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quinta-feira, 5 de julho de 2018

"O Lutador de Sumo Que Não Conseguia Engordar" Eric-Emmanuel Schmitt

Todos os livros que li deste autor são praticamente devorados. São pequenos, é certo, mas são profundos e os ensinamentos perduram muito após a sua leitura.

Um rapaz que vive na rua, sobrevivendo de pequenos biscates e vendas de artigos que, como o próprio diz, "teria vergonha de os comprar", encontra um mestre de Sumo que o incentiva a praticar essa modalidade. Peripécias várias depois, há lições de vida que aprende e que, subtilmente, nos são ensinadas também.

Como aprendeu a vencer os outros mas, sobretudo, como aprendeu a superar-se a si mesmo através da força da sua mente. Como aprendeu a aceitar a sua mãe e a sua doença, doença que a tornava tão peculiar. Como aprendeu a gerir as recordações da sua infância e a aceitá-las. Pequenos nadas que fizeram a diferença na sua vida.

Se não conhecem este autor nem a sua obra está na altura de pegarem num livro seu. Qualquer um. A mensagem vai chegar-vos através da simplicidade das suas palavras.

Terminado a 30 de Junho de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Selvagem e furioso, Jun vagueia com os seus quinze anos pelas ruas de Tóquio, longe de uma família da qual se recusa a falar. O seu encontro com um mestre de sumo que o vê como «gordo» apesar do seu corpo emaciado, envolve-o na prática da mais misteriosa das artes marciais.

Com ele, Jun descobre o desconhecido mundo da força, inteligência e aceitação de si próprio.

Mas como alcançar o zen quando não há nada além de dor e violência? Como tornar-se um lutador de sumo se não se consegue engordar?

Na populosa metrópole japonesa, o ancião Shomintsu guiará o jovem por um caminho iniciático que, misturando infância e espiritualidade, também acompanha o leitor à fonte do budismo.

Do mesmo autor de Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa, neste livro O Lutador de Sumo que Não Conseguia Engordar, Eric-Emmanuel Schimtt, acompanha-nos numa viagem pela cultura budista, sempre de forma simples com humor e humanidade.

Para saber mais sobre este livro, aceda ao site da Editorial Presença aqui.

Cris

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

"O Filho de Noé" de Eric-Emmanuel Schmitt

Um livro lido em pouquinhas horas. É um livro dirigido a um público juvenil mas gosto, de vez em quando, de pegar num livro para gente mais nova e ver/ler como os assuntos sāo tratados, como o autor se dirige ao leitor. Li alguns dos seus livros publicados (podem ver aqui , aqui e aqui as minhas opiniões) e gosto da sua escrita simples mas directa. 

A história é-nos contada por um menino judeu que se vê separado dos seus pais para que, separados, tenha mais hipótese de se salvar. Muitas crianças foram obrigadas a crescer e viver nesse período conturbado que foi a II Guerra longe dos seus progenitores e restante família. Alguns nunca se vieram a reunir. 

Joseph, no entanto, teve sorte. Escondido num orfanato católico suportou a solidāo, a fome e o medo. Terminada a guerra, a angústia: os seus pais viriam buscá-lo? Nāo é difícil imaginar que poderia ser uma história real mas que, felizmente, tem um final feliz.

Este é um livro próprio de um público mais jovem, como já referi, e aflora alguns problemas vividos sobretudo pelas famílias judias nesse terrível periodo. Nāo é muito pesado no sentido em que passa um pouco ao lado de todo o sofrimento passado por esse povo nos campos de concentraçāo e, por isso, creio que é um bom livro para ser dado como introduçāo à temática do Holocausto.

Gostei muito. Aconselho a sua leitura, sobretudo para quem quer iniciar um jovem neste tema da História que nāo deve ser esquecido!

Para saber mais sobre este livro, consulte-o no site da Presença aqui.

Terminado em 11 de Fevereiro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
1942. Auge da Segunda Guerra Mundial. As rusgas começam. O pequeno Joseph, de sete anos, judeu, é afastado dos pais para conseguir sobreviver. Aprende a ocultar o seu nome, a sua história, os seus sentimentos. Escondido num orfanato católico, vai crescer acompanhado por um sacerdote, o padre Pons, um homem simples que se empenhará em manter viva a cultura judaica e em transmiti-la às crianças. Num universo à primeira vista cristão, o padre Pons instalou uma sinagoga secreta. Tal como Noé, o padre decidiu salvar a humanidade. Apesar daquilo que é. Uma vez restabelecida a paz, o que irá ser destas crianças com esta dupla identidade?

O Filho de Noé é um romance curto e belo, um estilo a que Eric-Emmanuel Schmitt já nos habituou.

