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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Novidade Presença!



  VOU ADORAR DE CERTEZA!


Dei o Meu Coração a África – A vida
extraordinária de Joan Root

Mark Seal

Título Original: WildFlower – An extraordinary life and Untimely Death in Africa
Tradução: Fátima Andrade
Páginas: 280
Colecção: Vidas d’Escritas Nº 18
PREÇO COM IVA: 15,90€
ISBN: 978-972-23-4564-4
Código de Barras: 9789722345644

Data de Publicação: 5 Julho 2011

UMA HISTÓRIA DE AMOR E HOMICÍDIO
DA
DA MULHER QUE TENTOU SALVAR O QUÉNIA

Dei o Meu Coração a África é uma narrativa biográfica de extraordinária beleza sobre Joan Root. Ambientalista e produtora de documentários sobre a vida selvagem, dedicou-se à defesa da diversidade natural do seu país, o Quénia, com uma coragem rara, a que só o seu brutal assassínio pôs fim em 2006. Mas o fascínio desta obra extravasa os limites biográficos, ela é também a história do próprio Quénia, um país em risco de perder, às mãos dos interesses económicos, a sua beleza natural ímpar.

Mark Seal é jornalista há mais de 30 anos, tendo escrito artigos parta diversas revistas de grande prestígio. Actualmente colabora como editor com a Vanity Fair. Dos milhares de artigos que escreveu sobre histórias de vida ao longo do seu percurso profissional nenhum tocou tanto os leitores como aquele que teve por tema a vida de Joan Root e o seu brutal e misterioso assassinato.
Site do Autor: http://www.mark-seal.com.

CITAÇÕES IMPRENSA ESTRANGEIRA

«Extraordinário.»
The Washington Post

«Arrebatador e envolvente... O trabalho de Seal resulta numa história irrepreensível
transbordante de aventura, paixão e dor; a sua beleza quase eclipsa a tragédia da morte
prematura, e por resolver, de Root, em 2006.»
Publishers Weekly

Quem postou... Sonhar as estrelas.


http://marcadordelivros.blogspot.com

http://www.segredodoslivros.com

http://viajarpelaleitura.blogspot.com

http://paginas-com-memoria.blogspot.com

Ver.


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 244
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721059986
Coleção: Contemporânea

Este livro fez-me fechar os olhos quando li a última frase. Não para tentar "visualizar" o que seria ser cega, mas para melhor o apreciar. É um daqueles livros cor-de-rosa com um final feliz mas, quando digo isto não quero que interpretem mal. Gostei muito de o ler - dei 5* estrelas, não dei? É que queremos mesmo que ele acabe bem para podermos sossegar, tantos são os infortúnios que acompanham a personagem principal!


Marianne, cega de nascença, ajuda-nos a "ver" o mundo através dos seus olhos. Fez-me pensar na cegueira, a cegueira de quem nunca pôde ver... O que é não saber o que significa cor, nunca ter visto o céu, o mar, os bandos de pássaros a voar, uma paisagem, tantas e tantas coisas que, muitas vezes, não sabemos dar valor!

A importância dos sons, da música, como se pode "ver" de outras formas, dos perigos a que estão sujeitos os invisuais - tudo nos faz reflectir e agradecer o dom da visão. Fez-me pesquisar e saber mais sobre a Amaurose Congénita de Leber e sobre Piper Alpha. Aconselho vivamente esta leitura!

Terminado em 29 de Junho de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse

Marianne Fraser, cega à nascença, viúva na casa dos 20 e solitária aos 40, vive num elegante bairro de Edimburgo na companhia da sua irmã Louisa, uma escritora de sucesso. A natureza apaixonada de Marianne encontra consolo e expressão na música, um amor que partilha com Keir, um homem com quem se cruza à porta de sua casa numa noite de Inverno.
Embora vários homens tenham surgido na vida de Marianne, Keir não se compadece com a sua situação. É rude mas também estranhamente delicado. Mas pode Marianne confiar nos seus sentimentos por este desconhecido solitário que quer levá-la para a sua casa na ilha de Skye e «mostrar-lhe» as estrelas?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

É a vida?


