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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Quando o Cuco Chama" de Robert Galbraith

Confesso que estava muito expectante com este livro. Depois de ter escrito os Harry Potter (Robert Galbraith é o pseudónimo de J.K.Rowling)  é natural que as expectativas dos leitores fossem bastante elevadas! As minhas eram, de facto! 
Aos poucos, fui-me embrenhando neste policial... e deliciei-me! 
Gostei, em primeiro lugar, do personagem principal. Não é um galã, de todo! A sua limitação física - sofreu uma amputação devido a ferimentos no Afeganistão - fá-lo mais humano, mais parecido com qualquer um de nós. Vive com dificuldades, cheio de problemas financeiros e emocionais também. Possui uma qualidade que é realmente imprescindível e atraente para a sua profissão de detective: o seu raciocínio é rápido e perspicaz.
Depois, o enredo está bem equacionado. Deixa-nos algumas pistas que nos permitem suspeitar levemente de alguns personagens mas sem nunca termos a certeza absoluta de quem é culpado do assassínio. A narrativa viva, a caracterização minuciosa dos personagens e lugares, tudo conjugado, prendeu-me realmente.  
Um policial diferente onde Strike, o personagem principal, investiga um aparente suicídio e acaba por descobrir que nem tudo o que parece... é! E aquilo que parecia um suicídio mais não é que um homicídio. E é melhor ficar de boca fechada para não trair Strike e revelar demasiado, sem querer!

Podem ler a minha opinião sobre o anterior romance desta escritora (Morte Súbita), aqui! Gostei mais deste, sem dúvida!

Para mais informações sobre este livro, clique Editorial Presença aqui!

Terminado em 29 de Outubro de 2013

Estrelas: 4*+

Sinopse


Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres. Quando o Cuco Chama é um livro notável, um romance policial clássico na tradição de P. D. James e de Ruth Rendell, que marca o início de uma série verdadeiramente singular escrita por Robert Galbraith, o pseudónimo de J.K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Morte Súbita.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Sou Menino: Os Primeiros Três Anos" da Booksmile


Adorei este livro! Os desenhos são muito apelativos e as fotos do meu Mateus (sobrinho-neto que está prestes a nascer...) vão ficar lindamente nestas páginas tão coloridas, assim como todas aquelas datas importantes que queremos guardar "para mais tarde recordar"...

Aqui vos deixo algumas fotos que tirei para espreitarem um pouco o seu interior. Dá uma bela prenda de Natal, isso vos garanto! Só precisam de ter uma mamã para oferecerem este livro muito prático!




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"A Segunda Morte de Anna Karénina" de Ana Cristina Silva


Edição/reimpressão:2013
Páginas:224
Editor:Oficina do Livro
Fui à apresentação do livro de Ana Cristina na Livraria Barata. Estava gente em pé. Gostei de ver a casa cheia. Como gosto de ler os livros desta escritora.
Todos eles, talvez devido à sua formação em Psicologia, possuem personagens com um carisma próprio, uma força interior que nos impele a tomar o seu partido ou, pelo contrário, a odiá-los, quase. São detentores de variadíssimos sentimentos que expõem sem pejo e nos quais nos revimos. Amor, ódio, angústia, alegria, descontentamento. Os personagens entregam-se a nós, confessam-se e partilhamos, eles e nós leitores, tanto as alegrias como as tristezas que frequentam os seus corações.

Este livro senti-o como um desabafo de Violante, a personagem principal. É, também, um hino ao amor. Em qualquer dos sexos, sem preconceitos. A guerra, ela sim, é suja e dura. Essa sim deve ser considerada como algo aberrante e fora do normal. E isso está bem patente aqui neste livro.

As descrições dos sentimentos e dos lugares são tão autênticos que é como se de um filme se tratasse. Ao ler conseguimos "ver"! Daria um bom argumento para um filme, como afirmava um amigo aquando da apresentação do livro. Concordo em absoluto.

Ana Cristina sabe expressar-se, através dos personagens que cria, de uma forma que nos deixa rendidos. A história é construída para depois, no final, a pormos em causa, a reformularmo-la completamente. Isso agrada-me. Os fins felizes e "certinhos" deixar-me-iam insatisfeita se existissem nos livros desta autora. Ela quer-nos dar mais que isso. Devemos aproveitar, portanto!

Terminado em 24 de Outubro de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Violante tinha, desde criança, um talento raro para a representação e, com a ajuda de Luis Henrique, um grande actor com quem acabou por se casar, tornou-se uma das mais aplaudidas actrizes portuguesas do princípio do século XX. Contudo, os que a vêem brilhar e afirmar o seu génio no palco dos maiores teatros nacionais desconhecem o terrível segredo que minou a sua vida e levou para longe o marido numa noite que podia ter acabado em tragédia. Agora, que Violante visita, longe da multidão, o jazigo de Rodrigo - um jovem oficial português caído na guerra das trincheiras em França -, espera finalmente sentir o desgosto da mãe que não chegou a ser, mas descobre que o filho que não criou carregava, afinal, no peito um peso tão grande ou maior do que o seu. E, com o espectro das recordações que essa revelação desencadeia, regressa também inesperadamente o próprio Luís Henrique, desejoso de obter, ao fim de tantos anos, a resposta que Violante não lhe pôde dar. O problema é que, numa conversa entre dois actores de excepção, nunca se sabe exactamente o que é verdade.
A Segunda Morte de Anna Karénina é um romance sobre o amor sem limites, a traição e os custos da vingança - e também uma obra arrojada sobre as tensões homossexuais reprimidas, sobre as vidas desperdiçadas de tantos portugueses na Primeira Guerra Mundial e sobre as diferenças - se é que existem - entre o teatro e a vida real.

