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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A Convidada escolhe: "A Carne"

Demorei a conseguir ler este romance que pela sinopse me pareceu promissor. Apesar da fase atribulada que me levou a lê-lo com interrupções, com este romance, a escritora/jornalista entrou definitivamente na minha lista do autores que não dispenso de ler.

A necessidade de amor, o abismo do desamor, a raiva e glória da paixão, contemplados na exposição sobre Escritores Malditos que a curadora de arte se preparava para apresentar ao mundo e que intercala em pequenos curiosos excertos na narrativa vibrante e mordaz do seu relacionamento com Adam, o gigolo, também eles malditos.

Soledad sente a inexpugnável passagem do tempo e o apelo da carne de uma forma que não pode deixar de exteriorizar com humor e mágoa. A parafernália de truques e produtos para retardar o envelhecimento e combater as maleitas que por medo ou debilidade se ganham muito me divertiu. Soledad é uma mulher como tantas outras e certamente este romance tem um pouco de autobiográfico, no que concerne à pressão social, o isolamento e a solidão de certas mulheres, nomeadamente mulheres de carreira. Adam, o gigolo não é o tipo de personagem que eu esperava encontrar. Surpreende e desarma mas não cativa. O apelo e a empatia/ antipatia com este livro depende exclusivamente de Soledad.

Rosa Montero aparece como personagem secundária (com algum relevo) na trama de Soledad Alegre, que bem se poderia chamar Crónica do Desamor.

Trepidante, e lúcido, numa escrita desarmante e envolvente é profundamente sentido, pelo menos para mim. Recomendo sem reservas.

Vera Sopa

1 comentário:

  1. Adoro Rosa Montero e quero mesmo muito ler este! A ver se o faço em breve!
    Gostei muito da opinião, que me levou a querer ler ainda mais esta nova obra de uma das minhas espanholas favoritas!

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