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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Novidade Bertrand

Dinheiro de Sangue
de David Ignatius


Alguém no Paquistão anda a matar os membros de uma unidade de inteligência da CIA que tenta comprar a paz aos inimigos da América. Cabe a Sophie Marx, uma jovem agente, descobrir os culpados e as suas razões. O seu ponto de partida é Londres, mas a investigação não tarda a alargar-se a vários outros pontos do globo.
Sophie parece ter um forte apoio de várias frentes, mas, à medida que se aproxima do cerne da questão, começa a perceber que nesta galeria de espelhos nada é aquilo que parece ser. Encontra-se perante um teatro de violência e vingança, do qual não poderia sequer ter imaginado o último ato.
Um romance inquietante e envolvente em que o preço das políticas adotadas é pago com sangue e a paz só é possível através da traição.
Dolce Di Love

Sarah-Kate Lynch


Páginas: 280
Coleção: Champanhe e Morangos Nº 47
PREÇO COM IVA: 16,50€
ISBN: 978-972-23-4784-6
Código de Barras: 9789722347846

Data de Publicação: 2 Fevereiro 2012

UM LIVRO PARA O DIA DOS NAMORADOS

Traduzido na Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, Polónia e Brasil

Sinopse

Lily Turner, uma executiva em Manhattan, descobre uma prova irrefutável de que o
marido tem, com outra mulher, os filhos que não pôde ter com ela. Resolve confrontá-los, partindo para Itália, onde, numa pequena aldeia da Toscana, vive a família que Lily imagina feliz à sua custa. Não suspeita até que ponto aquela iniciativa irá mudar a sua vida e a da pequena comunidade de Montevedova. O enredo desenrola-se cheio de surpresas e humor na maravilhosa paisagem toscana aromatizada pelos deliciosos Dolci di Love, confecionados segundo uma antiga receita que faz deles uma celebração à vida e à alegria de viver.

Sobre a autora

Sarah-Kate Lynch vive a maior parte do ano na costa oeste da Nova Zelândia mas
desloca-se frequentemente a outros países do mundo. Assina duas colunas para o New Zealand Woman's Weekly e publicou já vários títulos de ficção, com destaque para The House of Daughters. Os livros de viagens são outro género em que esta autora tem vindo a conquistar leitores. Dolci Di Love é o seu sétimo romance.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resultado do passatempo: "Demência"

Chegámos ao fim de mais um passatempo, realizado com a  colaboração da Editora Alfarroba. Das 183 participações, o Random.Org seleccionou o nº 20, correspondente a:

- Carla Araújo do Porto

A editora vai enviar-te, em breve, o livro de Célia Loureiro, "Demência". Vais gostar! Parabéns!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ao Domingo com... Beatriz Lima

"Foi sob o tempo escuro e frio de Janeiro que vim ao mundo, dia 19, do ano de 1997. Batizaram-me de Beatriz.
O meu primeiro ano de vida foi passado em Tires, Cascais, acabando por me mudar para o Montijo, onde actualmente vivo.
Estudo na Escola Secundária Jorge Peixinho, onde frequento o nono ano.
Apesar de apenas contar quinze anos de vida, tive oportunidade de saborear os vários sentimentos que o nosso coração alberga e descobrir novas formas de amar e ver o mundo. Sempre carreguei no meu coração as palavras e as histórias de encantar, porque, vendo o mundo com a inocência de uma criança, todas as histórias acabam por ser histórias de encantar.
As palavras que nos contavam os contos de fadas refletiam a minha inocência. “Contos de Ouro” era um desses livros, repleto de histórias mágicas. Lia-o quando era pequena.
Uma capa dura, azul escura, uma imagem de um príncipe e uma princesa, emoldurada por filigranas douradas, o título em letra dourada ornamentada, mas ao mesmo tempo, simples.
Acredito que este livro e outros de contos de fadas fomentaram o meu gosto pela leitura, o que mais tarde me levou à escrita.
Ao abri-lo, lembro-me de cada pensamento que dançava na minha mente à medida que lia aquelas histórias de encantar. Contos que nunca me abandonaram e que, se procurarmos com atenção, transparecem na minha escrita.
Aqueles “finais felizes”, aqueles “e viveram felizes para sempre” que as minhas personagens (normalmente) encontram, são inspirados naquelas tão velhas, mas sempre encantadoras, fantasias.
As paixões ao primeiro olhar, os príncipes e as princesas, os cavaleiros andantes…
Acredito que “Anjo de Cristal”, uma história baseada na esperança, tem um pouco disso. Apesar de ter a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, algo que representa terror, a esperança e o amor perduram até à última página, obrigando Anne Marie a tomar uma decisão: ir para a guerra e (tentar) encontrar o seu “príncipe encantado” ou desistir do que poderia vir a ser o seu “conto de fadas”.
É verdade que outros livros e histórias me marcaram a níveis extremos, mas a raiz, o que me levou a ler outro tipo de literatura que inspirou a minha escrita, não foi apenas o facto de viver rodeada de livros e histórias no mundo real, foram, também, os contos de fadas em que vivia.
Porque ainda acredito que o sapato servirá à Gata Borralheira, que a Bela Adormecida irá acordar com o beijo do verdadeiro amor, que a Branca de Neve trincou a maçã envenenada… Simplesmente em contextos diferentes.
E o facto de, habitualmente, as minhas histórias acabarem com um final feliz? Bem… Já que isso, às vezes, não acontece na vida real, ao menos que aconteça nas “histórias de encantar dos adultos”, aos quais eles chamam “livros”."


