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sábado, 30 de novembro de 2013

Passatempo "O Rei do Monte Brasil"

Que fazer quando se vai guardar um livro já lido e se encontra um igual na estante?

Pois é! Lembrei-me de vocês... Então, aqui está um passatempo para todos os seguidores do blogue.

Basta enviarem um (e só um) mail com nome e morada para:

Otempoentreosmeuslivros@gmail.com

Se quiserem partilhar no FB o vosso email vale por dois!!!!


O passatempo termina dia 10 de Dezembro.

Boa sorte!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Novidades Esfera dos Livros


Convite Chiado Editora


Convite Editora Publiçor


Convite Planeta


Novidade Quinta Essência

Acasos do Amor
de Juliette Fay
A recém-divorciada Dana Stellgarten sempre foi delicada — até mesmo para com os operadores de telemarketing — mas agora está a esgotar-se-lhe a paciência. O dinheiro começa a faltar, os filhos ressentem-se da partida do pai e a sua sobrinha, uma adolescente gótica, acabou de lhe aparecer à porta. Quando Dana entra no turbilhão de um romance pós-divórcio e a abelha-mestra da cidade se torna sua amiga, descobre que a tensão entre manter-se fiel a si própria e gostarem dela não acaba na fase do ensino básico... e que, por vezes, precisamos de um verdadeiro amigo para nos ajudar a acolher a maturidade com toda a sua complexidade cheia de falhas.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Passatempo "História Contemporânea de Portugal" (Fundação MAPFRE)

Para assinalar a entrada do Instituto da Cultura em Portugal, a Fundação MAPFRE, em parceria com a Editora Objectiva, lançaram uma coletânea composta por cinco livros que pretendem enumerar e explicar os principais acontecimentos que marcaram a história de Portugal desde o início do século XIX até ao século XXI.
História Contemporânea de Portugal surge como uma coletânea integrada numa iniciativa cultural de grande dimensão da Fundação MAPFRE, denominada América Latina na História Contemporânea, que apresenta uma reflexão, através da palavra e da imagem, do papel desempenhado pela América Latina nos últimos duzentos anos.

Os volumes agora publicados são os seguintes:


VOLUME I
O COLAPSO DO IMPÉRIO E A REVOLUÇÃO LIBERAL
1808-1834

COORDENAÇÃO DE JORGE M. PEDREIRA E NUNO GONÇALO MONTEIRO
AUTORIA DE JORGE M. PEDREIRA, MIGUEL FIGUEIRA DE FARIA E NUNO GONÇALO MONTEIRO
As invasões francesas; a partida da família real para o Rio de Janeiro; o colapso do antigo regime colonial; o primeiro pronunciamento liberal; a independência do Brasil; as lutas entre liberais e absolutistas; o triunfo final do liberalismo: são estes os episódios que marcam decisivamente o período da história portuguesa aqui estudado (1808-1834). Uma história em boa parte definida pelo contexto externo, pelas transformações que vinham de fora, pelo modo como Portugal participava no sistema de Estados europeu e nos seus conflitos, dilacerada por violentos antagonismos que encontraram na guerra – a internacional e a civil – a sua máxima expressão. A quebra da monarquia pluricontinental constituirá uma profunda mudança na ordem política, económica e mesmo social. Sobre as suas ruínas emergirá um novo regime, mas só após décadas de grandes convulsões. Foi, pois, um tempo de ruturas dramáticas, com repercussão a quase todos os níveis da vida social e política, aquele de que se
ocupa este primeiro volume de uma série pensada com o objetivo de inscrever a história portuguesa nos grandes marcos dos processos contemporâneos atlânticos e ibero-americanos. A ponderação de diversos pontos de vista permite aqui sublinhar os traços mais relevantes e característicos da revolução liberal em Portugal.


VOLUME II
A CONSTRUÇÃO NACIONAL
1834-1890
COORDENAÇÃO DE PEDRO TAVARES DE ALMEIDA
AUTORIA DE JORGE M. PEDREIRA, MIGUEL BANDEIRA JERÓNIMO, PAULO SILVEIRA E SOUSA,
PEDRO TAVARES DE ALMEIDA E RUI BRANCO
Entre 1834 e 1890, Portugal passou por profundas mudanças, com a construção de um Estado-nação moderno e o ressurgimento do projeto imperial africano. O triunfo dos liberais na guerra civil, em 1834, assinala a instauração definitiva do regime monárquico constitucional. Até meio do século, viveu-se, porém, um tempo convulsivo, dominado pela instabilidade e violência políticas. A nova fase que então se abriu, de início designada por «Regeneração», teve como características a negociação e o compromisso, associados a uma dinâmica de modernização socioeconómica, em que o investimento público nas infraestruturas deveria desempenhar um papel fundamental. Este impulso modernizador, que começa a dar sinais de erosão na viragem para a década de 1890, embora tenha introduzido grandes transformações, não permitiu vencer alguns dos pesados atrasos estruturais e culturais do país nem alterar a sua posição periférica no contexto europeu, o que promoveu a disseminação na opinião pública de um forte sentimento de frustração, que a deceção do projeto colonial veio ampliar.


Encontra-se em curso um passatempo na página do Facebook da Fundação MAPFRE, onde poderão ganhar a coleção História Contemporânea de Portugal e 1 Pack Pousadas de Portugal (fim de semana em zonas históricas de Portugal – castelos) - link para o passatempo aqui.


