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segunda-feira, 27 de junho de 2016

"Os Frutos do Vento" de Tracy Chevalier

Que bom é saborear um livro e, ao mesmo tempo, aprender. Mesmo sabendo tratar-se de uma história ficcionada apercebemo-nos que todo o contexto social, histórico e geográfico foi objecto de uma apurada pesquisa por parte da autora, resultando uma trama que nos parece verídica e, consequentemente, nos envolve por completo.

Uma família instala-se numa zona inóspita do Ohio e dedica-se ao cultivo dum pomar de macieiras, entre outras coisas. O solo e o clima não ajudam nesse processo e sofrem com toda uma série de intempéries que lhes atinge e destroi com frequência as plantações e, mais que isso, a vontade de continuar e permanecer em tal lugar. Essa rudeza que é palpável na humidade sentida, na lama que tudo suja, nas doenças que atingem a matar, no intenso calor ou no frio que lhes gela os movimentos, transforma as relações entre os membros da família e notando-se uma frieza nos seus sentimentos e no trato entre eles que fere o leitor, gelando-o também por vezes.

Os filhos são muitos mas a morte está ali constante, sempre presente. De dez, restam apenas cinco. Há um diferente, destaca-se entre eles. E é a história desse menino, que foge dessa terra e da tragédia que aí teve lugar, que vamos seguindo ao longo de páginas e páginas, que lemos com muito prazer. Aprendendo ao mesmo tempo, como referi.

Creio que o final é de somenos importância. O que gostei mais, muito mais, foi todo o desenrolar da história, todo seu desenvolvimento e sua caracteirzação espaço-temporal. Senti-me na história e nesse mundo tão distante que foi o desbravar de um território que hoje conhecemos como EUA. Foi isso que retive desta história e que vai ficar por muito tempo na minha memória.

Recomendo!

Terminado em 23 de Junho de 2016

Estrelas: 5*


Sinopse

Em 1838, a família Goodenough instala-se em Black Swamp, uma zona inóspita e remota do Ohio, onde cultiva um vasto pomar de maçãs para ter direito à terra. A vida naquele local é extremamente dura. James e Sadie Goodenough encontram formas distintas de enfrentar as adversidades: James limita-se a esperar que as suas diletas macieiras cresçam e deem frutos, enquanto Sadie passa os dias embriagada.
Nisto, uma discussão entre o casal tem uma consequência terrível no destino dos filhos. Em 1853, Robert, o filho mais novo, encontra-se a vaguear pela Califórnia em plena Febre do Ouro, incerto de que rumo dar à vida. Deve continuar a fugir do passado ou constituir família? A vida dos colonos americanos retratada num romance intenso onde a família é causa de sofrimento e alegria.

Para consultar mais informações sobre este livro, consulte o site da Presença, aqui.

1 comentário:

  1. Parabéns pela iniciativa!!! Seguindo aqui no Blog!!! Um abraço!!!
    http://luceliamuniz.blogspot.com.br/

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