Beatriz Lima

Passatempo: "Anjo de cristal"

Mais um passatempo aqui no blog. Vai ser sorteado um exemplar de "Anjo de cristal" de Beatriz Lima, a todos os seguidores de O tempo entre os meus livros.

Para isso só têm de responder acertadamente às questões que se seguem. A Alphabetum terá todo o gosto em enviar-vos um livro desta pequena/grande autora!

As regras são as habituais: um participante por email/morada e só para habitantes em Portugal. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio do livro aquando da sua expedição.

Boa sorte!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Novidade Sextante Editora

Cinzas de Abril
de Manuel Moya 


Nas vésperas da revolução de Abril, uma rapariga de família burguesa apaixona-se por um idealista radical, antigo amigo de infância, que transformará a sua perceção da vida social e política.
Envolvem-se ambos na luta contra a ditadura e formam um comando terrorista que terá por missão sequestrar um agente da PIDE. Este caso, e um mistério familiar a ele ligado, vai mudar a vida pessoal de Sophia.
Em Paris cruza-se com outro português, desertor e vivendo de esquemas, cuja amizade a acompanhará por toda a vida. Ambos atravessam os dias da revolução de Abril com paixão, vivendo a ilusão desses tempos em que o «impossível foi possível».

Novidade Clube do Autor

Uma vida sem problemas
de José Paulo Viana


A Matemática está em todo o lado. Às vezes completamente às claras, outras vezes bem escondida, disfarçada e oculta, mas, se soubermos olhar, lá a encontraremos.
Na primeira parte deste livro, tentaremos mostrar como a Matemática influencia a nossa forma de estar no mundo. Trazendo-a ao de cima em várias situações, permite-nos ficar com uma visão mais rica da realidade. Certos capítulos correspondem a artigos publicados na revista Educação e Matemática, da Associação de Professores de Matemática. Outros capítulos abordam questões que foram apresentadas
em conferências de divulgação científicas. 
Iremos percorrer e analisar diversas questões e situações. Como ganhar à roleta? Como podem as casas de apostas garantir que têm lucro? Que problemas sociais se escondem na distribuição de idades da população portuguesa? Como se distribuem as classificações dos exames nacionais de 12º ano e porquê? Por que não há prémio Nobel da Matemática? E prémio IgNobel, haverá? Por que vale a pena pôr os alunos (e toda a
gente) a resolver problemas?
A segunda parte do livro é constituída por 50 Desafios propostos no jornal Público, com as respetivas resoluções. O critério seguido foi ordená-los dos mais fáceis para os mais difíceis. A Matemática necessária para os resolver é a elementar, embora os raciocínios e os métodos possam ser, em certos casos, bastante elaborados.
Conseguir descobrir a Matemática escondida em muitos fenómenos naturais ou sociais permite entendê-los, interpretá-los, prevê-los e controlá-los. Para uma vida sem problemas.

Convite Bertrand Editora

Artefactos importantes e objectos pessoais da coleção de Lenore Doolan e Harold Morris, incluindo livros, roupa e acessórios
de Leanne Shapton


O que dizem sobre uma pessoa os seus objetos?
Os catálogos de leilões podem dizer muito acerca de uma pessoa. Pense em Jacqueline Kennedy Onassis ou em Truman Capote.


No original livro de Leanne Shapton, artista e escritora canadiana, os 325 lotes são o que resta da relação entre Lenore Doolan e Harold Morris: os objetos que o casal foi colecionando ao longo de quatro anos e que agora se encontram reunidos num catálogo para serem leiloados. Ao leitor cabe a tarefa de ir recriando, através das imagens e respetivas legendas, a história que vai sendo insinuada, de maneira tão inteligente e subtil, ao longo das páginas.

Novidade Clube do Autor

O JOGO DA VERDADE
de David Baldacci


Para quê perder tempo a descobrir a verdade quando se pode criar uma tão facilmente?


Nicolas Creel é um homem com uma missão. A sua empresa de armamento enfrenta uma crise e ele arrisca tudo para assegurar o negócio por muitos e muitos anos. Creel põe em marcha um ambicioso jogo, criando e manipulando eventos e conflitos, contando com a ajuda do experiente Dick Pender, «gestor da perceção».
Os dois lançam na Internet o vídeo de um homem a ser torturado, que desencadeia uma série de eventos à escala internacional. De repente, não se fala de outra coisa e o mundo é confrontado com uma nova ameaça, relegando o terrorismo islâmico e outros conflitos para o esquecimento.
Alheio aos jogos que manipulam as principais nações, Shaw só tem um desejo: abandonar a agência secreta para a qual trabalha para se casar. De uma forma inesperada, a sua vida pessoal colide com os planos de Nicolas Creel. E enquanto as nações se aproximam cada vez mais de um conflito aberto, Shaw não descansará enquanto não descobrir toda a verdade, naquela que poderá ser a batalha mais perigosa de todas…

A convidada escolhe: O sentido do fim

Este livro vou ler em breve. Também senti essa necessidade, que a Vera fala, de o ler. Espero gostar.


