Foi com tristeza que deixei para trás Diane, Edward, Declan, Félix e tantos outros personagens desta história!
Sendo este livro a continuação de As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café, publicado já em 2014 (a minha opinião aqui!), tive receio de não apanhar a história toda, pois não confio muito na minha memória, preferindo ler sequelas com pouco tempo de distãncia. Lembrava-me da história somente nos seus contornos gerais mas facilmente penetrei na vida de Diane e relembrei o livro anterior.
A escrita de Agnès é absorvente. A leitura faz-se a voar e tive realmente pena que esta obra não tivesse o dobro das páginas. É de tal forma viciante que adoramos todos os personagens e não conseguimos tomar partido por nenhum. Indecisa, esperei impacientemente que a autora tomasse partido por mim e decidisse o final.
E que esplêndido final para a continuação de As Pessoas Felizes...! Um livro que fala-nos da perda, do luto difícil de fazer depois da morte de alguém que Diane amava muito e de alguém que amava mais que a própria vida, o seu marido e a filha.
Sei que se pode ler este livro independentemente do anterior mas aconselho, sem dúvida alguma, primeiro a leitura do As Pessoas Felizes... Faz todo o sentido, é como se fossem um só. E depois, vão lê-los num ápice, garanto-vos!
Devo confessar-vos que fiquei com uma pontinha de inveja pelo espaço bar-livraria concebido pela personagem principal. Mas leiam, leiam e vejam se não vão sentir o mesmo...
Terminado a 11 de Março de 2016
Estrelas: 5*
Sinopse
É em Pessoas felizes lêem e bebem café, o seu refúgio, que Diane conhece Olivier. É simpático, atencioso e, sobretudo, compreende e aceita a sua recusa em ser mãe de novo. No entanto, um acontecimento inesperado muda tudo: as certezas de Diane, as suas escolhas, pelas quais tanto lutou, vão entrar em colapso, uma após a outra. Será que tem a coragem necessária para aceitar um outro caminho?
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terça-feira, 15 de março de 2016
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
"Sou o Último Judeu" de Chil Rajchman
Treblinka 1942-1943
Por haver tanto para dizer sobre este livro, faltam-me as palavras. Aconselho vivamente a sua leitura mesmo para aqueles que não apreciam relatos verídicos sobre acontecimentos que ficaram conhecidos pela sua violência e pelo horror. Porque mesmo lendo se torna difícil imaginar, tão pouco vivenciar o que se passou nos campos de concentração, neste caso deTreblinka.
Chil, um jovem judeu, sobreviveu a 10 meses em Treblinka até conseguir fugir. Passou por vários trabalhos, desde cabeleireiro a dentista, sempre a toque de vergastadas e maustratos, sujeito a levar um tiro na cabeça a todo o momento. A diferença era que cortava os cabelos das mulheres que, nuas, iam para as câmaras de gás e tirava os dentes a quem já tinha por lá passado. Dentes de ouro.
As folhas onde relata o que viveu, escreveu-as depois da sua fuga. Para recordar e nunca esquecer os pormenores. Foram publicadas depois da sua morte para que outros não esquecessem. Durante muito tempo ficaram guardadas. Acabam quando queremos saber mais sobre ele. Como conseguiu viver depois? Gostava de ter sabido sobre como foi a sua vida depois do campo, talvez para ter a certeza que, mesmo depois de tantos horrores vividos, se pode esperar uma vida com paz.
Um livro inquietante. Cru. As palavras, as descrições, os sentimentos estão lá. A nossa mente visualiza o que é narrado. Difícil é fechar as páginas para tanto horror. Recomendo!
Terminado em 17 de Agosto de 2014
Estrelas: 6*
Sinopse
Chil Rajchman tinha 28 anos quando foi deportado para Treblinka, em Outubro de 1942. Separado dos seus companheiros à saída do comboio, escapou às câmaras de gás tornando-se sucessivamente funcionário na triagem de vestuário, cabeleireiro, transportador de cadáveres ou «dentista». Em 2 de Agosto de 1943, participou no levantamento do campo e evadiu-se.
Após várias semanas de errância, Chil Rajchman escondeu-se em casa de um amigo perto de Varsóvia. A guerra ainda não acabou. Num caderno, contou os seus dez meses no inferno.
Na Libertação, ele foi um dos 57 sobreviventes entre os 750.000 judeus enviados para Treblinka para aí serem gaseados. Nenhum outro campo foi tão longe na racionalização do extermínio em massa.
