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domingo, 4 de junho de 2017

Ao Domingo com... Carlos Porfírio


Pede-me a Cristina que escreva um pouco sobre «A Valsa dos Pecados», e eu com agrado o faço. Antes, porém, para os seguidores deste blog que não me conhecem, duas palavras sobre os romances que já publiquei.
O primeiro, «Marcas de Amor», publicado em 2005, é uma história de um amor profundo, gerador de risos e de muitas lágrimas. «Caídos da Mesma Árvore» gira à volta de um inconveniente encontro entre um grupo de sete amigos e um gangue acabado de fugir de um estabelecimento prisional. Ainda que possa ser suspeito por falar em causa própria - perdoem-me o atrevimento -, dizem que escrevo histórias engenhosas que envolvem os leitores do princípio ao fim. Não sei se mereço essa apreciação, mas reconheço despretensiosamente que há sempre alguma polémica em redor das mesmas.
«A Valsa dos Pecados» está no mesmo diapasão, assim o dizem, de uma forma ou de outra, os escritores e personalidades que o leram e sobre o livro escreveram: Lídia Jorge (…lugar secreto da realização humana…), Miguel Real (…revela na construção dos seus romances o conhecimento sábio da antiga arte da narrativa…), Francisco Louçã (…uma viagem de um personagem e do seu mundo pelo final do século XX português e pela entrada no novo século…), António-Pedro Vasconcelos (…imaginação romanesca, atenta aos comportamentos mais insuspeitos dos personagens…) .
Creio, na pele de criador, que o livro pode ser lido de várias maneiras: como uma bela história de amor, nada convencional, faço questão de frisar; como um mergulho na tão famosa guerra colonial, que tantas vidas ceifou; como uma história que nos faz pensar na cultura dominante e nos muitos tabus em que vivemos. A apresentação ocorreu no dia 23 de Maio, no Padrão dos Descobrimentos. Um dia marcante que jamais esquecerei. Por todas as razões e mais algumas: a beleza do monumento, uma caravela estilizada a fazer-se ao mar, tem muito a ver com a história do livro; um auditório cheio de amigos e de leitores fiéis que me acompanham desde «Marcas de Amor»; um ambiente terno, caloroso, expectante. A apresentação terminou com os músicos Stephen Bull e Cândida Matos. Uma maravilha. As fotografias e o vídeo, esses, serão publicados muito brevemente.
Ontem, um leitor perguntou-me o que me leva a escrever. Para uma pergunta pertinente, uma resposta simples mas genuína. Não sei, talvez para poder encarnar personagens – com todos os seus pecados e virtudes – que de uma forma ou de outra me fascinam: o amante capaz de tudo para conquistar o amor, o monogâmico que sonha com a bigamia, o presidiário que se insurge contra a lei dos homens e de Deus, a ninfomaníaca que não pensa senão em sexo, a jovem que sonha mudar o mundo. E tantos, tantos outros.
Por último, uma palavra de apreço para os blogues que, como este, divulgam a Literatura. Obrigado à Cristina e obrigado a todos os que me lêem.
01-06-2017
Carlos Porfírio






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