"Há livros que tem um forte apelo sobre nós e nem sempre o conseguimos explicar. O livro “O sentido do fim" é um bom exemplo disso, porque senti que iria gostar muitíssimo de o ler. Estava certa porque é um livro de referência para mim e será certamente um livro que irei reler mais tarde.

Vencedor do Man Brooker Prize 2011.

Não conhecia este escritor - Julian Barnes mas vou procurar ler mais, porque apreciei a sua escrita simples e irrepreensível numa história bem elaborada que não nos deixa indiferentes. Um pequeno livro com apenas 152 paginas mas que nos conduz a uma introspeção e reflexão sobre quem somos e qual o controle e perceção que  temos da nossa própria vida. Um livro rico, intenso que nos acrescenta algo e/ou modifica.

Na primeira parte, uma história comum sobre as vivências de quatro jovens nos anos sessenta, narrada pelo personagem principal - Tom Webster. Neste grupo de amigos destacava-se Adrian pela sua inteligência e objetividade, em oposição aos seus três amigos que usavam o senso comum. Uma amizade de rapazes onde se inseriam algumas observações filosóficas como:

           "A História são as mentiras dos vencedores”...mas é também a ilusão dos vencidos"

           "São mais as memórias dos sobreviventes, dos quais a maioria não é vitoriosa nem vencida."

Na segunda parte, a história ganha impulso com um episódio inesperado e a leitura torna-se absorvente e imparável. "Aprender as novas emoções que traz o tempo" porque a ação se passa 40 anos depois. Ressentimentos, dúvidas, incertezas, em suma, sentimentos recalcados e emoções mal resolvidas são revistas por uma perspetiva diferente. Confronto com reminiscências do passado até ao surpreendente e perturbador final.

"Quantas vezes contamos a história da nossa vida? Quantas vezes adaptamos, embelezamos, fazemos cortes matreiros? E, quanto mais a vida avança, menos são os que à nossa volta desafiam o nosso relato, para nos lembrar que a nossa vida não é a nossa vida, é só a história que contamos sobre a nossa vida. Que contámos aos outros mas - principalmente - a nós próprios."

Vera Sopa (blog "Ler, prazer adquirido")

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Resultado do passatempo: "Irmã"

Eis o resultado do passatempo que teve a colaboração da Civilização Editora. A vencedora vai receber o livro de Rosamund Lupton, "Irmã", enviado directamente pela editora.

Das 226 participações foi seleccionado o nº 50 pertencente a:

 - Fernanda Matias de Nadrupe


Muitos parabéns! Vais, de certeza, gostar do livro!

Convite

Novidade Oficina do Livro

O Pecado e a Honra
De Maria João da Câmara


Até se cruzar com D. Manuel, Isabel era uma noviça que devotava o seu amor apenas a Deus. Um dia, traída pelo coração, cede ao desejo do futuro monarca. Desta relação nasce Teresa, que crescerá longe dos pais.
Anos mais tarde, já com D. Manuel no trono, Teresa, viúva e com duas filhas, conta com o apoio do pai para refazer a sua vida com Rodrigo, escrivão da Fazenda. Dará, então, início a uma saga familiar que se irá prolongar por mais de um século, marcado por intrigas palacianas, campanhas militares, jogos de política internacional e pela sincera devoção a um Reino.
Reconstruindo de maneira rigorosa o quotidiano social da época e com uma trama brilhante onde coexistem lealdade e cobiça ou amor e perdão, O pecado e a honra é uma obra apaixonante, que não deixará de prender o leitor mais exigente. 

Demência de Célia Correia Loureiro


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 400
Editor: Alfarroba
ISBN: 9789898455253

Imaginam-se a mergulhar num oceano de águas cristalinas? Imaginam-se a nadar cada vez mais fundo  e descobrir uma riqueza de cores e variedade na sua fauna e flora?

Foi isso que senti ao embrenhar-me neste livro! Que surpresa tão agradável! Rico na sua escrita, perfeito na história, ou histórias, que nos relata. 

A história prende-nos, agarra-nos com a sua variedade e multiplicidade de conteúdos. Os personagens, a que Célia dá vida, constituem um pouco daquilo que nós somos, daquilo que nós presenciamos ao nosso redor. Temas variados e actuais vibram nesta leitura: a doença de Alzheimer, a violência doméstica, suas vítimas e reacções, a discriminação social e os juízos de valor feitos por gente pequena e tacanha...

As suas 400 páginas passam num ápice pelas nossas mãos e com uma escrita fluída e simples, cheia de pormenores, Célia Loureiro consegue enriquecer esta história, logo enriquecer-nos. Gostei muito. Surpreendeu-me esta obra de uma escritora menina/mulher (que nasceu em 1989)!

Terminado em 23 de Janeiro de 2012

Estrelas: 4*+

Sinopse

No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.
Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Resultado do passatempo: "Na senda da memória"

Este passatempo contou com 217 participantes. Agradeço a colaboração da autora Sónia Cravo tanto no passatempo como na rubrica Ao Domingo com...

Desta vez a sorte foi bater à porta de:

 - Daniel Almeida de  Sosa-Vagos


Parabéns! A autora vai enviar-te um livro autografado.

Passatempo: 1000 a bombar!

Lembro-me frequentemente de como o blog começou e de como ele cresceu mais do que esperava. E continuo a espantar-me com isso. 