domingo, 27 de outubro de 2013

Ao Domingo com... Carina Rosa

Bem, o que dizer sobre mim? Prefiro falar de outras pessoas, criar outras personagens e outras histórias de vida, embora cada uma delas tenha um pouco de mim. Naci em 1986, em Lisboa, e vivo no Algarve. Licenciei-me em Ciências da Comunicação e trabalhei em
jornalismo de imprensa, numa rádio e numa televisão online, mas actualmente, dou aulas de Ginástica Acrobática, fruto de uma vida de 15 anos no meio, que me levou à Selecção Nacional de Trampolins e Desportos Acrobáticos, tendo participado em várias competições internacionais.  A escrita é um mero hobby que eu considero profissional. Se assim não fosse, nunca veria uma obra terminada. Quem escreve, sabe os meses que são necessários para ver uma obra concluída e aprimorada, tal como a desejamos, e só tenho pena que seja uma “profissão” tão menosprezada. Posso dizer que, de todos os trabalhos que já tive, é o mais difícil e, simultaneamente, um dos que me dá maior prazer, e penso que só pelo prazer de criar e de escrever podemos levar esta arte em frente.
Sou muito tímida, reservada e isolo-me com facilidade. Perco-me muitas vezes em pensamentos, em histórias e em pessoas que nem sequer existem...até passá-las para o papel e dar-lhes vida. É uma coisa que faço muito bem: pensar na vida, demasiado, até. Talvez tenha surgido daí a minha vontade de escrever.
A escrita é uma paixão de criança, posso dizê-lo, que começou na leitura desenfreada de livros infantis, numa paixão assolapada pela Língua Portuguesa e por tudo aquilo que tivesse a ver com gramática. É uma coisa que adoro: letras e o extravasar de sentimentos através de palavras escritas. É uma sensação diferente e mais intensa, quando lemos e imaginamos o mundo à nossa maneira: as descrições podem ser as mesmas, de leitor para leitor, uma paisagem, o rosto de alguém ou o som de uma gargalhada, mas cada pessoa vai transformar tudo isso numa visão muito sua, muito íntima, que ninguém poderá copiar. É a magia dos livros, que não existe em nenhum outro lugar, o poder da imaginação e de sermos felizes ao viajar através da mente, longe do corpo e das nossas necessidades básicas...livres, no fundo. 
Não sei se a maioria dos escritores pensa o mesmo, mas nunca me senti realmente integrada na sociedade, embora me esforce por isso. Sempre fui diferente e não sei exactamente as razões dessas diferenças. Apenas posso dizer que falo pouco, leio e escrevo muito, e sou demasiado séria até para o meu próprio gosto. Acho que puxo um pouco para o drama e os meus livros transmitem um pouco isso. É o que mais gosto de escrever: falar sobre sentimentos, cenas românticas ou, por oposto, problemas, dúvidas existenciais, passados recalcados e futuros incertos. 
Desde muito nova que gosto de passar para o papel aquilo que sinto, primeiro foi na forma de poemas de amor, depois em romances falhados, que eu escrevia e apagava em seguida, por um único motivo que tem movido toda a minha vida: insegurança. Tenho uma extrema baixa auto-estima e não me orgulho disso, nem sequer compreendo de onde vem ela, mas existe e acaba comigo. Foi preciso um grande esforço da minha parte para que eu me pusesse de pé, erguesse a cabeça e seguisse em frente, sem medos e alguma coragem que me trouxeram onde estou hoje. Costumo dizer que podia ter começado a escrever muito mais cedo, mas faltou-me coragem. Nunca é, porém, tarde para começar, e penso que é necessária alguma maturidade para escrever, pelo que o momento em que as coisas acontecem, só pode ser o certo. 
Porque é que escrevo? Escrevo porque penso muito, imagino muito e quero muito criar e viver outras vidas. Escrevo porque viver uma vida não me basta, e também leio pelo mesmo motivo. Escrevo porque quero partilhar com os outros aquilo que sinto, mesmo no meio da ficção dos meus personagens. Escrevo porque adoro letras e palavras e porque quero mostrar algo muito meu, para que todos os desconhecidos me conheçam de alguma forma. Sobretudo, adoro o fluir dos pensamentos e dos sentimentos, a dúvida e a certeza de uma vida que poderia ser melhor ou pior. Gosto de ter o poder de criar, de mudar...de tornar feliz, não apenas os meus personagens, mas os leitores que se revêm neles. 
Sobre os meus livros, «O Intruso» é o mais pequenino. Sim, é também o mais velho, mas
será sempre o mais pequenino. Costumo chamá-lo de livrinho de bolso, porque cabe numa “algibeira” e tem uma história curta, que eu escrevi num mês e meio de loucura. Sim, ainda hoje o acho uma loucura. Não fazia ideia do que estava a fazer quando o escrevi, mas acabou por sair melhor do que esperava e levou-me àquilo que realmente interessa: críticos literários, leitores-beta que me têm ajudado imenso naquilo que tenho escrito depois. Aprendi muito e também isso devo à minha coragem de escrever «O Intruso». Posso dizer que cada vez gosto mais de escrever, porque agora sei o que estou a fazer. Ao fim e ao cabo, «O Intruso» é a minha cara: temos uma personagem principal cheia de problemas, de medos e inseguranças, uma fraca auto-estima e um medo de amar que ultrapassa todas as barreiras. Tem um pouco a ver comigo, a minha Sara, assim como a história em si: falo de espíritos, fantasmas que a atormentam, um tema extremamente interessante que, confesso, sempre me fascinou. Depois temos Martim, um amor calmo e sereno, que surge no seio da tempestade, um toque de tranquilidade que dá alguma luz à história. Um personagem simples, sem grandes problemas, que me deu pouco trabalho e de quem eu continuo a gostar. O Rodrigo é, claro, o mau da fita, mas deu-me prazer ver o ódio e o amor dele, dois sentimentos distintos e iguais em peso e medida, pela sua intensidade. A Juliana foi uma surpresa, até para mim, e continuo a considerá-la o grande trunfo da história.  
«As Gotas de um Beijo» é o meu segundo romance, não o segundo que escrevi, mas o segundo que publicarei, no final de Novembro deste ano. É uma história mais madura, muito diferente do «Intruso», em tema e em forma de escrita, e admito que o escrevi três vezes, até chegar ao ponto em que está. Fala de um homem de 45 anos, David, divorciado
e solitário, agarrado à única coisa que possui: um stand de automóveis que é a sua paixão.  Afastado da ex-mulher e dos filhos, acabava por ligar-se inevitavelmente à melhor amiga de sempre, Diana, cuja relação acaba por evoluir muito mais do que ambos gostariam. Só que a chegada de Laura muda tudo. Laura é uma mulher atraente e jovem que vai trabalhar para a joalharia ao lado do stand e acaba por partilhar com David os momentos de solidão, a paz e a tranquilidade. Entre cafés, cigarros e almoços, nasce uma paixão que só é impedida pelo segredo que Laura esconde e que pode mudar tudo o que ambos viveram até ali. Posso dizer que, embora «O Intruso» tenha muito a ver comigo, como expliquei, esta obra é mais a minha praia, na onda dos romances profundos e fofinhos, de despedaçar corações. É um dos meus preferidos, por muitas vezes que o leia, e só posso desejar que os leitores possam sentir o mesmo. 