Cris

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

"Milarepa" de Eric-Emmanuel Schmitt

Creio nāo ter demorado uma hora a ler este livro e, no entanto, ele atingiu-me com uma seta de que nāo estava à espera. Bom, o que me atingiu mesmo fortemente foi o ódio que é vivido por um dos personagens em relaçāo a um outro! Está descrito com um sentimento muito forte, quase palpável. Como pode um livro tāo pequeno transmitir tanto?
      Um tio que odeia mortalmente o sobrinho, sem que, aparentemente, exista razāo para tal. O sobrinho que, vendo-se o objeto desse ódio, tudo faz para retribuir na mesma medida. Mas, a dada altura, a reviravolta é brutal e a procura do bem torna-se uma constante.
      Mas para além desse ódio há também o purgar dessa raiva. E a história repetida mil e uma vezes para que a purga se faça. 
      Um livro, um conto, que nos fala da vida e da morte, do amor e do ódio. Para pensar.

Terminado a 12 de Outubro de 2017

Estrelas: 4*

Sinopse
Todas as noites, Simon tem um sonho recorrente. É a reencarnação do tio de Milarepa, o famoso iogue tibetano do século XI. Para quebrar os ciclos infinitos de reencarnação, Simon terá de contar a história de Milarepa e do seu tio, que nutria pelo sobrinho um ódio implacável, identificando-se com eles até ao ponto em que a sua identidade se funde com a deles. Mas onde começam os sonhos e termina a realidade? Neste livro, que é simultaneamente simples e maravilhoso, um conto no espírito do budismo tibetano, Eric-Emmanuel Schmitt traz-nos os temas mais importantes para o espírito humano: a vida, o amor, a morte, o bem e o mal.

Cris

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

"Concerto em Memória de um Anjo" de Eric-Emmanuel Schmitt

Quatro contos, ou romances pequenos como gostei de lhes chamar enquanto lia este livro. Já aqui disse que não sou apreciadora de contos. Acabam depressa. Demasiado depressa para quem tem alguma dificuldade ao iniciar um livro. Demoro a entrar numa história por isso não gosto quando ela acaba. E, então, quando entro e tenho de sair porque acabou depressa...
No entanto, ao ler lestes contos apercebi-me de como a intensidade num conto é, quando bem feito, maior, porque num conto tudo se condensa, não havendo gorduras supérfluas, como refere o escritor nas considerações que faz nas últimas páginas. E, talvez por isso mesmo, o leitor mergulha rapidamente na história, aspecto que gostei francamente. 
E fica aqui a pergunta que se impõe: o que une estes quatro contos? Porque os agrupou o autor? Creio que em todos eles existem vários pontos em comum. O que salta à vista é o poder de decisão do Homem, das escolhas que faz independentemente do seu passado de horror ou de amor. Poder escolher como se quer ser é uma das coisas que aprendemos com a idade. A infância/adolescência marca-nos profundamente mas o que somos enquanto adultos passa muito por aquilo que decidimos ser. E entendam-me: disse "por aquilo que decidimos ser" e não "por aquilo que decidimos ter".
Não vou falar mais do meu amor/ódio pelos contos em geral, nem tão pouco revelar-vos o conteúdo destes contos em particular. Gostei, embora continue a preferir histórias mais longas, sou sincera. Se se quiserem aventurar, creio ser uma boa aposta, sobretudo para quem é fã deste género literário.
Adorei as considerações feitas pelo autor no final do livro sobre a feitura dos contos, de onde surgiram as suas ideias. Acho que são aspectos interessantes que despertam a curiosidade do leitor.
Terminado em 2 de Novembro de 2016
Estrelas: 4*
Sinopse
Que relação existe entre uma mulher que envenena sucessivamente os seus maridos e um presidente da República apaixonado? Qual a ligação entre um simples e honesto marinheiro e um escroque internacional que vende bugigangas religiosas fabricadas na China?Por que milagre uma imagem de Santa Rita, padroeira das causas perdidas,assume o papel de guia misteriosa das suas existências?Todas estas personagens tiveram a possibilidade de se redimir, de escolhera luz em vez da sombra. A todas foi um dia oferecida a salvação. Algumas aceitaram-na, outras recusaram-na, outras ainda não souberam reconhecê-la.Quatro histórias com ligações entre si. Quatro histórias que atravessam o que de mais comum e mais extraordinário existe na nossa vida. Quatro históriasque exploram uma questão: somos livres ou estamos presos a um destino?Será que podemos mudar?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A Escolha do Jorge: O Senhor Ibrahim e as Flores do Alcorão"


A proposta desta semana recai sobre um pequeno livro de Eric-EmmanuelSchmitt intitulado “O Senhor Ibrahim e as Flores do Alcorão” que nos deixa completamente rendidos após a leitura das primeiras páginas.