Vir aqui diariamente é algo que me dá muita alegria e saboreio-a devagar e delicadamente com medo que esse prazer me fuja, tal o espanto que ainda  hoje me provoca o facto de este espaço ser visitado por todos vocês!


Agradeço-vos o tempo que perdem aqui. O meu, aqui, é um ganho que me faz bem e por isso continuo.


E nada melhor que um mega passatempo para demonstrar a minha alegria pelas vossas visitas!


 No dia em que o blog tiver 1000 seguidores farei um passatempo. 


O 1º, 25º, 50º, 75º, 100º (e talvez mais!)... participante ganhará um livro. 


Para isso só terão de enviar um mail com nome e morada. Paralelamente, quem se quiser candidatar a mais um livrinho terá de enviar também uma frase ou verso com o nome do blog. Aquela que eu achar mais significativa será a vencedora de mais um livrinho.


Um mega agradecimento a todas as editoras que vão ofertar os livros. Para já, são elas: a Editorial Presença, a Planeta, a Alfarroba, a Alphabetum, a Papiro e a Chiado.


Em breve postarei mais pormenores sobre os livros que podem ganhar.


Preparem-se e boa sorte!



domingo, 22 de janeiro de 2012

Ao domingo com... Célia Correia Loureiro

Não me recordo do momento exacto em que comecei a escrever. Lembro-me, contudo, que antes de saber fazê-lo já inventava histórias, mas contava-as através de ilustrações. Mais tarde, por volta dos dez, doze anos, comecei a criar pequenos enredos, relativamente simples, baseados não na minha vida, mas nas suas possibilidades. Recordo-me que teriam cerca de doze páginas, gradualmente ampliadas que, conforme cresciam, iam contanto histórias mais complexas. Costumo pensar para mim que a escrita é um trabalho solitário, e felizmente assim é. Não segui arquitectura, como cheguei a ambicionar, porque não tinha jeito com números. O meu talento, se tenho algum, prende-se com as letras. E acabei por ser arquitecta. Crio mundos, pessoas, situações. Dou-lhes as cores, a dimensão e a profundidade que entendo. Atiro-os ao chão e levanto-os. Geralmente, a minha inspiração vem de histórias próximas, e ficciono-as, manipulo os acontecimentos, as épocas, as reacções, até explorar uma outra possibilidade de final, que não a autêntica. Resumidamente, aplico massivamente o e se?

Quando, em 2009, abri pela primeira vez o documento que intitulei de imediato de "Demência", sabia que não seria um daqueles rascunhos a ser eliminados ou abandonados mais tarde. Como frequentemente, tinha duas histórias paralelas, uma que se desenrolou no passado e que explica grande parte do presente, e outra a suceder actualmente e a necessitar de ser resolvida. Deste modo, juntei duas personagens que há muito pairavam na minha mente - uma senhora a começar a padecer de Alzheimer, e uma jovem mãe vítima de violência doméstica, pressionada ao limite e autora de um crime socialmente imperdoável, especialmente em meios reduzidos, como é o caso. Quis que ambas as personagens fossem protagonistas de uma história de sobrevivência, que as suas essências coincidissem nesse ponto e fossem motivo de incompreensão mútua. Quis valer-me da ironia da vida, do destino, dos caminhos que parecem despregados e que se entrelaçam e fazem sentido em situações impensadas. Quis incluir um pouco do improvável neste enredo realista. Creio que os acontecimentos retratados são familiares a muitos portugueses. Nem que provenham da história de um primo afastado ou de uma vizinha. Considero que este romance é uma deambulação no nevoeiro. As personagens estão interiormente atormentadas por erros que cometeram ou obstáculos que não conseguem transpor e fica ao vosso critério descobrir se virá, ou não, o tão desejado sol sobre as suas cabeças. Quis dar azo a um debate social - velhice, solidão, aborto, pobreza, violência doméstica, justiça, doenças degenerativas, tradição - e a uma luta interior - culpa, arrependimento, sacrifício, redenção e desespero. E creio que o consegui. Reafirmo que esta história não é, especificamente, a história de ninguém. Mas é, seguramente, a história de alguém.

Célia Correia Loureiro

Passatempo: "Demência"

Mais um passatempo com um livro de um autor português aqui no blog para os seus seguidores. Desta feita, e em parceria com a editora Alfarroba, temos para oferecer um exemplar do livro de Célia Correia Loureiro, "Demência".

O passatempo decorre até dia 28 de Janeiro.

As regras habituais (uma participação por email/residência e só para moradas em Portugal) são já do vosso conhecimento. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio....

Boa sorte!

sábado, 21 de janeiro de 2012

Convite Oficina do Livro

Uma questão de orgulho de Linda Carlino


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 376
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722347051
Coleção: Grandes Narrativas

Sabe-me bem ler, de quando em vez, um romance histórico. E, se bem que os prefira baseados em vidas femininas, porque os acho mais ricos em acontecimentos e pormenores, desta feita o escolhido foi este livro, editado há poucos dias pela Presença, em que o rei Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano, é o protagonista.

Bem caracterizado, com todos os seus defeitos (morais e físicos) bem patentes, foi com um certo espanto que constatei o quanto este rei influenciou as vidas em seu redor, dispondo delas como se de meros joguetes se tratassem e obtendo proveitos dessas decisões egoístas, decisões tomadas em nome de Deus e do Império. Casamentos realizados por conveniência política, onde a vontade das mulheres não era tida em conta e onde as crianças, logo desde cedo, eram destinadas a cumprir o seu papel e muitas vezes afastadas dos pais.


