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quinta-feira, 10 de março de 2011
Soltas...
"Eu tenho a teoria de que nós, os seres humanos, agimos, na maioria dos casos, para os outros: para cumprir expectativas, para criar boa impressão, para calar rumores... Quantas coisas desejamos e reprimimos por medo que se saibam!"
"Na vida é importante ter tempos mortos para pensar, ler, falar do tempo com um desconhecido. Com o stress esquecemo-nos de dedicar uns minutos a não fazer nada."
"A reforma tem um significado muito preciso: bom, até aqui chegámos, já não serves para nada, agora fica na tua casinha a ver filmes antigos na televisão e chateia o menos possível até que morras e possamos deixar de te pagar a pensão."
"É para isso que, precisamente, se viaja, não é? Conhecendo outras culturas somos capazes de ver a nossa. Conhecendo outras pessoas somos capazes de nos conhecermos a nós próprios. Uma pessoa é tudo aquilo que a sua silhueta deixa de fora. Aprendemos por contraste..."
"Porque se pode viajar de muitas maneiras. de ideia a ideia. De livro em livro."
"Às vezes vamos dormir com a esperança de que, ao despertar, tudo se tenha modificado, nunca se passou isto consigo? E por curioso que seja, às vezes as coisas são diferentes na manhã seguinte. Ou melhor, nós próprios estamos diferentes e vemos as coisas de outra maneira."
quarta-feira, 9 de março de 2011
Coisas que nunca aconteceram em Tóquio de Alberto Torres Blandina
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 192
Editor: Livros Quetzal
ISBN: 9789725649299
Coleção: Serpente Emplumada
Acabei de ler este livro e logo pensei: cinco estrelas! Ao ler a sinopse acreditei que seria uma leitura interessante, quiçá divertida. Não me enganei.
Imaginem vários diálogos protagonizados por uma personagem sui generis, de seu nome Salvador Fuensanta, e vários receptores, os passageiros de um certo aeroporto. Mas imaginem que só têm acesso ao discurso de Salvador.
Este senhor, que caminha a passos largos para a reforma e passa os seus dias varrendo o aeroporto, é, na realidade, um contador de histórias. São essas histórias que vamos tomando conhecimento, pouco a pouco: hilariantes, fantasiosas, trágicas. De tal forma que ficamos, mesmo sem querer, presos nesses labirintos da imaginação, tal a forma como são contadas.
Ao mesmo tempo viajamos, brevemente, por vários países e suas culturas; tomamos conhecimento de vários escritores... Uma leitura que aconselho vivamente para um dia bem disposto.
Terminado em 6 de Março de 2011
Estrelas: 5*
Sinopse
Salvador Fuensanta é empregado de limpeza de um aeroporto e está às portas da reforma. Este lugar tão impessoal - onde trabalha há mais de vinte anos - e os milhares de pessoas desconhecidas que diariamente cruzam o seu posto vão desenvolver nele uma capacidade especial - a de modelar a realidade a seu gosto, recriando histórias e julgando adivinhar as vidas dos passageiros anónimos. Além disso, Fuensanta conhece muito bem as outras pessoas que trabalham no aeroporto: Sara, a camareira; Juana, a livreira; Pau, um artista inconformado que inventa um poeta finlandês para se tornar famoso e se apaixona por uma rapariga que sofre de amnésia em consequência de uma acidente aéreo.
Assim, este mundo cheio de conversas e histórias soltas, inacabadas, reais, inventadas, que se mesclam a um ritmo alucinante, vai-se transformando num relato de contornos invulgares, em que cada história oculta ou revela uma outra história
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