                                            (Imagem retirada da net)
"A ficção pode confundir-se com várias histórias, bem reais, que se escondem nas nossas origens sócio-culturais e que permitem que tudo aconteça da forma mais natural e aceitável. Por isso ninguém nota, ninguém vê nem ouve... é a vida!

E é dentro da normalidade dessa vida que se vai morrendo por dentro sem se saber dizer o que dói, até matar. Nesse processo de morte lenta, vão aparecendo algumas pontas soltas de uma meada de possibilidades nas quais não se sabe se deve agarrar, tal é o emaranhado e o desespero.

É como não saber em que ponta da meada se deve pegar para fazer o novelo com que se fará o agasalho para a alma."

Estrela Rodrigues, "Narcisos" (posfácio)

E o amor-próprio?


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 192
Editor: Papiro Editora
ISBN: 9789896365653

Escrita num tom ligeiro esta leitura aborda um tema actual, infelizmente ainda muito actual, muitas vezes abafado e escondido por quem se encontra em situações idênticas: a violência psicológica exercida pelo homem sobre a mulher, sua companheira. 

Consegue-nos fazer compreender o que sentem essas mulheres, a sua baixa auto-estima, sempre alimentada pelos seus parceiros. Sentem-se diminuídas, inferiores, culpadas de erros que não são seus e, mesmo sabendo que não podem continuar assim, não conseguem dar o grito que as libertará. E, muitas vezes, pedir ajuda torna-se complicado e difícil pois têm vergonha da situação em que vivem. 

É um livro que deve ser lido por todos nós, mesmo que fale de situações que nos parecem incompreensíveis e distantes do nosso "mundo". Quem sabe se ao nosso lado não se encontra alguém que precisa da nossa ajuda?


Terminado em 27 de Junho de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

O romance pretende mostrar que a violência psicológica exercida sobre a mulher por parte do marido/ companheiro também é uma forma de maus-tratos que deve ser denunciada; pretende encorajar a emancipação das mulheres subjugadas pelos companheiros.

terça-feira, 28 de junho de 2011

1º Anito!

O tempo entre os meus livros faz hoje um aninho!


Obrigada a todos os que por cá passaram, aos mais ou menos assíduos, aos que comentam (ou não) os meus "postes" e todos os que ajudaram com as suas opiniões e conselhos!
Cris

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Passatempo Clube do autor



Querem colocar à prova os vossos conhecimentos culinários e ganhar um livro?

Vejam como: http://noitesbrancasaler.blogspot.com/  


Divirtam-se!

A ler em breve!

Leitura para as minhas férias!!!

Sinopse

A única ponte para o futuro é através do passado.

Hugh Penders viveu num estado de apatia durante quase uma década, desde que o seu irmão Chase morreu num acidente de viação. Transporta no íntimo dois segredos que nunca foi capaz de partilhar com ninguém: acredita que poderia ter sido capaz de evitar o acidente e está profundamente apaixonado por Iris, a namorada de Chase.
Quando o pai de Hugh sofre um grave ataque cardíaco, Hugh tem de regressar à sua casa em Nova Inglaterra, de onde andara a fugir nos últimos dez anos. Um dia, encontra Iris − que se mudara havia muito tempo − na rua. Iniciam uma amizade e Hugh acredita que está a apaixonar-se novamente por ela.
Contudo, o fantasma de Chase paira sobre ambos. E, quando cada um deles revela uma verdade que o outro desconhecia, as suas vidas, a perspectiva que tinham de Chase, e as suas oportunidades de um futuro conjunto mudarão para sempre.
Imbuído da força do desejo e do impacte da perda, Nunca te Esqueci é uma narrativa comovente e romântica que emocionará profundamente o leitor.

domingo, 26 de junho de 2011

Perturbador!


