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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A Convidada Escolhe: A Caminho de Casa

"Quando pedi este livro emprestado à minha boa amiga Cristina esperava ser arrebatada por ele e estava ansiosa por dar inicio à leitura. Contudo, a vida nem sempre nos permite realizar o que queremos quando o planeamos e assim muitos meses depois e num período em que fiquei impedida de trabalhar por doença, agarrei-me a este livro.
No inicio não compreendi as personagens e as suas motivações e senti-me algo desiludida. As personagens, dois irmãos que pouco se viam porque viviam em Londres e Milão e quando se falavam era acerca do pai em telefonemas breves e formais. Dois homens muito diferentes que nao tinham conseguido ter uma relação mais intima, fraterna. Uma relação de cumplicidade familiar. Andrea e Marco não tinham rancores ou grandes questões por resolver mas quando o pai os impediu de questionar a doença da mãe na vá tentativa de os proteger, piorou tudo porque aumentaram os medos e conflitos interiores de cada um. Não os protegeu da própria infelicidade.
Nesta fase, aproximadamente na pag. 70 comecei a compreender a densidade das personagens enredadas em bloqueios e relações afetivas turbulentas. Andrea, casado, sem filhos e infeliz, enquanto Marco livre e desimpedido em amizades coloridas que surgiam por coincidência e solidão mas preso a um amor correspondido da sua juventude que nunca assumiu e como tal nunca evoluiu.
Novamente a doença vai sujeitar a que as suas vidas sejam alteradas e cria uma brecha na fortaleza que criaram em torno dos seus sentimentos. Confrontos e argumentação revelam muito do não sabiam um do outro e de si mesmos. Uma surpresa final vai liberta-los.
Romance terno e compassivo que atinge os leitores dependendo do seu estado de espírito e as suas vivências. Despretensioso e simples mas eloquente.
Uma lição de vida.
Vera Sopa

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"A Caminho de Casa" de Fabio Volo

Não sou estreante na escrita de Fabio Volo. Para mim os seus livros são um valor seguro. É uma escrita simples, terra-a-terra, que nos direcciona para assuntos do dia-a-dia, quase comuns, mas consegue, ao mesmo tempo, abordá-los com profundidade. Os personagens abrem-se-nos por dentro, permitindo-nos olhar para as suas dúvidas, incertezas, medos e conflitos.

Assim acontece com esta obra. Dois irmãos afastados por rivalidades que se foram gerando no seio de segredos de família mantidos pelos progenitores. Até onde as diferenças de comportamento e atitude podem condicionar e manter uma separação de dois irmãos criados e educados de forma diferente? 

Marcados pela doença e morte da mãe, Andrea e Marco seguem caminhos diferentes e é de novo na doença, desta vez de seu pai, que se voltam a juntar estabelecendo laços de amizade e amor. Há que repensar atitudes e caminhos tomados. Não é, no entanto, um caminho fácil. A comprová-lo estão todas estas páginas que nos envolvem e permitem conhecer melhor toda a fragilidade do ser humano. As escolhas tomadas e as suas repercussões, a vida, a doença e a aceitação da morte, o amor entre irmãos, os compromissos, as cumplicidades e as brigas familiares. Questões abordadas pelo autor com simplicidade mas também com mestria.

A verosimilhança do enredo torna este livro muito credível. Fabio Volo conta-nos uma história que pode, muito bem, estar mais perto de nós do que julgamos. Gostei desta leitura que se faz num ápice!

Terminado em 21 de Setembro de 2014

Estrelas: 4*+

Sinopse

A Caminho de Casa é um romance que confirma a maturidade de Fabio Volo como escritor e destaca as qualidades que o tornaram tão apreciado por milhões de leitores.
A Caminho de Casa conta a história de dois irmãos que são o oposto um do outro. Andrea é engenheiro, responsável, tem um casamento perfeito e o dom de fazer sempre as escolhas certas. Marco, três anos mais novo, é dono de um restaurante em Londres, rebelde, instável e um mulherengo inveterado. Nunca se sentiram íntimos na sua relação, mas a súbita doença do pai irá aproximá-los e fazê-los compreender muita coisa sobre si próprios e sobre a família.
Um romance que atesta a maturidade de Fabio Volo como escritor e que nos fala de temas universais como: o amor, a paixão, o casamento, a amizade, as escolhas que se fazem e as que ficam por fazer, e a extrema importância dos afetos na passagem para a vida adulta.

domingo, 28 de setembro de 2014

Um Livro Numa Frase



"Diz-se que ninguém é pai só porque tem filhos, tornamo-nos pais aprendendo dia após dia, tendo filhos e educando-os."

In A Caminho de Casa de Fábio Volo, pág. 59

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

As primeiras luzes da manhã de Fábio Volo


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 205
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722349901
Coleção: Grandes Narrativas


Gosto da escrita de Fábio Volo! Li os seus dois livros anteriores e gostei muito porque são diferentes entre si, porque nos surpreendem sempre. Este também me encheu as medidas!

