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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O funeral da nossa mãe de Célia Loureiro

Parabéns à escritora Célia Loureiro que tão bem soube manter, neste segundo romance, o factor surpresa que me conquistou com o seu "Demência". 

Gostaria que o contexto histórico estivesse mais desenvolvido e mais integrado na história pois gosto muito quando um livro mescla com sabedoria o real e o fictício e sinto que a autora poderia ter dado esse passo, mas, tirando esse facto que lhe poderia ter granjeado mais uma estrela (quanto a mim, claro está!), esta obra tem tudo o que um leitor pode querer num livro, sobretudo se for amante do género romance.

Pode-se dizer que não há nenhum personagem principal mas as histórias individuais dos elementos da família Esteves preenchem completamente os nossos sentidos e atenção. 

Esses personagens - os presentes e os que já morreram - escondem segredos que os limitam, moldando os seus caminhos e vamo-nos apercebendo, aos poucos, de como os seus destinos dependem uns dos outros e do conhecimento do que realmente sucedeu no passado.

Saltitando entre o presente e o conhecimento e as surpresas do passado de seus pais, as três irmãs - Inês, Cecília e Luísa - vão-nos mantendo presas até ao final do livro, quando elas próprias decidem o seu futuro...

Gostei e... que venha o próximo!

Terminado em 4 de Novembro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse


Quando Carolina Alves se suicida, aos 58 anos, deixa um último pedido: o de que as suas três filhas se reúnam no seu funeral, na pequena povoação (fictícia) de Vila Flor, Alto Alentejo.Quer que participem na festa em honra da padroeira da mesma, pondo de lado o decoro esperado de três órfãs.

Luísa emigrou para França, é viciada em trabalho e despreza o seu passado. Praticamente jurara não voltar a pisar a vila da sua infância. Cecília, recentemente casada, é pianista de fama relativa e acabara de se mudar definitivamente para Vila Flor. Inês, que dedica a sua juventude às causas políticas, mal recorda um pai de quem se vai falar bastante e que morreu num trágico acidente de carro em vésperas de Natal…

Com a ajuda de Elisa, única irmã de Carolina, vão desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado da mãe, que não é bem aquilo que tinham julgado, e que cometeu um acto indesculpável para prender, há trinta e oito anos atrás, aquele que viria a ser o pai das suas três filhas…



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Demência de Célia Correia Loureiro


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 400
Editor: Alfarroba
ISBN: 9789898455253

Imaginam-se a mergulhar num oceano de águas cristalinas? Imaginam-se a nadar cada vez mais fundo  e descobrir uma riqueza de cores e variedade na sua fauna e flora?

Foi isso que senti ao embrenhar-me neste livro! Que surpresa tão agradável! Rico na sua escrita, perfeito na história, ou histórias, que nos relata. 

A história prende-nos, agarra-nos com a sua variedade e multiplicidade de conteúdos. Os personagens, a que Célia dá vida, constituem um pouco daquilo que nós somos, daquilo que nós presenciamos ao nosso redor. Temas variados e actuais vibram nesta leitura: a doença de Alzheimer, a violência doméstica, suas vítimas e reacções, a discriminação social e os juízos de valor feitos por gente pequena e tacanha...

As suas 400 páginas passam num ápice pelas nossas mãos e com uma escrita fluída e simples, cheia de pormenores, Célia Loureiro consegue enriquecer esta história, logo enriquecer-nos. Gostei muito. Surpreendeu-me esta obra de uma escritora menina/mulher (que nasceu em 1989)!

Terminado em 23 de Janeiro de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse

No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.
Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…