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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

"O Homem de Giz" de C.J.Tudor

Quando um livro me prende nas primeiras páginas, fico logo entusiasmada! Quando tem uma pitada de mistério que se prolonga durante a história toda; quando percebo que alguns segredos são revelados mas outros ficam por contar e que há sempre algo que me escapa, então, para mim, o livro merece a minha atenção. Manter o suspense, o interesse contínuo do leitor não é tarefa para todos. 

Trinta anos separam as duas narrativas feitas por Eddie. Na primeira, em 1986, tem apenas 12 anos. O seu carácter começa a ser revelado: é um pouco apagado e, embora pertença a um grupo, é muitas vezes posto em ridículo pelos seus amigos. Tem um segredo que não partilha com ninguém, excepto com o leitor. Na segunda parte, em 2016, Eddie surge-nos como um homem solitário que afoga a sua solidão em garrafas e garrafas de bebida. Poucos amigos, quase todos amigos de infância. O seu segredo torna-se algo compulsivo. 

Contado apenas isto, parece pouco. No entanto, a primeira página desperta-nos para um horrivel assassinato e é ele que vai marcar o ritmo da história. Os homens de giz surgem durante toda a narrativa, pequenos papeis com homens de giz desenhados em várias posições, que têm o poder de assustar quem os recebe. E as mortes sucedem-se, sem que se perceba quem é o seu autor. O que ficou por esclarecer há trinta anos que está a marcar o presente de Eddie e a despoletar mais mortes?

Paralelamente a este ambiente de crime e mortes (horrendas por sinal) algumas frases fazem-nos pensar e obrigaram-me a sublinhá-las no livro. Todas elas são pensamentos de Eddie. Fica aqui um pequeno exemplo: "Todos cometemos erros. Em todos nós coexistem o bem e o mal. Só porque alguém cometeu um acto terrível é justo que isso se sobreponha a todas as coisas boas que fez? Ou haverá coisas tão más que nenhuma boa ação as pode redimir?"

A escrita é escorreita, simples mas apaixonante. Relatados por Eddie, os acontecimentos tornam-se mais próximos do leitor e fá-lo sentir que uma revelação se aproxima mas sem conseguir descortinar o quê. Intenso e arrebatador, este livro torna-se uma delícia para o leitor. Merece ser lido!

No final do dia de ontem tivemos (eu e mais algumas bloguers) o prazer de conhecer a autora. O encontro decorreu num hotel de Lisboa e foi marcado pela exuberância de C.J. Tudor. Simpática, conversadora, explicou-nos como se sente admirada e contente pela aceitação do seu livro pelos leitores, quais os seus hábitos de escrita, como surgiu a ideia de o escrever... Um encontro muito agradável onde ficou a promessa de um novo livro que sairá, talvez, para o ano. Ficam algumas fotos: 


 

 



Terminado em 12 de Janeiro de 2018

Estrelas: 5*

Sinopse
Toda a gente tem segredos...

Tudo aconteceu há trinta anos, e Eddie convenceu-se de que o passado tinha ficado para trás. Até ao dia em que recebeu uma carta que continha apenas duas coisas: um pedaço de giz e o desenho de uma figura em traços rígidos. À medida que a história se vai repetindo, Eddie vai percebendo que o jogo nunca terminou.

Um mistério em torno de um jogo de infância que enveredou por um caminho perigoso.

Um livro diferente dentro do género thriller, uma vez que combina o psicológico com um toque de Stephen King e umas pinceladas de Irvine Welsh.

Cris

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