A Fundação MAPFRE é uma instituição sem fins lucrativos criada em 1975, pelo Grupo MAPFRE, o maior grupo segurador espanhol.
O seu principal objetivo é contribuir para o bem-estar da sociedade e das pessoas, participando no pacto Mundial das Nações Unidas (Global Compact) e no Protocolo UNEP (United Nations Environment Programme);
Opera sobretudo em Espanha, Portugal e países da América Latina, e organiza a sua atividade em torno de 5 institutos, com âmbitos distintos: Prevenção, Saúde e Meio Ambiente; Ação Social; Segurança Rodoviária; Ciências do Seguro e Cultura;
Em Portugal atua, desde 2006, através do Instituto de Prevenção, Saúde e Meio Ambiente e do Instituto de Segurança Rodoviária;
Graças ao trabalho desenvolvido, a Fundação MAPFRE é hoje uma entidade de referência social nas suas áreas de atuação, promovendo a visão clara de que a prevenção é o instrumento mais eficaz para reduzir a sinistralidade e construir uma sociedade melhor.
Para mais informações: http://www.mapfre.pt e em https://www.facebook.com/fundacaomapfre



A Escolha do Jorge: "Facas"

Valério Romão tem vários trabalhos publicados desde a poesia ao teatro, passando por contos até ao romance com incidência nos dois primeiros volumes da trilogia Paternidades Falhadas, nomeadamente Autismo (2012) e O da Joana (2013), ambos com a chancela da Abysmo e com bom acolhimento tanto por parte da crítica como pelos leitores.

Facas é a mais recente aposta do escritor e a primeira colaboração com a editora Companhia das Ilhas apresentando-nos uma compilação singular de histórias que não darão tréguas ao leitor que é sucessivamente assaltado pela ideia permanente de algo trágico que acontece através da utilização sempre presente de uma faca que é o motor de cada história. Suicídio ou assassinato, cada uma das histórias tem a morte como o desfecho final como se não houvesse qualquer outro destino plausível além daquele que nos é presenteado.

Ler estas Facas de Valério Romão é sentir a cada história que passa um gradual e constante espetar de mais alguns centímetros do gume de uma faca com uma lâmina extremamente bem afiada chegando ao fim do livro com o punhal, todo ele espetado nas entranhas da consciência até ao estrebuchar final.

O autor não facilita a vida ao leitor que se por um lado inicia as histórias com contextos aparentemente normais, por outro, no momento certo, incute-lhe a dor misturada com a beleza das suas palavras através de frases bem construídas de uma riqueza semântica que nos atrai até ao derradeiro golpe final desconcertando-nos face ao inesperado.

Não conhecendo os outros trabalhos de Valério Romão, fica a certeza de estarmos perante um livro inigualável que nos agarra perante a imensidão da angústia e da dor e que, regra geral, tem somente um fim possível, preferencialmente ignominioso.

Cirúrgico nas palavras utilizadas, Valério Romão é objetivo e não tem nem dó nem piedade do leitor, não está com falinhas mansas ou com paninhos quentes para que o leitor se condoa deste ou daquele personagem. A sua missão é conduzir os personagens à consecução do seu destino, doa a quem doer, com uma faca, preferencialmente.

Após a leitura deste pequeno grande livro, certamente ficou em aberto o desejo de ler outras obras de Valério Romão. Com ou sem facas.

Um dos sete pequenos canivetes de Facas:


“Eu não queria ser talhante. Nunca quis. Há em mim um fermento de artista que anseia por algo mais do que fatiar um boi ao gosto do freguês, há em mim a alavanca de um desejo que pede para conformar matéria-prima em nacos de estatuária viva. Infelizmente, sou filho de um antigo regime, filho pobre e sem educação, e sobrevivi à custa da miséria que desde cedo me empurrou para o trabalho.
Eu bem dizia à minha mãe que queria ser escultor e que tinha jeito
e ela ouvia-me, de beiçola deitada, numa nostalgia contida de quem já viu muitos sonhos órfãos
e eu dava-lhe pequenas estatuetas que arrancava à madeira, envolvidas em papel de jornal, com o qul fingia embrulhos caros, e ela escondia um filamento de lágrimas, enquanto eu voltava feliz para a minha oficina de ilusões.
O meu pai pouco ligava aos meus anseios. O meu pai era o culminar avançado de um processo de sedentarização de horizontes: para ele havia uma profissão viável e de respeito
talhante
e tudo o resto era fantasia de capitalista faz-de-conta que mais cedo ou mais tarde ruía sob o peso respeitável da faca de trinchar.
Os meus amigos agradeciam-me os cinzeiros que lhes esculpia em robustas conchas de pinheiro e eu entusiasmava-me, secretamente, numa ânsia feroz que possuía as minhas mãos de cada vez que avistava uma árvore indefesa.
Nunca quis seguir as pegadas do velho. Aborreciam-me as conversas de vendedor e enojava-me todo o rol de animais incompletos que se amontoavam entre ganchos de metal e dedos hirtos num estendal absurdo.
As épocas festivas eram para mim absolutamente insuportáveis. Cada um dos feriados tinha uma ementa própria, cujo cumprimento ritualístico implicava sempre o manuseamento diário de dezenas de cadáveres de olhos baços, prontos a serem despachados, em geometrias de puzzle.
O velho obrigava-me a segurar nos facalhões enormes com que se separa a banha da carne e ensinava-me
muito contra a minha vontade
as técnicas corretas para disfarçar o curso normal da decomposição dos organismos mortos. Entretanto, o velho morreu e a minha mãe
que já não vê, pouco ouve e ainda menos fala
depende da minha perícia como laminador de costeletas e do meu paleio de vendedor. Ela fica dias inteiros na companhia da televisão e a enfermeira, que pago a preço de escalope de vitela, lembra-se, de quando em vez, de lhe mudar a fralda e de lhe dar banho antes de eu chegar a casa a tresandar a carne de peru.
Acabei por nunca frequentar as belas-artes e até hoje culpo o meu pai pela quantidade de vinho que açambarcou na procura de uma saída definitiva da pele de talhante. Se não tivesse morrido tão cedo eu provavelmente
com muito sacrifício familiar, decerto
teria feito o curso de escultor e agora estaria de cinzel em punho, com os olhos postos num gigantesco bloco de mármore, à procura da mulher que lá se esconde.
Mas quis o atraso da medicina e a qualidade inexistente do tinto que o meu pai consumia que ele não vivesse muito tempo e que a minha mãe, pouco após a sua morte, resolvesse ter três tromboses seguidas e passasse mais tempo a ser criança do que a ser mãe.
Por isso fiquei com o talho, com a clientela que com o passar dos anos perde em dentes mas ganha em teimosia e com um emprego que não queria, que nunca quis, mas que me permite, quando todos saem e eu fico sozinho com as peças enormes
penduradas nos ganchos metálicos
fazer um pouco de gosto naquilo que não vou vender a ninguém: pego num bloco enorme de vaca e com a faca de trinchar na mão, de olhos postos naquele gigantesco volume de carne, vou à procura da mulher que lá se esconde.”