«Anjo do Diabo» é o título da terceira obra que tenho preparada, um título provisório que vai ser transformado. É uma história que está, neste momento, nas mãos de alguns dos meus leitores-beta, a receber avaliações e opiniões, mas confesso que é outra das minhas preferidas. Não serão todas, de alguma forma? Todas têm um bocadinho de nós e penso que esta não é excepção. Trata a história de Clara, uma mulher com um passado complicado, dividida entre dois homens: um amor de adolescência e um casamento feliz que, no entanto, não a satisfaz. As reviravoltas da vida vão ensinar-lhe o verdadeiro significado do amor, da amizade e da família, e a necessidade de fazer sacrifícios por aqueles que amamos. Trata-se de uma obra sobre escolhas e segundas oportunidades, descriminação, perdão e compaixão, com um vilão que não é um vilão completo, para amar e odiar ao mesmo tempo, que eu confesso, nunca irei esquecer. As cenas de amor, de sofrimento e aquele final foram as partes que mais gostei de escrever e mal posso esperar que esteja pronto. 
«O escultor» é a obra em que estou a trabalhar de momento, um romance policial que é a minha estreia no género. Confesso que é um grande desafio, não é bem a minha praia, mas é uma forma de sair da minha zona de conforto e testar-me, ver até que ponto consigo chegar e aquilo que consigo fazer. A ideia surgiu quando estava ainda na redacção do jornal e abri um e-mail sobre um festival de esculturas no Algarve. Foi a primeira vez em que o título me surgiu antes da obra e posso dizer que, embora ainda não esteja terminada, estou a gostar imenso dela.  É, no entanto, uma obra complicada. É a terceira vez que a escrevo e só agora posso dizer que me parece estar no caminho certo. É uma história complexa, com muita investigação à mistura, e tenho apostado cada vez mais nas personagens secundárias, o que além de dar mais sumo à história, dá também mais trabalho. Neste livro, retrato a história de Mariana, uma mulher de trinta anos que nunca teve nada além de pobreza, mas que acaba por sucumbir ao poder do dinheiro, da ambição e da ganância, levando uma vida de mentiras, mas privilegiada, em que nada lhe falta, além de liberdade. O passado que deixou para trás e a necessidade que tem de manter as aparências e a vida que leva, tornam-na uma mulher fria e calculista, que só muda quando a melhor amiga desaparece inesperadamente. O desaparecimento de Alice e um outro segredo que Mariana esconde vão levá-la a rever a própria vida e os valores que considera importantes, o que a leva até André, um polícia demasiado bonito e demasiado jovem para o seu próprio bem. A sua ideia nunca foi apaixonar-se, porque o amor era a única coisa que lhe podia destruir os planos, mas talvez isso já não esteja nas suas mãos.
Em suma, é uma história de amor, sobretudo, e de amizade, e daquilo que podemos fazer pelos outros, quando deixamos de pensar em nós próprios. É uma história pautada por erros e arrependimentos, que mostra que qualquer pessoa pode mudar por amor. E, por outro lado, com uma forte veia de acção e mistério. 
Devem estar a perguntar-se de onde surgem estas histórias. «O Intruso» e «O escultor» são obras meramente fictícias, que me surgiram na mente, vindas de pensamentos aleatórios que eu tentei conjugar até formar uma linha com sentido. «As Gotas de um Beijo» é uma história real, sem o ser: peguei em pessoas que eu conheço, observei uma situação ou outra e criei uma história que vai muito além da realidade, mas tão intensa que podia sê-lo. O «Anjo do Diabo» é outra dessas histórias que eu sempre quis contar: baseada em pessoas reais e em pequenos pontos factuais, mas completamente transformada pela minha mente e pelas minhas ideias, que me surgem em qualquer momento, mas principalmente à noite, na cama do meu quarto. Gosto cada vez mais de observar os outros, de ouvir as suas histórias e de torná-las reais, à minha maneira. Cada um tem a sua história, e todas as histórias merecem ser contadas. 
Se quiserem saber novidades sobre as minhas obras e outros projectos de escrita, visitem a minha página de autora no facebook https://www.facebook.com/Autora27?ref=hl e o meu blog http://carinarosaautora.blogspot.pt/
Boas leituras!
Carina Rosa

