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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"Esta é a minha Terra" de Frank McCourt

Saber que existia uma continuação de As Cinzas De Ângela foi, de facto, uma boa surpresa. Já tenho dito que há vidas que são histórias fabulosas e a de Frank McCourt é de prender a atenção de qualquer leitor!

O primeiro livro centrava-se na sua infância na Irlanda nos anos quarenta. A pobreza, a fome, o frio, as doenças mas também o carinho e o amor. Ficamos presos à sua narrativa tal é a intensidade com que ela nos é contada.

Nesta obra retomamos a vida de Frank, dos seus irmãos e pais. Agora em Nova Iorque, terra onde espera encontrar, finalmente, o seu lugar no mundo. A sua persistência e vontade de vencer estão lado a lado com a sua vontade de gozar os prazeres que a vida lhe pode dar (expondo-se perigosamente ao alcoolismo) o que lhe traz alguns dissabores e situações que para o leitor se tornam hilariantes. Sem grandes estudos mas gostando de devorar livros, mesmo não compreendendo muitas vezes a totalidade do seu conteúdo, Frank (depois de muitos empregos) decide continuar os seus estudos e tornar-se professor. Mas como concretizar isso com a insuficiente educação académica que possui, tendo de trabalhar para se sustentar?

Com uma escrita muito peculiar, quase oral, cheia de frases longas, o autor faz-nos sorrir narrando com mestria a ingenuidade própria de quem chega a uma enorme cidade vindo de outro país, do campo, sobretudo. As peripécias não acabam nunca e, infelizmente, das páginas não posso afirmar o mesmo... Mesmo com um tipo de letra muito pequeno, este livro chega rapidamente ao fim. Espero ler em breve o outro livro deste autor que tem como título O Professor.

Terminado em 24 de Agosto de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Depois de retratadas as gloriosas memórias que preencheram a sua infância na auto-biografia As Cinzas de Ângela, Frank McCourt apresenta-nos agora a história da sua vida por terras americanas desde a chegada como depauperado, mas sonhador, emigrante até à realização pessoal como brilhante professor e escritor. Frank chega a Nova Iorque com 19 anos, na companhia de um padre que conheceu a bordo do navio. Começa a trabalhar no Biltmore Hotel, e apercebe-se ironicamente da nítida hierarquização social que se vive num suposto país sem distinção de classes. Quase em seguida é mobilizado pelo exército americano e enviado para a Alemanha, com o íntuito de escrever relatórios militares e treinar cães. Quando Frank regressa aos Estados Unidos em 1953, emprega-se nas docas de Nova Iorque, embora sempre relutantemente contra os preconceitos que tentaram impor-lhe: a prerrogativa de que todos os emigrantes que chegam com sonhos e ambições devem manter-se junto dos seus e não se misturarem. Frank acaba tambem por descobrir que tem direito à escolaridade, e, apesar de ter abandonado a escola aos catorze anos, consegue ser admitido na Universidade de Nova Iorque. Durante a sua permanência na faculdade, apaixona-se e tenta viver o seu sonho. Mas Frank apenas encontra o seu lugar no mundo quando começa a escrever e a leccionar.

terça-feira, 29 de junho de 2010

As cinzas de Ângela


História vivida. História da vida de Frank McCourt. Intensa, onde a miséria, a fome, a tuberculose têm lugar desde o nascimento até, por vezes, à morte. Uma Irlanda nos anos 40, marcada pela dor mas também pelo amor e pela esperança.

Terminado em 12/Junho/ 2010

Estrelas: 5

Sinopse

Nas noites trágicas, geladas, visitadas pelo espectro da fome e arquejantes, sacudidas pela violência da tuberculose, Frank conhece, na intimidade, a impiedade da miséria. Cresce nos bairros pobres, apinhados, de Limerick, na Irlanda dos anos 40, exangue pela guerra civil, carente de sustento material e intelectual; cresce à mercê da crueldade, da insensatez, do adormecimento negligente que transforma cada dia de um quotidiano dramático numa cruzada contra a morte. Frank McCourt revisita a criança que foi com uma vitalidade contangiante, e a sua voz lírica, plena de uma energia rara, de musicalidade, de humor, profere as suas memórias numa prosa impetuosa, pictórica, sagaz, com a graça narrativa dos grandes romances. Uma obra que comove e deslumbra pela sua beleza, pela sensibilidade que supera o sofrimento e o rancor e torna-se matéria-prima de uma narrativa sobre o amor e o crescimento. "Prémio Pulitzer" de 1997.