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 368
Editor: Europa-América
ISBN: 9789721061699
Coleção: Crime Perfeito

Existem livros que são feitos para se ler devagar, saboreando lentamente, mas há livros que só podemos devorá-los... não há nada a fazer: a acção é de tal maneira envolvente que só quando chegamos ao fim conseguimos respirar com calma. É este o caso!

Evolvente e perturbador, é como o classifico! Tanto achamos que o culpado é aquele que mais óbvio parece, como por essa mesma razão já não nos parece ser ele... E desistam porque não vão acertar!!!

Para além disso, como pano de fundo está a questão dos maus tratos e violações, infligidos pelos parentes mais próximos, questão sempre presente nos nossos dias e que nos faz reflectir.

Gostei muito desta leitura que se faz num ápice e sem momentos mortos. As personagens têm vida própria e sentimos empatia ou repulsão por algumas delas, o que complica o nosso critério e imparcialidade quando nos pomos a tentar adivinhar o final. 

Terminado em 25 de Junho de 2011

Estrelas: 4*+

Sinopse

De uma mestra do suspense chega-nos esta história de arrepiar, que explora os perigos que estão sempre à espreita, bem mais perto do que imagina. Pois até numa família perfeita, nunca sabemos o que se passa dentro um lar, quando as portas se fecham... 
Eis o que aconteceu... 
Era um caso que iria sem dúvida gerar um frenesim mediático - uma jovem mãe, loura e bonita, desaparece sem deixar rasto da sua casa no sul de Boston, deixando para trás a sua filha de quatro anos como única testemunha, e um marido tão atraente quanto reservado como principal suspeito. 
Nas últimas seis horas... 
Mas a partir do momento em que o Sargento-Detective D. D. Warren chega ao pequeno chalé dos Jones, ela tem a sensação de que algo está errado com a imagem de aparentemente normalidade que o casal tanto se esforçou para manter. À primeira vista, Jason e Sandra Jones eram como qualquer outro casal trabalhador e com urna filha de quatro anos para criar. Mas abaixo da superfície calma, espreitavam as trevas... do mundo como o conheci. . . 
Com o relógio a avançar e a vida de uma jovem desaparecida em risco e a tempestade mediática a aumentar, Jason Jones parece mais interessado em destruir provas e isolar a filha do que em procurar a sua "amada›› esposa. Estará o marido perfeito a tentar esconder a culpa - ou apenas a tentar esconder? E será a única testemunha do crime a próxima vítima do assassino?

Resultado do passatempo: "O vizinho"


E aqui está o resultado do livro da Europa-América escolhido por vocês para passatempo... A única questão que levantou algumas dúvidas foi a nº 2, "Lisa Gardner é conhecida como...", mas considerei certas ambas as respostas, já que esta autora tanto é conhecida como "mestra do suspense" como "a autora best-seller nº1 do New York Times"!

Das 76 participações, o Random.Org escolheu o nº 7, que corresponde a:

Marília Gonçalves de Lisboa

Muitos parabéns! Vais gostar de certeza deste livro, que classifico como perturbador e empolgante. Eu li-o em dois dias! Fico à espera da tua opinião, que publicarei no blog, caso não te importes...

Muito obrigada à Editora e a todos os participantes. Em breve haverá um novo passatempo!

sábado, 25 de junho de 2011

Saber ver.


                                     (Imagem retirada da net)

"Quando me levanto, permaneces adormecida. Sento-me na cadeira a olhar para ti. O que sinto é muito diferente do que alguma vez senti. Estás onde me parece que sempre estiveste. Viras-te na cama sem despertar. Permaneço aqui, a observar o que sei de cor."

Margarida Fonseca Santos, "De nome, Esperança"

Sem Esperança!