As relações entre Carlos V e o Papa são representativas das lutas de poder que na época, e durante muito tempo, se estabeleceram entre as duas partes, cada uma tentando obter mais regalias para si, em detrimento de quem os rodeava. Tudo em nome de Deus e do bem da nação!!! Em nome da fé católica e do Império praticaram-se, como todos sabemos, muitos actos cruéis e traições.


Por outro lado, paralelamente a estas características que nos criam uma certa repulsa pelo personagem (Carlos V é-nos apresentado como alguém frio, egoísta, dominador, caprichoso) tomamos conhecimento de outro lado seu, alguém que soube amar a sua esposa (portuguesa por sinal) e ter por ela um respeito sem limites, mesmo depois da sua morte.


Fiquei curiosa, precisamente, em relação essa mulher que soube amar Carlos V. A sua vida daria certamente um bom romance histórico. Curiosa ainda mais fiquei com a vida da mãe deste rei (Joana, "a louca") e espero ter oportunidade de ler em breve o primeiro romance desta escritora, precisamente com esse título. Fechada, em cativeiro por muitos anos, por ordem desse filho ávido do poder, pareceu-me encerrar em si qualidades que muito aprecio nessas mulheres que não tinham escolha nem poder de decisão sobre as suas vidas e que, mesmo assim, se rebelavam com as armas que tinham em seu poder.


Um dos aspectos que achei curioso e que dá ao livro um mistério significativo, é a presença, de quando em vez, de um narrador desconhecido, que nos vai dando uma perspectiva diferente e mais afastada dos acontecimentos. Alguém misterioso e sobrenatural que nos conta pormenores da história, como se estivesse distanciado no tempo e pudesse fazer uma análise dos acontecimentos mais verídica e acertada...


Gostei desta leitura. Considero que a autora conseguiu caracterizar bem todas as personagens, tanto através dos seus actos como da forma como as outras personagens falam ente si, pois criei empatia com algumas e detestei outras (fiquei deveras "irritada" com a prepotência deste senhor!). Aconselho!

Terminado em 20 de Janeiro de 2012

Estrelas: 4*

Sinopse

Carlos V tem sido considerado o maior imperador do Sacro Império Romano desde Carlos Magno, mas terá sido mesmo? Neste romance, a autora deixa-nos com uma visão bastante cética daquele que foi um dos homens mais poderosos da Europa no século XVI. Nesta história de poder, paixão e arrependimento poderemos encontrar um elenco de personagens inesquecíveis que vai fazer o leitor rir ou chorar: amigos e família em cómicas confrontações lembrando Carlos ; criados oferecendo as suas honestas opiniões; um narrador, no seu inimitável estilo ‘objetivo’, oferecendo-nos com frequência revelações bastante acusatórias numa perspetiva mais completa e por vezes surpreendente dos acontecimentos recordados por Carlos…

Convite Editorial Presença - Sessão de Autógrafos Susanna Tamaro

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Novidade Quinta Essência

Ascensão à Meia-Noite
de Lara Adrian


Impelido pela dor e pela raiva por causa de uma enorme traição, o guerreiro Rio dedicou a sua vida à guerra contra os Renegados. Não deixará nada interpor-se no seu caminho – muito menos uma mortal com poderes para expor toda a raça vampírica. Mas agora um mal antigo foi despertado e aproximam-se tempos sombrios…
Para a jornalista Dylan Alexander, o que começou como a descoberta de um túmulo secular oculto acabou por se converter numa espiral de violência e segredos. Porém, nada é mais perigoso que o homem marcado e letalmente sedutor que surge das sombras para a puxar para o seu mundo de desejos sombrios e noite eterna. Ali ela não consegue resistir ao toque de Rio, mesmo enquanto revela uma ligação surpreendente ao seu próprio passado. Dylan tem então de escolher: deixar o reino noturno de Rio, ou arriscar tudo pelo homem que lhe mostrou a verdadeira paixão e os prazeres infinitos do coração.

Novidade Porto Editora

Às Vezes o Mar não Chega
de Sofia Marrecas Ferreira


«... Ambrósia suspeitou que o seu destino e o das mulheres do Monte das Pedras estavam para sempre ligados ao do Monte do Fidalgo, embora não soubesse exatamente como. Mas era uma coisa assim, um presságio que reconhecia e que pairava no ar, no desenho das estrelas, na respiração da terra, no palpitar das searas, nas nuvens do céu, nas lágrimas que entornava e que davam de beber às rãs. Por isso, pensava que Deus a queria ali, grande como um gigante e velha como um século, para olhar pelo futuro das três irmãs e, quem sabe, para protegê-las de si próprias.»
Três irmãs apaixonadas pelo mesmo homem. Uma jovem adolescente, Amália, que tem por única companhia a sua boneca Contratempo. Uma cigana centenária, Ambrósia, que tem o coração do tamanho do mundo e é capaz de ler nas suas próprias lágrimas as pulsões mais profundas daqueles que a rodeiam.
Sofia Marrecas Ferreira transporta-nos de novo a um mundo mágico e real, reconstituindo uma saga familiar que serve de suporte a uma reflexão literária sobre o encanto e as desilusões de uma cultura ancestral – a do Alentejo.

