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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Um Amor Perdido" de Anna McPartlin

O primeiro livro que li desta escritora, "Estarás Sempre Comigo", constituiu uma surpresa muito agradável e teve em mim um forte impacto. Li, por essa razão, os outros livros publicados cá e todos me marcaram positivamente como podem ver aqui! Talvez por isso tivesse pegado logo nesta leitura e esperasse dela ainda mais e mais... As minhas expectativas eram, de certo modo, muito elevadas. Creio que faltou um pequeno clic para que esta obra superasse as outras anteriores da autora.

Ainda que ela nos conte (e bem!) histórias onde há predominãncia de alguns temas muito pesados (como a perda e o desaparecimento de alguém, amores não correspondidos, alcoolismo, doenças terminais e com forte herança hereditária, gravidez na adolescência), consegue no entanto, transmitir-nos uma mensagem de esperança, onde o humor tem um lugar muito próprio e é característico desta autora. Um humor subtil que nos faz sorrir mesmo em situações onde a dor está fortemente presente.

A sinopse induz-nos para um caminho que não é seguido pela autora. O desaparecimento de Alexandra poder-nos-ia levar ao cerne de uma investigaçao policial. No entando, Anna McPartlin não vai por aí. Centra-se nos que ficam, nos que sofrem a perda, na família da vítima e, mais propriamente, no seu marido. Como aceitar a perda, como aprender a viver de novo?

Leitura que gostei e recomendo!

Terminado em 30 de Agosto de 2014

Estrelas: 4*

Sinopse

A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre.
Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

"Ninguém me conhece como tu" de Anna McPartlin

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 424
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260711

Há romances que nos surpreendem porque inesperados. Outros há que a surpresa não é tão forte porque esperamos da autora algo no género. Com esta leitura aconteceu isso. Quem conhece a escrita de Anna McPartlin, sabe que ela é tal forma absorvente que ficamos rendidos com as suas estórias, envolvidos de tal forma nos temas tratados e nos personagens que vemos avançar as páginas sem darmos conta disso.

Já li dela "Estarás sempre comigo" e "Sempre que dizemos adeus" e a sensação final, quando terminei estes livros, é a mesma: a certeza que quando publicarem mais livros desta escritora eu vou querer ler.

Mesmo não estando ligados a um contexto histórico específico e nem se possam considerar romances de época - os meus preferidos - os romances desta autora têm pela sua escrita forte e sugestiva, um poder quase hipnótico sobre nós. É um romance leve, é certo, mas que nos envolve, nos faz rir e (quase!) chorar. Estão presentes temas que nos prendem como a violência doméstica e psicológica, as amizades profundas de infância que são reactivadas ao fim de muitos anos, os segredos que ficam por contar e que alteram o futuro daqueles que estão envolvidos, a vida que muitas vezes desperdiçamos sem querer...

Histórias cativantes estas!

Terminado em 21 de Agosto de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Eva e Lily eram as melhores amigas desde a infância. Porém, uma discussão enorme e dezassete anos mais tarde, Eva acorda de um acidente horrível e encontra a sua velha amiga a cuidar dela.
De início, o reencontro é feito a medo, mas durante os muitos meses de Eva no hospital, as amigas enfrentam tanto as mentiras do passado como as suas falhas presentes. E cada uma vê claramente como a outra precisa de mudar a sua vida: Lily deve sair de um casamento impossível e Eva tem de enfrentar a dor que causou a outros.
 A crise que reuniu Eva e Lily parece uma bênção que lhes deu uma segunda oportunidade para se apoiarem quando mais precisam de um ombro amigo. Mal sabem elas que a sua amizade está sob uma ameaça que irá mudar o futuro para sempre...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"Sempre que dizemos adeus" de Anna McPartlin


Edição/reimpressão: 2012
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228987

Depois de ter lido Estarás sempre comigo sabia que, independentemente da sinopse ou dos comentários, iria pegar no próximo livro desta escritora mal surgisse a oportunidade. Creio que gostei mais do primeiro mas   como me surpreendi bastante com essa leitura, o factor surpresa tem de se ter em consideração. Porque este é, de igual modo, muito bom!

Todos conhecemos a técnica de em paralelo contar duas histórias... até aqui nada de mais! Mas a forma como esta autora dá vida aos personagens, isso sim é muito peculiar e atractivo. Assim, páginas de um diário, escritas no passado, por alguém que  desconhecemos a identidade, são intercaladas com uma história onde as lágrimas, o riso, o amor, a traição, a amizade e a doença têm lugar cativo.

Outra técnica, se assim lhe podemos chamar, que apreciei bastante e que me fez sorrir muitas vezes, foi o aparecimento de pequenas frases escritas em itálico, representativas dos pensamentos dos personagens e que surgiam no meio do discurso, todo ele na 3ª pessoa. 

Ao fim da 2ª página estava envolvida de tal forma na história a que só o final pôs cobro! Garanto-vos que fico à espera de um novo livro de Anna McPartlin...  