sábado, 26 de outubro de 2013

Na minha caixa de correio

  

Estou desejosa de ler estes três livros! Agradeço a gentileza da Leya que me enviou os dois primeiros e também ao Segredo dos Livros que me emprestou o terceiro!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Convite Alfarroba


Novidade ASA

A Promessa
de Lesley Pearse

No início de julho de 1914, a Europa vive os seus últimos dias de inocência.  A jovem Belle realizou os seus sonhos. A uma infância pouco comum seguiram-se anos dramáticos, ao longo dos quais quase cedeu ao desespero. Mas a sua coragem e determinação prevaleceram. A sua vida é agora feliz. Está casada com Jimmy, o seu primeiro amor, e conseguiu abrir a elegante loja de chapéus que sempre desejou.
Mas a História do mundo está prestes a mudar. A I Guerra Mundial vai arrastar consigo milhões de pessoas. Belle e Jimmy abdicam de tudo para defenderem o seu país. São ambos destacados para França, onde Jimmy vai arriscar a vida nas trincheiras e Belle conduz uma ambulância da Cruz Vermelha. É um tempo de devastação sem precedentes em que sobreviver a cada dia representa uma vitória. E é quando o passado menos ocupa os seus pensamentos que Belle será obrigada a confrontá-lo pela derradeira vez.  Bastará um momento. Um homem. Um olhar.
Entre a luta pela sobrevivência, uma paixão proibida e a lealdade devida a um grande amor, Belle está perante uma escolha impossível. Mas ao viver na pele um dos mais sangrentos conflitos da História, terá ela poder sobre o seu destino?
A Promessa é a continuação da história de Belle, a inspiradora heroína de Sonhos Proibidos.

Novidade Porto Editora

Cavalo de Fogo – Congo
de Florencia Bonelli

A cirurgiã pediátrica Matilde Martínez abandona Paris rumo ao Congo levada por um sonho: aliviar o sofrimento das crianças vítimas da violência e da fome que imperam naquele país africano. No entanto, deixou para trás uma difícil história de amor que não consegue esquecer.
Por outro lado, o mercenário Eliah Al-Saud chega ao Congo movido por uma ambição: apoderar-se de uma mina de coltan, o minério mais cobiçado pelos fabricantes de telemóveis, que lhe renderá enormes lucros. Mas, acima de tudo, para recuperar Matilde, que considera a razão da sua vida.
Os traumas e segredos que os distanciaram em Paris continuam latentes e, rodeados por um contexto cruel e injusto, a reconciliação parece impossível. Mas Matilde e Eliah tentarão fazer tudo para que o seu amor triunfe.
Um romance carregado de erotismo que dá seguimento à história de Cavalo de Fogo - Paris. 

Para mais detalhes sobre este livro, consulte a página respectiva da editora aqui, onde poderá inclusivamente ler as primeiras páginas do mesmo, ou a página portuguesa da autora no facebook.