Novidade Quinta Essência

Tudo se perdoa por amor
de Patricia Scanlan



Nada como um bom casamento… para dar início a Terceira Guerra Mundial!
E é exatamente o que vai acontecer se Connie Adams, a mãe da noiva, não conseguir melhorar as relações entre Debbie e o pai.
Barry faz questão que a sua emproada segunda mulher e a filha adolescente, sempre mal-humorada, o acompanhem no grande dia, mas Debbie preferia casar num supermercado a tê-las no seu casamento.
E, como se não bastassem já a Debbie todas estas coisas, a sua chefe anda a fazer-lhe a vida num inferno e ela começa a desconfiar que o noivo tem algumas hesitações relativamente ao casamento…
Por isso, viverão todos felizes para sempre ou estará a família inteira a encaminhar-se para o divórcio?

Novidade Porto Editora

Uma Fazenda em África
de João Pedro Marques


Uma história de amor e aventura nos primórdios da colonização de Moçâmedes.
Ao acordar em sobressalto naquela noite de junho de 1848, a jovem Benedita não podia imaginar a transformação radical que a sua vida iria sofrer. Um ano volvido, tendo perdido tudo o que a prendia a Pernambuco, embarcava com escassos haveres e o coração apertado em direção a Moçâmedes. Consigo seguia mais de uma centena de portugueses que, desiludidos com o Brasil, procuravam uma nova oportunidade, fundando uma colónia agrícola do outro lado do Atlântico.
Uma Fazenda em África acompanha a vida e as histórias dos primeiros colonos numa terra brutal, trazendo à superfície os sucessos e desaires, os perigos e as surpresas da sua fixação num território inóspito e selvagem.
Baseado numa investigação histórica meticulosa e tendo como pano de fundo a colonização de Moçâmedes, este novo romance de João Pedro Marques leva-nos por uma África simultaneamente enternecedora e inclemente, carregada de exotismo e em cujos trilhos a aventura e o amor caminham de mãos dadas.

Na minha caixa de correio

    
  

Novidade Porto Editora

Anjos na Neve
de James Thompson


O inspetor Kari Vaara é o protagonista deste romance que nos leva ao submundo violento e obscuro da Finlândia, onde a noite polar, kaamos, é a época mais lúgubre do ano. Quando uma bela imigrante somali aparece brutalmente mutilada num campo coberto de neve, com uma injúria racista gravada no ventre, Kari Vaara sabe que é crucial manter o crime em segredo, pois este seria um escândalo num país que convive mal com a sua xenofobia.
Por outro lado, as exigências da investigação começam a afetar o seu próprio casamento – Kate, a atual mulher, norte-americana, adapta-se mal à cultura e ao modo de vida finlandês. E o próprio Vaara vê-se inesperadamente confrontado com o passado: as suas suspeitas sobre o assassino da jovem somali recaem no homem por quem a sua primeira mulher o trocou…

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Convites Papiro Editora



Novidade Sextante Editora

A grande arte
de Rubem Fonseca
«O assassinato de duas prostitutas, no Rio de Janeiro, que, de início, parece obra de um maníaco sexual, abre uma caixa de Pandora de onde vão brotando, no decorrer de uma ação trepidante, as complexas ramificações de um tenebroso sindicato do crime. A história passa-se em boîtes e bares sórdidos, em sumptuosas mansões do Rio, em vilarejos da fronteira entre a Bolívia e o Brasil, onde reinam a cocaína e o crime, bem como na interminável viagem de um comboio que percorre metade do Brasil com couchettes que rangem sob o peso de casais fazendo sexo.»
Do posfácio de Mario Vargas Llosa

A convidada escolhe: Os Idealistas

Mais um... para saltar da estante! Como é que se consegue ter imensos "primeiros" livros da pilha para ler? Por qual optar?

"Ás vezes acontece-me ficar atraída pela capa de um livro sem saber porquê... Foi o que se passou com o livro "Os Idealistas"! Primeiro gostei da capa, e logo de seguida a sinopse. E não me enganei, em três dias fiquei absorvida na sua leitura, pois agarra-nos logo nas primeiras páginas.

É um romance frontal, irónico, que nos conta um drama familiar, em que tudo se desmorona quando o pai sofre um AVC e entra em coma. Todos na família tem que lidar com esta situação, cada um à sua maneira.

A autora consegue descrever magistralmente cada personagem, como reage à dor, às decepções da vida, mas sem ser melodramática, deprimente, ou sentimental. Sendo de um realismo fora do comum chega a chocar pois as personagens são muito fortes (principalmente a mãe), marcantes, muito reais.

Vamos entrando na vida de cada uma a pouco e pouco, vendo a sua reacção enquanto segredos são desvendados, sentindo as suas emoções, que por vezes deixam-nos tristes, porque são histórias de vida que podiam ser a de qualquer pessoa... Mas é isso mesmo que faz com que seja um livro magnifico!

Audrey, mãe e esposa, acredita no seu casamento de 40 anos com Joel e no seu amor. Ela é uma pessoa completamente despegada de sentimentos em relação às filhas, excepto em relação ao "filho".  É uma mulher desagradável, dura, fria, mal educada, não se importando de dizer a verdade "nua e crua" seja a quem for, por mais que as choque.

