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domingo, 24 de novembro de 2013

Ao Domingo com... Maria-do-Céu Mascarenhas

“Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, 
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todo os dias são meus.”
          Fernando Pessoa/Albero Caeiro, in Poemas Inconjuntos

Agradeço a Cristina Delgado o seu amável convite para, no seu blogue, falar um pouco de mim e do meu livro ROSA NO PAÍS DAS FLORES DA LUTA.
Para eleger como tema a minha pessoa e a minha vida, não tenho inclinação. Todavia, na aba deste meu livro encontra-se, por solicitação da Chiado Editora – à qual agradeço ter desfeito o “feitiço” que há anos parecia opor-se à sua publicação -, uma parcial e resumida descrição do meu percurso.
Além disso, creio que ROSA NO PAÍS DAS FLORES DA LUTA se pode classificar, quanto ao género literário, como um cruzamento ficcionado de Literatura de Viagens, Autobiografia e Memórias, pelo que, no decurso da leitura, se encontram muitos aspectos
biográficos, desde a minha infância, que decorreu em pleno Estado Novo, até ao ano lectivo de 1977/78, em que fui professora cooperante no Liceu de Bissau.
São as experiências, vivenciadas nesse ano e naquele lugar – a Guiné-Bissau do pós-independência – que constituem o fulcro desta minha obra, as quais, todavia, se dilatam, para abranger temas diversos que merecem e exigem reflexão e que, pela sua importância histórica, se mantêm actuais, como o da Guerra Colonial, ou Guerra do Ultramar, como se prefira chamar-lhe.
Trata-se também – creio poder afirmá-lo com veracidade – da primeira obra em prosa, em língua portuguesa e referindo-se a um tema e um País da Lusofonia, a reflectir, na sua estrutura, a influência do clássico de Lewis Carroll Alice no País das Maravilhas, o qual, sendo intemporal, tem sido objecto de inúmeras adaptações, mormente cinematográficas, mas também a outros géneros artísticos e literários e, em anos recentes, quase poderá dizer-se que se tornou moda, tendo até 2010 sido chamado “o ano de Alice”.
A realidade da Guiné-Bissau neste período em que dava os primeiros passos após a independência é por mim apresentada de uma forma algo lírica, quiçá romântica. 
Porém, o leitor que se der ao trabalho de ali procurar a “estrutura profunda”, decerto encontrará muita da “nudez forte da verdade” por detrás do “manto diáfano da fantasia” - para me apropriar de uma epígrafe utilizada por Eça de Queirós.
Este livro, que escrevi na Alemanha, aos serões, entre 1998 e 1999 e que, por tristes e lamentáveis razões, só recentemente consegui, graças à Chiado Editora, ver publicado, serve ainda uma causa que me é muito querida: UM EURO POR CADA EXEMPLAR REVERTE PARA A PEDIATRIA DO HOSPITAL SIMÃO MENDES (HOSPITAL 
CENTRAL) DE BISSAU.

A todos desejo uma proveitosa e agradável leitura.
Maria-do-Céu Mascarenhas

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