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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Soltas...

"Toda aquela dor, todas aquelas lágrimas... Não era que não estivesse à espera, mas subestimara-lhes a intensidade. Era como se um cobertor, grosso e escuro, as envolvesse a todas. Amanda não sabia que iria ter dificuldade em respirar, não imaginava que o sofrimento seria tão envolvente, tão total e tão permanente."

"Porque será que, de vez em quando, precisamos de ver as pessoas que nos são mais próximas através dos olhos dos outros para nos lembrarmos de como são fantásticas?"

"Tive os meus sonhos, alguns realizaram-se, outros não. Mas eram os meus sonhos. Vocês têm de ter os vossos. Criem-nos, apreciem-nos e nunca desistam deles. Façam algo de que gostem."

"Não me lembro de ver um único gesto de afecto entre os meus pais. O que os unia, se é que algo os unia, além da necessidade e do hábito, só se exprimia por trás de portas fechadas. (...) Acontecia, simplesmente, que a nossa casa era seca. Disso extraí a resolução de que a minha própria casa, quando a tivesse, seria exactamente o contrário."

"Lembro-me da primeira noite que adormecemos sem fazer as pazes. Creio que isso foi o princípio do fim. Não façam isso, está bem? Não adormeçam sem fazer as pazes."

Mark sabia também que o seu desgosto estava a mudar de forma. As lágrinmas ainda lhe vinham aos olhos com facilidade, e as noites eram frequentemente intermináveis. A sua dor ainda era real, por vezes mesmo física. Mas agora havia um futuro que não havia uma ano antes. (...) O desgosto não desapareceria, mas iria melhorando, um bocadinho de cada vez, até se transformar apenas numa parte do seu ser, em vez de o dominar inteiramente."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Recados de uma mãe


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 408
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722344104
Colecção: Grandes Narrativas

Gostei deste romance!

Fala-nos da perda de um ser querido, de como a vida se complica, de como podemos complicá-la ainda mais com as nossas atitudes irreflectidas, de como a dor pode influir de tal modo nas nossas acções que nos tornamos amargos e infelizes.

Mas fala-nos também de como podemos alterar as nossas vidas, mesmo sofrendo, de como podemos dar a volta e voltar a sorrir e a ter esperança...

Fala-nos das imperfeições do ser humano mas, de igual modo, da sua necessidade de perdoar para poder ultrapassar alguns obstáculos e poder recomeçar de novo e reconstruir toda uma vida. De novo. Sempre que se torne necessário.

As histórias das várias personagens têm um ritmo próprio e alucinante que nos prende. O passado e o presente interligam-se, convergindo num final feliz... Um pouco feliz de mais para o meu gosto. A vida, por vezes, não é um romance, pois não? Mas sabe bem ler, de vez em quando, um livro que nos traz um happy end... Muito de vez em quando, pois não é o meu género preferido! 

Terminado em 2 de Novembro de 2010

Estrelas: 4*

Sinopse

Quando lhe é diagnosticado um cancro, Barbara Forbes sabe que não lhe resta muito mais tempo de vida. Com quatro filhas ainda muito dependentes do seu apoio, tem pela frente a difícil missão de as preparar para a grande perda que sabe que a sua morte significará para elas. Mas o seu legado revela também um segredo que guardou durante anos e que virá tumultuar toda a família. Com uma compreensão instintiva da relação mãe-filha, uma grande intensidade emocional e uma escrita soberba, este romance celebra a família, a amizade… e as infinitas possibilidades da vida.