Karla, a filha que vive um casamento infeliz, passa a vida à espera de um carinho ou atenção da parte de mãe, o que não consegue.

Rosa, a outra filha, consegue encontrar-se na religião, e por isso torna-se uma pessoa de convicções religiosas no judaísmo ortodoxo.

Lenny escolhe as drogas.

Ao longo do livro vamos conhecendo o que pensam uns dos outros, como convivem, ou como se toleram. Não existem momentos parados nesta leitura, lemos cada capítulo querendo sempre mais. Gostei muito da escrita da autora, conseguiu surpreender-me, pelo facto de ser tão real, fiquei com uma vontade enorme de ler o outro livro de Zoë Heller " Diário de Um Escândalo"."

Odete Silva

Novidade Papiro Editora

Hoje lembrei-me que te amo
de Miguel Novo


Este pequeno mas inquietante livro fala-nos de amor, de angústia, de desespero, revela-nos os mais extremos polos do amor que são sempre negativos, porque extremados ao expoente máximo da loucura. De repente, quem assina as cartas são outras personagens que podem muito bem ser os heterónimos de Fernando Pessoa, como uma defesa que Bartolomeu usa para não assumir que está a cair, a morrer de amor aos poucos por causa de Maria Alice. 
Devo chamar a atenção para a simbologia do número três: São três as personagens; as cartas são todas escritas ao dia três de cada mês. Miguel Novo é um jovem escritor que está a lançar o seu segundo livro. Não podemos definir ainda nenhum estilo literário, mas a magia de se ler com surpresa algo que se situa entre a poesia e a prosa, acaba por lhe dar uma virgindade puríssima, que outros autores, por força dos hábitos que criam, não conseguem mais repetir. Há uma contemporaneidade que se lê a todo o instante, como também um viajar ao modernismo de Pessoa, de Sá Carneiro ou outra ainda a uma Atenas clássica onde Platão também está presente. O texto de Miguel Novo é, coerentemente, o texto mais incoerente sem nunca perder o sentido. Poderia dizer que são viagens em palavras, mas isso seria muito redutor. Há uma explosão de sentimentos que rasgam as palavras, saem delas, fogem e espalham-se de tal forma, que nunca mais são as mesmas. Há uma confusão que não é mais do que um espelho do que podemos sentir, e quando amamos alguém o sentido não faz sentido absolutamente nenhum. Há uma frescura em cada frase e a certeza de que estamos a ler o que nos é inevitavelmente familiar. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Resultado do passatempo: "Uma questão de orgulho"


Anunciamos hoje o vencedor do passatempo, realizado em parceria com a Editorial Presença, onde sorteávamos um livro da escritora Linda Carlino, "Uma questão de orgulho".

Das 166 participações foi sorteado pelo Random.Org o nº 49, que corresponde a:

 - Ângela Costa de Lobão


Muitos parabéns! O livro ser-te-á enviado directamente pela editora.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sempre que penso em ti de Rosie Alison


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 292
Editor: Objectiva
ISBN: 9789896720704

Fiquei a pensar depois de ter fechado este livro e gosto quando isso acontece. A vida é feita, frequentemente, de desencontros ou de pequenos encontros, períodos no tempo em que outras pessoas se cruzam connosco e influenciam nossas vidas, às vezes mais do que desejaríamos. Amores que nos marcam sobretudo quando as condições à nossa volta reflectem ódios e guerras.

Voltamos a 1939, Inglaterra. A ameaça de guerra e de bombardeamentos leva a que sejam tomadas medidas de protecção em relação às crianças londrinas e muitas delas são levadas para o campo. Com este facto verídico, a escritora começa esta narrativa e pegando igualmente em escritos de um primo seu diplomata, que lhe vêm parar às mãos, começa um romance que muito me agradou.


Esses tempos marcaram definitivamente quem os viveu e nesta história isso é retratado 
com uma perícia que me conquistou. Mesmo essas crianças que "fugiram" dos palcos de guerra e encontraram alguma paz na natureza, ficaram imensamente afectadas pois afastadas dos pais durante alguns anos, algumas não os voltaram a ver, já que muitos deles morreram na guerra. A escassez dos alimentos foi também uma constante nessa altura, facto que as terá marcado.


Leitura não muito pesada, pois o romance entre as personagens e as suas histórias de vida preenchem muitas páginas, faz-nos, no entanto, pensar nalgumas consequências desta guerra que dizimou tantos seres humanos. Consequências que marcaram definitivamente a vida de quem sobreviveu. 


Recomendo. 


Terminado em 14 de Janeiro de 2012

Estrelas: 5*

Sinopse

Inglaterra, 31 de Agosto de 1939: O mundo está à portas da guerra. Quando Hitler se prepara para invadir a Polónia, milhares de crianças são evacuadas de Londres para escapar à ameaça dos bombardeamentos aéreos. Separada da mãe, a apequena Ana Sands encontra um refúgio num enorme casarão no campo, propriedade de um enigmático casal sem filhos. Solitária e inquisitiva, Ana vê-se enredada no meio de uma relação do casal Ashton, vendo coisas que não deveria ver. Torna-se assim testemunha e cúmplice de um romance de consequências imprevisíveis. Sempre que penso em ti é um belíssima historia de amor, mas também uma fascinante história sobre o amor

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Resultado do passatempo: "O céu também tem degraus"

E aqui estamos a anunciar o resultado do passatempo onde o blogue, em colaboração com o autor Luís Ferreira, tinha para oferecer um exemplar do seu livro O céu também tem degraus. Contámos com 173 participações. O vencedor, escolhido aleatoriamente por Random.Org, foi:

 - Marlene Leitão de Fanzeres





Muitos parabéns! 