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 172
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895555635

Este é o segundo livro que leio desta autora. A capa, a sinopse atraíram-me e, não fosse a atenção que é necessária para o ler, teria ficado rendida com ele. Passo a explicar: como é um livro feito a várias vozes e em vários espaços temporais demora um pouco a entendermos e vivenciarmos a história. 

Para além disso, gosto muito da forma como é escrito, porque Margarida Fonseca Santos tem uma escrita poética que me atrai e conquista. São frases que necessitam de uma segunda leitura para podermos degustar em pleno o seu sentido e beleza. Se não fosse a pilha de livros que aumenta de dia para dia, esta obra estaria de novo na minha mesinha de cabeçeira! 


Somos confrontados com o interior (ou interiores) com que se debatem as pessoas com doenças mentais, os vários "eus" que coabitam dentro de uma jovem inteligente que a levam ao desespero e a vã tentativa por parte de um enfermeiro para a trazer até à vida! Gostei.  

Terminado em 24 de Junho de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

Mulher reservada e inteligente, Esperança é uma pessoa perdida entre o que escreve e o que vê da realidade, o que viveu e o que desejou. Carlos é um enfermeiro estagiário de psiquiatria que decide, assim que a conhece, tudo fazer para resgatar Esperança rumo a uma vida normal, confrontando-se a cada passo com uma inquietação profunda: no coração da loucura, que espaço resta para a normalidade? A resposta poder ser apenas que a mente é um lugar estranho. Entrar nos seus domínios é percorrer um labirinto interior de acesso, na melhor das hipóteses, restrito. Num livro em que as várias vozes e os vários tempos se cruzam num emaranhado de expectativas, pensamentos e ilusões, acompanhamos o percurso da Esperança, para quem só existe esperança no nome.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Soltas... O último homem na torre.


"Ali, naquela praia situada a norte dos arredores sofisticados de Bombaim, metade da areia estava reservada aos ricos, que defecavam nas torres, e a outra metade aos moradores dos bairros-de-lata, que faziam o mesmo no mar."

"Voltar para quê? Que interesse é que aquilo tem? Nas aldeias, Rosie o homem é um mero animal social: vive para agradar ao pai, ao avô, aos irmãos, aos primos. À casta, À comunidade. Aqui na cidade é livre."

"Não tardou, os dois homens estavam sentados num restaurante ali próximo. Ajwani afugentou um rato de debaixo da mesa com um pontapé."

"Começou a dizer mal da vida. De tanta coisa má que poderia ter apanhado em Falkland Road: gonorreia, sífilis, sida, fora logo escolher a pior de todas: peso na consciência."

A força de ser livre!


                                     (Imagem retirada da net)

"Nada pode deter uma criatura viva que teima em ser livre."
Aravind Adiga em "O último homem na torre"

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O último homem na torre de Aravind Adiga


Edição/reimpressão: 2011
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722345408
Coleção: Grandes Narrativas

Há livros que são como o amor à primeira vista, uma paixão intensa, avassaladora e muito rápida! Outros há, que se parecem com um amor daqueles que vai crescendo aos poucos, alimentado por pequenos-grandes acontecimentos e que são regados todos os dias para que floresça em beleza! Este livro enquadra-se nesta última classificação. 


Comecei a lê-lo, não devido à sinopse, mas pelo seu autor. Adiga impressionou-me com o seu "Tigre branco", que classifiquei de "brutal". Em "O último homem na torre", a sua escrita não é menos forte e leva-nos, lentamente, por caminhos de Bombaim, fazendo-nos imaginar uma cidade super-povoada, de fortes contrastes, marcada pela falta de água e energia, suja até! Visualizamos os lugares como se lá estivéssemos, sentimo-nos invadir pelos sentimentos que fervilham neste livro!


As personagens são-nos apresentadas aos poucos: juntam-se para intimidar, coagir, assustar alguém que se mantém fiel a si próprio e aos seus princípios. A cobiça move muitos desses personagens e não há limite algum que os impeça de atingir o seu fim. A natureza humana é-nos mostrada tanto no seu melhor como no seu pior!