In “Sete Pequenos Canivetes”
in “Facas” de Valério Romão, pp. 42-45

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

"Para onde vão os Guarda-Chuvas" de Afonso Cruz

Edição/reimpressão:

Páginas:

624
Editor:

Alfaguara Portugal
ISBN:
9789896721978


Mal acabei de ler este livro e já estou aqui a escrever o que senti durante esta leitura. Não que seja o ideal porque é um livro tão rico, tão cheio de palavras plenas de sentido e belas que deveria deixar passar mais tempo para o assimilar melhor... MAS tive receio de começar outro livro e deixar os meus pensamentos, os meus sentidos misturarem-se com outras histórias.

Foi fantástico descobrir a escrita de Afonso Cruz. Já estava cansada de ouvir maravilhas e achei que qualquer leitura iria ficar aquém das minhas expectativas. MAS isso não aconteceu, de facto!

A história prende, claro. MAS prende muito mais a multiplicidade de personagens, a sua riqueza tanto ao nível dos pormenores físicos como psicológicos. O mudo que fala com as mãos e que com elas faz poesia, a criança que tudo faz para ser amada e que se parece com o pai adoptivo, "invisível como as paredes", são as minhas preferidas.

Há frases belíssimas que nos fazem perguntar como é que é possível escrever tão bem. Frases que nos deliciam os sentidos, que nos elevam para outros mundos, outros amores. Frases que nos fazem sonhar. Delícias que relemos e relemos e relemos. Não nos cansam.

O fim é imprevisível. Inexplicável. Duro.

Recomendo muito esta leitura! Quero ler outras obras de Afonso Cruz. Será possível escrever assim, sempre?

Terminado em 26 de Novembro de 2013

Estrelas: 6*

Sinopse

O pano de fundo deste romance é um Oriente efabulado, baseado no que pensamos que foi o seu passado e acreditamos ser o seu presente, com tudo o que esse Oriente tem de mágico, de diferente e de perverso. Conta a história de um homem que ambiciona ser invisível, de uma criança que gostaria de voar como um avião, de uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis, de um poeta profundamente mudo, de um general russo que é uma espécie de galo de luta, de uma mulher cujos cabelos fogem de uma gaiola, de um indiano apaixonado e de um rapaz que tem o universo inteiro dentro da boca.
Um magnífico romance que abre com uma história ilustrada para crianças que já não acreditam no Pai Natal e se desdobra numa sublime tapeçaria de vidas, tecida com os fios e as cores das coisas que encontramos, perdemos e esperamos reencontrar.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um livro numa frase



"Fazal Elahi olhava para o filho, maravilhado: nunca tinha visto nada tão grande aparentar ser tão pequenino."


In "Para onde vão os guarda-chuvas", Afonso Cruz, pág. 56

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"O Filho" de Michel Rostain


Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 152
Editor: Sextante Editora
ISBN: 978-989-676-167-7
Idioma: Português

Há certos temas que me controlam completamente e aos quais não sou capaz de resistir. Mal li a frase que vem na capa deste livro senti que o teria de ler. "Um filho que perde um pai chama-se órfão. Como se chama um pai que perde um filho?"

Saber que o autor sofreu a perda de um filho torna muitas destas páginas mais sentidas. Por ele e por nós, leitores.

Mas este é um livro especial. Sobretudo porque quem relata os acontecimentos é o próprio filho. Como se ele estivesse a assistir ao sofrimento do pai, comentando, tentando interagir com um pai que ama e que tenta a todo o custo encontrar a "vida" do filho nos objectos deixados por ele, encontrando sinais que o levem a continuar a caminhar e a ultrapassar essa perda...

Um caminho de dor percorrido pelo pai visto pelos olhos do filho.

O que me ocorre dizer é somente isto: este é um livro especial! Especialmente para ser lido por quem se atrever a pegar num tema que muitos de nós nem se atreve a imaginar...