Novidade Oficina do Livro

Padeira de Aljubarrota – Mulher de Armas e Heroína de Portugal

de Maria João Lopo de Carvalho
Muitas histórias correram sobre a humilde mulher que, em 1385, numa aldeia perto de Alcobaça, pôs a sua extrema força e valentia ao serviço da causa nacional, ajudando assim a assegurar a independência do reino, então seriamente ameaçada por Castela. É nos seus lendários feitos e peripécias, contados e acrescentados ao longo dos tempos, que se baseia este romance, onde as intrigas da corte e os tímidos passos da rainha-infanta D. Beatriz de Portugal se cruzam  com os caminhos da prodigiosa padeira de Aljubarrota, Brites de Almeida, símbolo máximo da resiliência e bravura de todo um povo.
Este é o romance nunca feito sobre a maior heroína da nossa história, cruzando a voz de Brites de Almeida com a voz de D. Beatriz de Portugal. Asas e Raízes, imaginação e rigor histórico no período mais conturbado que Portugal viveu na época medieval. 600 anos depois do seu feito heróico, a enorme popularidade da padeira e a sua figura inspiradora permitiram a Maria João Lopo de Carvalho criar um romance com outro ritmo, bem ao jeito do leitor que aprecia as peripécias de uma lutadora e corajosa mulher do povo que marcou a diferença num tempo em que sangue, suor e lágrimas não faltavam por terras de Portugal. E que melhor exemplo de bravura para os portugueses num período de lutas tão complexas como as que travamos todos nós nos dias de hoje?

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Um Livro Numa Frase





"O sofrimento que provocamos é sempre o último que nos apercebemos."

In A Segunda Morte de Anna Karenina de Ana Cristina Silva, pág. 94
Frase escolhida por Cris

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"A Sentinela" de Richard Zimler

Sou fã de Richard Zimler. Da sua escrita e também dos temas que aborda. De tudo que ele escreve que tenha a ver com a Segunda Guerra.

Sabia que este livro não estava relacionado com essa temática mas sabia também que as palavras deste autor têm o condão de prender e cativar o leitor. Esperava que isso me acontecesse. E, na realidade, muito embora marcado por um género diferente, este livro encantou-me pela diversidade de aspectos abordados, pelas histórias - várias - que encerra.

Não é um simples policial. Possui, porém, tudo o que um policial deve ter: suspense, mistério, mortes. Paralelamente decorrem outras histórias, histórias em meu entender, mais interessantes e que me prenderam grandemente a atenção: a personalidade dupla do personagem principal (distúrbio de personalidade múltipla) e a sua infância repleta de maus-tratos infligidos por seu pai.

Vemos que Henrique Monroe, o inspector da polícia e personagem principal, cresce e desenvolve-se como ser humano, com as suas contradições, os seus medos e as suas angústias. A sua família é o seu porto de abrigo e quer a sua esposa, como os seus filhos e irmão estão caracterizados profundamente e partilham com ele as sua preocupações e anseios. Gostei de sentir essa união, esse amor. Henrique, como muitas vezes sabemos que acontece na vida real, não deseja repetir os erros de seus pais e tenta pautar a sua vida por outros e melhores princípios.

A acção decorre em espaços por nós conhecidos. Lisboa serve de pano de fundo desta história e o ambiente de corrupção que tão bem nós ouvimos falar e conhecemos ilustra muitas destas páginas. Sentirmos que a acção poderia estar a acontecer ao nosso lado confere-lhe um realismo que me agradou de sobremaneira.

Um livro diferente dos que estou habituada a ler de Richard Zimler mas não menos interessante por isso.

Gostei e recomendo.

Terminado em 21 de Outubro de 2013

Estrelas: 5*

Sinopse

Até que ponto um único assassinato pode iluminar a crise moral em que se encontra o país?
6 de julho de 2012. Henrique Monroe, inspetor-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil. Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família. Ao mesmo tempo, uma pen que o inspetor descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ñcheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos.
Tendo como pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, que sofre sob o peso dos seus próprios erros históricos, Richard Zimler criou um intrigante policial psicológico, com uma ñgura central que se debate com os seus demónios pessoais ao mesmo tempo que tenta deslindar um caso que irá abalar para sempre os muros da sua própria identidade.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Os Últimos presos do Estado Novo" de Joana Pereira Bastos

Enquanto lia este livro lembrei-me de quantos desconhecem o que realmente se passou por detrás dos muros das prisões de Caxias e de Peniche ou dentro das portas da sede da Pide na R. António Maria Cardoso!

Infelizmente esta obra não trata de um assunto ficcionado e embora se leia muito rapidamente, custa a fazê-lo de tão pesado que é o seu conteúdo. As suas páginas estão repletas de acontecimentos que devem ser conhecidos de todos. Por tudo o que sofreram, estes homens e mulheres, devem ser homenageados. Que melhor homenagem haverá do que fazer justiça? Saber que muitos dos carrascos ficaram impunes não honra a democracia pela qual tantos lutaram...