Um pouco morna no princípio, esta é uma obra que se vai saboreando e entranhando em nós, lentamente, e, quando acabamos a sua leitura e fechamos o livro, apetece-nos reflectir sobre os motivos que levam o ser humano a tomar decisões tendo como pano de fundo o dinheiro... e se essas decisões não têm consequências, então a sociedade e os seus valores precisam de ser repensados!



Terminado em 22 de Junho de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

O Último Homem na Torre é o novo e muito aguardado romance de Aravind Adiga autor de O Tigre Branco, o celebrado Booker Prize de 2008. A acção passa-se em Mumbai (Bombaim), uma imensa metrópole onde coexistem mundos de pobreza e privação, uma gananciosa e empreendedora camada de novos-ricos e uma pequena burguesia orgulhosa das suas tradições e dos seus princípios morais… É o caso dos moradores das Torres A e B, propriedade da Cooperativa de Habitação Vishram, inaugurada em 1959. Apesar de todos os problemas que afligem os moradores, quando o empresário e construtor civil Dharmen Shah lhes oferece uma generosa indemnização para que deixem as suas casas a fim de ali construir um luxuoso complexo de apartamentos, a primeira reacção destes é de recusa. O contrato contém no entanto uma cláusula perversa, que pouco a pouco irá minar os laços de solidariedade entre os vizinhos e fazer subir o clima de tensão entre todos, colocando-os em situações limite. Nesta galeria de tipos humanos, que seduz pela sua diversidade e riqueza, reflecte-se a própria cidade, afinal a grande protagonista deste romance.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mais umas comprinhas!

Há sinopses que nos conquistam, verdadeiramente! Sentimos, então, que temos mesmo de ler esses livros. Aqui vão 3 que mandei vir, em promoção, directamente da Quidnovi... e tinham lá tantos que foi-me difícil escolher!

 

domingo, 19 de junho de 2011

Quem postou...Vingança em Sevilha


http://as-leituras-da-fernanda.blogspot.com

Justiça em Sevilha


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 208
Editor: Editorial Planeta
ISBN: 9789896571818

Tenho dois livros desta escritora na minha estante mas, infelizmente, sinto isso agora que acabei este, ainda não os li. São eles "O último Catão" e "Tudo debaixo do céu". Tenho de os passar para o cimo da pilha!

Gostei muito desta leitura. É com muita facilidade que embarcamos, juntamente com a personagem principal e seus amigos, numa aventura, daquelas em que o perigo e a morte espreitam. 

Estamos em 1600 e fazemos "força" para que Catalina (ou Martín) consiga fazer vingar a promessa feita a seu pai, no seu leito de morte. A vingança é um acto terrível e fomos ensinados que ela consome quem a pratica e, como tal, não deve ser alimentada. No entanto, e isto deve-se à escrita envolvente desta autora, não conseguimos deixar de apoiar esta justiceira que toma nas suas mãos uma vingança tão terrível. Num mundo de contrastes, onde coabitam os muito ricos e os miseráveis, onde o dinheiro é lei, somos envolvidos por escravos, piratas, nobres, naus, contrabando, espadas, mezinhas, corrupção e, quando damos conta, estamos nas ultimas páginas deste livro e esperamos o seguinte pois a aventura ainda não acabou...

Vale a leitura, que se faz rápida e nos envolve agradavelmente, com um tipo de escrita marcada com termos da época mas que são de fácil entendimento!

