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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quem postou...

http://www.coiso.net/?p=637

Soltas...

"Lembra-te só de que as coisas que pomos na cabeça ficam lá para sempre, disse. Talvez seja melhor pensares nisso.
Esquecemo-nos de algumas coisas, não é?
Sim. Esquecemo-nos do que queríamos recordar e recordamos o que queríamos esquecer."

"Estava ali sentado com o cobertor a encapuzá-lo. Ao fim de um certo tempo, ergueu o rosto. Nós ainda somos os bons?, perguntou.
Sim. Nós ainda somos os bons. E havemos de ser sempre."

"Existe mesmo? O fogo?
Existe sim.
Aonde é que está? Eu não sei onde está.
Sabes, sim. Está dentro de ti. Sempre lá esteve. Eu consigo vê-lo."

Um mundo a arder



Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 192
Editor: Relógio D` Água
ISBN: 9789727089345

Livro pequeno que se lê num ápice, tanto mais que, mesmo sem querer, nos envolvemos na história e com a história. Imaginamo-nos num mundo pós-apocalíptico, onde a destruição está presente em todo o lado, onde ao virar da esquina encontramos salteadores e assassinos, onde a fome e o frio são uma constante...

Pai e filho caminham nesse mundo, seguem uma estrada na esperança de encontrarem alguém ou algo que os salve. Afastam-se da estrada para se abrigarem e procurarem alguma coisa para comerem, voltam a ela quando querem continuar. A fome, a neve, as cinzas, o medo, a morte. Mas também, o amor que sentem um pelo outro, a esperança de dias melhores, a bondade sob os olhos de uma criança.

O ser humano no seu melhor mas, também no seu pior. Gostei muito. Um género de leitura que não leio habitualmente mas que me despertou a curiosidade quando li algumas críticas positivas nalguns blogs.


Terminado em 3 de Fevereiro de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

Um pai e um filho caminham sozinhos pela América. Nada se move na paisagem devastada, excepto a cinza no vento. O frio é tanto que é capaz de rachar as pedras. O céu está escuro e a neve, quando cai, é cinzenta. O seu destino é a costa, embora não saibam o que os espera, ou se algo os espera. Nada possuem, apenas uma pistola para se defenderem dos bandidos que assaltam a estrada, as roupas que trazem vestidas, comida que vão encontrando - e um ao outro. A Estrada é a história verdadeiramente comovente de uma viagem, que imagina com ousadia um futuro onde não há esperança, mas onde um pai e um filho, "cada qual o mundo inteiro do outro", se vão sustentando através do amor. Impressionante na plenitude da sua visão, esta é uma meditação inabalável sobre o pior e o melhor de que somos capazes: a destruição última, a persistência desesperada e o afecto que mantém duas pessoas vivas enfrentando a devastação total.


O filme, pelas imagens do triller, deve ser pesado. O livro, pelos diálogos entre pai e filho, fez-me imaginar  um mundo devastado mas onde o amor e a inocência conseguiram sobreviver...