Terminado em 12 de Setembro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse


Já teve a sensação de não pertencer à sua família, que é completamente diferente daqueles que a rodeiam?
É isso que a decoradora de interiores Harri Ryan, de trinta anos, sente desde criança, apesar de ser muito chegada a George, o seu irmão gémeo, e aos carinhosos pais, Gloria e Duncan. É a segunda vez que Harri tenta casar com o seu noivo James, e a segunda vez que tem um ataque de pânico, acaba no hospital com o vestido de casamento e a festa tem de ser cancelada.
Harri perdeu o amor da sua vida, mas há mais na situação do que o nervosismo de uma noiva - e desta vez ela quer a verdade. George suspeita que há algo que os pais não lhes estão a dizer. Porém, numa semana tudo será revelado e as suas vidas irão mudar para sempre.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Tornar à vida!


"Após a noite, vem o dia.
Após a morte, vem a vida.
Mesmo nos momentos mais sombrios, olha em volta, pois nunca estás realmente só.
És amada."

Anna McPartlin, "Estarás sempre comigo"

Soltas... Estarás sempre comigo.


"...disse que a dor é egoísta pela sua própria natureza. Nos funerais, choramos por nós próprios, pela nossa dor, a nossa perda, pelo nosso sofrimento e este não desaparece após uma semana, um mês, ou até mesmo um ano."

"A pequena criatura estava sozinha no mundo. A mãe morrerra um mês antes e o meu irmão encontrara-o moribundo, numa cama suja, a chamar pela mãe.O menino agarrou-se a ele, desesperado, não queria ser abandonado mais uma vez. Tinha quatro anos e sabia que estava a morrer.(...) Aquele pequenino homem nunca iria ter a vida que nós tomamos como certa. Apenas iria conhecer a perda e a dor. Porquê?"

"É curioso ver como o mundo funciona, como se perde e ganha na vida, como nunca conseguimos saber realmente como será o futuro, por mais que planeemos as coisas. Como sobrevivemos e continuamos em frente."

domingo, 24 de julho de 2011

"Estarás sempre comigo" de Anna McPartlin


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 360
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789898228512

Há livros que se nos abrem logo desde as primeiras páginas. E ficamos presos, absorvidos de tal forma  que não damos pelo tempo nem pelo passar das páginas. Foi o que me aconteceu com este romance!

Dei 5 estrelas  porque é o máximo que dou (só dou 6* quando há por detrás da história um cariz histórico), mas, a bem da verdade, este livro mereceria muito mais: pela forma como dei por mim a sorrir, pela forma como me fez reflectir e me vieram as lágrimas aos olhos. Também pelo sentimento de júbilo quando me apercebi que perante um desfecho (que intuitivamente esperamos que aconteça) que poderia significar o final do livro, verifiquei que ainda me faltavam muitas páginas para o fim. "Que bom!", pensei.

Fala-nos da perda de alguém que se ama, que se amou toda a vida; de como, aos poucos, se começa a reagir; do pânico que se sente quando se descobre que já não se "vê" e se "ouve" essa pessoa; de como se começa a viver de novo... Mas, fala-nos, de igual modo das amizades que se fazem e se mantêm desde a adolescência; de conflitos entre os casais; de conflitos interiores entre o que somos e o queremos ser, entre o que acreditamos ser melhor para nós e do que realmente é o melhor; de como a vida nos prega partidas e de como devemos superá-las...

Contado a uma voz, este livro possui várias personagens que, pela sua individualidade e força, nos prendem tanto quanto a personagem principal. Poderiam ser reais! - este é um elogio que, parece-me, qualquer autor gostaria de receber. A escrita de Anna McPartlin é intensa, crua e cheia de humor, falando-nos de situações que nos comovem e de outras que nos fazem sorrir. É com lágrimas e sorrisos misturados que me despedi deste livro, que considero um dos melhores que li este ano!

Terminado em 24 de Julho de 2011

Estrelas: 5*+

Sinopse


Emma tem vinte e seis anos - bonita, inteligente, feliz e vive com o namorado de infância, John, num agradável apartamento em Dublin. O seu maior problema é a mãe não parar de insistir para que se casem já. Emma e John sentem-se o casal perfeito, com um futuro cheio de possibilidades. Mas, de repente, John morre num terrível acidente, e Emma mergulha no desespero. Amava-o mais do que à própria vida - e agora a morte tirou-lho. 
À medida que emerge da dor, Emma tem de encontrar uma nova forma de viver, e os amigos leais unem-se para tentar ajudar. Clodagh, amiga de sempre de Emma, com quem ela partilhou tudo, desde bolos de lama a namoros desastrosos. Anne e Richard, mais ou menos bem casados e a debaterem uma mudança para o campo. O irmão de Emma, Noel, o jovem padre católico que vê a sua própria fé testada enquanto tenta confortar Emma. Seán, o belo mau rapaz das mil e uma namoradas, desconfortavelmente ciente da sua crescente ligação a Emma. 
De forma espirituosa, mordaz e, às vezes simplesmente chocante, Emma documenta as histórias dos amigos e a sua própria recuperação da dor com uma franqueza que envolve o leitor desde a primeira página.