Terminado em 18 de Junho de 2011

Estrelas: 4*

Sinopse

Catalina Solís usando o charme e a astúcia levará a cabo a sua grande vingança, numa das cidades mais ricas e importantes do mundo, a Sevilha do século XVII. Cumprirá desse modo o juramento feito ao pai adoptivo, de acabar com os Curvo, donos de uma fortuna sem igual, conseguida com a prata roubada nas Américas. A sua dupla identidade - como Catalina e como Martín Olho de Prata - e uma enorme astúcia permitir-lhe-ão desenhar uma vingança sem precedentes, baseada no engano, sedução, força, surpresa, duelo, medicina e intriga. Nesta arriscada aventura, conta com a companhia de amigos e de uns malandrins com um forte instinto de sobrevivência, dispostos a dar a vida por esta lendária personagem tão extraordinária. Matilde Asensi escreveu o grande romance de Sevilha, com base numa ampla e rigorosa investigação e um trabalho que evoca as vozes de tempos de aventura, de um mundo dominado pelas aparências, pela corrupção e leis do sangue. Tempo de grandes riquezas e de grande miséria, quando Espanha era o centro do mundo. Um romance de acção trepidante, que mantém vivo o interesse do leitor, com descobertas e surpresas em cada página.

sábado, 18 de junho de 2011

Passatempo: "O Vizinho"

Este foi o livro da Europa-América que alguns de vocês seleccionaram para passatempo!

Para concorrerem têm somente que responder às perguntas que se seguem até ao dia 24, inclusivé. Encontram-nas aqui.

Só é permitido a participação aos seguidores do blog residentes em Portugal e de uma participação por pessoa/residência/email.

O vencedor será escolhido aleatoriamente e avisado por email.

Boa Sorte!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eis o escolhido!

Com o dobro dos votos este foi o livro seleccionado por vocês:





O Vizinho
Ele está mais perto do que você imagina
O lar perfeito. A família perfeita. Um segredo mortal...


Amanhã, em parceria com a Europa-América, sai passatempo fresquinho!!!!!


Crime no Alentejo


Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 328
Editor: Lugar da Palavra
ISBN: 9789898255181

Há livros que, apesar de serem recomendados por amigos, não conseguem fazer-nos viver o enredo. Este foi um deles! Faltou qualquer coisa que me fizesse "estar" no Alentejo e nos EUA e, por vezes, tive vontade de saltar algumas páginas para o acabar mais rapidamente. 

Não o fiz porque está bem escrito, com um humor refinado, criado, sobretudo, pelos diálogos entre as personagens. Acho, porém, que muitas delas estão caracterizadas um pouco exageradamente mas a sua linguagem e as suas expressões típicas trazem-nos um sorriso ao rosto. 

A trama está bem conseguida conseguindo manter o nosso interesse, sobretudo pela linguagem "típica" do Alentejo e pela caracterização das personagens e da região em si. 


Mas, para mim, a esta leitura faltou-lhe qualquer coisa que não sei especificar e que não me deixou fazer o "clic"!

Terminado em 15 de Junho de 2011

Estrelas: 3*

Sinopse

A pacatez de uma aldeia do interior alentejano é subitamente abalada por um crime de contornos vingativos. Com uma vítima mortal e um suspeito em fuga, a equipa da O.S.I.C. (Organização Secreta de Investigação Criminal) entra em campo. O que, à partida, parecia um delito de fácil resolução revela-se, com o avançar das pesquisas, numa complexa e perigosa teia de coincidências e equívocos premeditados. O desenrolar da trama alterna entre dois cenários principais: um Alentejo profundamente rural e a região de New England, nos Estados Unidos da América. Um romance policial de rosto humano a não perder!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Novidade Presença!


Título Original: Last Man in Tower
Tradução: Alice Rocha
Páginas: 472
Colecção: Grandes Narrativas Nº 504



A Presença vai publicar no próximo dia 16 de Junho o novo livro do Man Booker Prize 2008 Aravind Adiga, O Último Homem na Torre (que comentarei em breve), autor de O Tigre Branco.

Sinopse

A acção passa-se em Mumbai (Bombaim),
uma imensa metrópole onde coexistem mundos de pobreza e privação, uma gananciosa e empreendedora camada de novos-ricos e uma pequena burguesia orgulhosa das suas tradições…
Quando o empresário e construtor civil Dharmen Shah entra em cena na comunidade dos moradores das Torres A e B, da Cooperativa de Habitação Vishram, vem perturbar os laços de convivência entre todos, colocando-os em situações limite.
Nesta galeria de tipos humanos, que seduz pela sua diversidade e riqueza, reflecte-se a própria cidade, afinal a grande protagonista deste romance.