Fiquei horrorizada com as barbaridades cometidas a quem discordava do regime: a privação de sono, a completa negação de hábitos de higiene, o isolamento, a chantagem com familiares, a administração de drogas, as variações de temperatura e outros métodos psicológicos de tortura que tinham efeitos e consequências ainda piores do que os brutais espancamentos a que esses homens eram sujeitos. E se algum conseguia arranjar forças para não sucumbir a tudo isso, muitas das vezes, após dias e dias de tortura, bastava uma palavra amiga de um pide "bom" (que fingia sentir compaixão) para que confessasse tudo o que sabia e o que não sabia!

Conhecer "pessoalmente" estes homens e mulheres foi para mim algo único e inesquecível. Como foi também o tomar conhecimento das consequências desses actos bárbaros (psicoses e depressões) que ficaram, a maior parte das vezes, impunes. Pode-se perguntar: onde está a justiça?

Um livro a ler. Duro. Mas necessário. Obrigatório!

Terminado em 13 de outubro de 2013

Estrelas: 6*

Sinopse

Depois de uma curta «Primavera Marcelista», o País assistiu a uma escalada da violência contra todos os portugueses que enfrentavam a ditadura. Entre 1973 e 1974, mais de 500 pessoas, pertencentes a vários movimentos políticos e oriundas de diferentes classes sociais, foram presas e violentados pela PIDE.
No forte de Caxias, muitas eram sujeitas às mais sofisticadas e brutais formas de tortura, ensinadas através de um manual entregue pela CIA à polícia política portuguesa, enquanto lá fora se preparava a revolução de 25 de Abril.
Depois de meses de sofrimento, os homens e mulheres detidos em Caxias enfrentaram momentos de angústia e incerteza quando souberam que houvera um golpe militar - seria um golpe da esquerda ou, tal como acontecera no Chile, da direita mais radical? Atrás das grades, os prisioneiros enfrentaram essa dúvida durante horas a fio. Sofrendo até ao fim, os últimos presos políticos do Estado Novo só conheceram a liberdade na madrugada de 27 de Abril de 1974 - dois dias depois da revolução que pôs termo a 48 anos de ditadura.

domingo, 20 de outubro de 2013

Ao Domingo com... João Oliveira Lopes

Chamo-me João Manuel Godinho Oliveira Lopes e nasci, no dia 28 de Março de 1959, ao meio dia e meia. Depois de levar um par de nalgadas estive para aí duas horas a chorar.
Talvez por tudo isto, eu seja um homem que nunca tenha gostado de me levantar cedo (prefiro trabalhar pela noite dentro) e detesto gente que abusa da força contra os indefesos. Nunca fui apoiante de ditaduras, tenham elas a cor que tiverem.
Podia ter sido um católico fervoroso, uma vez que nasci num sábado de aleluia, mas como sou ateu, acredito que nem tudo estava marcado à data do meu nascimento.
Cresci no seio de uma família feliz, da média burguesia, e por isso foi feliz a minha infância e a minha adolescência.
Até que um dia pedi uma moto ao meu Pai. Com o não perentório, resolvi ir trabalhar nas férias para ganhar dinheiro.
Habituei-me a isso e depois de uma primeira experiência a carregar grades de cerveja numa fábrica de sumos e refrigerantes, fui escriturário de um laboratório de análises, membro da Comissão nacional dos censos, vendedor de automóveis e Professor do Liceu (no tempo em que se podia dar aulas com o 7º ano). Para contrabalançar o peso na consciência de andar sempre com dinheiro no bolso (embora ganho de forma honesta) inscrevi-me como cadete nos Bombeiros Voluntários, onde estive entre os meus 14 e os meus 22 anos.
Sei bem, portanto, o que é isto dos fogos florestais, embora os tempos e a forma de os combater fossem muito diferentes.
Fui estudar para a então Escola Técnica dos Serviços de Saúde do Porto onde concluí o bacharelato em Radiologia. Uns anos mais tarde viria a concluir a licenciatura na Escola Superior de Tecnologias da Saúde de Coimbra. Estou a caminho de três décadas como Técnico Radiologista no Hospital da Guarda. Com dedicação e orgulho no trabalho feito.
Tenho tido a sorte de em (quase) tudo o que fiz na vida ter a mesma sensação.
Antes disso, porém, e através da ligação aos Bombeiros foi proposto um programa abordando a segurança de pessoas e bens, na Rádio Altitude.
E pronto. Foi como se tivesse sido mordido por um ser estranho que logo se entranhou. A comunicação social passou a fazer parte da minha vida.
Na Rádio (a mais antiga de Portugal) fiz de tudo um pouco: programas de informação, de animação, entrevistas, discos pedidos e ocupei até lugares de chefia. Sentia-me gente.
Aliás, a Rádio e os Bombeiros ajudaram em muito a fazer-me homem. Com 18 anos tão depressa me via a apresentar espectáculos nas festas da Cidade da Guarda com as Doce, Tony de Matos, Manuela Bravo, Cândida Brancaflor e alguns outros, perante cerca de cinco mil pessoas, como no dia seguinte subia a encosta de uma montanha, de botas de borracha e fato de macaco, acompanhado por meia dúzia de outros voluntários, tão loucos como eu, à procura da cauda do fogo…
Assim, temos mesmo que nos fazer gente.
Da ligação à comunicação e à escrita nasceria a vontade de fazer um livro. Ainda do tempo em que não havia computadores guardo as primeiras páginas – um prólogo- de um manuscrito que haveria de ser base e ponto de partida para uma história que eu queria contar.
Depois do nascimento da minha única filha, em 1993, de uma passagem de 15 dias por Macau, em 1997, de dois enfartes (um em 2001 e outro em 2007) estavam reunidas as condições para dar corpo ao sonho.
Assim me lancei à modernice de um teclado rectroiluminado e nasceu o Porta da Baía. O primeiro romance, lançado em Junho de 2012 e já na 2ª edição.
Um segundo está a caminho. Assim eu tenha saúde e o leitor vontade de ler.