Terminado em 16 de Novembro de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

O meu pai está no caos da sua primeira semana de luto, quando as cerimónias já tiveram lugar e os amigos se foram embora. Solidão, é aí que começa verdadeiramente a morte. Passou o dia a escolher as minhas coisas, a chorar entre dois telefonemas, a assoar-se abundantemente sem sequer invocar o pretexto da alergia ao pó. Resigna-se a deitar fora os meus velhos livros, depois de ter lido meticulosamente aquelas nulidades acumuladas, não fosse acontecer que eu tivesse esquecido alguma nota, um desenho, uma coisa qualquer pessoal que lhe servisse de mensagem. Não encontra nada, nenhum sinal. Depois destas horas de buscas aterradas - e apesar de tudo indiscretas, pai, é verdade que morri, mas, mesmo assim… -, eis que repara de repente, em rodapé daquela convocatória que o intrigava, numa indicação escrita a lápis, em letra muito miúda…

domingo, 24 de novembro de 2013

Ao Domingo com... Maria-do-Céu Mascarenhas

“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, 
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todo os dias são meus.”
          Fernando Pessoa/Albero Caeiro, in Poemas Inconjuntos

Agradeço a Cristina Delgado o seu amável convite para, no seu blogue, falar um pouco de mim e do meu livro ROSA NO PAÍS DAS FLORES DA LUTA.
Para eleger como tema a minha pessoa e a minha vida, não tenho inclinação. Todavia, na aba deste meu livro encontra-se, por solicitação da Chiado Editora – à qual agradeço ter desfeito o “feitiço” que há anos parecia opor-se à sua publicação -, uma parcial e resumida descrição do meu percurso.
Além disso, creio que ROSA NO PAÍS DAS FLORES DA LUTA se pode classificar, quanto ao género literário, como um cruzamento ficcionado de Literatura de Viagens, Autobiografia e Memórias, pelo que, no decurso da leitura, se encontram muitos aspectos
biográficos, desde a minha infância, que decorreu em pleno Estado Novo, até ao ano lectivo de 1977/78, em que fui professora cooperante no Liceu de Bissau.
São as experiências, vivenciadas nesse ano e naquele lugar – a Guiné-Bissau do pós-independência – que constituem o fulcro desta minha obra, as quais, todavia, se dilatam, para abranger temas diversos que merecem e exigem reflexão e que, pela sua importância histórica, se mantêm actuais, como o da Guerra Colonial, ou Guerra do Ultramar, como se prefira chamar-lhe.
Trata-se também – creio poder afirmá-lo com veracidade – da primeira obra em prosa, em língua portuguesa e referindo-se a um tema e um País da Lusofonia, a reflectir, na sua estrutura, a influência do clássico de Lewis Carroll Alice no País das Maravilhas, o qual, sendo intemporal, tem sido objecto de inúmeras adaptações, mormente cinematográficas, mas também a outros géneros artísticos e literários e, em anos recentes, quase poderá dizer-se que se tornou moda, tendo até 2010 sido chamado “o ano de Alice”.
A realidade da Guiné-Bissau neste período em que dava os primeiros passos após a independência é por mim apresentada de uma forma algo lírica, quiçá romântica. 
Porém, o leitor que se der ao trabalho de ali procurar a “estrutura profunda”, decerto encontrará muita da “nudez forte da verdade” por detrás do “manto diáfano da fantasia” - para me apropriar de uma epígrafe utilizada por Eça de Queirós.
Este livro, que escrevi na Alemanha, aos serões, entre 1998 e 1999 e que, por tristes e lamentáveis razões, só recentemente consegui, graças à Chiado Editora, ver publicado, serve ainda uma causa que me é muito querida: UM EURO POR CADA EXEMPLAR REVERTE PARA A PEDIATRIA DO HOSPITAL SIMÃO MENDES (HOSPITAL 
CENTRAL) DE BISSAU.

A todos desejo uma proveitosa e agradável leitura.
Maria-do-Céu Mascarenhas

sábado, 23 de novembro de 2013

Na minha caixa de correio

  
    

Os três primeiros livros comprei na Feira da Ladra. Acho que vou gostar de todos eles. Muito!
Yasmina Khadra é um autor que gosto de ler. Gosto da sua escrita e dos temas que aborda.
Os dois livros de Jamie McGuire foram tão comentados pelas meninas do FB que não descansei enquanto não vieram cá para casa!
A Bibliotecária de Auschwitz despertou o meu interesse. Bastou o título para o querer ler...
A autora de Pretérito Perfeito, Raquel S. Martins, participou na rúbrica Ao Domingo Com... e fiquei muito curiosa e interessada em espreitar o seu livro. A capa é linda, não acham?

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Novidade Civilização

O Último Ato na Ópera
de Irene Adler
Irene, Sherlock e Lupin combinaram encontrar-se em Londres. Mas Lupin não apareceu: o seu pai, Théophraste, foi preso sob acusação de roubo e do homicídio de Alfredo Santi, secretário do grande compositor Giuseppe Barzini. Os três amigos iniciam a investigação para o ilibar do crime.

Novidade Editora Nascente


Convite Editorial Estampa


Novidade Sextante Editora

Infravermelho
de Nancy Huston
Rena Greenblatt tem quarenta e cinco anos. É artista, repórter e fotógrafa especialista em infravermelho, fotografa à noite, os corpos e os seus abraços. Numa semana de férias na Toscana com o seu envelhecido pai Simon e a sua madrasta Ingrid, esperam-na as paisagens e as obras de arte mas também uma avalanche de memórias: os sonhos, os ressentimentos e as alegrias do seu passado e do seu presente, os quatro maridos, os dois filhos, os mil amantes, as belezas e os horrores dos países visitados, uma infância maravilhosa e uma adolescência roubada. Memórias que Rena comparte com Subra, seu alter-ego, sua amiga inventada, sua consciência.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Escolha do Jorge: "A Cura"

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Uma das surpresas que a editora Quid Novi apresentou este ano no âmbito da literatura portuguesa foi “A Cura”, o mais recente romance de Pedro Eiras que tem já trabalho apresentado em diversas áreas como a poesia, teatro, ensaio e o romance.