Sobre o autor

Aravind Adiga nasceu em Madras (actual Chennai) em 1974. Cresceu em Mangalore, no Sul da Índia. Frequentou as universidades de Columbia e Oxford, e trabalhou para o New Yorker, o Sunday Times, o Financial Times, o Times of Indi, entre outros jornais.
O seu primeiro romance, O Tigre Branco, foi distinguido com o Booker Prize (2008), Entre os Assassinatos, um título constituído por um conjunto de histórias, saiu ainda nesse mesmo ano. Encontram-se ambos publicados pela Presença nesta colecção.

CITAÇÕES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA:

«Extraordinário e brilhante… Adiga é um verdadeiro escritor – isto é, alguém que cria uma voz e uma visão originais.»
Sunday Times

«Um dos livros mais fortes que li nas últimas décadas.»
USA Today

terça-feira, 14 de junho de 2011

Querem escolher?

Com a colaboração da Europa-América este blog vai realizar, em breve, um passatempo, para os seus seguidores, entre estes dois livros que aqui apresento.

Querem escolher? Que livro quereriam ver aqui sorteado?


Respondam até dia 18/6 para:
otempoentreosmeuslivros@gmail.com

O livro mais votado será objecto de sorteio!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Quem postou... Teia de cinzas.


http://www.segredodoslivros.com

http://verovsky-meninadospoliciais.blogspot.com

Teia de cinzas de Camilla Lackberg



Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 488
Editor: Dom Quixote
ISBN: 978972204511


Já tinha lido comentários excelentes aos livros desta escritora e, realmente, fiquei rendida com a sua facilidade em conseguir prender a nossa atenção num enredo que, aos poucos, vai-se intensificando e tornando-se mais complexo.

Um dos aspectos que mais me agradou foi a veracidade dos personagens, ou seja, todos eles se debatem com problemas reais, dificuldades que poderiam ser vividas um pouco por todos nós: como lidar com a morte de um ser querido, a depressão pós-parto, o síndroma de Asperger, as relações entre casais, entre outras. Os polícias surgem-nos, não como super-heróis, mas como seres que vão, com dificuldade, perícia e alguma sorte, desvendando o crime cometido... Somos capazes de penetrar em todas as personagens, tal a forma como elas nos são reveladas.


Vamo-nos apercebendo da história central e, paralelamente, surgem-nos episódios de uma outra história que se vai insinuando, lentamente, sem relação aparente com a primeira. Só no final (como convém!) é que as peças do puzzle se encaixam e conseguimos, então, saborear o livro como um todo! Muito bom! Recomendo vivamente a leitura deste livro. Por mim, faço questão de ler os dois anteriores desta autora.



Terminado em 13 de Junho de 2011

Estrelas: 5*

Sinopse


Outono em Fjällbacka. Um pescador que acabou de recolher os ovos de lagosta que lançara ao mar está em estado de choque. No deck do barco jaz agora à sua frente o corpo inerte de uma menina. Enquanto Erica Falk desespera no seu papel de mãe, Patrick Hedstrom é mais uma vez chamado a desvendar o mistério daquela morte que vai afectar de forma devastadora a vida de muita gente que lhe é próxima. E enquanto a investigação vai decorrendo, os mistérios continuam: que pasta negra era aquela que a menina tinha no estômago quando foi autopsiada? Quem atirou cinza para um bebé que ficara por um momento num carrinho à porta da loja onde a mãe tinha ido fazer compras? Que cinzas eram aquelas que atiraram à bebé do próprio Patrick Hedstrom? Perguntas a que só a investigação da competente equipa liderada por Patrick Hedstrom poderá responder.