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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Soltas... O sentido do fim


"Mais tarde na vida esperamos algum descanso, não esperamos? Achamos que merecemos. Eu pelo menos achava. Mas depois começamos a perceber que a vida não tem obrigação de compensar o mérito."

"O carácter revela-se com o tempo? Nos romances, é claro que sim: senão não haveria muita história. Mas na vida? Às vezes fico a pensar. As nossa atitudes e opiniões mudam, desenvolvemos hábitos e excentricidades; mas isso é uma coisa diferente , é mais como a decoração. Talvez o carácter se assemelhe à inteligência, mas o carácter desponta um pouco mais tarde: entre os vinte e os trinta, digamos. Ficamos por nossa conta. Se é assim isso explica uma série de vidas, não explica? E também a nossa tragédia - se a palavra não é muito grandiosa."

"Quantas vezes contamos a história da nossa vida? Quantas vezes adaptamos, embelezamos, fazemos cortes matreiros? E, quanto mais a vida avança, menos são os que à nossa volta desafiam o nosso relato, para nos lembrar que a nossa vida não é a nossa vida, é só a história que contamos sobre a nossa vida. Que contámos aos outros mas - principalmente - a nós próprios."

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