“A Cura” é o livro ideal para todos aqueles que gostam de psicologia e psiquiatria na medida em que nos conta a inusitada “viagem alucinante” de um psicanalista conceituado a nível mundial pelos seus estudos nesse âmbito.

A visita de um paciente inesperado que é uma figura pública vai alterar por completo o modo de pensar do psicanalista ao ponto de nas sessões com o paciente mistério deixar de se perceber quem é que está a fazer a terapia e quem é que se deve deitar no famoso divã.

“A Cura” apresenta-nos uma tentativa de aproximação entre a religião e a psicanálise através dos argumentos de peso de dois personagens que sabem o que dizem e ainda que cada um sinta plena confiança naquilo em que acredita, as sessões entre paciente-terapeuta acabam por culminar com um volte-face sem precedentes ao ponto de que quem julga que está verdadeiramente seguro de si e das suas convicções, afinal vai passar por uma fase de “cura”. Cura ou salvação? Eis a questão…

Pedro Eiras consegue com este seu romance um trabalho inigualável no contexto da literatura portuguesa contemporânea que certamente marcará quem quer que mergulhe nestas águas onde talvez se (re)encontre já que a leitura em si mesma já é refrescante como um banho.

Excertos:
“A tua agressividade é boa, porque a agressividade faz-nos nascer e crescer, é porque temos agressividade que inspiramos e expiramos e o nosso coração bate. Mas usa a tua agressividade para dominar o super-ego. Não deixes que seja ele a dominar-te.
(…)
O pecado não existe. É uma invenção do ego que tem medo de matar o pai; mas o pai deve ser assassinado para o ego poder respirar.
(…)
Não podes desejar e depois arrepender-te. Deseja! Deseja livremente! Passaste a vida a papaguear os desejos dos outros. Agora tens de ser tu opatricida.
(…)
O pai tem de ser morto. A violência existe, nascer é violento, respirar é violento, não se pode pedir sempre desculpa pela violência… Ouve o que te digo: aceita as tuas pulsões.
(…)
Não, tu queres negá-las. Talvez seja um defeito da tua educação. Talvez não tenhas sido preparado para lutar por elas. Uma vez eu disse-te: o teu pai foi um Laio fraco, um Laio fraco é um problema. O teu pai não deu trabalho a matar. Por isso, não estás pronto para matar pais na tua vida. Os teus pais ressuscitam.”
(pp. 196-197)

“Ouça, ouça, por favor… O Sr. Doutor chama “neurose” ao temos em que deve assentar a humildade. Eu sei que “neurose” é uma patologia. Mas, paciência! O Sr. Doutor considera que eu tenho uma neurose, eu considero que tenho temor a Deus. Para que havia de curar aquilo que me alimenta? Eu só devo curar-me do que me afasta do Senhor.”
(p. 203)


 Texto da autoria de Jorge Navarro

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Resultado do Passatempo "Chocolate e Sobremesas"



Eis o resultado deste passatempo muito guloso que tivemos aqui no blogue com a colaboração da Editorial Presença que, gentilmente, ofereceu este livro.

Das 243 participações foi seleccionado o n* 76 pertencente a:

- Marina Domingues de Leiria.

Muitos parabéns!

Para mais informações sobre este livro ver Editorial Presença aqui!

Escritores na Cozinha com... Ana Saragoça

Foto de Mário Pires
Só comecei a cozinhar há cerca de dois anos. Fui criada numa família de excelentes cozinheiras, desde as avós até à minha irmã mais nova. Convenci-me e convenci toda a gente de que não tinha jeito nenhum para a coisa, o que me deu muito mais tempo para o que precisava mesmo de fazer: ler em doses industriais. No casamento calhou-me na rifa um homem amigo de cozinhar, portanto pude continuar a exercer a minha prioridade. 

Com a chegada dos meus filhos, fiz uma descoberta interessante: eu fazia óptimas sopas! Mas continuava a gostar mais de ler…

Quando a vida me despejou no colo o encargo de alimentar a prole, tive dois ou três momentos de pânico, mas recorri aos únicos instrumentos de que me sabia servir: os livros. 

Primeiro descobri que até tinha jeito, mas colava-me como uma lapa às receitas. E não concebia a ideia de preparar uma refeição apenas para mim. Uma sanduíche deglutida enquanto lia bastava-me. 

O prato que lhes apresento já faz parte do meu último estágio nas lides culinárias. Não fui buscá-lo a nenhum livro e só o preparo quando estou sozinha, porque há sempre alguém a quem o esparguete preto ‘parece minhocas’ e, quanto aos meus filhos, a mais nova abomina camarões e o mais velho detesta alhos (realmente, não há crianças perfeitas…). Espero que gostem. 

Spaghetti al Nero di Seppia com Camarão, Alho e Bacon

250g de spaghetti al nero di seppia (esparguete preto, tingido com tinta de choco)
Bastantes dentes de alho (5 ou 6, consoante o tamanho)
100g de bacon em cubos
125g de miolo de camarão congelado
Bastante azeite 
Orégãos
Sal

Piri-piri daquele de fazer suar a testa (opcional)

Cozo a massa em bastante água, com sal e orégãos e um fio de azeite, durante o tempo indicado na embalagem e nem mais um minuto. Depois de cozida, escorro-a de imediato. 

Numa caçarola ou frigideira ampla, aqueço o azeite (bastante, já disse?) e junto-lhe os dentes de alho em lâminas finas. Quando o alho se começa a rir, adiciono o bacon. Quando este se adivinha estaladiço, acrescento o miolo de camarão. Quando este se mostra dourado, junto a massa cozida. Envolvo tudo, mexendo de baixo para cima, corrijo o sal, junto o piri-piri, mexo mais um bocadinho, tapo e levo para a mesa. 