Este texto, publicado pela primeira vez, é único. Escrito sob o signo da urgência, ainda antes da vitória sobre os nazis, inscreve-se entre os maiores dedicados ao holocausto.
Por haver tanto para dizer sobre este livro, faltam-me as palavras. Aconselho vivamente a sua leitura mesmo para aqueles que não apreciam relatos verídicos sobre acontecimentos que ficaram conhecidos pela sua violência e pelo horror. Porque mesmo lendo se torna difícil imaginar, tão pouco vivenciar o que se passou nos campos de concentração, neste caso deTreblinka.
Chil, um jovem judeu, sobreviveu a 10 meses em Treblinka até conseguir fugir. Passou por vários trabalhos, desde cabeleireiro a dentista, sempre a toque de vergastadas e maustratos, sujeito a levar um tiro na cabeça a todo o momento. A diferença era que cortava os cabelos das mulheres que, nuas, iam para as câmaras de gás e tirava os dentes a quem já tinha por lá passado. Dentes de ouro.
As folhas onde relata o que viveu, escreveu-as depois da sua fuga. Para recordar e nunca esquecer os pormenores. Foram publicadas depois da sua morte para que outros não esquecessem. Durante muito tempo ficaram guardadas. Acabam quando queremos saber mais sobre ele. Como conseguiu viver depois? Gostava de ter sabido sobre como foi a sua vida depois do campo, talvez para ter a certeza que, mesmo depois de tantos horrores vividos, se pode esperar uma vida com paz.
Um livro inquietante. Cru. As palavras, as descrições, os sentimentos estão lá. A nossa mente visualiza o que é narrado. Difícil é fechar as páginas para tanto horror. Recomendo!
Terminado em 17 de Agosto de 2014
Estrelas: 6*
Sinopse
Chil Rajchman tinha 28 anos quando foi deportado para Treblinka, em Outubro de 1942. Separado dos seus companheiros à saída do comboio, escapou às câmaras de gás tornando-se sucessivamente funcionário na triagem de vestuário, cabeleireiro, transportador de cadáveres ou «dentista». Em 2 de Agosto de 1943, participou no levantamento do campo e evadiu-se.
Após várias semanas de errância, Chil Rajchman escondeu-se em casa de um amigo perto de Varsóvia. A guerra ainda não acabou. Num caderno, contou os seus dez meses no inferno.
Na Libertação, ele foi um dos 57 sobreviventes entre os 750.000 judeus enviados para Treblinka para aí serem gaseados. Nenhum outro campo foi tão longe na racionalização do extermínio em massa.
Este texto, publicado pela primeira vez, é único. Escrito sob o signo da urgência, ainda antes da vitória sobre os nazis, inscreve-se entre os maiores dedicados ao holocausto.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
"Morte Numa Noite de Verão" de K. O. Dahl
A leitura é algo que fazemos com prazer! Mesmo quando o tema é assustador e macabro, mesmo quando nas primeiras páginas somos levados a acreditar que a personagem principal vai ter um percurso positivo e somos confrontados com a sua morte súbita... Mesmo assim, se a escrita do autor é apaixonante, a leitura é algo que fazemos com um cada vez maior prazer!
Foi o que me aconteceu com este livro. Policial "à maneira" com um intrincado leque de personagens suspeitas de um assassinato horrível de uma jovem com um pesado passado de prostituição e de drogas, mas de uma inteligência impar. Pese embora os nomes das personagens tivessem sido muito difíceis de assimilar e por isso mesmo tivesse de anotar "quem era quem" num papel à parte, o que é certo é que me apaixonei pelos argumentos e deduções dos investigadores.
Avançando devagar no que concerne à revelação dos indícios do crime, somos levados, aos poucos, a penetrar nas possíveis motivações de cada um dos suspeitos o que nos baralha e confunde a ponto de não suspeitarmos do verdadeiro criminoso. Um aspecto que me agradou deveras!
Terminado em 6 de Agosto de 2014
Estrelas: 4*+
Sinopse
De tronco nu e cabelo ao vento, Katrine Bratterud está eufórica: celebra a conquista de uma nova liberdade, agora que está prestes a terminar com sucesso um programa de reabilitação para toxicodependentes. Mas é no culminar dessa noite de furor e romance que Katrine se afasta para se refrescar num lago e morre brutalmente às mãos de um estranho, desaparecendo com ela os segredos que lhe trouxeram aquela felicidade recente.