Vais receber em breve um livro autografado, enviado pelo autor.

Passatempo: "Irmã"


Começa hoje um passatempo que vai certamente ser do agrado de muitos seguidores deste blog! Temos para oferecer, com a colaboração da Editora Civilização, um exemplar do livro "Irmã", de Rosamund Lupton. Um livro para quem gosta de enredos fortes e cheios de mistério!

O passatempo decorre até ao dia 22 de Janeiro.

Sabem que as regras são muito simples: só aceitamos moradas em Portugal e um participante por residência/email. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio decorrente da expedição do livro.

Boa sorte!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ao Domingo com... Sónia Cravo

"Nasci em Espanha, em Maio de 1977, mas os meus pais regressaram a Portugal quarto anos depois. Em boa verdade, sou portuguesa. Segui o meu percurso escolar, como qualquer outra criança. Aos 11 anos de idade, com o falecimento do meu pai, o próprio núcleo familiar sofreu alterações e ficámos todos marcados pela perda e pelo sofrimento que um cancro provoca. Mais tarde, terminado o liceu, fui para Coimbra estudar direito, naquela que foi talvez a pior decisão da minha vida. Rapidamente percebi que me não identificava com o curso, insisti, mas acabei por desistir. Ainda assim, de Coimbra trouxe uma importante bagagem e muitas horas de leitura. Há relativamente pouco tempo, depois de tomadas as devidas opções (de ordem racional) dei voz à minha relação com a escrita, essa paixão que, quiçá semelhante a um traço de personalidade, nasceu comigo e foi ganhando força ao longo dos anos. Agora, estou certa de que “Na Senda da Memória...” será o primeiro de vários livros.

Este meu livro é sobretudo um romance psicológico, com “nuances” de policial a servir-lhe de pretexto. É um livro conscientemente arriscado pela seguinte razão: é diferente e aquilo que é diferente é arriscado, parece-me que isto é transversal a todas as coisas. O facto é que há nestas páginas uma constante transgressão estética em relação àquilo que vai sendo a actual tendência para simplificar. É um livro, atrevo-me a dizer, teimosamente diferente.

“Na Senda da Memória...” permite várias leituras. Podemos fazer uma leitura rápida, acompanhando o enredo que, ainda que simples, não deixa sossegar ou podemos mastigar este livro, viajar pelas suas entranhas.

A questão nuclear é o vertiginoso processo de autodescoberta de Mateus, trata-se de problematizar a linha de fronteira entre o bom e o mau. Aqui não há personagens boas e más, há personagens que, ainda que ficcionadas, têm qualidades e defeitos, como todos nós. Este livro fala essencialmente do universo masculino, mas fala-nos também de mulheres, mulheres muito diferentes: começamos com uma breve referência a uma mulher infiel ao marido e terminamos com Laura. A abordagem que fui fazendo da mulher evoluiu no sentido da purificação, portanto, no mesmo sentido da própria evolução psicológica de Mateus.

Há pouco falava de entranhas e falava das possíveis leituras. Deixo-vos um pequeno exemplo: “Velhas árvores, que apodreciam junto à linha de água, eram agora lindas mulheres de vestidos compridos e elegantes, num cortejo religioso. Um padre dava a cada uma delas, na eucaristia, um ovo de cuco e murmurava, em simultâneo, Corpo de Cristo!. Mais tarde, em grandes ninhos de palha, crianças enormes eram alimentadas por pequenos pais adoptivos. As mulheres adúlteras voltavam para comungar e os maridos, em casa, alegravam-se com a falsa paternidade.” (página 30) É uma das passagens em que Mateus está a delirar. Esta passagem só pode ser plenamente entendida por aqueles que conhecem esta particularidade da natureza: os cucos põem os ovos nos ninhos de outras espécies.

Aqui, as personagens mais simpáticas têm falhas e defeitos: Laura é desconfiada; o professor mentiu; o velho é grosseiro (note-se que este velho não tem nome, está aqui em representação duma sabedoria calma e atenta, feita de anos de vida). Por outro lado, este livro também nos mostra o lado menos negro do Chico Mau e a grande travessia psicológica de Mateus (que coincide com uma fuga física). As pessoas são um somatório de defeitos e virtudes, algumas mudam, outras surpreendem, assim também com estas personagens. A vida só fecha com a morte (e ainda assim não sei), enquanto tal não acontece, há sempre espaço para o amanhã. Assim também neste livro, porém, e apesar de ser um romance aberto, o enredo não tem pontas soltas, encerra todas as questões que ao longo da estória se levantam."

Sónia Cravo




A minha opinião aqui.
Cris

Passatempo "Na senda da memória"

Neste passatempo temos para oferecer um exemplar autografado do livro de Sónia Cravo, "Na senda da memória", a quem responder acertadamente às questões que se seguem.

Termina dia 21 deste mês e só é permitida uma participação por residência/email e quem residir em Portugal. O blog não se responsabiliza por qualquer extravio do livro com a sua expedição.

Boa sorte!