Sirvo cerimoniosamente um copo de Ermelinda Freitas tinto, sento-me, brindo para o écrã da televisão, e janto com o Tony Soprano. 

Ana Saragoça


terça-feira, 19 de novembro de 2013

A Convidada Escolhe... "O Menino de Cabul"

“O menino de Cabul” é a história de uma família e de dois rapazinhos em particular, da sua infância e dos acontecimentos que vão marcar as suas vidas indelevelmente.

Comovente e inesquecível!

O passado persegue-nos, seja bom ou seja mau, condiciona-nos, altera a nossa forma de estar no mundo a nossa percepção a nossa relação com o que nos rodeia, a nossa relação com os outros, com a vida…
Para além das notícias de guerra que durante anos nos entraram casa dentro através dos meios de comunicação Khaled Hosseini é o autor, que me deu a conhecer o Afeganistão.

Li até agora três dos seus livros, todos muito bons: “Mil Sois Resplandecentes”, “E as Montanhas Ecoaram” e “O Menino de Cabul” (o melhor, na minha opinião).

Com uma escrita clara e envolvente ficamos completamente absorvidos pelas suas histórias. Em cada um destes livros a realidade afegã atinge-nos, transporta-nos para um mundo completamente diferente do ocidental e dá-nos uma visão abrangente da vida e história daquele país.

Ao ler os seus livros percebemos até que ponto o povo afegão foi quase destruído pela ocupação selvagem da Rússia, por guerras internas e por fim pela subjugação do país á nova ordem, imposta pelos Talibans.

Recomendo!

Marília Gonçalves

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Resultado do Passatempo "O Meu Cão e Eu"

Eis aqui o resultado deste passatempo! Um livro que tinha a dobrar, tal é a paixão do meu filho do meio por estes animais de quatro patas!

Aleatoriamente foi seleccionado o n* 84 (segundo a ordem de chegada dos mails) dos 196 participantes, pertencente a:

- Maria do Rosário Palma de Barcarena

Muitos parabéns!

O livro vai ser enviado ainda esta semana!

"O Rei do Monte Brasil" de Ana Cristina Silva

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 168
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895560042

Li há pouco tempo o último livro desta escritora e, como fã que sou da sua escrita, não podia deixar passar esta obra. Gostei de conhecer um pouco melhor Mouzinho de Albuquerque e o rei moçambicano Gungunhana.

O livro é escrito, maioritariamente, a duas vozes: a de Mouzinho e a do régulo africano, Gungunhana. Contam-nos, ambos, as suas versões dos factos, ao jeito de confidência. As suas (possíveis) memórias quando o tempo se escoa e as suas vidas estão a chegar ao fim.

Não sou adepta, muito sinceramente, de monólogos pois fazem-me dispersar muito rapidamente. Isso aqui não aconteceu talvez porque o que foi narrado (os pensamentos que poderiam pertencer aos protagonistas) misturou-se muito bem com os factos históricos. E mais uma vez as barbaridades cometidas, tanto por um como por outro, chocaram-me e fizeram-me pensar nas inúmeras histórias de horror que a História possui!

No entanto, para quem nunca leu Ana Cristina não aconselho este livro para primeira leitura. Adorei "As Fogueiras da Inquisição", as "Cartas Vermelhas" e "A Segunda Morte de Anna Karenina". O meu palpite seria começarem por aí...

Terminado em Novembro de 3013

Estrelas: 4*

Sinopse

Em finais do século XIX, o oficial de cavalaria Joaquim Mouzinho de Albuquerque interna-se, ao serviço do rei D. Carlos, no coração de África com o objectivo de subjugar as tribos à administração colonial portuguesa; para isso, porém, queima aldeias inteiras, mata os insubmissos e, desobedecendo a ordens superiores, captura com espectacularidade o detentor de um império vastíssimo, Gungunhana, que traz para Portugal como troféu e acaba exilado nos Açores até ao fim dos seus dias.
Apesar de recebido pelo povo e aclamado pela imprensa como um herói da pátria, a crítica ao comportamento pouco ético de Mouzinho nos corredores do Paço, a indiferença do governo em relação aos seus planos para África e a paixão nunca abertamente confessada por D. Amélia acabam por levá-lo ao suicídio. Mas, se a notícia escandaliza o País, a verdade é que é lida com entusiasmo e sentimento de justiça por um Gungunhana já velho e destroçado, que passa os dias escondido na floresta do Monte Brasil, o local que encontrou na ilha Terceira… que mais se assemelha à terra dos seus antepassados. Com uma alternância de vozes narrativas que nos oferecem duas versões muito distintas do mesmo conflito, O Rei do Monte Brasil explora as memórias dos seus protagonistas às vésperas da morte, ilustrando-nos sobre a sua infância, as suas paixões marcantes, as atrocidades para as quais encontram sempre justificação e, de certa forma, a reflexão sombria sobre a decadência e a glória perdida.

