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terça-feira, 22 de novembro de 2016

A convidada escolhe: O meu nome é Lucy Barton

Lucy Barton é uma protagonista que marca. O que revela é intenso e emocionalmente verdadeiro.  Relatos pungentes e lúgubres de incursões ocasionais no passado. Um passado de solidão, miséria e exclusão. Temas fortes, intemporais e transcendentes a muitas sociedades, inclusive nas ditas civilizadas.  

Lucy é uma escritora que recorda nove semanas que passou hospitalizada após uma intervenção cirúrgica simples em que ao acordar deparou com a mãe com quem quase não tinha comunicação.  Um amor imperfeito que não se expressa por palavras. Um amor imperfeito aprendido e que se replicou nos casamentos áridos e na relação com pais e irmãos.

Um estilo franco em que despeja coisas sobre as quais as pessoas nem sequer querem pensar mas que fazem parte da condição humana. Despojado e sentido parece ter muito de autobiográfico. Um percurso de redenção. 

Muito bom mas não tão fácil de ler como se poderia julgar com apenas 176 páginas. 

Vera Sopa

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