezes se constrói à volta de uma personagem mais carismática, com forte poder de persuasão e com muita ambição de sucesso. Tudo gira à volta de um grupo que se propõe transformar-se em banda musical, editar um disco e fazer por fim um grande espetáculo. A pressão é muito forte, os obstáculos são ultrapassados à custa de algumas vítimas e do desmoronamento de amizades, mas os objetivos são alcançados quase na totalidade. Havendo dinheiro e contactos tudo se consegue, parece ser o lema.

Toda a história é recordada 21 anos depois num grande espetáculo em que participou a que havia sido a principal mentora e a mais obstinada do grupo. Encontravam-se na assistência as restantes cantoras com exceção de uma, a principal vitima deste projeto que fora demasiado ambicioso para a sua condição social e as suas forças e que todos fizeram por esquecer. Do ambiente que se vivia nos anos oitenta, com convenções mas também com o rompimento brutal com as mesmas, passando por uma certa libertinagem, dá-nos Lídia Jorge uma boa perspetiva, nesta sua obra, para além de nos fazer refletir sobre as prioridades que cada um determina para a sua vida.

Texto da autoria de Maria Fernanda Pinto

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"Lobos na Cidade" de Carlos M. Queirós

Li o livro anterior do autor e gostei. Deixei-me enredar pela história magnífica e cheia de imaginação onde os animais (neste caso, lobos) possuem um papel preponderante. A minha opinião aqui! Soube que o autor tinha continuado a história. Fiquei curiosa mas tinha o livro na estante esperando vez... como tantos outros, aliás!

O facto de ter lido Trilho de Lobos já há algum tempo, fez com que tivesse alguma dificuldade em entrar na história, pelo menos durante as primeiras páginas. Ajudaria se tivesse um pequeno resumo no início ou até na badana do livro. Fica a sugestão, pois para quem lê bastante, as histórias ficam enterradas na memória, como que num limbo, de onde é preciso tirar quando se trata de querer revivê-las...

Mas esse facto depressa foi superado! E mais uma vez o autor soube cativar-me, apresentando uma história com mistério suficiente para me prender. Novamente o lobo ibérico num papel de destaque, relembrando-nos que os animais possuem uma fidelidade impressionante e que não esquecem quem lhes faz bem.

O enredo é cheio de movimento, sem espaços mortos nem entediantes, o que leva querer virar as páginas para sabermos qual o destino dos personagens. Entre fugas da prisão, raptos, jornalistas a fazerem trabalho de campo junto de mendigos, lobos ibéricos farejando e detectando o perigo, histórias escondidas de passados familiares terríveis, tudo nos cativa e mantém o nosso suspence.

Gostei e recomendo! Um livro que pode ser lido, também, por um público mais jovem.

Terminado em 26 de Outubro de 2014

Estrelas: 4*+

Sinopse

Quando o eremita Miguel Aprígio foge da prisão e se refugia numa montanha adjacente à Serra da Giesteira, verifica que a liberdade não consentida é penosa. Está preso naquela que deveria ser a sua zona de conforto – o coração da natureza.
Um fantasma do passado veio para o ensombrar. A vida lenta e penosa que leva transforma-se numa encarniçada luta. O corpo cansado e a mente frágil contra um inimigo implacável.
Os lobos de Miguel Aprígio sentem a dor do desaparecimento da pequena Isabel e abalam sem destino no seu encalço.
Porém, o desencontro entre Miguel Aprígio e os lobos, leva-os por caminhos diferentes.

domingo, 2 de novembro de 2014

Um livro numa frase



"Deus terá morrido em Auschwitz?"

In "Jan Karski, o herói que tentou travar o holocausto" de Yannick Haenel, pág 136

sábado, 1 de novembro de 2014

Na minha caixa de correio

   

  

Emprestado de uma amiga "dos livros" que gostou muito desta leitura, veio o Materna Doçura, de Possidónio Cachapa.
Gentilmente oferecido pela Oficina do Livro, o novo livro de M. Lurdes Modesto.  Fala-nos de alguns alimentos de tal forma que: 1) Ficamos com vontade de experimentar as receitas; 2)
Esquecemo-nos que estamos a ler um livro de culinária e embrenhamo-nos na leitura. 3) Torna-se, por essas razões, difícil escolher fazer apenas uma ou duas receitas.
O Pior Dia da Minha Vida foi oferecido pela Editorial Presença. Não se esqueçam do mega passatempo que está a decorrer no blogue! Está lá este livro...
Do Clube do Autor, dois livros que tenho muita vontade de ler: A Vida Peculiar de um Carteiro Solitário e Céu de Chumbo.
Do liga e Ganha, mais um livro da Presença: O Tigre.
E foi assim a minha semana...