domingo, 17 de novembro de 2013

Ao Domingo com... Tiago R. Santos

‘Escreve sobre o que sabes’, dizem os sábios, o que talvez explique a razão pela qual tenho tanta dificuldade em escrever sobre mim próprio. Ao trabalhar em ‘A Velocidade dos Objectos Metálicos’, fui confrontado com uma certeza que tentei ignorar durante décadas: as minhas memórias estão, regra geral, bastante afastadas da realidade dos factos. ‘Lembro-me de ser atropelado em frente à casa dos tios”, afirmei uma vez perante os meus pais. Nada de grave, apenas o choque do metal contra a carne e os ossos, um minuto de inconsciência e a busca por um sapato que saltou do pé. Ainda agora, que coloco o evento em palavras, consigo visualizar a cena e os seus detalhes, como se estivesse atrás de uma câmara que me observa. Nunca aconteceu, claro, não passa de produto da minha imaginação, mas não deixa de ser menos real por causa disso. A verdade é sobrevalorizada e a sua interpretação, transformação e adaptação às necessidades literárias , esse fascinante processo, é a razão pela qual me tornei escritor décadas antes de escrever a minha
primeira linha. Porque sempre fui um ladrão atento aos momentos de outros, um carteirista de diálogos alheios, intruso na vida de desconhecidos e sem qualquer problema em transformar pessoas e situações em ficção. O que faz de mim também um mentiroso. “Entre a verdade e a lenda, publica a lenda”, diz o editor em “O Homem que Matou Liberty Valance”, o incrível filme de John Ford. E eu também escrevo para tornar a minha realidade mais interessante, apagando-lhe os aspectos banais, oferecendo-lhe um propósito e uma lógica que me escapa, criando uma dimensão que é épica e pessoal em simultâneo num processo esquizofrénico onde nada escapa e tudo se transforma. Acredito que a mentira da ficção é fundamental para tentar encontrar a verdade do mundo e talvez seja por isso que o trabalho do escritor é solitário, porque quando roubamos e mentimos não queremos testemunhas, o que procuramos são cúmplices e estes são os leitores que abrem as páginas dos livros e, durante instantes, se colocam do nosso lado e acreditam na versão encadernada da realidade. Cheguei ao fim do texto e percebi que não revelei nada sobre mim próprio. Talvez seja pelo melhor. Não haveria, de qualquer forma, razão nenhuma para acreditarem em mim.

Tiago R. Santos

sábado, 16 de novembro de 2013

Na minha caixa de correio

   
Estou neste momento a ler O Filho. Na capa estão estas palavras: "Um filho que perde um pai chama-se orfão. Como se chama um pai que perde um filho?"
Emprestados do Segredo dos Livros veio O Tango da Velha Guarda. Nunca li nada deste autor. Estou curiosa!
O Voluntário de Auschwitz é sobre uma temática que nunca me cansa. Gentileza da Editora Vogais.
A Lista dos Meus Desejos tem uma capa deliciosa. Vamos ver se o conteúdo também corresponde.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Concurso literário ALFARROBA 2013/2014


Novidade BOOKSMILE


Novidade Sextante Editora

A última viagem 
de Laurent Gaudé
Durante um festim na Babilónia, por entre risos e música, Alexandre, o Grande, cai subitamente por terra, febril. Os seus generais cercam-no, receiam o fim mas preparam já a sucessão, disputando a sua herança e o privilégio de dispor dos seus restos mortais. Um estranho mensageiro parte dos confins da Índia rumo a Babilónia. E, num templo longínquo, uma mulher jovem de sangue real é de novo chamada para junto do homem que derrotou o seu pai. O dever e a ambição, o amor e a fidelidade, o luto e a errância conduzem as personagens à embriaguez de uma última cavalgada. Numa escrita de fôlego épico, A última viagem segue o cortejo fúnebre do grande imperador, libertando-o da História e abrindo-lhe a infinitude da lenda.

Novidades Planeta

A Caminhar para o Desastre
de Jamie McGuire
Travis Maddox perdeu a mãe quando ainda era criança. O conselho que ela lhe deu na hora da despedida foi: «Ama intensamente… Luta ainda mais intensamente…» 
Travis Mad Dog Maddox é um lutador clandestino, oriundo de uma família de vários irmãos, mais velhos e duros. 
Mau rapaz por definição, todas as noites leva para casa uma rapariga diferente. Até conhecer Abby Abernathy… 
Mal-afamado em todo o campus devido às suas relações com as mulheres, não é de surpreender que Abby rejeite os avanços de Travis; o máximo que aceita é ser sua amiga. No entanto, Travis está decidido a lutar pelo seu coração…


Mandela - O Rebelde Exemplar
de António Mateus 
Desde a libertação de Nelson Mandela, em 1990, António Mateus cobriu no terreno o conturbado processo de erradição do sistema de apartheid, a eleição de Madiba como primeiro presidente negro da África do Sul, o desempenho do seu único mandato presidencial e, depois, toda a sua actividade até à retirada da vida pública em 2004. 
Um livro diferente de tudo o que leu, que mostra o ser humano que escolheu transformar-se num líder de referência mundial pela tolerância, humildade e valores mas, já foi um jovem emotivo, irascível, temperamental e egocêntrico. 
Um olhar próximo, humanizador, sobre um homem que escolheu assumir e trabalhar as suas próprias fragilidades, começando nele a mudança que sonhava para o mundo. 
Um exemplo que resgata a nossa fé nos Homens e em nós próprios, na nossa capacidade de fazermos a diferença, para melhor, se assim  o decidirmos. 

Um livro com fantásticas ilustrações do ilustrador Nuno Tuna, escrito numa linguagem acessível, especialmente dirigido aos mais jovens e a todos os que queiram conhecer o lado humano de um herói dos nossos dias.

Novidades Bizâncio

Os Anjos Morrem das Nossas Feridas
de Yasmina Khadra
Dizia chamar-se Turambo, o nome da sua miserável terra na Argélia, onde nascera nos anos de 1920. Tinha uma candura desarmante e um gancho esquerdo imbatível. Frequentou o mundo dos ocidentais, conheceu a glória, o dinheiro, o frenesim dos ringues de boxe, e todavia nenhum troféu movia mais a sua alma do que o olhar de uma mulher. De Nora a Louise, de Aïda a Irène, procurava um sentido para a sua vida. Mas num mundo onde a cupidez e o êxito reinam como senhores absolutos, o amor corre por vezes grandes riscos.
Através de uma extraordinária evocação da Argélia de entre guerras, Yasmina Khadra apresenta, mais do que uma educação sentimental, o percurso obstinado de ascensão e queda de um jovem prodígio, adorado pelas multidões, fiel aos seus princípios, e que apenas queria ser senhor do seu destino.

