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quarta-feira, 25 de março de 2015

"Cavalo de Fogo - Gaza" de Florencia Bonelli

Para quem já leu os dois livros anteriores desta trilogia percebe muito bem a minha necessidade em pegar neste livro mal o vi... Podem ler aqui a minha opinião sobre eles.

Demorei bastante mais a lê-lo do que o desejado porque as suas 670 páginas correspondem a "dez kilos" quando temos por hábito andar a pé (lol!) o que tornou impossível levá-lo comigo. Intercalei esta leitura, por isso, com outros livros igualmente bons mas sentindo sempre o chamamento vindo de muitos personagens deste livro.

Claro que sabemos (ou esperamos com uma "certeza certezinha"!) que os dois principais protagonistas ficavam juntos mas esse facto não deixa que nos emocionemos e que fechemos o livro com um suspiro de satisfação, pois as aventuras e desventuras sofridas por Eliah e Matilde são tantas que não conseguimos parar de ler.

Para além destes personagens, muitos outros povoam estas páginas e nos conquistam também pela sua força e determinação, pela luta que estabelecem do bem contra o mal, pelos seus vícios e lutas interiores... É inegável também que ficamos a conhecer melhor toda uma situação socio-política que envolve a Faxa de Gaza, deixando-nos estarrecidos com pormenores narrados daquele conflito que sentimos verdadeiros! Foi realmente uma das componentes desta obra que mais gostei e que se verificou de igual modo nas anteriores com outras situações políticas/ económicas/ sociais narradas.

Uma trilogia que, possuindo um pouco de tudo (romance, suspence, factos verídicos),  recomendo sem resevas!

Terminado em 22 de Março de 2015

Estrelas: 5*

Sinopse

Matilde e Eliah voltam a separar-se. No Congo, as esperanças de uma vida em conjunto desvaneceram-se ao ritmo dos ciúmes e das circunstâncias hostis.
Matilde, cirurgiã pediátrica, refugia-se na sua paixão: o trabalho humanitário que leva a cabo para a organização Mãos Que Curam. O seu novo destino é a Faixa de Gaza, o território mais densamente povoado do mundo, onde a prioridade diária é a sobrevivência. Eliah, por seu lado, obriga-se a esquecer Matilde e a pôr fim à obsessão que o prende a ela.
Estará esta enorme paixão condenada a perecer nas ruínas de um mundo, também ele, em risco? Ou serão o amor, uma força mais poderosa do que todo o mal que os rodeia, e a vontade de ficarem juntos, contra tudo e contra todos, suficientes para unir Eliah e Matilde para sempre?
Uma soberba conclusão da história iniciada com Cavalo de Fogo - Paris e continuada em Cavalo de Fogo - Congo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"As Luzes de Setembro" de Carlos Ruiz Zafón

Já aqui tenho afirmado o quanto a escrita de Zafón nos prende e nos liga às suas histórias. Não importa de que género literário gostemos porque ficamos cativos das suas palavras. Os seus enredos são mirabolantes, de uma imaginação tão fértil e surpreendente que nos mergulha de imediato em histórias que são tudo menos de encantar!

Um verão que tinha tudo para ser mágico para uma família em luto mas que acontecimentos misteriosos, macabros e com laivos de terror ensombram os seus dias e noites. E os meus também porque nao descansei enquanto não acabei de ler esta obra.

O último da trilogia da Neblina, mas que se lê muito bem separadamente. Embora dirigido a um público mais jovem é, a meu ver, um livro para todas as idades!

Temporalmente estamos em 1937 e a acção passa-se numa pequena aldeia na costa da Normandia. Os acontecimentos são de tal forma bem descritos e com uma cadência tal que "quase" os visualizamos. Esta é uma característica de Zafón que o torna imbatível em comparação com alguns escritores. Muito bom!

Terminado em 25 de Junho de 2014

Estrelas: 5*

Sinopse

Um misterioso fabricante de brinquedos que vive em reclusão numa gigantesca mansão povoada de seres mecânicos e sombras do passado...
Um enigma em torno de estranhas luzes que brilham entre a neblina que rodeia a ilhota do farol. Um ser de pesadelo que se oculta nas profundezas do bosque...
Estes e outros elementos tecem a trama do mistério que unirá Irene e Ismael para sempre durante um mágico Verão em Baía Azul. Um enigma que os levará a viver a mais emocionante das aventuras num labiríntico mundo povoado de luzes.
Um livro fascinante de intriga, fantasia, mistério e amor com uma tensão e um suspense que aumenta à medida que avançamos na história. E sempre envoltos numa atmosfera ameaçadora.

sábado, 21 de junho de 2014

Um livro numa frase



"Mais tarde descobri que as notas musicais também eram como as palavras: significavam uma coisa quando tocadas sozinhas, e outra completamente diferente quando tocadas em conjunto."