Os inspetores Frølich e Gunnarstranda não acreditam em coincidências e, por isso, também não veem a morte de Katrine como uma mera questão de azar. Rapidamente mergulham numa série de investigações, cada vez mais profundas, que não descuram nem a vida de drogas e de prostituição de Katrine, nem tão-pouco as intervenções de médicos e funcionários na sua reabilitação.
A fúria do assassino oculto é desmedida e parece preparar-se para consumar novas mortes, num caso onde Katrine é a peça principal de um puzzle mais vasto e que remonta às suas origens.
Todos os homens que conheceu e amou são imediatamente suspeitos e só de uma certeza os inspetores podem estar seguros: uma mulher cativante e vulnerável como Katrine transforma até o mais reto dos seres em pecador.
Foi o que me aconteceu com este livro. Policial "à maneira" com um intrincado leque de personagens suspeitas de um assassinato horrível de uma jovem com um pesado passado de prostituição e de drogas, mas de uma inteligência impar. Pese embora os nomes das personagens tivessem sido muito difíceis de assimilar e por isso mesmo tivesse de anotar "quem era quem" num papel à parte, o que é certo é que me apaixonei pelos argumentos e deduções dos investigadores.
Avançando devagar no que concerne à revelação dos indícios do crime, somos levados, aos poucos, a penetrar nas possíveis motivações de cada um dos suspeitos o que nos baralha e confunde a ponto de não suspeitarmos do verdadeiro criminoso. Um aspecto que me agradou deveras!
Terminado em 6 de Agosto de 2014
Estrelas: 4*+
Sinopse
De tronco nu e cabelo ao vento, Katrine Bratterud está eufórica: celebra a conquista de uma nova liberdade, agora que está prestes a terminar com sucesso um programa de reabilitação para toxicodependentes. Mas é no culminar dessa noite de furor e romance que Katrine se afasta para se refrescar num lago e morre brutalmente às mãos de um estranho, desaparecendo com ela os segredos que lhe trouxeram aquela felicidade recente.
Os inspetores Frølich e Gunnarstranda não acreditam em coincidências e, por isso, também não veem a morte de Katrine como uma mera questão de azar. Rapidamente mergulham numa série de investigações, cada vez mais profundas, que não descuram nem a vida de drogas e de prostituição de Katrine, nem tão-pouco as intervenções de médicos e funcionários na sua reabilitação.
A fúria do assassino oculto é desmedida e parece preparar-se para consumar novas mortes, num caso onde Katrine é a peça principal de um puzzle mais vasto e que remonta às suas origens.
Todos os homens que conheceu e amou são imediatamente suspeitos e só de uma certeza os inspetores podem estar seguros: uma mulher cativante e vulnerável como Katrine transforma até o mais reto dos seres em pecador.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
"Os Aquários de Pyongyang" de Kang Chol-Hwan
Um amigo "destas coisas dos livros" emprestou-me este. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar dele. "Vais gostar!", disse-me. Não podia estar mais certo.
Para quem quer aprender e conhecer um pouco mais o que se passa na Coreia do Norte este livro é o ideal. É uma leitura forte, pesada mas obrigatória.
Kang Chol-Hwan relata-nos a sua vida desde a sua infãncia e também a da sua família. Não ē fácil de ler, custa ouvir falar de tanta dor, fome, sofrimento sem razão aparente, ou melhor, perceber que a violência é uma forma de calar a liberdade, a justiça.
Kang sobrevive a dez anos num campo de concentração. A morte dorme todos os dias a seu lado. A fome, o frio, a dor, os castigos também. Quando sai, juntamente com a sua família, sente que, tal como no campo, o vigiam e o controlam. A corrupção impera grandemente. A sua fuga para a China e posteriormente para a Coreia do Sul é uma peripécia que nos parece surreal.
Um livro que quero ter na minha estante mas que não vai ser fácil encontrar! Recomendo vivamente!
Terminado a 15 de Julho de 2014
Estrelas: 6*
Sinopse
Um dos testemunhos mais impressionantes de um prisioneiro político, Os Aquários de Pyongyang descreve o inferno na terra: um rapazinho de nove anos que, sem qualquer motivo, se vê atirado para um campo de concentração. Começa então um calvário que durará dez anos, o período da adolescência para Kang Chol-Hwan. Animado por uma indignação que jamais o abandonou, ele faz a terrível descrição do regime cruel e desumano a que crianças e adultos são submetidos: trabalhos forçados, lavagens cerebrais, humilhações sistemáticas e castigos desumanos, para além da fome, do frio e das doenças
Para quem quer aprender e conhecer um pouco mais o que se passa na Coreia do Norte este livro é o ideal. É uma leitura forte, pesada mas obrigatória.
