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domingo, 26 de setembro de 2010

Uma palavra tua de Elvira Lindo

Edição/reimpressão: 2010



Páginas: 192
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722343244
Colecção: Grandes Narrativas

Já tinha há algum tempo este livro na estante em espera. 
Achei a leitura agradável, com uma escrita fluída e que se lê rapidamente em dois pedaços de tarde. Nada de muita emoção nem de algo arrebatador, mas não se pode dizer que seja um romance que não resulte visto que as personagens possuem "alma" própria.

Narrado por Rosário, conseguimos entrar tanto dentro de si mesma como de Milagros, sua amiga, e vamos construindo duas personagens, um pouco complexadas e carentes, que a vida não ajudou a superar determinados traumas.

Leitura leve mas que nos leva a terminar o livro sem nos aborrecermos.

Terminado em 26 de Setembro de 2010

Estrelas: 3*

Sinopse

Galardoado com o Premio Biblioteca Breve 2005, Uma Palavra Tua traz-nos as histórias de vida de Rosário e Milagros, duas mulheres desajustadas, dois percursos existenciais que se cruzam nas ilusões e realidades que dão forma ao medo de não merecerem ser felizes. Uma amizade feita de encontros e desencontros, de solidariedade e de influências mútuas entre duas varredoras de rua madrilenas, duas pessoas comuns, com vidas comuns que escondem uma natureza indomitável, grandiosa. Um romance arrebatador, irónico, que adquire a profundidade da nobreza humana de uma tragédia antiga no mundo contemporâneo.

Soltas...

"E falava de uma forma um pouco pomposa, como se fosse uma especialista, falava das pessoas, de mim, da vida,desunhava-se a falar, como se estivesse dentro do assunto, falava por falar e era daquelas pessoas que não conhecem o ponto parágrafo;(...)."

"São coisas a que nos acostumamos, habituamo-nos a que a desconsideração das pessoas não nos faça mossa. Ganha-se um calo na alma igual aos das mãos."

"Às vezes a inteligência é um veneno para a felicidade."

"E se, desde pequenos, nos repetirem as coisas muitas e muitas vezes, acabamos por acreditar nelas, agindo de acordo com a imagem que os nossos pais têm de nós. Ela, de tanto repetir que eu não era inocente, tirou-me a inocência, embora eu fosse inocente."