In Na Cor do Coração de Barbara Mutch, pág. 24

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Homem Duplicado, o livro, o filme e a minha opinião

O FILME
Publicado recentemente pela Porto Editora, o livro O Homem Duplicado chega ao grande ecrã numa adaptação livre do realizador Denis Villeneuve, com o ator Jake Gyllenhaal no papel principal. A estreia nos cinemas portugueses e brasileiros está marcada para amanhã, um dia após a data de falecimento de José Saramago, a 18 de junho de 2010.
O filme, de produção canadiana e espanhola, venceu já o prémio Méliès d'Argent no Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha, em Sitges, sendo considerado o melhor filme fantástico europeu do ano. No Canadá, O Homem Duplicado recebeu cinco prémios no Canadian Screen Awards, o principal galardão de cinema do país. Além de melhor realização e melhor fotografia, o filme foi distinguido pela melhor música e montagem e Sarah Gadon eleita a melhor atriz secundária.

SINOPSE DO LIVRO
Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou», à cadeira de História «vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim». Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão. «Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo.» Depois desta inesperada descoberta, de um homem exatamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem.

MINHA OPINIÃO
Tive a oportunidade de ir à ante-estreia deste filme.. Não li, ainda, o livro e por essa razão não tinha expectativas nenhumas. Nem sequer tinha lido a sinopse. Fui em branco, como se costuma dizer!
Sei que no final fiquei presa à cadeira, o meu cérebro a mil... Ia descartando algumas hipóteses ao longo do filme para solucionar o enigma que nos é apresentado quase logo no início, porque, e sobretudo, se tratava de uma adaptação de um livro de José Saramago. A explicação mais simples, simplesmente não servia!
Achei o filme fantástico, depois de ter reflectido um pouco sobre ele. O final, de tão surpreendente e enigmático que é, abre um mundo de explicações. O suspense é constante, mantendo-nos presos à tela. A música, perfeita! As perguntas são muitas, as respostas... Afinal é Saramago, não é? E se as procurarmos dentro de nós?
Fiquei com uma vontade enorme de ler O Homem Duplicado. De Saramago só li Ensaio sobre a Cegueira, que adorei! Já tentei outros, mas não consegui acabar! Será que é desta que vou conseguir acabar com o enguiço? Faço figas!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Um beijo de colombina de Adriana Lisboa


Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 174
Editor: Temas e Debates
ISBN: 9789727597505

Foi através de um blog que aprecio muito, o Horas Extraordinárias, de Maria do Rosário Pedreira, editora, que tomei conhecimento desta escritora brasileira, Adriana Lisboa, que por cá tinha passado despercebida.

O livro encontra-se escrito em português do Brasil (não fora a autora brasileira!) o que me soou, nas primeiras páginas estranho e confuso. Parecia que estava a ler um livro de outra língua e não a do nosso "país irmão".

É um romance pequeno, que se lê num ápice, bem escrito, com uma história singular, porque baseada em poemas de Manuel Bandeira; mas não inédita: um livro dentro de um livro. Deste último aspecto só nos apercebemos no final, claro está!

Contudo não me cativou extraordinariamente, por isso a minha pontuação.

Terminado em: 17 de Outubro de 2010

Estrelas: 3*

Sinopse

Teresa foi nadar no mar azul de Mangaratiba e já não voltou. Para trás, deixou um pequeno apartamento, um romance por terminar, alguns livros na estante e um vazio absurdo no peito do homem com quem vivia há oito meses. O seu corpo não foi encontrado, mas, preso por uma íman ao frigorífico da casa da praia, ficou um poema de Manuel Bandeira: “Nas ondas da praia, nas do mar, quero ser feliz, quero me afogar.” Que fazer agora, sem Teresa? Como matar o tédio e dar sentido às horas que demoram a passar? Numa tentativa desesperada de compreender a fatalidade o namorado resolve mergulhar no universo da escritora – nas suas coisas e nas suas palavras – e dele se alimenta para escrever, intercalando as memórias com o sofrimento causado pela perda. À medida que o seu relato avança, comovente e lírico, as certezas sobre as circunstâncias da morte de Teresa vão-se, afinal, desfazendo.

Soltas...

"Depois vi Teresa de novo, mais tarde, na mesma festa, e achei que havia alguma coisa de estranho nela, talvez nos olhos, os olhos pareciam mais velhos do que o resto, como se tivessem nascido primeiro e ficado anos esperando que o resto do corpo nascesse."

"De vez em quando eu pensava na morte, assim, sem mais nem menos, livre associação de ideias, e sentia medo. Hoje acho que o medo se foi."

"A varandinha de outrora ainda existe, foi apenas o outrora que se acabou."

"Compreendi, então. Graças a ela, Teresa, eu aprendi a mudar o foco e encontrar a beleza que está nas frestas deste mundo, e que a tudo invade, quase secreta, tão silenciosa. A beleza gloriosa  de um quase nada."

"(...) e sentou-se no chão da varanda me chamou e ficou em silêncio,ficámos em silêncio enquanto o azul do céu morria dentro da noite. Teresa tinha aquela capacidade de com sua simples presença quieta, calada, me fazer acordar. Para o azul do céu que morria dentro da noite. E nada mais tinha importância. E nada transbordava."