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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O décimo terceiro conto de Diane Setterfield


Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 368
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722337328
Colecção: Grandes Narrativas

Não é tão bom quando um livro nos fala de livros?

E este fala-nos de alguns livros, colocando-os na história, ao mesmo tempo que nos conta um conto (o décimo terceiro) que mais não é que a vida de uma escritora célebre. Vida repleta de mistérios e suspense que vai sendo contada por essa mesma escritora e, simultaneamente, descoberta pela entrevistadora.

Margaret, de seu nome, é a biógrafa escolhida por Miss Winter, para reproduzir com veracidade a história da sua vida, vivida no meio de mistérios e horrores que nos obrigam a passar estas páginas cheias de suspense, "mortas" por descobrir o que se esconde nesses mistérios.

Bem escrito, "O décimo terceiro conto" é um livro que recomendo para quem gosta de enredos que cativam pelos segredos que contêm. Para mim falta qualquer coisinha, um clique que me levaria a dar cinco estrelas, mas que é estritamente pessoal, reconheço.

Terminado em 25 de Outubro de 2010

Estrelas: 4*

Sinopse

Arquitectado ao melhor estilo dos grandes romances anglo-saxónicos, O Décimo Terceiro Conto foi eleito "um clássico moderno" pela revista inglesa The Bookseller. Traduzido em 32 países, alcançou o primeiro lugar no top de bestseller do jornal The New York Times, ocupando a mesma posição na revista americana Publishers Weekly, ambos relativos ao mês de Outubro de 2006. O Décimo Terceiro Conto, de Diane Setterfield, tem início quando a filha de um livreiro, Margaret Lea, descobre uma carta da sua escritora inglesa preferida que se imortalizou tornando-se uma verdadeira lenda: Vida Winter. Nessa carta Winter expressa a sua vontade para finalmente contar em livro aspectos nunca antes revelados da sua vida que sempre intrigaram jornalistas e fãs. Depois de ter escrito treze histórias, que apenas continham doze, a sua primeira obra, parece ter chegado agora o momento de desvendar o décimo terceiro conto, a sua própria história. Num compulsivo e emocional mistério, Diane Setterfield cria um enredo considerado "talentoso" pelo Washington Post.

domingo, 24 de outubro de 2010

Soltas...

"Nunca leio sem ter a certeza de que me encontro numa posição segura. sou assim desde os sete anos quando, sentada num muro alto a ler The Water Babies, fiquei tão seduzida pelas descrições da vida submarina que inconscientemente relaxei os músculos. E em vez de acabar a boiar na água que mentalmente me rodeava com tal nitidez , caí no chão e magoei-me. Ler pode ser perigoso."

"Quanto tempo permaneci sentada na escada depois de ler a carta? Não sei. Estava debaixo de um encantamento. Há qualquer coisa nas palavras. Em mãos habilidosas, manipuladas com perícia, elas aprisionam-nos. Enrolam-se em volta dos nossos membros como teias de aranha, e quando estamos tão enfeitiçados que não conseguimos mover-nos, perfuram-nos a pele, entram-nos no sangue, entorpeçam-nos o pensamento. E uma vez dentro de nós, põem a sua magia a funcionar."

"Uma hora depois, o chá intocado está frio. Faço um novo bule e coloco outra chávena a ferver na secretária a seu lado. Ele não dá por qualquer dos meus movimentos. Suavemente, inclino o volume entre as suas mãos para poder ver a capa. (...)observo o rosto do meu pai.Ele não me ouve. Não me vê. Está noutro mundo e eu não passo de um fantasma."

"Numa coisa concordamos: há demasiados livros no mundo para poderem ser lidos durante uma vida, portanto tem de se traçar uma linha algures."

"A separação de gémeos não é uma separação vulgar. Imagine sobreviver a um terramoto. Quando volta a si encontra o mundo irreconhecível. O horizonte está num sítio diferente. O sol mudou de cor. Não resta nada do terreno que conhece. Quanto a si. está viva. Mas isso não é o mesmo que viver. Não admira que os sobreviventes de tais catástrofes desejem tão frequentemente ter perecido com os outros."

"Tem toda a liberdade de ficar calada se é isso que quer. Mas o silêncio não é um ambiente natural para histórias. Elas precisam de palavras. Sem estas empalidecem, adoecem e morrem. E depois perseguem-nos."