Resultado do Passatempo: "Bolos na Caneca"

Chegados ao fim deste passatempo que contou com a gentileza da Editorial Presença, cabe-nos agora anunciar o vencedor!
Com 254 gulosos participantes desta vez foi sorteado o nº 47 que correspondeu a:

- Daniela Augusto da Marinha Grande

Parabéns! Se experimentares estes bolinhos óptimos e muito rápidos não te esqueças de tirar foto e enviar... Teremos todo o gosto em mostrá-la a todos.

Para todos os que não ganharam não se esqueçam que o blogue tem um mega passatempo a decorrer! Pode ser que a sorte esteja convosco desta vez...

Para mais informações sobre o livro ver Editorial Presença aqui!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Novidade Vogais


Novidade TopSeller


Convite D. Quixote


Novidade Esfera dos Livros

Serpa Pinto
O Mistério do Sexto Império
de Pedro Pinto
Naquela madrugada de setembro de 1878, Serpa Pinto ouve primeiro uma aziaga a cortar o silêncio da noite africana. Em segundos vê o seu acampamento rodeado por guerreiros em fúria. Tinha deixado a baía de Luanda há mais de um ano, resistia no centro de África, a meio caminho entre o Atlântico e o Índico. No final do ataque surpresa, com quase tudo perdido, sem homens, sem comida e cercado, talvez fosse altura de desistir. Mas o seu espírito obstinado e intrépido decide avançar até às grandes cataratas do Zambeze, até à contracosta. Sonha que aquele seja um império único, como nunca ninguém viu. Todos aqueles reinos africanos num espaço natural que vai de Luanda a Lourenço Marques, sob domínio do rei de Portugal. Mesmo que isso signifique afrontar os interesses que se movem na sombra. Naquela noite, começa a escrever uma carta para o rei D. Carlos, na qual por três vezes repete as palavras «cilada» e «conspiração»… Mais de cem anos depois, Sebastião, a escrever a biografia de Serpa Pinto, depara-se com este relato. Mas onde está a carta do explorador para o rei? Será que avisou D. Carlos sobre o que se passaria a seguir? Para o ajudar, procura Constança Corte-Real, especialista em História de África. Ambos partem em busca dos escritos de Serpa Pinto. Da Sociedade de Geografia de Lisboa à casa em ruínas do explorador em Cinfães do Douro, procuram a chave que desvende este mistério. Será que Serpa Pinto se deparou com forças que queriam impedi-lo de chegar ao seu destino? A quem interessaria uma conspiração para evitar que Portugal estendesse os seus domínios e fechasse aquele grande espaço central entre Angola e Moçambique? 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A Escolha do Jorge: Primeiro os Idiotas

Bernard Malamud (1914-1986) foi publicado pela primeira vez no nosso país no final de 2013 com a edição de "O Barril Mágico", um dos livros de contos mais emblemáticos do autor tão apreciado por autores norte-americanos, nomeadamente por Flannery O´Connor. A obra obteve um bom acolhimento por parte da crítica, assim como do público em geral.

"Primeiro os Idiotas" é a mais recente aposta da Cavalo de Ferro continuando, deste modo, a publicação das obras de Bernard Malamud que é reconhecido como um dos nomes mais representativos da literatura norte-americana do século passado.

Ao longo dos doze contos desta nova obra, uma vez mais o autor traz para a escrita personagens, na sua maioria judeus, que procuram encontrar o seu lugar no mundo, tentando, de alguma forma, contrariar as vicissitudes inerentes à ideia de que o povo judeu é um povo sofredor. O mais pequeno vislumbre de alegria ou o almejar de um pequeno rasgo de felicidade é transversal ao longo de toda a obra através de personagens que na sua singularidade refletem o destino do povo judeu. A melancolia, tristeza, angústia, desespero e até loucura caracterizam de um modo ou de outro os personagens levando o leitor a refletir sobre a dureza das condições de vida das pessoas e, em especial, para os judeus, durante o período entre as duas guerras mundiais.