O Cerco de Leninegrado
de Michael Jones
O cerco de Leninegrado foi a tentativa de Hitler de erradicar pela fome a população de uma cidade inteira. Martirizados pela fome, pelos rigores do frio, os habitantes da cidade testemunharam os actos mais vis de miséria humana e os mais nobres actos de solidariedade. Quando em 1944 foi posto fim ao cerco de 900 dias, mais de um milhão de pessoas tinha morrido e os sobreviventes ficariam para sempre marcados pelas suas provações. Só a partir dos anos 90 do século XX, quando o império soviético se desmoronou, muitas destas verdades foram reveladas, e, só recentemente, muitos dos diários, poemas e pinturas feitos durante o cerco foram disponibilizados para consulta pública nos museus e arquivos de São Petersburgo.
Michael Jones teve acesso a este espólio, falou com sobreviventes e traz-nos um relato de viva voz da extrema crueldade e da suprema bondade que se revelam quando a vida de todos os dias mergulha no mais absoluto horror. 

Novidade Esfera dos Livros

Gungunhana. O Último Rei de Moçambique
de Manuel Ricardo Miranda 

Gungunhana, o gigante e temido rei de Moçambique, era o homem que todos queriam. Mouzinho de Albuquerque, o oficial da cavalaria portuguesa, ambicionava honra e fama. Ao iniciar a marcha até Chaimite tinha como missão capturar o régulo africano e submeter as populações locais ao poder da bandeira nacional. Sousa, senhor de possessões em terras moçambicanas, junta-se a Mouzinho de Albuquerque com um único e secreto objetivo: matar, com as suas próprias mãos, Gungunhana e vingar-se da traição da sua mulher Kali, que fugiu para se tornar amante do Leão de Gaza, como era conhecido. Já Pedro, braço direito do comandante português, tinha sede de aventura e descoberta. Talvez assim conseguisse esquecer um desgosto de amor que lhe atormentava a alma.  O autor Manuel Ricardo Miranda transporta-nos, neste empolgante romance, para o universo africano dos finais do século XIX. Pela sua escrita vivemos as cerimónias iniciáticas, assistimos às grandes caçadas de elefantes, aos combates entre tribos, sentimos o cheiro do capim. E percebemos que África é um território com alma própria, mística, onde a realidade muitas vezes não é o que parece. Após uma marcha de três dias, as tropas portuguesas alcançam, cercam Chaimite e prendem o último rei de Moçambique. Mouzinho tinha nas mãos o homem que sempre desafiou a soberania e as autoridades portuguesas, não olhando a meios para atingir os seus fins. Sem recear inimigos ou os revesses do destino. Em Portugal todos festejam o enorme feito. Mas, estes homens, movidos pela ambição desenfreada de glória e poder, cedo percebem que as cinzas, o sangue, os gritos os marcaram a ferro e fogo nestas terras quentes que parecem amaldiçoadas. A felicidade foge por entre os dedos e as suas vidas ficarão para sempre destroçadas.

Novas edições na Porto Editora

As Duas Águas do Mar
de Francisco José Viegas

Duas mortes ocorrem simultaneamente em lugares junto ao mar – uma em São Miguel, nos Açores; outra em Finisterra, num promontório do litoral galego. O que a princípio parece ser um conjunto de coincidências infelizes acaba por ser um enredo que uma investigação policial sui generis desmonta como uma história de vingança e ressentimento. 
Em As Duas Águas do Mar, Francisco José Viegas constrói uma narrativa emocionante, em que nos confrontamos com os caminhos da paixão, da melancolia e da morte.
Os investigadores Jaime Ramos e Filipe Castanheira tentam encontrar respostas para solucionar dois casos semelhantes e atrozes: os assassinatos de Rui Pedro Martim da Luz e de Rita Calado Gomes.
Um crime motivado por inveja e amizade; outro, em nome do amor e da doença da paixão, sempre cruel e desconcertante. 
Depois de uma busca que leva a investigação pelas estradas da Galiza e pelas falésias abandonadas dos Açores, tudo termina como uma cerimónia de redenção em nome de todos os amores prometidos e de todas as vidas por cumprir.

Um Céu Demasiado Azul 
de Francisco José Viegas 
Em Um Céu Demasiado Azul, Jaime Ramos, o protagonista dos livros de Francisco José Viegas, investiga a morte e João Alves Lopes, ex-militante de um partido de esquerda em Portugal que envereda por uma carreira bem-sucedida no mundo da publicidade, e cujo corpo é encontrado no próprio carro. A investigação, realizada com a colaboração de Filipe Castanheira, aponta para Amélia Lobo Correia, uma stripper que vai de cidade em cidade, uma estudante de filosofia que não conseguiu concluir o curso. 
A investigação (que arrasta Jaime Ramos até Cuba e ao México) mergulha no passado e reconstitui uma história de amores não correspondidos, traições, solidão, vontades interrompidas e sonhos desfeitos. Porém, por detrás deste crime e dessa mulher, cruzam-se os destinos que arrastam consigo a memória de paixões nunca resolvidas nem consumadas num Portugal medíocre, novo-rico e hipócrita. É uma história de coincidências e de azar, que leva Ramos e Castanheira a procurar não o autor de um homicídio, mas os sinais do desaparecimento, do abandono, da mentira, da vingança e da solidão.