PORTA DA BAÍA
É a vida da família Mendes de Sousa, ao longo de três gerações. Desde 1910 até ao ano 2000 o leitor é confrontado com os amores entre portugueses e espanholas, e a vida dupla de três homens (avô, filho e neto) que mantêm um segredo passado de geração em geração (mas nunca de forma direta de pai para filho)  culminando em Afonso Real, um verdadeiro “playboy” que constrói um império de negócios.
Lisboa, Salamanca, Paris e Macau são cidades chave de uma história que nos mostra que não há homens completamente maus.
Fala-se da Guarda, claro. A cidade onde nasci e onde levei as primeiras palmadas que a vida me deu.

João Oliveira Lopes

sábado, 19 de outubro de 2013

Na minha caixa de correio

           
  






O Comércio Respeitável e o Tudo o Que Nunca Te Disse são emprestados do Segredo dos Livros.
Sou Menino vou oferecer à minha sobrinha que está prestes a ser mãe! Parabéns para mim que vou ser tia-avó pela primeira vez!
Memórias de um Amigo Imaginário, Eu Estou Sempre cá, A Filha do Rei e Pede-me o Que  Quiseres são livros de uma editora que muito me agrada pelos temas que escolhe: a Planeta.
Quando o Cuco Chama, chama por mim. Conto lê-lo em breve. Já concorreram ao passatempo que está a decorrer no blogue?
D. Francisca de Bragança, a Princesa Boémia foi uma gentileza da Topseller. Adoro envolver-me noutras épocas!
O Rei do Monte Brasil vai ser a minha próxima leitura. Gosto muito da escrita da Ana Cristina Silva!
O Lago Avesso vai fazer parte das leituras de um clube de leitura da Leya que se realiza na Buchholz, no qual me inscrevi.
É Assim Que Acaba, Presa e Predador e Palavras em Tempo de Crise ganhei nos passatempos do JN.
Uma semana em cheio!
Os carteiros que cá entregam os livros já dizem: "É mais um livro!" LOL



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Novidade Porto Editora

Cavalo de Fogo – Congo
de Florencia Bonelli
A cirurgiã pediátrica Matilde Martínez abandona Paris rumo ao Congo levada por um sonho: aliviar o sofrimento das crianças vítimas da violência e da fome que imperam naquele país africano. No entanto, 
deixou para trás uma difícil história de amor que não consegue esquecer. 
Por outro lado, o mercenário Eliah Al-Saud chega ao Congo movido por uma ambição: apoderar-se de uma mina de coltan, o minério mais cobiçado pelos fabricantes de telemóveis, que lhe renderá enormes lucros. Mas, acima de tudo, para recuperar Matilde, que considera a razão da sua vida. 
Os traumas e segredos que os distanciaram em Paris continuam latentes e, rodeados por um contexto cruel e injusto, a reconciliação parece impossível. Mas Matilde e Eliah tentarão fazer tudo para que o seu amor triunfe.

Convite Esfera dos Livros


Convite Esfera dos Livros


Novidades Planeta

A Bibliotecária de Auschwitz 
de António G. Iturbe 
O Bloco 31 tinha 500 crianças, e neste lugar onde os livros eram proibidos, a jovem Dita escondia todas as noites os frágeis oito volumes da biblioteca mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. 
No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».

Pede-me o que Quiseres
de Megan Mawxell 
Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. 
Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato. 
Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobre ela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo. 
Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes… 
Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderia ditar o princípio do fim de uma relação.

Quando tu eras meu
de Rebecca Serle 

Todos pensam que Romeu e Julieta foram impotentes face ao seu destino, que ficaram à mercê do amor que nutriam um pelo outro. Não é verdade. Julieta não era nenhuma rapariga doce e dilacerada pelo destino. Ela sabia exactamente o que fazia. O problema é que Shakespeare não. Romeu não pertencia a Julieta; pertencia-me a mim. 
Devíamos ficar juntos para sempre e teria sido assim se alguém não mo roubasse. Talvez isso pudesse ser evitado. E então talvez ainda estivesse vivo.
Romeu e Julieta – agora narrada por Rosalina, a primeira namorada de Romeu.