A escrita dócil e terna alternada com momentos de ironia e humor (por vezes negro) conquista o leitor nas primeiras páginas, envolvendo-o nas histórias de um modo intenso devido ao facto de a escrita de Bernard Malamud ser bastante visual e emotiva.

São muitas as situações que retratam o quotidiano de certos bairros de Nova Iorque presentes na obra, reflexo de os pais do autor serem proprietários de uma pequena mercearia num bairro de Brooklyn, demonstrando que o autor é conhecedor do dia-a-dia das várias comunidades daquela parte da cidade sendo tal visível através do conto "Negro é a Minha Cor Preferida".

O desespero de um pai que mendiga alguns dólares para comprar o bilhete de comboio para o filho deficiente de trinta e nove anos; o indivíduo branco que durante toda a vida se sente atraído pela comunidade negra sem conseguir fazer amigos; os problemas de consciência de um professor de literatura que se apaixona por uma ex-prostituta; uma viúva devota que vive num permanente purgatório; o pássaro-judeu cuja vida é fugir dos anti-semitas; o pequeno comerciante que vê abalada a sua esperança numa vida melhor ou o refugiado alemão que vive em profunda agonia por não se conformar com a subida de Hitler ao poder, são alguns dos heróis de causas perdidas que integram este volume de contos "Primeiro os Idiotas".

Para quem já conhece "O Barril Mágico", vai certamente querer conhecer este novo título de Bernard Malamud. Para quem se vai estrear com esta obra, fica a certeza de mais um belíssimo livro sendo garantidamente um dos que figurará entre os melhores livros publicados em 2014.

Excertos:

"- O que é que vamos fazer agora? – sussurrou Angelo, preocupado. – E se chamássemos uma vidente? Ou isso, ou então enterramo-lo.
- É preferível a astrologia – aconselhou Scarpio. – Vou ver a posição dos planetas dele. Se isso não resultar, tentamos a psicologia.
(…)
- Em que dia nasceste, Arturo? – perguntou calmamente, observando a reacção de Fidelman.
Além do dia, Fidelman disse-lhe também a hora e o local em que tinha nascido: Bronx, Nova Iorque.
Consultando as tabelas do Zodíaco, Scarpio desenhou num papel o mapa astral de Fidelman e estudou-o atentamente com o olho com que via bem. Ao fim de alguns minutos, abanou a cabeça e disse:
- Não admira.
- Qual é o problema? – perguntou Fidelman, sentando-se a custo.
- O teu Urano e Vénus estão em má posição.
- O meu Vénus?
- É ele que determina o teu destino. – Estudou melhor o mapa. – Com o ascendente de Touro, Vénus está em sofrimento. É por isso que estás bloqueado.
- Em sofrimento porquê?
- Psiu! – proferiu Scarpio. – Estou a ver o teu Mercúrio.
- Concentra-te em Vénus. Quando é que ela vai melhorar?
Scarpio consultou o mapa, anotou alguns números e símbolos e foi empalidecendo. Pesquisou mais algumas páginas do mapa, depois levantou-se e aproximou-se da janela suja.
- É difícil dizer. Acreditas na psicanálise?
- Mais ou menos.
- Se calhar, é melhor experimentarmos isso. Não te levantes.
(…)
- Tens algumas recordações da tua mãe? – perguntou Scarpio. – Por exemplo, alguma vez a viste nua?
- Ela morreu durante o parto – respondeu Fidelman, à beira das lágrimas. – Fui criado pela minha irmã Bessie.
- Continua, estou a ouvir – disse Scarpio.
- Não consigo. Tenho a cabeça vazia.
(…)
- Pode ser um problema médico. Toma qualquer coisa hoje à noite.
- Já tomei.
- Avida é complicada. De qualquer forma, anota os teus sonhos. Escreve-os assim que sonhares." (pp. 119-120)

Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Passatempo "2500 a Bombar"

Tendo já ultrapassado os 2500 seguidores no blogger, "O tempo entre os meus livros" vem com este passatempo festejar e agradecer a vossa presença.
Temos muitos e bons livros para vos oferecer num passatempo muito simples. As editoras e a escritora participantes, agradecem o vosso 



TOMEM ATENÇÃO
Para concorrerem só têm de ser seguidores do blogue e enviarem um email, com o nick do seguidor, para:

otempoentreosmeuslivros@gmail.com , indicando no Assunto "Passatempo 2500 a bombar"

Só é permitido uma participação por pessoa/residência.

O passatempo termina em 12 de Novembro.


Os livros serão sorteados pela ordem em que aparecem aqui:


Presença


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Clube do Autor

  

 

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Planeta


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Quinta Essência

 

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Marcador


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TopSeller


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Alfarroba

  

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Chiado Editora


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e, com uma participação especial da escritora
Cristina Torrão

 

 

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

"Estou Nua E Agora?" de Francisco Salgueiro

Francisco Salgueiro não me é desconhecido. A sua escrita, claro! Li O fim da Inocência I e II e O Anjo que Queria Pecar. Lembro-me bem dos dois primeiros. Isso deverá querer dizer alguma coisa, tanto mais que me esqueço com relativa facilidade das histórias que vou lendo, para pena minha! Talvez por serem histórias verídicas, por abrangerem temas que chocam, por falar de "alguns" filhos nossos.

Este Estou Nua e Agora? li num ápice. Creio que em dois dias. A história prende muito rapidamente, viajamos para os mesmos sítios para onde vai Alex, a personagem principal e passeamos pelos 7 continentes. Isso agradou-me muitíssimo. O livro possui uma vertente que me apaixona, a literatura de viagens. Mas não se retém apenas
aqui...

A vida de Alex é intensa, numa descoberta permanente. De si e do mundo. Descobre o Couchsurfing e enquando não se descobre a ela própria não pára. Num ano percorre países como:Tailandia, Camboja, Zimbabué e Botswana, África do Sul, Marrocos, Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Austrália, Brasil e regressa aos Estados Unidos.

Afastando-se de uma vida certa e segura, com emprego garantido depois da sua licenciatura, viaja pelo mundo ficando nos sofás/casas que lhe emprestam através do Couchsurfing. Na sua passagem por Portugal fica em casa do escritor. A comprovar estas experiências estão as inúmeras fotos que o livro traz.

Recomendo esta leitura, sobretudo para quem gosta de ficar a conhecer lugares e costumes diferentes! Um último reparo para a capa: não gostei! Sugere algo diferente, que o interior do livro não possui... Se não tivesse lido outras obras do autor, provavelmente este livro ter-me-ia passado ao lado. Com pena.

Terminado em de 20 de Outubro de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Alex, uma nova-iorquina, vive uma vida perfeita: acabou o curso e tem um emprego garantido. Está prestes a cumprir os sonhos que desenharam para ela. Mas um desgosto de amor leva-a a viajar pelo mundo. Precisa de se conhecer melhor e ultrapassar os seus medos. Da Tailândia ao Brasil, da Austrália a Marrocos, faz Couchsurfing dormindo em colchões, beliches, camas limpas, camas sujas, parques públicos - até em minha casa, em Lisboa. Nudismo, algum sexo, ilhas paradisíacas, jantares românticos, protestos de rua, festivais no deserto, um encontro com Nelson Mandela, mulheres que disparam bolas de ping pong das suas zonas íntimas - tudo isto faz parte desta história real passada nos sete continentes, ao longo de um ano, que representa tudo aquilo que gostaríamos de fazer.
Há pessoas que cometem erros por se acomodarem e outras que cometem erros por tentarem. A Alex preferiu errar tentando. E vocês?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"O Grande Rebanho" de Jean Giono

A capa deste livro atraiu-me. Se é sobre as "Guerras", quer se trate da Primeira ou da Segunda vou gostar, pensei! Gostei, é certo. Não foi, porém, uma paixão à primeira vista, ou melhor, às primeiras páginas.