Kang Chol-Hwan relata-nos a sua vida desde a sua infãncia e também a da sua família. Não ē fácil de ler, custa ouvir falar de tanta dor, fome, sofrimento sem razão aparente, ou melhor, perceber que a violência é uma forma de calar a liberdade, a justiça.
Kang sobrevive a dez anos num campo de concentração. A morte dorme todos os dias a seu lado. A fome, o frio, a dor, os castigos também. Quando sai, juntamente com a sua família, sente que, tal como no campo, o vigiam e o controlam. A corrupção impera grandemente. A sua fuga para a China e posteriormente para a Coreia do Sul é uma peripécia que nos parece surreal.
Um livro que quero ter na minha estante mas que não vai ser fácil encontrar! Recomendo vivamente!
Terminado a 15 de Julho de 2014
Estrelas: 6*
Sinopse
Um dos testemunhos mais impressionantes de um prisioneiro político, Os Aquários de Pyongyang descreve o inferno na terra: um rapazinho de nove anos que, sem qualquer motivo, se vê atirado para um campo de concentração. Começa então um calvário que durará dez anos, o período da adolescência para Kang Chol-Hwan. Animado por uma indignação que jamais o abandonou, ele faz a terrível descrição do regime cruel e desumano a que crianças e adultos são submetidos: trabalhos forçados, lavagens cerebrais, humilhações sistemáticas e castigos desumanos, para além da fome, do frio e das doenças
quarta-feira, 25 de junho de 2014
"As Pessoas Felizes Lêem e Bebem Café" de Agnès Martin-Lugand
O título original, a capa fantástica e a opinião de uma amiga foi o quanto bastou para colocar este livro no cimo da pilha cá de casa. Fiz bem. Devorei-o muito rapidamente. A escrita fluida, a história com um tema que me atraiu contribuiram para esta leitura rápida que não me tomou mais de uma parte de Domingo.
De uma forma intimista, a personagem principal, Diane, vai-nos contando como a sua vida de uma forma abrupta se alterou completamente. O sonho em que se tinha transformado a sua vida desmoronou com o acidente que vitimou os dois seres que mais amava.
Sem grandes dramas mas de uma forma muito realista, colocamo-nos na vida destroçada de Diane, nas suas, ainda que breves, tentativas de voltar a viver, nunca conseguindo, no entanto, afastar-se do mundo que acabara de perder... A importância da amizade, dos amigos que nada pedem mas que estão presentes, também é aqui realçada. Ainda haverá futuro? A que preço?
Uma leitura que me deu muito prazer, mesmo tratando-se de um tema pesado! Um livro que queremos ter na nossa estante. Daqueles que não nos podemos separar... Recomendo.
Terminado em 22 de junho de 2014
Estrelas: 5*
Sinopse
O romance que conquistou mais de 150.000 leitores em França.
Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.
Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes - todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?
De uma forma intimista, a personagem principal, Diane, vai-nos contando como a sua vida de uma forma abrupta se alterou completamente. O sonho em que se tinha transformado a sua vida desmoronou com o acidente que vitimou os dois seres que mais amava.
Sem grandes dramas mas de uma forma muito realista, colocamo-nos na vida destroçada de Diane, nas suas, ainda que breves, tentativas de voltar a viver, nunca conseguindo, no entanto, afastar-se do mundo que acabara de perder... A importância da amizade, dos amigos que nada pedem mas que estão presentes, também é aqui realçada. Ainda haverá futuro? A que preço?
Uma leitura que me deu muito prazer, mesmo tratando-se de um tema pesado! Um livro que queremos ter na nossa estante. Daqueles que não nos podemos separar... Recomendo.
Terminado em 22 de junho de 2014
Estrelas: 5*
Sinopse
O romance que conquistou mais de 150.000 leitores em França.
Depois da morte do marido e da filha num brutal acidente de automóvel, Diane fecha-se em casa durante um ano, imersa em recordações, incapaz de reagir. Mas, quando já nada parece poder mudar, é precisamente uma dessas recordações que a faz escolher Mulranny, uma pequeníssima aldeia na Irlanda, como destino.
Instalada numa casa em frente ao mar, Diane é gentilmente recebida por todos os habitantes - todos menos um. Será Edward, o bruto e antipático vizinho, a resgatar Diane da apatia em que parece estar novamente a mergulhar. Primeiro, pela ira e pelo ódio. Mas depois, contra todas as expectativas, pela atracção. Como enfrentar este turbilhão de sentimentos? O que fazer com eles?
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