Novidade Clube do Autor

Quando Jesus Chorou
de Bodie e Brock Thoene 
Tendo como pano de fundo o período que antecede a crucificação e ressurreição de Cristo, este livro desvenda as conturbadas circunstâncias que marcaram a Judeia no tempo de Cristo e narra o dia-a-dia dos homens e mulheres que testemunharam alguns dos momentos mais importantes da vida de Jesus.
Através da amizade entre Jesus e Lázaro, o homem que ressuscitou dos mortos num dos mais extraordinários acontecimentos narrados na Bíblia, Bodie e Brock Thoene evocam neste livro um período fascinante do nosso passado e de forma envolvente, rigorosa e inesquecível dão ao leitor um raro vislumbre do poder e do amor de Cristo. 

Novidade TopSeller


Novidades BookSmile




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Escritores na Cozinha... com Rita Vilela

Sobremesa de abacate

Escolhi para responder a este desafio uma receita muito usada pela raça verdi do meu livro "As 7 Cores de Oníris".

Ingredientes, por pessoa:

  • Meio abacate, bem maduro (e guardado no frio)
  • Um yogurte natural
  • Açúcar a gosto

Reduz-se a polpa a pasta com a ajuda de um garfo, adiciona-se o iogurte e o açúcar e mexe-se bem. Enfeita-se com amêndoa lascada e... está pronto a comer.

No território verdi, os abacates são deixados à noite ao relento, ou são mergulhados no rio, para os arrefecer e, em vez de açúçar, é usada a seiva de "suiji", uma flor nativa do território, de cores vibrantes.

Mas, se quiserem saber mais sobre Oníris e a sua comida podem espreitar aqui: http://7oniris.blogspot.pt/

Rita Vilela

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

"Índice Médio de Felicidade" de David Machado

Mal acabei de ler este livro surgiu uma pergunta dentro de mim: "Será que este autor tem outros livros?"

Depois de pesquisar um pouco, reparei na sinopse e na capa do "Deixem falar as Pedras" que vou querer ler em breve... Mas voltemos ao Índice Médio de Felicidade: gostei muito desta leitura. Rapidamente entrei na história e criei empatia com o personagem principal, Daniel.

A escrita do autor é clara, límpida, com poucos floreados. Como gosto. As palavras aparecem no lugar certo. Algumas, mais rudes, também. Não me feriram. Achei que pertenciam à história, que estavam bem situados. No contexto certo.

A história relatada poder-se-ia passar com qualquer um de nós. Cenas fortes, duras. Às vezes a vida é madrasta e prega-nos partidas com as quais não contamos... Daniel viu-se, como tantos nós hoje em dia, sem emprego e, mais tarde, sem casa. Com família. Sempre acreditando que vai ultrapassar tudo. E escreve para um amigo de há longos anos, que se encontra preso, contando, acusando, relembrando.

A trama urdida pelo escritor envolve com mestria, Daniel, seus amigos próximos e sua família. O texto possui intensos e emotivos diálogos que nos envolvem na história, nos prendem e que descrevem com autenticidade aspectos do nosso Portugal de hoje.

Gostei do final. Não vos conto, fica para vocês apreciarem. Como eu fiz. Recomendadíssimo! Um daqueles livros que gostaríamos de ter sido nós a escrever...

Terminado em 13 de Outubro de 2013

Estrelas: 6*

Sinopse

Daniel tinha um plano, uma espécie de diário do futuro, escrito num caderno. Às vezes voltava atrás para corrigir pequenas coisas, mas, ainda assim, a vida parecia fácil - e a felicidade também. De repente, porém, tudo se complicou: Portugal entrou em colapso e Daniel perdeu o emprego, deixando de poder pagar a prestação da casa; a mulher, também desempregada, foi-se embora com os filhos à procura de melhores oportunidades; os seus dois melhores amigos encontram-se ausentes: um, Xavier, está trancado em casa há doze anos, obcecado com as estatísticas e profundamente deprimido com o facto de o site que criaram para as pessoas se entreajudarem se ter revelado um completo fracasso; o outro, Almodôvar, foi preso numa tentativa desesperada de remendar a vida. Quando pensa nos seus filhos e no filho de Almodôvar, Daniel procura perceber que tipo de esperança resta às gerações que se lhe seguem. E não quer desistir. Apesar dos escombros em que se transformou a sua vida, a sua vontade de refazer tudo parece inabalável. Porque, sem futuro, o presente não faz sentido.
Índice Médio de Felicidade é um romance admirável e extremamente actual sobre um optimista que luta até ao fim pela sua vida e pela felicidade daqueles que ama. Dramático e realista, mas com momentos hilariantes, confirma o talento de David Machado como um dos melhores ficcionistas da sua geração.

Passatempo: "Quando o Cuco Chama"

O blogue O Tempo entre os meus livros em parceria com a Editorial Presença tem uma oferta verdadeiramente especial para sortear aos seguidores do blogue.

Temos para oferecer um exemplar do livro "Quando um cuco chama" de Robert Galbraith, pseudónimo da célebre J. K. Rowling, autora de Harry Potter. Junto com o livro uma oferta: um saco promocional!

Para isso só têm de responder acertadamente às questões que se seguem e seguir as regras.

O passatempo termina a 31 de Outubro.

Boa sorte!

Para mais informações veja o link da Editorial Presença aqui.