Com este apreciei sobretudo o facto que o autor se colocar dentro de uma personagem feminina e fazê-lo exemplarmente. Muitas das histórias que conhecemos e que nos circundam passam pelo narrado aqui. Um casamento onde o amor há muito tempo terminou, um desejo de mudança mas ao mesmo tempo o medo de um recomeço sozinha, o mergulhar numa relação nova de coração mas sem cabeça... e não conto mais porque o melhor está para vir!


O que queria referir são os diálogos íntimos feitos pela personagem principal, Elena, no seu diário porque me parecem traduzir com perícia os pensamentos de uma mulher por alguém que, sendo homem, conseguiu fazê-lo na perfeição!


Livro que se lê num ápice porque pequeno mas, principalmente, porque sentimos empatia com essa mulher que vai aprender a crescer e a gostar de si própria! 


Não esperava que esta leitura tivesse momentos sensuais tão fortes porque os outros livros do autor não são do mesmo género, nem o título o fazia prever mas é esta diversidade na escrita que aprecio em Fábio Volo. Profundo mas picante, assim defino esta obra!


Terminado em 13 de Fevereiro de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse

Elena vive uma vida sem paixão. Mas agora, ao aproximar-se dos quarenta, a rotina fastidiosa que tomou conta dos seus dias e do seu casamento é cada vez mais difícil de ignorar. Deseja ardentemente uma mudança, mas o medo de arriscar é proporcional a esse desejo, e Elena continua à espera que seja a vida a tomar a iniciativa... Até ao momento em que ganha coragem e aceita o convite do colega de trabalho que há algum tempo se insinua junto dela. Este envolvimento intenso e inesperado inicia-a num erotismo pleno e sem tabus que a liberta e finalmente lhe abre caminho para a tão desejada intimidade com o seu próprio mundo afectivo. 

Ver aqui, na Presença, mais detalhes!

domingo, 3 de julho de 2011

Soltas... O tempo que já não viverei.

"...ler põe em movimento tudo o que há dentro de ti: a fantasia, as emoções, os sentimentos. É uma abertura dos sentidos ao mundo, é um ver e reconhecer coisas que te pertencem e que correm o risco de não ser vistas. Faz-nos descobrir a alma das coisas. Ler significa achar as palavras certas, as palavras perfeitas para exprimir aquilo a que não se conseguia dar forma."

"Comigo, era diferente. Não tinha obrigação de estudar, mas aproximava-me dos livros e escolhia os que me agradavam, sem pensar num objectivo final, numa nota, somente pelo prazer de descobrir, de saber. Era a curiosidade e não o dever que me impelia a ler. Era a vontade de saber mais, porque isso me dava a impressão de crescer."

"No domingo à noite, ao regressar, permaneci alguns minutos em frente da porta de casa, como se me recusasse a entrar na minha nova vida. Tive esperança de encontrar tudo como antes, com ela de volta dos tachos (...). Mas a casa estava vazia. Tão vazia como o meu futuro."

sábado, 2 de julho de 2011

O tempo que já não viverei de Fabio Volo


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 236
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722345224
Coleção: Grandes Narrativas

Há livros que não deviam terminar! Falta-lhes um pedacinho pequenino, queremos mais... e, talvez por isso mesmo, são muito bons. Este livro é assim. O final deixa lugar para a nossa imaginação, a história completa-se com os nossos pensamentos, as nossas vontades.


Já tinha lido "O dia que faltava" e tinha gostado muito, porque o discurso escrito deste autor prende a nossa atenção. Passeia-se por diferentes espaços temporais e diferentes aspectos da vida do personagem, mas nunca nos deixa confusos: a nossa leitura permanece sempre enquadrada e devidamente situada, com vontade, aliás, de querer saber sempre mais. Os nossos estados de humor variam consoante os da personagem, sentimo-nos solidários com as graças e desgraças que lhe vão acontecendo. 

Fala-nos da análise que é feita por Lorenzo sobre os dois vértices principais da sua vida: o pai (e das relações complicadas que sempre manteve com ele por falta de diálogo da parte dos dois) e de uma ex-namorada, que à custa do seu egoísmo deixou escapar. De como passou de uma infância pobre, cheia de necessidades e dívidas para uma posterior vida de sucesso. De como se devem agarrar as oportunidades no momento certo e saber aproveitar o que a vida nos dá, saber dar valor ao que já temos e que, muitas das vezes, não apreciamos devidamente. Faz-nos reflectir, como gosto!

Fala-nos de livros, também. De vários, que queríamos já ter lido, de como se descobre a leitura e de como ela nos faz viajar, adquirir conhecimentos, abrir imensas portas e alargar os horizontes. De como crescemos com ela!


Recomendo!

Terminado em 1 Julho de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse

Esta narrativa conta a história de um homem profundamente dividido entre a infância dominada por uma figura paterna ausente e por um constante sentimento de inadequação. Lorenzo, agora adulto, luta ainda por conquistar o amor do pai e o amor de uma mulher. Enquanto nos narra a sua vida e o porquê de ser como é, Lorenzo vai intercalando alguns capítulos sobre aquela que o deixou há dois anos e cujo nome só conhecemos na última frase do livro. Autor bestseller em Itália, aclamado pela crítica e adorado pelos leitores, assina o presente romance considerado a sua obra mais sentida e genuína. O Tempo que já não Viverei inclui uma dedicatória para os leitores portugueses.