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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"Os Falsários" de Bradford Morrow

Quem gosta de livros e de ler fica facilmente encantado com a perspectiva de uma leitura em que os personagens dum livro adorem livros. Foi isso que me atraiu neste livro, pese embora o título deixasse antever uma trama onde a honestidade, ou melhor, a falta dela fosse a premissa principal.

Escrito na primeira pessoa, este livro é um narrar de acontecimentos visto pela perspectiva de Will, um colecionador de livros que, pelo seu hábil manejar da caneta, elabora algumas falsificaçōes de dedicatórias fazendo com que o valor das obras falsificadas aumente muito, lucrando bastante com isso, claro está. Isto, contado assim, a seco, nāo é revelador do quanto esta personagem se torna simpática aos olhos do leitor, o que nos leva a desculpabilizá-lo por essa actividade tāo pouco condizente com a paixāo pelos livros que todo o leitor possui...

Uma morte horrível, um assassínio, é o mote e o começo desta obra que prende de imediato o interesse do leitor. Interesse que, sabiamente, o autor soube manter até ao final. Posso afirmar que o livro possui muito do que me agrada num livro: romance e suspense.

O assassino? Ainda desconfiei dele a meio o livro mas depois fui abandonando tal ideia... O final? Muito boooom!

Uma boa aposta do Clube do Autor que recomendo sem reservas!

Terminado em 26 de Agosto de 2017

Estrelas: 6*

Sinopse
Na tradição dos policiais de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, um romance misterioso e profundo sobre o fascínio do colecionismo e o lado sombrio do comércio de livros raros. O que acontece quando mentimos tão bem que perdemos a noção do que é real? Numa prosa magnificamente cuidada, Bradford Morrow traça uma linha débil entre o devaneio e a intuição, a memória e a ficção autoilusória, entre o amor verdadeiro e o falso. Uma comunidade bibliófila é abalada com a notícia de que Adam, um colecionador de livros raros, foi atacado e as suas mãos decepadas. Sem suspeitos, a polícia não consegue avançar no caso, e a irmã procura desesperadamente uma pista. Ao longo das páginas repletas de mistério e simbologias, escritores famosos e citações brilhantes, Will, cunhado e colega de profissão de Adam Diehl, tenta obter uma resposta e, ao mesmo tempo, escapar às ameaças do misterioso «Henry James». Consciente do simbolismo do caso, ele sabe que um homem sem mãos se vê privado do instrumento mais precioso quando se trata de imitar a caligrafia de William Faulkner, James Joyce, Conan Doyle e outros que tais. Na verdade, Will, ele próprio genial falsário, talvez saiba demais.

Cris

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