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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A Escolha do Jorge: Pyongyang – Uma Viagem à Coreia do Norte

Para os apreciadores de novelas gráficas, o nome de Guy Delisle (n. 1966, Canadá) é certamente conhecido sobretudo por obras que obtiveram um grande sucesso, como Shenzhen (2000), Pyongyang: A Journey in North Korea (2003), Burma Chronicles (2007) e Jerusalem (2011), obras que se encontram disponíveis em língua inglesa no mercado português.
Em junho chegou às livrarias a tradução portuguesa de Pyongyang – Uma Viagem à Coreia do Norte, obra que conta na primeira pessoa a experiência do autor desta novela gráfica à Coreia do Norte, o país mais fechado do mundo e um dos últimos bastiões comunistas.

O autor visitou a Coreia do Norte durante dois meses para desenvolver um projeto no âmbito da animação. Durante esse tempo e de acordo com os textos e respetivos cartoons, Guy Delisle dá-nos uma visão muito pessoal de como foi a sua estadia em Pyongyang.
Acompanhado permanentemente por um tradutor e um guia, Guy Delisle vai-nos dando conta daquilo que é e não é permitido fazer naquele país que apresenta nos dias que correm um misto de leninismo-marxismo, a herança estalinista, maoísta e muita, muita loucura à mistura capaz de levar milhões de pessoas à fome graças às suas políticas sem precedentes.
É graças ao sentido de humor do autor que este consegue manter a sanidade mental durante a estadia em Pyongyang fazendo piada sobre as várias situações pelas quais é obrigado a passar. É esse mesmo sentido de humor que também nos ajuda a ultrapassar a ideia de que vários milhões de norte-coreanos vivem não só na pobreza, mas totalmente controlados por um Estado que os esmaga física e intelectualmente porque de acordo com o regime não passam de proletários que dedicam a sua vida à República Popular da Coreia do Norte centrada na política do culto do “Pai da Nação” (Kim Il-Sung) que continua a ser presidente mesmo depois da sua morte, em 1994.

Pyongyang – Uma Viagem à Coreia do Norte é, pois, uma obra notável que proporcionará as delícias dos apaixonados das novelas gráficas, contribuindo igualmente para a (in)compreensão daquele país asiático que se apresenta como sendo uma fortaleza, isolado de tudo e de todos e à espera da sua própria implosão.

Texto elaborado por Jorge Navarro

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