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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A convidada escolhe: O guardião de memórias

Mais uma opinião da Teresa. Não conheço este autor mas fiquei com a pulga atrás da orelha...

"Por vezes chegam inesperadamente às nossas mãos livros que aparentemente não nos parecem grandes pérolas literárias mas que se revelam verdadeiros tesouros... Foi precisamente o que me aconteceu com este pequeno livro de Lois Lowry.

Imaginem o nosso mundo desta forma: sem dor, doenças, guerra, crime e conflitos de qualquer espécie, pobreza, injustiças, fome, desemprego, desigualdade, divórcios, inveja. Agora imaginem-se nesse mundo. Agradável à primeira vista, não é?

Pois bem, mas nesse mundo perfeito também não há: amor, desejo, alegria verdadeira, música, sol, neve, liberdade de escolha, cores e (imaginem!) livros... Um mundo uniformizado, sem emoções, sensações, liberdade de escolha e principalmente sem Memórias!!!

Este livro transporta-nos para um universo paralelo que mexe com muitas das nossas mais profundas convicções! Foi um valente murro no estômago!

O protagonista desta história, Jonas, ao fazer doze anos torna-se um membro adulto da comunidade. É-lhe então dada uma importante tarefa para toda a vida e da qual não se pode simplesmente evadir. Ele será o Guardião de Memórias.
Neste mundo imaginado pela autora, as pessoas não possuem memórias. O passado foi apagado do seu mundo e apenas uma pessoa é depositária dessas memórias para que cada vez que o grupo de anciãos precise de conselhos, ele lhos poder dar baseando-se nas memórias que tem guardadas e “libertando” assim a sua comunidade do “fardo” dessas memórias. Jonas vai ser treinado por “O Doador”, o depositário cessante. Inicialmente são memórias agradáveis mas seguem-se memórias de dor, guerra, horror. E Jonas vai perceber que o universo que conhece é tudo menos o que parece e que lhe roubou a vivência de um outro universo absolutamente fascinante. Dizer mais seria desvendar desnecessariamente o desenrolar desta incrível história.

Esta leitura deixou-me com uma sensação enome de tristeza pois mais uma vez me foi demonstrado que nunca poderemos ter tudo aquilo com que sonhamos... Ganhamos umas coisas mas perdemos outras e o balanço perdas/ganhos ficará sempre uma incógnita. Depende de cada um de nós saber o que realmente é importante e ficou claro na minha mente o que efectivamente é, o que me deu também uma enorme sensação de satisfação.

Recomendo vivamente a leitura deste livro. Os nossos valores e as nossas convicções são profundamenet abalados mas, isso é claramente positivo neste caso, se como é óbvio, soubermos tirar as conclusões que se impõem!"

Teresa Carvalho

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