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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

"O Meu Nome É Lucy Barton" de Elizabeth Strout

De leitura rápida, mas nem por isso fácil, este livro coloca-nos perante todo o sofrimento de Lucy, a personagem principal, ao voltar à sua infãncia pobre, destituída de amor. Este reviver de algumas questões mal resolvidas e sentimentos que lhe ficaram retidos, guardados no seu interior, foi uma das consequências da visita que Lucy teve quando acamada num hospital por problemas pós operatórios.

Sua mãe surge inesperadamente ao seu lado e fica alguns dias junto da sua cabeceira. Isso não seria de estranhar se a proximidade da relação não tivesse sido sanada há anos... Lucy conseguiu escapar do ambiente da sua infância que a oprimia, da falta de amor, dos seus medos que quase atingem o terror, mas essa visita inesperada lança-a novamente no mundo que a atormentou em criança. As recordações voltam e ela (re)visita a sua infància. Se bem que essas conversas que tem com sua mãe se mostrem dificeis e nenhuma fale das feridas que ainda lá estão...

Lucy viaja pelo passado mais longínquo mas também pelo mais recente. E nós também. Gostei, por isso, desta leitura que se faz rápida mas que deixa marcas. Uma vez mais retrata-se a infãncia e sua importância na formação da personalidade do ser humano. Recomendo!

Terminado em 3 de Outubro de 2016

Estrelas: 4*+

Sinopse

Lucy Barton está numa cama de hospital, a recuperar lentamente de uma cirurgia que deveria ter sido simples. As visitas do marido e das filhas são escasssas e pouco aproveitadas por Lucy. A monotonia dos dias de hospital é quebrada pela inesperada visita da mãe, que fica cinco dias sentada à sua cabeceira. Mãe e filha já não se falavam há anos, tantos quantos os que Lucy passou sem visitar a casa onde cresceu e os que a mãe passou sem a visitar em Nova Iorque, nem sequer para conhecer as netas. Reunidas, as duas trocam novidades e cochichos sobre os vizinhos de infância de Lucy, mas por baixo da superfícies plácida da conversa de circunstância pulsam a tensão e a carência que marcaram a vida de Lucy: a infância de pobreza e privação no Illinois, a vontade de ser escritora e a desconfortável sensação de não pertencer a lado nenhum, a fuga para Nova Iorque e a desintegração silenciosa do casamento, apesar da presença luminosa das filhas. Com um passado que ainda a atormenta e o presente em risco iminente de implosão, Lucy Barton tem de focar para ver mais longe e para voltar a pôr-se de pé. Mais do que uma história de mãe e filha, este é um romance sobre as distâncias por vezes insuperáveis entre pessoas que deveriam estar próximas, sobre o peso dos não-ditos no seio das relações mais íntimas e sobre a solidão que todos sentimos alguma vez na vida. A entrelaçar esta narrativa está a voz da própria Lucy: tão observadora, sábia e profundamente humana como a da escritora que lhe dá forma.

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