Com o tema da 2ª Guerra Mundial a servir de pano de fundo num dos pontos nevrálgicos do livro, o pequeno Momo, um judeu, acaba por ser adotado pelo senhor Ibrahim, um merceeiro árabe, após a morte do pai da criança.

Entre os dois começa a desenvolver-se uma amizade e cumplicidade assentes em valores religiosos de caráter universal que na verdade estão para lá do próprio Alcorão ou qualquer outro livro considerado sagrado.

À medida que Momo vai crescendo, vão sendo desvendados pequenos grandes mistérios da vida que alterarão por completo a sua forma de encarar o mundo, assim como todos aqueles que estão à sua volta, através de atos de bondade e profunda humanidade.

Também nós leitores somos chamados à reflexão mediante exemplos e situações concretas de que todos os seres humanos são iguais perante Deus do mesmo modo que cada pessoa ocupa um papel determinante na família e sociedade que integra em virtude da sua capacidade de poder vir a tornar-se um estandarte de felicidade independentemente de qual seja a religião de cada um, já que esse é outro dos pontos-chave do livro na medida em que o autor consegue de um modo muito terno e quase utópico abraçar várias religiões monoteístas pondo-as a dialogar umas com as outras.

“O Senhor Ibrahim e as Flores do Alcorão” é um pequeno livro cuja leitura fica concluída em menos de duas horas, porém é um daqueles livros que sentimos rapidamente vontade de o reler ainda que dificilmente o esqueçamos.

Uma pérola a não perder!

Excertos:

“- O teu amor por ela está no teu interior. Pertence-te. Mesmo que o recuse, não nada que possa fazer para o mudar. Ela não usufrui dele, ponto final. Aquilo que tu dás, Momo, será teu para sempre; o que guardas perder-se-á para sempre!” (p. 40)

“Fazíamos muitas brincadeiras. Ele obrigava-me a entrar nos monumentos religiosos com os olhos vendados para eu adivinhar a religião através do cheiro.
- Aqui cheira a velas, é católico.
- Acertaste, é Santo António.
- Neste cheira a incenso, é ortodoxo.
- Certo, é Santa Sofia.
- E aqui cheira a chulé, é muçulmano. Espere, não é bem isso, que horror, que cheiro tão desagradável.
- O que é que tem? Estamos na Mesquita Azul! Um lugar que cheira a suor não te serve? Os teus pés nunca cheiram mal? Repugna-te um local de oração feito para os homens? Um local que cheira a gente, com gente dentro? És mesmo menino da cidade, tu! A mim tranquiliza-me, este cheiro a pés. Faz-me sentir que não sou melhor nem pior do que o meu vizinho. Sinto o meu cheiro e sinto o cheiro dos outros. Sinto-me logo melhor.
A partir de Istambul, o senhor Ibrahim falou menos. Estava emocionado.”
(pp. 58-59)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"O Sr. Ibrahim e as Flores do Alcorão" de Eric Schmitt

É com uma simplicidade extrema que esta história nos é contada por Momo, um rapazinho de 13 anos, um dos personagens principais. Talvez mais do que isso! Simplicidade, sim, mas também exala no texto todo um profundo sentimento de amizade que pode unir duas pessoas tão diferentes. Que se conhecem por acaso e que ficam ligadas para a vida toda.

Isso faz-nos pensar nas pessoas que se cruzam connosco, tornando-se parte das nossas vidas e o quão premente é transmitir-lhes o que sentimos por elas. Quantas vezes partem sem lhes termos dito as vezes suficientes que são importantes para nós? São pessoas que determinam e determinaram o que somos hoje e que devem saber disso.

Com alguma ironia, que nos faz sorrir (e pensar!), este livro pequeno lê-se num instante mas perdura em nós pela beleza que encerra. Já tinha concluído esta leitura há algum tempo mas o comentário ficou em stand by. Torna-se difícil exprimir tanto em tão pouco. Quem o conseguiu foi mesmo o autor: em poucas páginas está lá TUDO!

Terminado em Setembro de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Com uma escrita simples, emocionante e cheia de humor, Eric-Emmanuel Schmitt narra a história de um menino judeu e de um velho merceeiro árabe. Momo, o menino judeu, vive sozinho com um pai frio e distante. O senhor Ibrahim, o velho merceeiro árabe, é acolhedor, simpático e disponível. Juntos, vivem uma série de aventuras e constroem uma amizade que ultrapassa todas as fronteiras.
O Senhor Ibrahim e as flores do Alcorão é um livro para ler e reler, uma lição de sabedoria, de tolerância, de fatalismo e de bondade.