A leitura surgiu-me em flashes, localizados em dois espaços diferentes, unidos pelo mesmo ambiente, a guerra: de um lado, uma aldeia que se vê despida de homens novos onde restam apenas os velhos, as mulheres e as crianças e, no outro, as trincheiras com todos os gritos, os medos, o horror!

Depois começa-se a distinguir a história de alguns personagens, a forma como as suas vidas estão ligadas e de que maneira a guerra veio cortar os seus sonhos e os seus planos. Saber que o autor esteve presente nesse horror que foi a Primeira Guerra, torna as cenas ainda mais verdadeiras e algumas vezes aparentemente surreais, tal é o realismo apresentado.

Não me apaixonei à primeira, é certo, mas a meio do livro estava rendida! Recomendo!

Para mais informações sobre o livro veja Editorial Presença aqui!

Terminado em 18 de Outubro de 2014

Estrelas: 4*

Sinopse

No ano em que se assinala o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, a Presença publica aquele que é um dos grandes romances europeus sobre o tema e um clássico da literatura do século XX, O Grande Rebanho.
O autor, tendo ele próprio participado no conflito, denuncia os horrores e o absurdo da guerra, descrevendo-os com um realismo chocante em algumas das cenas bélicas mais cruas alguma vez recriadas em termos literários. Temos a perceção da vulnerabilidade da vida humana diante da violência numa visão que é profundamente humanista e que contrapõe sempre a essa violência uma forte presença da natureza e do ser humano.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Novidade Vogais


Convite Casa das Letras


Novidades Planeta

Ethel - Amanhã em Lisboa
de Cesário Borga 
Uma história de paixão, amor e vingança, com uma heroína poderosa: uma mulher que se reinventa e enfrenta o perigo para vir ajustar contas com o  passado. 
Um retrato da Lisboa dos primeiros anos da década de 1940, um ninho de espiões e de cruzamentos de interesses dos poderosos do regime ditatorial. 
Uma leitura de grande rigor histórico, que muitos leitores reconhecerão. 
Em plena guerra, uma jovem foge de Lisboa em 1941, a bordo de um navio que não chegará ao destino, afundado por submarinos alemães. 
Vinte anos depois, em 1961, uma bela mulher chega a Lisboa em 1961, decidida a acertar contas com o seu passado e com a perda irreparável de um amor. 
No tempo marcado por esta fuga e esta chegada, Ethel, Amanhã em Lisboa é uma história de amor entre uma judia e um traficante de volfrâmio que começa em Canfranc, a famosa estação ferroviária nos Pirenéus, posto de fronteira franco-espanhola, controlado pelos alemães durante a II Guerra Mundial, mas por onde refugiados judeus, espiões, intelectuais, artistas e escritores banidos tentam, apesar de tudo, a fuga para território livre. 
Tomar o comboio para Lisboa é visto por Ethel, 18 anos, holandesa, judia de ascendência portuguesa em fuga desde Paris, como um perigoso e arriscado passo para um amanhã cintilante de liberdade e para uma existência feliz ao lado da paixão de uma vida: Edgar. 
Mas em Lisboa, os alemães e os negociantes de volfrâmio adstritos às forças do regime fazem-nos regressar à condição de fugitivos.


Confissões de Maria Antonieta
de Juliet Grey 
Versalhes, 1789. 
A rebelião crescente chega às portas do palácio, e Maria Antonieta vê a sua vida privilegiada e pacífica rapidamente substituída pela violência. 
Uma vez que seus leais súbditos, o povo de França, procuram derrubar a coroa, colocando os herdeiros da dinastia Bourbon em perigo mortal. 
Levados para o Palácio das Tulherias, em Paris, a família real é posta no coração da Revolução. Apesar de alguns aliados fiéis, são cercados por espiões astutos e inimigos ferozes. 
No entanto, apesar das ameaças políticas e pessoais contra si, Maria Antonieta permanece, acima de tudo, uma esposa dedicada e mãe, ao lado do marido, Luís XVI, e ao tentar proteger os filhos. E, embora a rainha secretamente tente organizar o resgate da família das garras dos revolucionários, acaba por descobrir que não podem fugir nem dos perigos que os cercam, nem escapar de seu destino chocante.