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sábado, 20 de agosto de 2011
Soltas... A lacuna
"- Se estamos em cima de um monte de estrume, cabe-nos a nós avisar que cheira mal. Aqueles congressistas estão a dizer que temos de chamar-lhe um prado de flores e não uma cloaca. E que até os artistas têm de o fazer.
- Bom, mas suponhamos que o trabalho do artista é apenas manter as pessoas divertidas? Fazê-las esquecer o pivete, chamando ao monte de estrume um prado. Onde está o mal nisso?
- Ninguém descerá do monte. Aí é que está o mal. Manter-se-ão onde estão, enterradas até ao joelho na porcaria, tentando superar-se umas às outras com comentários acerca das florinhas."
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Pensando!
"...não pode impedir um mau pensamento de lhe vir à cabeça, mas não precisa de lhe puxar uma cadeira e convidá-lo a sentar-se."
Barbara Kingsolver, "A lacuna"
Barbara Kingsolver, "A lacuna"
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A Lacuna.
Edição/reimpressão: 2011
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789898452405
Este livro superou as minhas expectativas! Não li nenhum comentário sobre ele a não ser a sinopse e, talvez por isso, nada esperasse. Gosto de ser surpreendida e de me espantar com a riqueza de um bom livro!
Foi-me conquistando aos poucos, devagarinho mas intensamente. A escrita desta escritora denota uma pesquisa exaustiva tanto da época em si e dos seus acontecimentos sociais, como de algumas personagens reais e suas características, que interagem com o personagem principal, este fictício.
É-nos contada a história de Harrison Stephard, um americano com ascendência mexicana, desde a sua infância até à sua "morte", passando pela sua rápida ascensão como escritor até às falsas acusações que levaram ao seu declínio. E Barbara Kingsolver serve-se de vários narradores que vão desde o próprio Harrison e seus cadernos/diários e cartas, como por artigos de jornal e passando pela "voz" da sua leal secretária...
Este personagem principal, fictício, "encontra-se" e convive durante a sua vida com "gente" real, como por exemplo os pintores Diego Rivera e sua esposa Frida Kahlo, Lev e Natalia Trotski, Douglas MacArthur, J. Edgar Hoover, verificando-se, assim, um maravilhoso encontro entre o real e o fictício, de que gostei muito.
As últimas folhas, dez talvez, são sublimes! Não posso, porém, falar delas sem correr o risco de as desvendar... Este é um livro que merece a leitura das suas quase 500 páginas. No final, compreendemos melhor a sua belíssima estrutura e a forma poderosa da escrita desta autora.
As últimas folhas, dez talvez, são sublimes! Não posso, porém, falar delas sem correr o risco de as desvendar... Este é um livro que merece a leitura das suas quase 500 páginas. No final, compreendemos melhor a sua belíssima estrutura e a forma poderosa da escrita desta autora.
Não é um romance que fale de um amor convencional, este livro! Desengane-se quem procura tal. Fala-nos antes de uma vida, de um amor pelas palavras que começou cedo, de amizades fortes e de poderes que, mal geridos, levam à destruição de um ser humano. Fala-nos do poder dos media e de uma liberdade de imprensa que, se baseada em boatos e sua expansão, pode destruir vidas.
Conquistou-me verdadeiramente esta leitura. Poderia tratar-se de uma história verídica, tal a simbiose perfeita entre o real e o fictício, como já referi.
Título alternativo atribuído por mim: "Tal fénix..."
Terminado em 16 de Agosto de 2011
Estrelas: 5*+
Sinopse
México, 1935. Harrison Sheperd trabalha em casa do muralista Diego Rivera e da sua mulher, Frida Kahlo, com quem estabelece uma amizade profunda e duradoura. Por vezes cozinheiro, outras vezes secretário, mas sempre observador, o jovem regista todas as suas experiências em diários e cadernos. Quando o líder bolchevique Trotsky se refugia em casa dos artistas, Sheperd vê-se inadvertidamente impelido por ele e o seu objectivo de levar uma vida invisível fica pelo caminho. Mais tarde, de volta aos Estados Unidos, onde nasceu, Shepaerd acredita que se pode recriar e reclamar a sua própria voz enquanto autor de romances históricos. Inesperadamente, vê-se vítima de um rumor, numa época dominada pela "caça às bruxas", que pode colocar a sua vida em risco… Um poderoso e importante romance acerca da identidade, da nossa ligação ao passado e do poder criativo e destrutivo das palavras.ganhou o Orange Prize for Fiction.
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