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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Soltas... O último homem americano


"As necessidades básicas da humanidade (...) já não precisam de ser conquistadas pessoalmente, nem ritualizadas, nem sequer compreendidas. Todas  estas coisas encontram-se hoje à nossa disposição a troco de dinheiro. Ou a crédito. O que significa que já ninguém precisa de saber fazer coisa nenhuma, excepto ganhar o dinheiro suficiente para pagar os bens e serviços exigidos pela vida moderna."

"Depois de termos criado um sistema que satisfaz todas as nossas necessidades sem nos exigir um esforço ou um trabalho indevido podemos agora preencher essas horas com...? Bem, com uma coisa, televisão(...) e com trabalho também-"

"Todo o incidente o deprimiu. O desrespeito pela natureza. A ganância. A estupidez. O desperdício. O menosprezo pelo espírito de outro ser vivo, a falta de consideração pelas leis da natureza - tudo enojou Eustace, cuja missão na terra era preservar as antigas ideias sobre o carácter sagrado da vida."

O dom mais extraordinário que recebeste foi a tua humanidade, que tem a ver com consciência, portanto honra a tua consciência."

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Perfeito?


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 312
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722522212
Coleção: Histórias de Vida

Este livro é um estudo que esta autora realizou sobre Eustace Conway, um homem singular porque possuidor de uma determinação fora de série que o leva a acreditar e a viver um certo estilo de vida diferente daquele que a maior parte dos americanos estão habituados: ligado à natureza, respeitando-a, utilizando os seus recursos sem a danificar.

Um estudo verídico, como verídica é a vida desta personagem e tão inacreditável, em certos aspectos, que acreditamos estar perante um romance completamente criado e inventado pela escritora.

Conhecemos a sua infância - as relações atribuladas com o seu pai, o amor escondido de sua mãe, as relações difíceis com os seus irmãos - e todo o seu crescimento interior e as relações de amor/ódio que gera nas pessoas em seu redor. Obstinado, incompreendido, determinado e com uma vontade férrea para levar avante aquilo em que acredita, Eustace tanto atrai como repele as pessoas que o rodeiam. Os seus hábitos, considerados estranhos para uns, são, para outros, uma esperança num tipo de vida que dificilmente ainda encontram numa sociedade cada vez mais consumista, onde o "ter" é privilegiado e o "ser", desvalorizado.

Gostei desta leitura. Eustace Conway não nos é apresentado como um super-homem mas sim como um indivíduo com uma força interior muito grande e com uma enorme capacidade de trabalho. Contudo, são-nos apresentado, também, os seu defeitos que advêm, precisamente dessas qualidades em extremo. Não "invejei" a sua vida, mas aprendi algumas coisas com ela, pelo que dei como bem empregue a leitura deste livro. 

Lê-se como um romance, este estudo. Bem escrito, bem documentado. Prende-nos, atrai a nossa atenção.


Terminado em 19 de Abril de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

Neste impressionante estudo acerca da identidade do homem americano contemporâneo, a prestigiada autora e jornalista Elizabeth Gilbert explora a fascinante histórica verídica de Eustace Conway. Em 1977, com dezassete anos, Conway trocou a confortável casa da sua família pelos Apalaches. É lá que vive há mais de vinte anos: faz lume com paus, usa as peles dos animais que apanha e tenta persuadir os Americanos a deixarem o seu estilo de vida materialista e a regressar à natureza. O carácter mítico de Conway representa um desafio a todos os nossos preconceitos acerca do americano moderno, bem como tufo aquilo que sentimos que os nossos homens devem ser, mas raramente são.